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Todos pela Espanha na Copa

Valência recebe a F1 neste fim de semana para a disputa do GP da Europa, com a realização dos primeiros treinos livres nesta sexta-feira (24). Porém, todas as atenções da Espanha estarão concentradas para um evento que será realizado horas depois: a partida da seleção espanhola contra o Chile na Copa do Mundo. A torcida da Fúria terá três fãs especiais: Fernando Alonso, Jaime Alguersuari e Pedro de la Rosa.

Durante a entrevista coletiva da FIA feita nesta quinta-feira (23), os pilotos espanhóis da F1 foram questionados sobre a Copa e sobre a torcida deles. Os três se mostraram muito confiantes na vitória da equipe ibérica.

“Vamos vencer”, disse Alguersuari. Alonso se mostrou ainda mais otimista. “Fácil, fácil, fácil. Vamos vencer, com certeza”, afirmou.

Logo após essa declaração, De la Rosa perguntou ao seu antigo colega de McLaren se estava se referindo ao jogo contra o Chile ou à final. Foi aí que surgiu o Alonso corneteiro, bastante exigente com a seleção de seu país. “Chile [respondendo a Pedro]. Se não vencermos, não merecemos…”, falou Fernando, referindo-se ao favoritismo da Espanha.

O piloto da BMW Sauber também demonstrou confiança no futebol de seu país. “Acredito que será um grande ano para nós na Copa do Mundo. Vamos fazer bonito. Eu realmente torço muito para a Espanha. Gosto da atitude deles e como os jogadores estão desempenhando isso.”

A Fúria é a atual campeã europeia, sendo apontadas como uma das grandes candidatas ao título na África do Sul. Porém, o time começou mal, perdendo para a Suíça por 1 a 0. Na segunda rodada, se recuperou, ganhando de Honduras por 2 a 0. Para evitar uma eliminação prematura e surpreendente, precisa superar os chilenos. Caso empatem ou percam o jogo, precisarão de uma combinação de resultados para passar às oitavas.

Um italiano eliminado e um metade russo, metade espanhol

Os espanhóis não eram os únicos na coletiva. Vitantonio Liuzzi e Vitaly Petrov também foram perguntados se estavam acompanhando a Copa. A entrevista aconteceu antes da partida da Itália, e, por isso, o piloto da Force India respondeu que dependia do que aconteceria dentro de algumas horas para saber se continuaria vendo a competição.

A Itália, campeã mundial em 2006, perdeu para a Eslováquia por 3 a 2 e foi eliminada da Copa ainda na primeira fase, em um dos maiores vexames da história do futebol italiano. Ficou a dúvida se Liuzzi continuará assistindo ao torneio.

Já Petrov não teria para quem torcer, já que a Rússia foi eliminada ainda nas eliminatórias e nem foi para a África. Mesmo assim, o representante da Renault encontrou uma seleção para apoiar. “Gosto de ver a Espanha jogando. E eu também moro aqui, então eu também vou torcer para a Espanha amanhã.”

O comentário do russo rendeu uma declaração descontraída de Alonso: “Bom…”

Marcus Lellis – @marcuslellis / Lellisblog

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Abertura da Copa x F1

Sexta-feira, dia 11 de junho, 11h, horário de Brasília. Dia e hora da abertura da Copa do Mundo, África do Sul e México. O jogo até pode não ser aquela Brastemp, mas Copa é Copa.

Longe da África, em Montreal, no mesmo dia, na mesma hora, começará o primeiro treino livre para o GP do Canadá de F1.

Sim, enquanto o mundo está de olho no estádio Soccer City, em Joanesburgo, a F1 tenta concorrer com a Copa do Mundo.

A pergunta é simples: você, internauta, vai ver o quê? A abertura da Copa do Mundo, que acontece de quatro em quatro anos, ou um rotineiro treino livre da F1?

Marcus Lellis – @marcuslellis / Lellisblog

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Massa, visita e renovação

Antes de partir para o Canadá, onde acontecerá a próxima etapa da F1, no fim de semana que vem, Felipe Massa está no Brasil para participar de um evento da Shell. O piloto da Ferrari vai nesta sexta-feira (4) a uma plataforma da petrolífera, localizada em Macaé, no estado do Rio de Janeiro.

Quanto à renovação de contrato do brasileiro com a equipe italiana, nada está acertado ou assinado. Mas o BloGP pode dizer que ambas as partes estão muito perto de um acordo. O que se diz dentro do time de Maranello é que em nenhum momento se pensou em outro piloto a não ser Massa. Mas não é possível falar quando o martelo será batido, se em questão de dias, semanas ou meses.

Marcus Lellis – @marcuslellis / Lellisblog

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O que fazer, Massa?

Felipe Massa iniciou as negociações para renovar o contrato com a Ferrari, que acaba no fim do ano. Mas Nicolas Todt, empresário do piloto, está conversando com outras equipes. Dizem que a Renault é uma delas. A notícia surgiu nesta segunda-feira (24). Isso porque já falaram que a Red Bull também pode ser o caminho do brasileiro em 2011.

A pergunta é simples, caro leitor. Ferrari, Red Bull, Renault ou qualquer outra equipe. Se você fosse Massa, faria o que da vida? A caixinha de comentários está aberta para os internautas.

O que eu faria no lugar de Massa? Dava um jeito de acertar com a Red Bull.

Marcus Lellis – @marcuslellis / Lellisblog

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Di Grassi fala sobre patrocínios, Virgin e futuro

Lucas Di Grassi anunciou seu novo acordo de patrocínio com a Sorocred, empresa de capital brasileiro baseada em Sorocaba, nesta terça-feira (27), em um evento realizado na cidade de Araçoiaba da Serra, que fica a 115 km de São Paulo. Após a coletiva, o BloGP teve um rápido bate-papo exclusivo com o piloto da Virgin, que falou sobre a sua antiga dificuldade para arranjar patrocínios, o que virou coisa do passado, o atual momento de sua equipe na F1 e o futuro do time.

BloGP: Uma coisa que a gente falou muito contigo no passado foi sobre patrocínios. Hoje, a gente olha para a sua camisa e vê os patrocínios da Clear e da Sorocred (nessa hora, Lucas interrompe para dizer que tem cinco empresas o apoiando). Como você analisa o seu atual momento? Levando em conta o seu passado, em que você sempre falou que era tão difícil arranjar um patrocínio, já que não tinha um nome conhecido.

Lucas Di Grassi: Acho que são cenários totalmente diferentes. Hoje, eu estou na F1, no topo. Não do topo, acho que tem muita coisa para evoluir, para melhorar. Mas eu estou em uma posição muito boa da minha carreira. Eu quero alinhar a minha imagem com empresas sérias, que estejam na mesma linha de pensamento, de filosofia, que são sólidas, que querem batalhar e que querem crescer. Eu, graças a Deus, hoje em dia, tenho amigos e empresas trabalhando comigo e fazendo um benefício mútuo entre a gente. Mas nem sempre foi assim. Conforme eu falei, no começo da carreira, quando você não tem nome, quando você ainda está crescendo, quando você ainda está tentando evoluir, é muito difícil arrumar um patrocínio. Sem dúvida, eu sempre sofri com isso, desde a época do kart. E eu nunca tive um sobrenome famoso. Nunca tive uma linha de parentes no automobilismo, eu estou fazendo o meu próprio rumo. Então, foi mais ou menos isso que aconteceu. A Renault investiu durante seis anos na minha carreira. Eu sou muito grato a eles por ter sido o meu patrocinador nessa época. Então, acabou dando tudo certo, graças a Deus.

BloGP: O que aconteceu com a Virgin no GP da China? Você largou após a corrida ter começado e abandonou logo depois. O Timo Glock nem largou. O que aconteceu com a equipe especificamente no domingo, dia da corrida?

LdG: Olha, eu estava esperando bastante daquele fim de semana. A gente fez uma simulação de corrida na sexta-feira. Fui o piloto que mais deu voltas na pista. Dei 56 voltas, exatamente a quantidade de voltas numa corrida, e não aconteceu absolutamente nada com o carro. Estava super em ordem, fizemos a classificação, o carro não deu um problema, estava tudo indo super bem nos dois carros, a gente estava com zero problema até domingo de manhã. Quando ligaram o meu carro no domingo, descobriram que estava com um problema na embreagem. A gente acabou não largando por causa disso, e a embreagem acabou quebrando de novo na corrida. Não sei exatamente o que aconteceu. Ninguém sabe ainda direito. Às vezes, foi um detalhezinho que a gente não prestou muita atenção ou que não esperava que fosse acontecer. Ou até mesmo uma peça que é não é do nosso controle que estava defeituosa. Com o Glock, houve um problema com a bomba de ar do motor na volta em que estava indo para o grid. Até então, não tinha nada. Então, foram coisas que aconteceram de última hora que a gente não teve controle e acabou prejudicando a nossa corrida, que achava, no meu ponto de vista, que seria tão boa quanto na Malásia.

BloGP: Na auto-avaliação da Virgin, em que ponto a equipe se vê agora? Obviamente, na frente da Hispania. Mas vocês se veem atrás, perto ou na frente da Lotus?

LdG: Eu vejo a Virgin na frente da Lotus. As classificações foram bem próximas. Na Malásia, a gente terminou na frente da Lotus. Na China, a gente se classificou na frente da Lotus, em condições normais. A gente está em uma condição bem parecida de disputa. A Lotus tem um budget [orçamento] muito maior do que o nosso. Mas eu acredito que a gente seja capaz não só de disputar com eles, mas como terminar o ano como a melhor das novatas. Acho que esse é nosso objetivo. A Hispania está bem para trás, acho que é muito difícil que eles disputem alguma coisa com a gente. E a gente vai demorar, eu acredito, pelo menos, mais um ano para conseguir chegar no pelotão intermediário.

BloGP: Essa seria a próxima pergunta. Em quanto tempo vocês preveem a Virgin no Q2 da classificação?

LdG: Muito difícil. A principal fonte de downforce [pressão aerodinâmica] de um carro atual é o assoalho duplo. Ou triplo, de alguns carros. Esse é o principal foco de tecnologia em que o pessoal investiu muito no ano passado. Enquanto a gente estava projetando o carro inteiro, o pessoal estava só divulgando esse tipo de downforce. Se você olhar a asa traseira, as dimensões, é tudo meio parecido, mas o assoalho faz uma grande diferença. Para o ano que vem, o assoalho volta a ser simples. Então, para esse ano, vai ser difícil disputar, não impossível, mas vai ser muito difícil, em condições normais, a gente ir para o Q2 ou mesmo pontuar. Em condições normais, a gente precisa evoluir muito. Eu acredito que, no ano que vem, a gente vai estar muito mais próximo das equipes intermediárias. E, quem sabe, daqui a um ou dois anos, começar a disputar pontos constantemente e talvez almejando um pódio, mas é muito difícil mensurar o quanto as outras equipes também vão evoluir para o ano que vem.

Marcus Lellis – @marcuslellis / Lellisblog

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Os polegares mais valiosos do mundo

EFE

Está vendo esses polegares? São de Fernando Alonso. E são os mais caros do mundo.

O espanhol recebeu do Banco Santander, que patrocina tanto o piloto como a Ferrari, um seguro de vida e de acidentes com uma cobertura especial para seus polegares. Se Alonso sofrer qualquer tipo de dano nesses dedos, receberá € 10 milhões (aproximadamente R$ 23 milhões).

E por quê os polegares?

Por serem essenciais à pilotagem, disse a empresa, além de que, quando levantados, indicam sucesso ou que tudo está bem e sob controle.

Nunca um sinal de que tudo está bem foi tão valioso.

Marcus Lellis – @marcuslellis / Lellisblog

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GT Brasil, menos para Santos, Campinas e RS

A expectativa foi criada para a estreia do GT Brasil na tela da RedeTV!. Enfim, a categoria nacional teria um espaço na TV aberta, a grande oportunidade de ser difundida nacionalmente. Eu, em Santos, estava preparado para ver a etapa de Curitiba. Quando deu 13h e coloquei na RedeTV!, tenho uma surpresa: nada de GT Brasil. A afiliada da Baixada Santista e Campinas, a Rede VTV, preferiu exibir um programa de produção independente, horário locado.

A mesma coisa aconteceu no Rio Grande do Sul, com a TV Pampa, afiliada da RedeTV! em terras gaúchas. O que é uma prática comum por lá. Segundo relato de Eduardo César, que cuida do site “Papo de Bola”, a TV Pampa não passa quase nenhum evento esportivo da RedeTV! – Série B do Brasileiro, Liga Europa, GT Brasil, Copa Montana, entre outros.

Pelas informações dos internautas pelo Brasil afora, via Twitter, Baixada Santista, Campinas e Rio Grande do Sul foram as únicas regiões a perderem a corrida sob chuva vencida pela dupla formada por Daniel Serra e Chico Longo. Mas é possível que isso também tenha acontecido em outras cidades.

O acordo do GT Brasil com a RedeTV! é algo para ser muito celebrado porque já é um grande avanço para o automobilismo nacional, tão castigado nos últimos anos. Qualquer esporte precisa de divulgação. Uma transmissão em canal aberto é peça fundamental para que uma modalidade faça sucesso e seja popular.

Só que é aquela coisa: tem de ser difundido para todo o Brasil. Não adianta fazer de um jeito em alguns pontos do país e de uma maneira diferente em outros. O GT Brasil vai passar pelo Rio Grande do Sul, no Velopark. E não é exibido pela afiliada gaúcha da RedeTV!. Há cabimento nisso?

As afiliadas precisam seguir as regras da rede nacional. É o que acontece, por exemplo, na Globo. As TVs locais têm seus horários para produzir programas próprios. Mas se há um evento de apelo nacional, a Globo exige a exibição do evento, e as afiliadas que arrumem um jeito de se adaptar à programação para todo o Brasil.

Pelo o que pude apurar, isso não acontece na RedeTV!. Ao ponto de a TV Pampa ter quase uma programação própria, à parte do canal nacional. Desse jeito, fica difícil saber se realmente se trata de afiliada. Mas isso é um problema que cabe à RedeTV!.

Agora, o GT Brasil não pode ser refém desse esquema de trabalho. Ao fazer o acordo com o canal, a ideia era mostrar a categoria para todo o país. Depois desse domingo, acredito que os promotores da categoria devem se sentar com os diretores da emissora e exigir a exibição das provas para todo o Brasil.

Afinal de contas, é o GT BRASIL. Não é o GT Brasil, menos as cidades de Santos, Campinas e Porto Alegre, que ficam com um programa qualquer.

Marcus Lellis – @marcuslellis / Lellisblog

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De la Rosa: o primeiro demitido de 2010?

Daniel Muñoz/Reuters

 

A primeira parte da temporada 2010 da F1 acabou, na passagem inicial por Ásia e Oceania. Enquanto a categoria se preparar para começar sua fase europeia, os primeiros boatos sobre troca de pilotos já começaram. Bem cedo, diga-se de passagem.

A vítima da vez seria Pedro de la Rosa, segundo a revista francesa “Auto Hebdo”. O espanhol pode ser demitido pela BMW Sauber após o GP de Mônaco, para a entrada do italiano Luca Filippi e seus € 10 mihões de patrocínios na equipe suíça. O venezuelano Pastor Maldonado também é cotado para a vaga.

Em uma temporada com 24 vagas, é natural que haja trocas de pilotos durante a temporada. É muito difícil que todos comecem e terminem o Mundial. Só não era esperado que a “caça às bruxas” dos times começasse tão cedo.

Como base de comparação, em 2009, o primeiro demitido foi Sébastien Bourdais, trocado por Jaime Alguersuari, pela Toro Rosso, antes do GP da Hungria. O francês resistiu por oito corridas. O veterano espanhol pode sobrar após apenas seis.

A BMW Sauber continua sem apoios, com o carro limpo. Se um piloto aparece disposto a despejar um caminhão de dinheiro, não haverá o que fazer. Como Kamui Kobayashi é jovem e tem potencial a ser explorado, a cabeça de De la Rosa fica a prêmio.

Aí fica a pergunta para os leitores do BloGP: Pedro de la Rosa será o primeiro demitido de 2010? Alguém pode perder o emprego antes? E quando isso vai acontecer? A caixinha de comentários está aberta para os internautas.

Marcus Lellis – @marcuslellis / Lellisblog

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Obama, GM e USF1? Bipostos na F1? 1º de abril!

Barack Obama salvando a USF1, com a entrada da GM. Novas regras na F1, com carros para dois pilotos. Essas seriam as principais notícias do dia no Grande Prêmio… Se não fosse 1º de abril.

Como sempre, a imprensa europeia, em especial a britânica, tentou pregar peças em todos com notícias falsas no 1º de abril. Mas as matérias eram tão inverossímeis que não era nada difícil perceber que se tratava de uma brincadeira.

Obama e GM salvam USF1

O site “Paddock Talk” tentou vender a história de que Barack Obama, presidente dos EUA, tinha decidido salvar a USF1. O governo norte-americano investiria US$ 100 milhões na equipe, salvando 60 empregos, incluindo os dos fundadores do time, Ken Anderson e Peter Windsor.

De cara já é uma história bem improvável, mas aí apareceram as dicas para chegar definitivamente nessa conclusão.

A primeira: o nome do projeto seria “Technology We Can Believe In” (“Tecnologia, nós podemos acreditar nela”), em alusão ao slogan da campanha presidencial de Obama, “Yes, We Can” (“Sim, nós podemos”).

A segunda, e matadora: a entrada da General Motors nesse projeto. Em um tempo em que as montadoras querem mais é distância da F1, é impossível imaginar que uma fábrica cheia de dívidas, que pediu proteção contra falência, vá investir em uma categoria extremamente cara como a F1.

Nem mesmo uma suposta entrevista de Windsor revelando que espera a concretização do acordo consegue dar qualquer credibilidade à notícia.

Carros bipostos na F1

Já a história do site “Forumula 1” consegue ser pior. Eles contaram que, preocupados com a falta de emoção nas corridas da F1, os diretores da categoria resolveram tomar uma decisão inesperada com uma nova regra: a partir de 2011, cada carro teria dois pilotos.

Ambos ficariam no modelo biposto, com lugares para duas pessoas, a exemplo dos que são usados para demonstrações, durante toda a corrida. Um pilotaria e o outro ficaria de co-piloto, mas haveria uma exigência: cada um precisaria comandar o carro por, pelo menos, 40% da prova.

As novas equipes já estariam insatisfeitas com os custos que certamente aumentariam para a próxima temporada, com a construção de carros com dois lugares.

Uma grande fábula, que fica mais fácil de ser desvendada com as “declarações” dadas por Eddie Jordan. “Tenho de ver o que David Coulthard acha disso e, então, discordar completamente dele”, teria dito. Tinha mais: “Essa ideia é pior do que o Kers ou ter Kimi Raikkonen na Ferrari”.

É, os europeus já foram melhores na arte de enganar as pessoas no 1º de abril.

Marcus Lellis – @marcuslellis

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Webber, sua hora de parar está por chegar?

Getty Images
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Eis que Lewis Hamilton resolve especular a aposentadoria de Mark Webber. Do nada – realmente do nada, porque ninguém tinha falado sobre isso antes, nem o próprio australiano, que é parte interessada neste assunto –, o inglês chega e diz que não se surpreenderia se o piloto da Red Bull decidisse parar. Para o representante da McLaren, Webber se aposentaria por cima, já que tem o melhor carro de sua carreira nas mãos, podendo brigar por vitórias e o título.

Nesse último ponto, até que Hamilton tem razão. Se Mark decidisse parar agora, sairia por cima. Logo o Webber, que foi apontado como uma grande revelação e penou por várias temporadas até ter um certo destaque na F1. Mas ele não é muito novo para parar, não?

Webber fará 34 anos em agosto de 2010. Se for levar em conta que temos Michael Schumacher já na casa dos 40 e Rubens Barrichello e Jarno Trulli batendo na porta dessa casa, é possível falar que ele está novo para isso.

Internautas, o espaço é de vocês.

PS: Existem rumores de que Kimi Raikkonen, patrocinado pela Red Bull no WRC, pode acabar na equipe da empresa de bebidas energéticas em 2011. Usando a lógica, se isso acontecesse, Webber sobraria. Mesmo assim, eu penso que o australiano teria mercado, não seria o caso de se aposentar.

Marcus Lellis – @marcuslellis

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Massa diz que dificuldades existem para todos

A quinta-feira (18) foi mais um dia de treinos coletivos em que a chuva atrapalhou o trabalho dos pilotos em Jerez de la Frontera. Felipe Massa falou sobre esse assunto na entrevista concedida após as atividades na pista espanhola – em que o Grande Prêmio, com o repórter Marcelo Ferronato, esteve presente.

O brasileiro da Ferrari se mostrou insatisfeito por não poder novamente desenvolver totalmente a F10, carro da equipe italiana para esta temporada, mas preferiu não reclamar muito disso, lembrando que o problema afeta todos que estão em Jerez.

Aqui no BloGP, o internauta pode acompanhar esse trecho e mais outros temas abordados no papo dos jornalistas brasileiros que estão presentes no circuito anduluz com Massa.

Ouça a entrevista com Felipe Massa, direto de Jerez de la Frontera, na Espanha

Marcus Lellis – @marcuslellis

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Di Grassi se prepara para estreia em Jerez

Os treinos coletivos da F1 em Jerez de la Frontera contam com a presença de mais um brasileiro: Lucas Di Grassi. Depois de apresentar o VR-01 na semana passada, a Virgin vai fazer sua estreia oficial na segunda série de testes do ano. Timo Glock pilota o carro nos dois primeiros dias – quarta (10) e quinta (11) –, enquanto o brasileiro assume o comando do modelo na sexta (12) e no sábado (13).

Di Grassi já está em Jerez e apareceu no circuito espanhol nesta quarta. O Grande Prêmio, que tem o repórter Marcelo Ferronato como enviado especial à Espanha, conversou com exclusividade com o piloto no motorhome da Virgin.

Lucas falou sobre suas expectativas para 2010. Disse que a equipe está dando o apoio necessário para que ele, que estreia na F1 como titular neste ano, se sinta à vontade.

O carro da Virgin também foi assunto do papo. Di Grassi afirmou que já deu para perceber em poucos testes na pista de que a base do bólido é boa, sem problemas crônicos, o que era muito difícil, já que o carro era apenas uma ideia há algum tempo.

Mesmo assim, o brasileiro não quer tirar uma conclusão precipitada, já que o time é novo e deve sofrer com problemas ao longo do ano por esse fato. Apesar de saber que a escuderia não vai brigar com os primeiros colocados, o piloto acredita que haverá uma evolução de performance durante a temporada, até porque, segundo palavras de Di Grassi, o trabalho da Virgin está no mesmo nível de outras equipes.

O internauta pode conferir essas e outras opiniões do representante de um dos quatro times estreantes na F1 em 2010 aqui no BloGP, que traz a íntegra da entrevista que o GP fez com Lucas.

Ouça aqui a entrevista com Lucas Di Grassi, direto de Jerez de la Frontera, na Espanha

Marcus Lellis – @marcuslellis

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O retorno ao habitat natural

Michael Schumacher voltou. Apesar de Fernando Alonso estrear na Ferrari em seu país, as atenções da mídia estão voltadas para o retorno do heptacampeão mundial. Todas as coletivas são muito disputadas, alguns jornalistas chegam a fazer plantão em frente à garagem da Mercedes. O alemão é uma espécie de “popstar” da F1.

Mas mesmo sendo “popstar”, Schumi deixou as regalias as quais teria direito de lado. Em vez de se hospedar em um hotel, está dormindo em um motorhome no circuito Ricardo Tormo, em Valência, na Espanha.

Por causa disso, houve uma pergunta bem interessante na entrevista feita nesta quarta (3), último dia de treinos coletivos, com o veterano. Questionaram: “Alguma coisa perturba seu sono de noite?”. A resposta não poderia ser mais sintomática. E que simboliza bem o momento de Schumi.

“Não, eu durmo realmente bem. Até mesmo quando os motores e os geradores estão ligados, eu durmo que nem um bebê. Então, é bom”, disse Michael.

Os motores não perturbam o alemão. Ele se sente muito bem ao lado deles. Schumacher está de volta ao seu habitat natural.

Marcus Lellis – @marcuslellis

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Barrichello vive momento de aprendizado em equipe

Rubens Barrichello quis fugir de uma análise fria de resultados e celebrou o avanço do trabalho da Williams no segundo dia de treinos coletivos da F1 no circuito Ricardo Tormo, em Valência, na Espanha, nesta terça-feira (2). Em entrevista dada aos jornalistas presentes na pista espanhola – incluindo o repórter do Grande Prêmio, Marcelo Ferronato –, o piloto da Williams afirmou que agora é um momento de aprendizado.

Ao responder a pergunta feita pela reportagem do GP sobre as diferenças dos dois treinos realizados nesta semana, Barrichello disse que o carro mudou bastante de segunda para terça. E foram mudanças que vieram para melhor.

Apesar de não chegar ao tempo ideal – foi o quinto colocado –, o brasileiro preferiu não entrar em pânico e ressaltou a dificuldade para ler e fazer uma análise da F1 atual devido ao fim do reabastecimento. Rubens contou que só testou até agora com bem mais da metade do tanque cheio, nunca menos, o que deixa o carro mais lento.

No mais, Barrichello demonstrou estar em lua-de-mel com sua nova equipe e fez uma série de elogios aos novos companheiros.

Aqui no BloGP, o internauta pode conferir o que o brasileiro falou após mais um treino de pré-temporada da F1.

Ouça aqui a entrevista com Rubens Barrichello, direto de Valência, na Espanha

Marcus Lellis – @marcuslellis

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Massa usa dia para entender acerto de carro pesado

Dois dias de treinos coletivos, dois dias na liderança. Felipe Massa fechou sua participação nas sessões que abrem a pré-temporada da F1 em 2010, em Valência, na Espanha, nesta terça-feira (2). Na hora de conversar com os jornalistas brasileiros presentes no circuito Ricardo Tormo – entre eles, Marcelo Ferronato, do Grande Prêmio –, o resultado foi deixado de lado. Os comentários ficaram em torno do trabalho que foi feito para entender o acerto de um carro que estará bem mais pesado nesta temporada, em função do fim do reabastecimento.

O piloto da Ferrari também falou sobre outras novidades do regulamento, como a nova pontuação do Mundial. Ainda opinou sobre a nova regra em que os pilotos terão de usar os mesmos pneus da última fase da classificação na largada das corridas. Segundo Massa, o problema não está no desgaste dos pneus, mas, sim, na escolha do tipo, que pode influenciar positiva ou negativamente.

Por fim, o GP perguntou a Felipe sobre como anda o relacionamento com Fernando Alonso, que esteve no circuito de Valência nesta terça e provocou grande agito nas arquibancadas do autódromo, que estavam lotadas. O espanhol faz sua estreia pela Ferrari nesta quarta (3).

Aqui no BloGP, o internauta pode conferir o que o brasileiro falou após mais um treino de pré-temporada da F1.

Ouça aqui a entrevista com Felipe Massa, direto de Valência, na Espanha

Marcus Lellis – @marcuslellis

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Who?-quem?-berg

Eu já trabalhei com futebol e sei muito bem como é difícil trabalhar com esses jovens jogadores que se acham a última bolacha do pacote. Começam a despontar no esporte, fazem um gol em um jogo importante e, pronto, se tornam um poço de arrogância, isso sem ao menos construir uma carreira de respeito.

Agora, transportem esse cenário para a F1. A situação piora, já que se trata de um esporte de salários milionários e egos na estratosfera.

Pergunto aos internautas e leitores do BloGP: quem é Nico Hülkenberg? Um piloto que está despontando, ganhou o campeonato da GP2 e agora tem a sua grande chance na F1, como companheiro de Rubens Barrichello na Williams. Bom currículo, mas nada para alguém se sentir um gênio da raça.

Nosso repórter em Valência, Marcelo Ferronato, encontrou Hülkenberg no circuito Ricardo Tormo. Primeiro, observou o tratamento que o piloto dá para os fãs da categoria. Um torcedor espanhol pediu para tirar uma foto com o alemão, que, pelo menos, o atendeu. Após registrar a imagem, o fã, muito feliz de estar com um piloto da F1, estendeu a mão para cumprimentar o que poderia ser um novo ídolo. Ficou no vácuo.

Marcelo foi cumprir sua função de jornalista para falar com Nico, mas sua assessora foi, no início, intransigente. Outra coisa estúpida na F1, por que um piloto não pode falar, tem de ser tudo conforme um roteiro? Mas, nesse ponto, somos chatos e não desistimos.

O repórter do GP pediu só uma pergunta, e a assessora cedeu. Hülkenberg respondeu. De forma seca, mas respondeu. Sem muito material, Ferronato tentou ao menos mais um comentário do germânico, que lançou: “Não era só uma pergunta? Era só uma pergunta”. Ele se virou e foi embora.

Já vi grandes gênios do esporte serem humildes ao extremo e pararem tudo só para atender um jornalista ou fã. Depois de passarem por muitas histórias, ganharem muitos títulos, essas figuras ilustres têm a dimensão da importância de suas palavras e atos. Por isso, são ainda mais gigantes.

Se uma estrela fizesse o que o piloto da Williams fez, poderia relevar, mesmo sem continuar concordando. Mas volto a questionar: quem é Nico Hülkenberg no universo da F1? O que ele já fez no esporte para se colocar em um pedestal inatingível?

Por essas e outras que a F1 está cada vez mais distante de seus fãs.

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O 1º dia de Barrichello na Williams

Overdose de Rubens Barrichello nessa segunda-feira (1º). Depois de nossa entrevista exclusiva, o piloto da Williams foi para a pista de Valência, na Espanha, estreou no time britânico e acabou com o sexto lugar no primeiro dia de treinos coletivos no circuito Ricardo Tormo. O brasileiro também foi o responsável pela única bandeira vermelha da atividade. Um problema eletrônico de acelerador cortou o motor e fez o carro parar, segundo o veterano.

Depois da sessão, Barrichello deu uma longa entrevista para os jornalistas brasileiros – e a reportagem do Grande Prêmio, com Marcelo Ferronato, estava presente –, em que falou sobre o problema vivido no treino, sobre suas impressões sobre o carro de sua nova equipe, sua opinião sobre mudanças nas regras das classificações em 2010, entre outros assuntos.

Mais Barrichello aqui no BloGP. O internauta pode conferir o que o representante da Williams disse após o começo da pré-temporada da F1.

Ouça aqui a entrevista com Rubens Barrichello, direto de Valência, na Espanha

Marcus Lellis – @marcuslellis

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O dia positivo de Massa em Valência

Felipe Massa falou com os jornalistas brasileiros depois do primeiro dia de treinos coletivos da F1 no circuito Ricardo Tormo, em Valência, na Espanha, nessa segunda-feira (1º). A reportagem do Grande Prêmio, com Marcelo Ferronato, esteve presente na entrevista e ouviu o piloto da Ferrari.

Em sua primeira atividade coletiva após o acidente sofrido na Hungria no ano passado, Massa falou que nem se lembrou do acidente enquanto corria na pista espanhola. Concentrado em desenvolver a F10, novo carro da Ferrari, o brasileiro afirmou que teve um dia positivo.

A satisfação do piloto se deve à facilidade para guiar o modelo 2010 da equipe italiana. Ao comparar com a F60, carro de 2009, Felipe disse que teve um dia bem mais tranquilo, já que sofreu muito no início dos trabalhos da última temporada. “Foi completamente diferente do ano passado”, declarou.

Para não sofrer da mesma forma, Massa contou que a Ferrari planejou um projeto bem distante ao de 2009, com uma direção oposta na parte aerodinâmica, na parte de suspensão e no lado técnico.

Aqui no BloGP, o internauta pode conferir o que o brasileiro falou após o começo da pré-temporada da F1.

Ouça aqui a entrevista com Felipe Massa, direto de Valência, na Espanha

Marcus Lellis – @marcuslellis

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Rubens Barrichello, em alto e bom som para o BloGP

Nosso enviado especial em Valência, Marcelo Ferronato, aprendeu direitinho com a já lendária Evelyn Guimarães como conseguir entrevistas exclusivas bombásticas na surdina. De mansinho, o homem de Ribeirão Preto que foi parar na Europa conversou com Rubens Barrichello.

No motorhome do piloto da Williams, o brasileiro falou sobre muitos assuntos: a hora de parar, as expectativas para 2010, a volta de Michael Schumacher, o relacionamento com Nico Hülkenberg, seu novo companheiro, e a decisão de se focar no presente e deixar o tempo passar, sem muitas preocupações com o futuro.

O internauta pode conferir o trabalho do nosso repórter na Espanha nas matérias publicadas nessa segunda-feira (1º) no Grande Prêmio e aqui no BloGP, onde ouve o áudio da entrevista, editado por este que lhes escreve.

Ouça aqui a entrevista exclusiva do Grande Prêmio com Rubens Barrichello, direto de Valência, na Espanha

Marcus Lellis – @marcuslellis

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Uma pergunta

A dúvida surgiu na última terça-feira (5). Foi levemente solucionada pela Sauber na manhã desta quarta (6). Mas a pergunta ainda vale: as equipes estão esperando o quê para anunciar a data do lançamento de seus carros 2010?

O planejamento dos times para esta temporada está bem atrasado. Os treinos coletivos começam daqui a menos de um mês, e ainda nem sabemos quando os modelos das escuderias serão revelados.

Marcus Lellis – @marcuslellis

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O tempo sempre é o senhor da razão

Essa pauta surgiu sem querer. Sabe quando você vai procurar alguma coisa e acha outra completamente diferente? Foi assim hoje quando procurava por um assunto específico nas notícias do fim do ano passado. Vendo o que o Grande Prêmio publicou em dezembro de 2008, a ideia surgiu na hora. O que teve de declarações furadas não está no gibi.

Aliás, o tempo é, realmente, o senhor da razão. É impressionante como o mundo realmente dá muitas, várias, inúmeras voltas no período de um ano. Quem era um fracassado, vira um vencedor. Quem está por cima, desce vertiginosamente. Pessoal aposta em alguém ou em algo e dá com os burros n’água.

Veja algumas das notícias do fim de 2008 que, vistas agora, se tornam folclóricas:

Apesar dos elogios, só título importa a Kubica

Ou seja, a temporada acabou cedo para o polonês

BMW Sauber reitera comprometimento na F1

Quando tudo estava a mil maravilhas, era fácil reiterar comprometimento. Na primeira porrada, foram embora

Talvez Button fique na reserva, diz Coulthard

É lógico que ninguém acreditava no Button, mas é engraçado ver a previsão furada do escocês (e de todos nós, acredito). Mas essa é fichinha para a próxima…

Em 2009, Bernie indica ano sabático a Button

Imagine se o inglês aceita o conselho…

Agora, as previsões mais furadas do fim do ano passado:

“2009 verá 1ª vitória da Toyota”, afirma Trulli

O ano de 2009 era cego. Por isso, não viu a primeira vitória da Toyota.

Toyota é boa opção para 2010, declara Nakajima

É mesmo, a Quatro Rodas indicou o Corolla como melhor compra de carro zero. Um visionário, o japonês. (esse comentário pode botar na conta de Francisco Luz)

Marcus Lellis – @marcuslellis no twitter

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Camilo mostra por que 500 Milhas não é brincadeira

É comum dizer que as 500 Milhas de Kart da Granja Viana é mais uma brincadeira de fim de ano, para os pilotos relaxarem, que é uma “pelada”, em comparação ao futebol. Mas cada vez está provado que os pilotos entram para valer nessa prova, que não se permitem errar e que o estresse pode ir ao extremo. Se fosse mesmo uma reunião para brincar, não haveria discussões como no box da Dolly, em que Thiago Camilo – que corre mesmo com um ferimento na mão direita – e um mecânico tiveram uma séria discussão, muito por conta pela enorme vontade de vencer de ambos.

Tudo começou na troca de pilotos. Camilo deu lugar a Sérgio Jimenez e houve alguns problemas nessa mudança. Tudo resolvido, Jimenez foi liberado, e o kart, de volta para a pista. Só que Thiago e o mecânico começaram a discutir por causa de alguma coisa que deu errado.

A discussão ficou mais acalorada, o piloto da Stock Car foi puxado para dentro do lugar reservado do box, e o mecânico ainda continuou explicando, de forma agitada, suas razões para o que não deu certo na troca de pilotos.

Os ânimos ficaram exaltados, mas a situação estava longe de descambar para uma briga física, tudo ficou sob controle. Minutos depois, Camilo voltou, cumprimentou o mecânico e tudo ficou acertado.

Isso é absolutamente normal em um prova competitiva. Todos sempre estão à beira de um ataque de nervos porque querem que tudo dê certo. Um erro pode significar uma derrota.

Isso é só para provar que não existe essa história de confraternização de fim de ano. Cenas como a que foi descrita mostram que quando piloto está na pista, não há brincadeiras.

Marcus Lellis [@marcuslellis]

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Camilo e sua fome pela velocidade

Thiago Camilo está com fome de correr. Na sexta-feira (4), o piloto sofreu um forte acidente em Interlagos, cortou a mão e quase não participou do treino de classificação para a etapa final do ano da Stock Car, em São Paulo. Passado o susto, Camilo foi para o treino e conquistou a pole.

Depois disso, momentos de descanso seriam ideais. Nada disso. Thiago está aqui na Granja Viana e já pilotando um kart nas 500 Milhas, mesmo com a mão enfaixada, mesmo com uma prova a disputar amanhã.

É a fome por velocidade! Para matar, só correndo.

Marcus Lellis [@marcuslellis]

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Trabalho de equipe

A sexta-feira foi um dia bem calmo na Granja Viana. Como as equipes convidadas já estavam classificadas automaticamente para o Top Qualyfing – uma minicorrida que vai definir o pole das 500 Milhas de Kart –, não houve muito agito no kartódromo. Alguns pilotos ficaram pouco tempo. Felipe Massa chegou, andou e voltou logo para casa, disse que estava correndo, mesmo, era para ver o Felipinho. Ruben Barrichello também não ficou muito tempo, falou que o kart estava muito bom, mesmo com um problema que aconteceu com o filtro de chuva durante a tomada de tempos para o Top Qualyfing.

No mais, os pilotos ficaram na Granja para bater papo e cuidar de alguns ajustes dos karts para o dia seguinte. Mas me impressionou o trabalho da equipe de Christian Fittipaldi, Vitor Meira, Mario Haberfeld e Felipe Guimarães. Os quatro ficaram horas analisando o tanque de combustível, acertando o kart, fizeram reunião geral com os integrantes do time. Não dá para falar que esses caras não trabalham em equipe.

Marcus Lellis [@marcuslellis]

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Ferrari perde seu “Roque”

Rosato

Gino Rosato vai deixar a Ferrari no fim desta temporada. Depois de ler essa frase, é capaz de a maioria dos leitores se perguntar: “Mas quem é Gino Rosato?”. Esse canadense realmente não deve ser conhecido pelo nome, mas certamente os internautas sabem muito bem quem ele é. Um cara gordinho, de cavanhaque, que sempre aparece com certo destaque no box da Ferrari na transmissão oficial da F1. No GP da Malásia deste ano, quando Kimi Raikkonen foi tomar um sorvete porque não havia mais luz natural para a continuação da corrida, lá estava Gino.

Essa figura folclórica, sempre simpática, que é um grande amigo de Raikkonen (o que mostra a simpatia do rapaz porque não deve ser fácil ter a amizade do finlandês, sempre frio), trabalhava como um faz-tudo da Ferrari. Ele cuidava da segurança da equipe italiana, mas fazia “um bico” ajudando na logística. Eis que Rosato chega nesta quarta-feira (28) e anuncia que sua relação com a Ferrari vai acabar assim que o último carro cruzar a linha de chegada do GP de Abu Dhabi, neste domingo (1º).

Durante sua longa passagem por Maranello, Gino trabalhou com Michael Schumacher, Jean Todt, Ross Brawn e uma pessoa chamada Dany Bahar, que hoje é presidente da Lotus – a empresa criada por Colin Chapman, sem qualquer relação com o novo time que terá o mesmo nome e investimento de um consórcio malaio. E o novo dirigente da lendária corporação ofereceu a Rosato o cargo de vice-presidente de Assuntos Corporativos da companhia. Um belo upgrade na vida profissional do simpático canadense.

Dizendo que essa proposta era única na vida e irrecusável, lá vai o gordinho de cavanhaque, que muitos chamam de “papagaio de pirata” ou “Robert”, para a Lotus, virando mais uma página da história da F1 contemporânea. Aquele cara onipresente não estará mais ao lado do Felipe Massa, do Stefano Domenicali, do Titônio, nem do novo contratado Fernando Alonso.

Como disse o sábio Ivan Capelli (o blogueiro, não o piloto): “É como se o Roque saísse do SBT”. É bem por aí, mesmo.

Marcus Lellis@marcuslellis

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GP do Brasil: sinônimo de decisão

Nos últimos cinco anos, a história foi a mesma: quando o Mundial da F1 chegou no Brasil, acabou. A prova em Interlagos virou sinônimo de decisão do campeonato, mesmo quando não era a última corrida do campeonato. A sequência de finais em São Paulo é impressionante. Tão impressionante que já entrou na história.

Ao sediar as últimas cinco decisões de título, o Brasil tem, junto com o Japão, a maior série consecutiva de finais em 60 temporadas da F1. Suzuka coroou o campeão da categoria de 1987 a 1991 – três títulos de Ayrton Senna, um de Nelson Piquet e outro de Alain Prost.

Relembrando, depois de ser remanejada no calendário – costumava abrir o Mundial –, Interlagos viu Fernando Alonso ser bicampeão em 2005 (quando não fechava o campeonato) e 2006 (quando passou a ser o encerramento da temporada). Em 2007, Kimi Raikkonen surpreendeu o espanhol e Lewis Hamilton e levou a taça. Um ano depois, o inglês da McLaren ganhou por muito pouco de Felipe Massa, naquela que foi a decisão mais emocionante de todos os tempos. E em 2009, mesmo sendo a penúltima corrida, o GP do Brasil botou o nome de Jenson Button na galeria dos campeões da F1.

No próximo Mundial, São Paulo voltará a receber a última prova do calendário, no dia 14 de novembro. Se sediar mais uma vez a final, será o único palco com a maior sequência de decisões da história da F1.

Não é possível prever o futuro, mas se for levar o retrospecto em conta, os pilotos já podem se planejar para 2010 sabendo que o campeonato só acaba quando termina. Ou seja, no Brasil.

Marcus Lellis – @marcuslellis

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A F1 está um porre

Vou dar mais corda à discussão proposta pelo Francisco.

Entrei no Grande Prêmio no 1º de outubro de 2007. Animado, eufórico, oh, que legal!, vou cobrir a F1. Um esporte que sempre gostei muito, já tinha acordado cedo em inúmeras manhãs de domingo para ver as corridas, com ou sem o Ayrton Senna (porque é sabido que muitas pessoas se destimularam com a morte dele, eu não). Achei que seria fantástico fazer parte desse universo.

Um ano, oito meses e oito dias depois, esse castelo de areia foi por água abaixo, devastado por uma maré alta. Essas novelas que tomam conta da F1 nos últimos tempos conseguem acabar com a paciência de qualquer um. A recente exibida todos os dias pelo GP, a batalha entre Fota e FIA, é apenas um dos exemplos. Vamos tentar enumerar as que aconteceram desde que entrei no site:

– Saída do Alonso da McLaren. Vai embora? Não vai? Rescindiu o contrato. Não, ele renovou… enfim, foi embora, depois de uns 300 anos.

– Futuro do Alonso. Ferrari? BMW Sauber? Toro Rosso? Honda? Renault? Foi uma baita ladainha que durou cerca de um mês. O pior é que ele foi para Renault. Depois de quatro corridas ruins em 2008, a mesma história voltou. Até hoje vivem especulando sobre o futuro do espanhol.

– Abandono da Honda. Vai vazar? Vai resistir? É a crise? São os maus resultados? Depois de confirmada a saída, foram uns três meses para saber quem seria o bendito comprador do espólio, isso se a equipe fosse salva.

– Aposentadoria de Barrichello? Vai correr na Stock? Na Indy? Ficar, ele não fica. Entra o Bruno Senna. Não, o Senna sobrou. Fica, mesmo, o Rubens. Outra novela que foi de novembro a março.

Bem, lembrei dessas. Mas aposto que têm outras nesse período (não cheguei a pegar a novela da espionagem, mas também teve essa). Sabe, em certas horas, isso enche o saco, mesmo. Nós, jornalistas, corremos atrás de histórias. Acho que mais importante do que uma notícia é a história. Isso porque o sentido de notícia foi banalizado, principalmente com o advento da internet. Para falar o português politicamente incorreto, qualquer merda é notícia. Uma história boa é diferente.

Queremos histórias boas, novas e interessantes. Sempre é legal ver uma briguinha aqui, uma dúvida ali. Mas desde que tudo seja resolvido em uma semana. Quando isso se estende, quando os personagens começam a se contradizer, quando falam que uma situação vai acontecer e isso tudo muda em dois minutos, não tem um ser humano que suporte.

Sei que em todo lugar é assim, futebol adora uma novela, teve a do atacante Kleber no início do ano, sobre qual time ficaria com ele. Mesmo assim, a F1 supera qualquer esporte.

Outro dia, falei que cobrir a Stock Car era chato. Só que a F1 tá superando seus limites. A F1 está um porre! (Entendam o que falei, ESTÁ um porre, não É um porre) Com pilotos que só falam o óbvio, uma puta dificuldade para conseguir uma palavra deles, muita arrogância junta em um mesmo lugar.

Por favor, Bernie Ecclestone, Max Mosley e afins, acabem com essa ladainha de inscrições e nos tragam novas histórias. Vamos melhorar a F1 que já foi muito mais legal um dia.

Enquanto isso… viva a MotoGP!

Marcus Lellis

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Largada atrasada

O atraso da minha apresentação não foi proposital. Pelo contrário. Problemas de saúde me deixaram de molho desde segunda à noite. Voltei à labuta nesta quinta, mas ainda meia-bomba.

Eu, Marcus Lellis, tenho um blog que gosto de reviver e abandonar, é a falta de costume de blogar. Acredito que o BloGP vai me criar essa rotina e estou muito animado para promover debates, expor opiniões e criar uma comunidade de blogueiros. Vejo isso com o Flavio, com o Victor, com outros blogueiros do Brasil, espero que nós possamos fazer o mesmo.

Ah, uma curta apresentação minha: natural de Santos, 24 anos, admirador de automobilismo (mas, confesso, amo, mesmo, futebol), fã de esportes (sem ligação com a ESPN… hehe), jornalista há quatro anos, com passagens pela Santa Cecília TV (de Santos) e TV Globo/SporTV.

É isso aí! Foi dada a largada.

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