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El duelo

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Bem diferente de 2012, quando a Williams fechou sua dupla desta temporada depois da virada de ano, confirmando Bruno Senna — em substituição a Rubens Barrichello — como parceiro de Pastor Maldonado, 2013 se avizinha mais promissor, com o anúncio da dupla Pastor-Valtteri Bottas dias depois do GP do Brasil. A dupla parece ser das melhores. Maldonado, em que pese as críticas pela sua irregularidade, provou seu valor. Rápido, muito rápido, só precisa amadurecer, e isso deve acontecer em 2013, sua terceira temporada na F1. E pela primeira vez, é o venezuelano quem será a referência do time, já que ele terá ao seu lado o jovem e promissor Bottas, que desbancou Senna e fará sua estreia no ano que vem.

O duelo entre o experiente Maldonado e o jovem Bottas promete. Ambos não esperaram pelo GP da Austrália, daqui a 101 dias, para começarem a disputa. Em um vídeo divulgado hoje pela Williams, Pastor e Valtteri duelaram no par ou ímpar e na brincadeira do sim ou não.

E nas pistas? Quem vai levar a melhor? Opine!

 

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Ascensão e queda

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Finalmente a F1 foi para a tão aguardada pausa no verão europeu. Agosto será um mês de análises, muitas notícias de bastidores, especulações e, muito provavelmente, anúncios. Acredita-se que logo o futuro de Lewis Hamilton e Felipe Massa será definido em breve. Acho que Lewis fica na McLaren, enquanto paira uma enorme dúvida sobre o brasileiro da Ferrari. A sequência de Bruno Senna na Williams também é uma incógnita, ainda mais porque o nome de Valtteri Bottas ganha cada vez mais força dentro de Grove.

E já que estamos falando de Williams, é inevitável salientar o enorme salto de qualidade da equipe em relação à temporada passada. Como Pastor Maldonado me disse durante entrevista lá em Interlagos no ano passado, não havia como o substituto do FW33 ser pior. De fato. O próprio venezuelano e Senna mostraram isso na pista, e a Williams soma 53 pontos em 11 etapas, contra míseros cinco de 2010.

Antes de seguir, cabe um parêntese. Lembro que no começo da temporada a dupla Senna-Maldonado era considerada jovem e inexperiente demais para correr pela Williams e, principalmente, para desenvolver o novo FW34. De certa forma, as previsões estavam bem equivocadas, já que o carro desse ano é mesmo muito bom. Sigamos.

Williams precisa chamar atenção de Maldonado para fazê-lo voltar a andar bem (Foto: Williams)

A maior parte desses pontos foi conquistada por Maldonado. O ‘placar’ aponta 29 x 24 a favor do pupilo de Hugo Chávez em relação a Senna. Mas aí cabe uma reflexão. Sem olhar tanto para os números, que são frios, não dá pra falar que Bruno está fazendo temporada pior que seu companheiro de equipe. Vou tentar explicar meu ponto de vista.

Entendo que Maldonado e Senna se equivalem, ambos têm o mesmo nível. Contudo, Pastor é mais agressivo, enquanto o primeiro-sobrinho tem adotado postura mais conservadora. No começo do campeonato, o venezuelano até despontou como o grande showman. Duelou com Fernando Alonso pelo quinto lugar no GP da Austrália, bateu, mas deixou seu recado. Senninha, por sua vez, não aparecia com o mesmo brilho do parceiro sul-americano.

Mas em termos de resultados na sequência do Mundial, Bruno vinha melhor, com 14 pontos após quatro etapas, contra apenas quatro de Pastor. Até que veio o GP da Espanha, onde o venezuelano conquistou uma vitória tão épica quanto inesperada. A surpresa maior foi pela pilotagem tranquila em Barcelona, suportando com maestria os ataques de Fernando Alonso. Naquele 13 de maio a Williams quebrava o jejum de quase oito anos sem vitórias, Maldonado fazia história e colocava Senna sob pressão.

Foi o ápice de Pastor na temporada e, talvez, na carreira. É óbvio que ele pode vencer novamente: talento não lhe falta, velocidade idem, mas é fato que Maldonado precisa domar essa agressividade toda, sob pena de ser marcado muito mais pelos erros do que pela vitória em Montmeló. Desde então, sua temporada tem sido permeada por punições — já foram seis em 2012 —, manobras polêmicas e, principalmente, pelo jejum de pontos e boas corridas.

Senna, em contrapartida, ressurgiu no campeonato e mostra que, diante daquilo que a Williams pode fazer, tem feito bom trabalho. Desde a vitória de Pastor na Espanha, Bruno pontuou em quatro das seis últimas corridas e exibiu talvez sua melhor performance no ano em Hungaroring, neste fim de semana, indo ao Q3 pela primeira vez em 2012, segurando no braço Mark Webber para ter seu melhor resultado desde o sexto lugar do GP da Malásia.

Senna está em melhor fase, mas nem de longe está garantido para 2013 na Williams (Foto: Williams)

Discretamente, alternando corridas de altos e baixos, Senna faz o que é possível com o carro que tem. Mas Maldonado, nem isso. Na minha opinião, mesmo com a — injusta — punição ao piloto no último domingo, na Hungria, acho que falta uma ‘chamada de atenção’ por parte da Williams. Como Pastor é indiretamente o dono da grana que banca a maior parte do orçamento do time de Grove, fica a impressão de que, para a Williams, está tudo bem assim, mas é fato que Maldonado pode e deve fazer muito mais. Nem mesmo com a carroça do ano passado o sul-americano enfrentou fase tão ruim quanto agora. Depois de ir ao topo da F1, Pastor vem em queda livre em termos de rendimento.

O quadro atual da Williams é um pouco esquisito quando se trata da sua dupla de pilotos para o ano que vem. Hoje é o inconsistente venezuelano quem está em baixa, mas tem a segurança de que seguirá em 2013 — por conta do contrato da PDVSA com a equipe britânica. Por sua vez, Senna está em ascensão, mas ao mesmo tempo não tem nenhuma garantia de que vai renovar seu vínculo com Grove.

Talvez o grande azar de Bruno tenha sido justamente a chegada das férias, que dá uma ‘quebrada’ no bom momento por ele vivido. Certamente que a partir de Spa-Francorchamps, cada corrida será decisiva para sua permanência na Williams em 2013. Em alta, Senna luta pela sobrevivência na F1. Em baixa, Maldonado luta para mostrar ao mundo que aquela vitória em Barcelona não foi mera obra do acaso. Para ambos, a missão é duríssima. Veremos a partir de setembro quem leva a melhor.

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O importante é levar os três pontos

MAURO DE BIAS [@MaurodeBias]
de Belford Roxo

Amanhã começa, em Barcelona, a segunda sessão de testes coletivos da pré-temporada da F1. Aproveitando a folia momesca, trago este post mais descontraído para comentar um pouco do que nós aqui do Grande Prêmio passamos quando começam a chegar as pérolas dos pilotos e engenheiros no fim do dia de treinos dos carros novos.

Sabem aquele discurso de jogador de futebol? “Não, o professor deu as orientações aí, o time jogou bem, ainda tem que melhorar a zaga, mas o importante é que a gente conseguiu os três ponto aí grazadeus”.

Pois a F1 não é muito diferente. É sempre aquele blá blá blá já tradicional. “O carro é muito bom, é muito rápido, estou feliz com o resultado do dia…”. Enfim, as falas dos pilotos vêm recheadas de frases que raramente mudam. Um gerador de lero-lero infinito em tom sempre otimista. Todos têm carros maravilhosos e a equipe evoluiu muito durante o inverno. Eventualmente, porém, um ou outro fala alguma palavra diferente e é aí que você pode interpretar o que os caras realmente querem dizer.

Quando um piloto senta no carro e vai com ele à pista, ele sabe bem qual é o potencial. Ele sabe se está guiando uma máquina campeã ou uma cadeira elétrica. Mas ele nunca vai sair dizendo: “Putz, olha onde eu fui amarrar meu burro”. Na verdade, ele até diz. Mas com outras palavras.

Um sintoma clássico de que o carro provavelmente é uma porcaria é o “ainda é muito cedo para fazer previsões”. Sebastian Vettel foi um dos que deu essa declaração em Jerez de la Frontera, há duas semanas. Quando vemos isso, a vontade é de pôr no título da matéria: “Má olha isso… Vettel diz que novo carro da Red Bull é uma droga”.

Quem também falou uma dessa foi Pastor Maldonado. O primeiro título que passa pela cabeça é: “FW34 é outra carroça e sei não, hein… Será que Frank Williams aguenta mais desgosto?”.

Ou então na hora que chega uma frase de Pedro de la Rosa dizendo que adorou o dia de testes com a HRT. O título que, no fundo, nós queremos escrever é: “De la Rosa diz que carro da HRT é bom… Aham, Pedro, senta lá”.

Os testes da F1 seriam muito mais interessantes se nós pudéssemos escrever o que os pilotos realmente querem dizer com essas frases feitas.

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Não existe almoço grátis

Felipe Paranhos

Duas fontes me apontam que a Sauber já tem seu piloto para o ano que vem. Segundo ambas, Sergio Pérez é o nome para a temporada 2011. Nick Heidfeld, portanto, deve ter vida curta no time de Peter.

A contratação de Esteban Gutiérrez como reserva do time suíço tem muito a ver com a forte probabilidade de as fontes estarem certas. Por um motivo em especial: Esteban é patrocinado pela Telmex, assim como Pérez. Além disso, ambos são mexicanos, como se sabe. E o carro da Sauber passou o ano inteiro em branco.

Outro nome importante nesta disputa é o de Pastor Maldonado. O campeão da GP2 ainda não tem vaga garantida na F1. O venezuelano conversou com quatro equipes: Sauber, Lotus, Force India e Hispania. A Sauber mixou. A Lotus, segundo uma das fontes, vai manter seus dois pilotos.

Para entrar na Force India, Pastor dependeria da saída de Sutil para a Renault. O alemão tem os milhões da Medion, sua patrocinadora, para oferecer pela vaga de Vitaly Petrov. Assim, o lugar na FI poderia ficar com o venezuelano. A outra opção é a Hispania.

Na Renault e na Virgin, Maldonado não tem trânsito. Na equipe francesa, seu maior problema é com Eric Boullier, “só” o chefe da equipe, com quem teve relacionamento conturbado nos tempos de Dams, na World Series.

E tem D’Ambrosio.

O negócio é o seguinte: Jérôme, piloto da Dams na GP2 e até outro dia piloto de simulador da Renault, virou o reserva imediato da Virgin. A equipe precisou de dinheiro, já que Lucas Di Grassi perdeu o patrocínio da Clear, aquela dos xampus anticaspa.

D’Ambrosio repôs uma grana na Virgin. € 1,5 milhões, pra ser exato. Onde entra a Renault nisso? No conjunto suspensão-motor-KERS que a equipe inglesa negocia com o pessoal do Gravity, empresa que agencia jovens pilotos. Jérôme é piloto do Gravity e dispõe de mais 5 milhões para investir em quem o desejar em 2011.

Neste ano, D’Ambrosio treina em quatro das cinco sextas-feiras restantes: Cingapura, Japão, Coreia do Sul e Brasil. Só não anda em Abu Dhabi porque tem a GP2. É quando Razia treina.

No fim das contas, é como se D’Ambrosio estivesse pagando para Di Grassi correr, por enquanto.

Mas não existe almoço grátis, diria Milton Friedman…

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O melhor [da GP2]

Felipe Paranhos

Há um ano, escrevi aqui que Pastor Maldonado era o “pior piloto das grandes categorias”. Justifiquei dizendo que o venezuelano era “até rápido às vezes”, mas era “capaz de idiotices indescritíveis”. O que era verdade. Pastor sempre foi o retrato do piloto veloz, ousado, mas irregular, que frequentemente acabava com a sua corrida e com a dos outros — como fez, naquele ano, com Diego Nunes em Nürburgring, só para citar um caso.

Em 2009, Pastor ficou à sombra do campeão Nico Hülkenberg na ótima ART. Enquanto o novato  — hoje na Williams — fez 100 pontos, o veterano fez apenas 36. E, para a temporada atual, foi parar na Rapax, antiga Piquet GP, que se mostrava como incógnita para 2010.

Deu certo. Maldonado se encaixou bem na equipe e se vale da experiência com o carro da categoria — que é fundamental, ou vocês acham que o Zuber era competitivo porque era bom piloto? — para dominar os mais novos. Mas o piloto parou de cometer erros bobos e alcançou uma consistência que me lembra os tempos de Timo Glock na iSport em 2007, quando o alemão levou o título.

Desta feita, Maldonado é o melhor da categoria. E eu, se sou dono de uma dessas equipes pequenas da F1, já fechava com ele — e com o dinheiro da PDVSA, petrolífera venezuelana — para 2011.

* Na minha pesquisa pelo post em que critiquei Pastor, notei que fiz duas apostas para o título de 2010: Jules Bianchi e Giedo van der Garde. Sou péssimo em palpites, percebi. Bianchi está sendo uma decepção e Van der Garde, depois de um excelente ano na mediana Arden, está ofuscado por Sergio Pérez (que pra mim é o maior valor da GP2 hoje).

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Sem patrocínio não vai

Felipe Paranhos

O nome mantido da BMW não ajudou, Kobayashi disse que não tinha dinheiro, De la Rosa não levou tanto… Hum… Talvez essa história de o Peter Sauber recorrer a pilotos pagantes como Pastor Maldonado e Luca Filippi faça sentido, hein?

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O pior

Pastor Maldonado acaba de fazer mais uma cagada fenomenal na GP2, tentando uma ultrapassagem imbecil e acabando com a prova de Diego Nunes — e com a sua, uma volta depois. Impressionante como é ruim.

É o pior piloto das grandes categorias. É até rápido às vezes, mas é capaz de idiotices indescritíveis. Mas continua na GP2, graças ao dinheiro da PDVSA, a petroleira venezuelana.

E para o caro leitor, quem é o pior piloto hoje entre as grandes categorias do automobilismo?

Felipe Paranhos

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