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O dono da macarronada, parte 2

Outro ponto bastante eternamente destacado por Montezemolo foi sobre os custos da F1 e o futuro da categoria. Como presidente de uma das maiores e mais tradicionais equipes do grid, o italiano voltou a bater na tecla do desenvolvimento tecnológico, que segundo ele é o DNA da F1 e algo que a categoria não pode abrir mão no futuro. Mas fez algumas ressalvas e uma comparação interessante. Ele disse que hoje, com todo o peso da aerodinâmica nos carros, a F1 não trabalha mais para melhorar os carros de passeio, o que é a ideia original da competição. Hoje, a categoria desenvolve mais recursos para aviação do que para as ruas.

Por isso, Montezemolo defende uma renovação nos regulamentos, sem esquecer os custos. Ele prefere regulamentos mais simples e claros, mas que privilegiem a tecnologia e que levem melhorias reais para os carros de rua.

Ainda nesse assunto, o italiano falou que não dá mais para ficar trabalhando 24 horas no túnel de vento só para testar uma asa, que, para o grande público, não vai fazer nenhuma diferença. Para Montezemolo, chegou o momento de a F1 parar e repensar seus conceitos para continuar sendo viável. E descartou completamente a presença da Ferrari na F1, se a categoria virar uma categoria de carros elétricos, como tanto quer Jean Todt.

Sobre o público, Montezemolo também lançou uma crítica interessante. Para ele, as pessoas estão deixando de acompanhar a F1 porque ela está cada vez mais distante da realidade. E agora é hora de, talvez, adotar diferentes formatos de corridas. O dirigente até sugeriu corridas mais curtas ou a adoção de sistema de rodadas duplas.

É, não deixa de ser interessante de ver o posicionamento de Montezemolo, ainda mais vindo de alguém que comanda um dos times mais conservadores da F1.

E você, leitor, acha que Montezemolo tem razão? Acha que a F1 realmente deve deixar o conservadorismo de lado e pensar mais no público e em menos grana para bancar o show?

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O dono da macarronada, parte 1

A entrevista de Luca di Montezemolo em Monza neste sábado foi bastante disputada, claro, e também bastante interessante, por tudo que ele representa para a F1 e para a própria Ferrari. Foi legal também ver de perto o chefão e como ele lida com a imprensa, especialmente a italiana. O comandante da Ferrari falou sobre tudo: Massa, Alonso, FIA, regulamentos, criticou, reclamou e falou sobre o futuro da F1 e da própria Ferrari.

Sobre Massa, que foi a primeira pergunta, o presidente não se esquivou e disse que a equipe vai avaliar com cuidado o futuro do brasileiro e de qualquer outro que venha a ocupar a vaga dele eventualmente. “Estamos pensando em 2014”, disse, também. O italiano, que chegou atrasado e fazendo brincadeiras à entrevista, deixou claro que o que a Ferrari quer é um piloto muito mais competitivo, capaz de somar pontos em todas as corridas, em um desempenho semelhante ao de Alonso, evidentemente. Mas não que venha a incomodar a posição privilegiada que o espanhol ocupa dentro do time.

Monte falou em grande chance de Massa, que larga em terceiro neste domingo, mas disse que mesmo uma vitória amanhã não vai garantir o piloto no time. E aí surgiu o sinal de alerta de vez. É, a situação de Massa está bem mais complicada na Ferrari. As duas últimas temporadas tem sido decisivas para a escolha da equipe, que, segundo Montezemolo, não vai demorar muito para definir quem será o companheiro de Alonso em 2013. É claro que o triunfo amanhã, diante da torcida italiana, contará muito a favor de Felipe, mas será o suficiente para convencer a cúpula da equipe? Talvez Felipe precise de mais de uma vitória para ficar, pelo andar da carruagem.

Ainda durante a entrevista, e o que mostrou o quanto a Ferrari espera por um bom resultado de Massa, Montezemolo enfatizou e quase chegou a gritar: “Felipe tem uma grande chance de vencer amanhã. E a vitória significaria muito para nós, para a Ferrari e, principalmente, para o futuro dele.”

Agora é esperar, mas não muito. O time não deve esperar dezembro chegar para acertar, segundo o dirigente. E se Felipe sair, quem é o melhor para o lugar dele, principalmente dentro do que a Ferrari deseja de um novo parceiro para Alonso?

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Arrogância programada

Felipe Paranhos

Luca di Montezemolo arrotou mais uma vez sua arrogância. Desta vez, em relação às equipes pequenas da F1. Em entrevista ao canal Sky Sports, o italianão comentou o acidente de Felipe Massa no GP do Canadá, no último domingo (12).  “Este é o problema dos carros lentos e de pilotos inexperientes”, disse.

Ora, velho Monte, todos os primeiros colocados têm de passar por retardatários. Karthikeyan não foi lá muito gentil? De fato. Mas isso acontece a todo momento, deve ser bem difícil dirigir uma Hispania, apertar trocentos botões e, praticamente a cada volta, ter de dar passagem a alguém. Além disso, as condições da pista exigiam cuidado de quem jogou o carro para a parte molhada, não? Acho que outros pilotos além de Massa enfrentaram situação parecida. Felipe errou e pronto.

A verdade é que, assim como Ecclestone procura motivo para cobrar mais dinheiro dos organizadores de GP, Montezemolo inventa razões para pregar num momento pouco adequado, como quando religiosos te acordam às 7h do sábado, as benesses da instituição do terceiro carro para os grandes times e da extinção das pequenas equipes da F1. Monte tenta tirar a atenção da falta de resultados da Ferrari falando de outro assunto, criticando outras equipes.

Não cola. Nunca cola. Ainda bem.

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