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Estreia minimalista

Crédito: Guilber Hidaka

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Definitivamente, 2011 foi um ano de estreias para mim. Neste ano, pela primeira vez trabalhei na F1, debutei como comentarista televisivo e para fechar com chave de ouro, guiei pela primeira vez um carro de corrida de verdade na vida. Explico.

Fui gentilmente convidado para fazer parte do Mini Minimalism Driver Day, realizado na última terça-feira (13), no autódromo da Fazenda Capuava, em Indaiatuba. Antes, vale ressaltar. Tirei algumas boas fotos da pista, de propriedade de Alcides Diniz. Claro que não dá para comparar com as pistas homologadas para sediar corridas, mas o local é de uma organização ímpar. Grama bem cortada, asfalto na mais perfeita ordem. Gostei muito do que eu vi.

O evento teve a participação de jornalistas de várias mídias e serviu para, entre outras coias, divulgar o último lançamento da marca, o belo Mini Coupé, com o qual cada um de nós teve a chance de completar três voltas no circuito. Talvez tenha sido a primeira e última chance em poder dirigir um carro daqueles, então aproveitei a oportunidade ao máximo.

Além da apresentação do Coupé, a programação compreendeu também uma espécie de gincana, em que todos nós, em grupos, completamos três voltas na pista com um Cooper S dotado de soluções para alertar sobre o consumo de combustível e de equipamento. Confesso que fui muito mal e perdi muitos pontos — o vencedor foi o Rodrigo França —, mas foi bom para entender como um carro pode ter vida mais curta com um estilo de guiar mais agressivo e exigente. Valeu muito como lição.

Mas o melhor mesmo foi ter recebido a chance de guiar um modelo do Mini Challenge John Cooper Works. Todos nós fomos instruídos e guiados pela lenda Ingo Hoffmann, que nos orientou via rádio sobre a postura e os nossos limites na pista. Confesso que fiquei um tanto apreensivo, já que jamais guiei um kart, por exemplo. Carro de corrida, apenas em simulador. Percebi que a realidade é muito, mas muito diferente.

É preciso dizer que tudo foi feito na mais absoluta segurança, sem sustos. Não houve tomada de tempos nem nada, foi apenas uma chance para que cada um de nós sentisse as reações do equipamento e percebesse o quanto é difícil a vida de um piloto. Perceber como um carro de corrida se comporta com uma tocada mais forte, com uma passada pela zebra, acelerada, retomada, troca de marchas, até mesmo o posicionamento no banco — foi meio complicado me encaixar porque ando meio fora de forma — foi realmente incrível. Experiência única, devo dizer.

Foi um belo presente de fim de ano, mais um desses momentos que levarei comigo por muito tempo. Já que a chance de ter um carro desses no futuro é mínima — para se ter uma ideia, nunca tive sequer um carro mais novo do que um modelo de 1998 —, aproveitei cada momento. Sem qualquer tipo de jabá — essa não é a minha praia — agradeço à Mini pela grande oportunidade dada nessa semana.

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