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Verde e amarelo

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Enquanto os Jogos Olímpicos rolam solto lá em Londres, do outro lado do Atlântico, na última terça-feira (31), em São Paulo, a Mitsubishi Brasil apresentou o Lancer com o qual Guilherme Spinelli e Youssef Haddad vão tentar mais um título do Rali dos Sertões, logo mais, entre os dias 18 e 28, entre São Luís e Fortaleza. A partir do dia 16 estaremos lá.

O modelo é praticamente o mesmo que disputou as últimas edições do Dakar e também o último Sertões, vencido pela dupla. Só que o Lancer deixou para trás o tradicional vermelho para vestir verde e amarelo (e branco também), graças à parceria com a Petrobras. Ficou bacana a nova pintura, não? O clique é do Carsten Horst.

É com o Mitsubishi Lancer verde e amarelo (e branco também) que Spinelli e Haddad vão lutar por mais um título no Sertões (Foto: Carsten Horst/Mitsubishi)

A Petrobras, aliás, que tem um histórico de muito apoio ao rali brasileiro, já que, por quase 20 anos, patrocinou a Brasil Dakar, equipe comandada por André Azevedo, um dos pioneiros do país no maior rali do mundo (ao lado de Klever Kolberg). A parceria durou até o Dakar deste ano, e os rumos da Petrobras apontaram para a Mitsubishi.

Além de Spinelli e Haddad, estiveram presentes ao evento atletas do quilate de Torben Grael, Fernando Meligeni, Rodrigo Raineri, Luigi Cani, Chico Serra, Felipe Maluhy e Fabinho Fogaça.

Spinelli, aliás, vai lutar pelo pentacampeonato do Rali dos Sertões. Mas o carioca terá uma dura missão pela frente: entre os maiores adversários estão pilotos do quilate de Reinaldo Varela, que vai de Mitsubishi Triton SR; Riamburgo Ximenes, que neste ano virá com BMW X5 da equipe X-Raid, e, principalmente, Stéphane Peterhansel, mito supremo e dez vezes campeão do Dakar.

O rali é feito de lendas. E o Sertões, que chega ao 20º de uma história vitoriosa, construiu várias. A Revista WARM UP 28 traz reportagem especial com sete lendas do Rali dos Sertões: André Azevedo, Klever Kolberg, Edu Piano, Jean Azevedo, Zé Hélio Rodrigues, Guilherme Spinelli e Marcos Moraes, o homem responsável por dar à competição o aspecto profissional que tem nos dias atuais. Não é por nada não, mas recomendo a leitura. É só clicar e ler!

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O incentivo que vale

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Cá estou de volta para os dias finais de trabalho no plantão de fim de ano. Confesso que acompanhei pouco o dia a dia do automobilismo nesse tempo, precisava descansar, enfim. Mas ainda assim, no Facebook, vi um exemplo do trabalho feito pela Telmex na formação e desenvolvimento de jovens pilotos mexicanos que gostaria de contar aqui.

Na última terça-feira (20), a empresa anunciou a contratação de Franco Aragonés, de apenas 15 anos. Comandada por Carlos Slim, o homem mais rico do mundo, a Telmex planeja para o ainda menino um futuro nos mesmos moldes do que já foi traçado para Sergio Pérez, que fez ótimo primeiro ano na F1, e também para Esteban Gutiérrez, campeão da GP3 e que concluiu temporada de aprendizado na GP2 neste ano para lutar pelo título.

Aragonés é a próxima joia da academia de pilotos da Telmex. Depois de ter adquirido experiência nos monopostos na Skip Barber, o jovem mexicano vai trilhar o caminho de Pérez e Gutiérrez e correrá a F-Renault Inglesa em 2012. O projeto é consistente, tem base, continuidade e é bastante similar ao que a Red Bull faz com pilotos de todo o mundo, mas claro, a Telmex dá espaço para o desenvolvimento de pilotos do seu país. Nada mais legítimo. Incentivo e apoio aos esportistas de sua terra.

Se eu não estiver enganado, no Brasil, o único projeto criado para incentivar e apoiar jovens da categoria de base é a F-Futuro, certame apadrinhado por Felipe Massa. A iniciativa é ótima, mas não basta. Uma vez que o futuro econômico brasileiro é promissor, falta um claro projeto de incentivo e apoio a jovens talentos desde a base até à F1, como faz a Telmex e como fez, no começo da década passada, a Petrobras.

O futuro do Brasil na F1 é sombrio. Por enquanto, apenas Massa está garantido no grid da categoria em 2012. Bruno Senna, segundo foi noticiado, já até assinou contrato com a Williams, mas o piloto até já admitiu seguir os caminhos de Nelsinho Piquet e cruzar o Atlântico para disputar a Nascar. Rubens Barrichello segue como incógnita para a próxima temporada. As promessas, antes cantadas aos montes, hoje são poucos: Felipe Nasr, Lucas Foresti, Cesar Ramos, Guilherme Silva, Pietro Fantin, Yann Cunha e Luir Miranda, por exemplo.

O buraco, como bem se sabe, é mais embaixo. Adriano Buzaid e Gabriel Dias, ambos com reconhecido talento, tiveram de dar um tempo em suas carreiras — promissoras — por conta da (falta de) grana. Ao que me consta, os nomes citados no parágrafo acima não contam com grande orçamento, o que torna os anos que virão um enorme ponto de interrogação. O próprio Nasr me disse que só o talento não basta se não houver o tal do combustível financeiro.

Ao Eike Batista e a tantos outros empresários dispostos a investir no esporte, desde a base até o automobilismo de alto rendimento, tá aí uma bela dica de aplicação — se bem que todo mundo hoje está voltando as atenções para o MMA, é o que dá audiência e visibilidade a um produto, talvez seja a justificativa. Mas o exemplo da Telmex mostra que o automobilismo, desde que encarado a sério e com investimentos maciços, é rentável. Que o sucesso da Telmex sirva de inspiração e exemplo, para o bem do presente e do futuro do esporte a motor do Brasil. Esse sim é o incentivo que vale.

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