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Habilidades

Lewis Hamilton é um rapaz múltiplas habilidades. Além de piloto, o britânico também gosta de cantar e agora nós somos apresentados a mais um dom: o de estilista.

Em entrevista ao jornal ‘Bild am Sonntag’, Lewis contou que não gosta muito das roupas das Mercedes e que gostaria de ajudar a desenhar os novos uniformes.

“Eu gostaria de ajudar a desenhar as roupas da Mercedes”, falou. “Eu não gosto completamente do que temos no momento – é por isso que eu não uso o boné”, revelou.

“Mas o time está trabalhando nisso”, contou rindo. “Estamos em um bom caminho!”, completou.

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Afogando as mágoas

Lewis Hamilton ainda não superou o fim de seu relacionamento com a cantora Nicole Scherzinger. Depois que cinco anos juntos, a dupla rompeu no início do mês e o piloto britânico é o retrato da tristeza.

Com uma vida saudável – como convém a todo atleta –, Lewis escolheu uma forma diferente de afogar as mágoas. Depois de tentar se animar em uma balada na mansão da Playboy, o piloto da Mercedes se trancou em um estúdio para gravar a música ‘All good tonight’.

Postando fotos em sua conta no Instagram, Hamilton mostrou a dimensão de sua tristeza: “Meu refúgio, derramando meu coração nesta faixa”.

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Vai dar liga

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Pode-se dizer que a temporada 2013 do Mundial de F1 começa hoje, 28 de janeiro. Tô maluco? Nem tanto. Afinal, hoje é o dia da apresentação do primeiro carro para a disputa do campeonato, o Lotus E21, na belíssima combinação preto-dourado. É uma das equipes que, se mantiver a curva ascendente de 2012, vai lutar pelo título neste ano.

Mas, pelo menos neste post, eu quero falar de Lewis Hamilton e da Mercedes (confesso que jamais imaginei ver o cara vestindo outro macacão que não fosse o da McLaren). Contratado a peso de ouro (US$ 100 milhões por três anos de contrato), Lewis chega para revolucionar a equipe e fazê-la, de fato, vencedora.

Comparo sua contratação pela Mercedes com a chegada de Michael Schumacher à Ferrari, em 1996. Naquela época, Maranello vivia uma seca de títulos e contratações mal-sucedidas. Nigel Mansell e Alain Prost até corresponderam e entregaram vitórias, mas não conseguiram converter em títulos a expectativa dos tifosi. Veio Jean Alesi, então considerado o ‘novo Senna’, mas tudo o que o francês de origem siciliana conseguiu foi uma vitória, no GP do Canadá de 1995, e nada mais.

Schumacher foi igualmente contratado a peso de ouro e colocou a Ferrari de volta ao caminho das vitórias e dos títulos. Claro que nada veio a curto prazo. Aos poucos, Michael estruturou uma equipe ao seu redor. Bateu na trave em 1997, sucumbiu ao domínio da McLaren de Mika Häkkinen em 1998 e 1999 — ano do pior acidente da sua carreira, em Silverstone —, mas em 2000 não teve para ninguém, abrindo uma épica sequência de cinco títulos em cinco anos.

Da mesma forma, Lewis chega a Brackley para elevar o padrão da Mercedes, algo que Schumacher não conseguiu nos últimos três anos. Nico Rosberg até conquistou uma vitória,  mas ainda lhe falta estofo para liderar uma equipe. Estofo que Hamilton parece ter de sobra depois de seis anos na McLaren, time mais tradicional da F1 depois da Ferrari.

No último fim de semana, a Mercedes divulgou um vídeo com imagens da visita de Lewis à sede alemã da escuderia, em Stuttgart. Recepcionado por Ross Brawn e por Rosberg, Hamilton vestiu o macacão da Mercedes e se mostrou empolgado pelo novo desafio. Acredito que, se houver paciência — e o piloto disse que haverá — para traçar um projeto a longo prazo, a parceria Hamilton-Mercedes pode dar muito certo. Talento não falta a Lewis. Dinheiro não falta à Mercedes. Toda a equipe trabalhará pelo britânico e não medirá esforços para gastar milhões de euros em prol de um projeto vencedor. Pode levar tempo, mas acredito que Hamilton na Mercedes vai dar liga. Como deu Schumacher na Ferrari.

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Futuro, futuro

EVELYN GUIMARAES [@eveguimaraes]
de Monza

Futuro. Essa foi a palavra mais usada pelos jornalistas nesta quinta-feira (6) em Monza. Na tradicional coletiva de imprensa da FIA, Lewis Hamilton e Felipe Massa foram os mais questionados, evidentemente. Ambos estão sem contrato para 2013, mas vivem situações bastante diferentes e, até por isso, as reações quando perguntados com relação ao futuro são distintas.

Felipe atravessa aquele período irritante de incerteza. Ele quer a Ferrari, é a equipe que lhe deu a oportunidade de disputar um título mundial, é onde se sente à vontade, mas também é onde tem o pior companheiro de equipe possível. O pior aí é no sentido de competitivo mesmo, de forte. Fernando Alonso não é fácil e sempre foi uma pedra no sapato de todos os seus parceiros de time até agora. A comparação com o bicampeão também deve ser difícil de lidar.

O desejo de Massa é que, ao menos, a decisão não demore. Boa ou ruim. O brasileiro quer logo, e com razão, definir a equipe que vai defender em 2012. O danado chefe Victor Martins aponta aqui um possível caminho para Felipe. E pode ser mesmo, diante do redemoinho que virou o mercado de pilotos, especialmente depois de Eddie Jordan cravar as negociações entre Hamilton e a Mercedes.

Mas Felipe, acostumado que está, se mostrou tranquilo na coletiva com as perguntas sobre seu futuro. Foi direto, como tem sido sempre. “Não há nada assinado ainda”. Não demonstrou qualquer irritação. Já sabe bem como a banda toca por aqui. Mas disse que precisa de resultados. Reiterou, aliás, o que havia dito semana passada aos jornalistas brasileiros. São os resultados, no fim das contas, que vão garanti-lo na Ferrari, assim como deseja. Não tem muito segredo. Por isso, talvez, a indiferença com relação às insistentes perguntas.

Já Hamilton levantou com o pé esquerdo hoje. Estava com cara de poucos amigos na coletiva. Quase nem interagiu com os colegas, apesar da insistência de Alonso em puxar um papinho entre uma pergunta e outra.  E Lewis, já bastante escaldado de polêmica neste ano, preferiu respostas lacônicas, meio à Raikkonen. Mas sem a parte engraçada.

Hamilton não quis saber de falar de rumores e nem do episódio do Twitter da semana passada. Disse apenas que não sabe onde vai correr em 2013 e que, neste momento, seus empresários estão negociando com a McLaren. É claro que Lewis anda irritado e inquieto. E o lance do Twitter em Spa foi só mais uma prova disso. A vida pessoal é quase sempre estampada nos jornais, Jenson Button, desde que chegou à equipe, ganhou grande espaço e respeito e por aí vai. Assim como Massa, o inglês também deseja uma definição rápida.

Mas, do mesmo jeito da semana passada, será que uma mudança também não faria bem para Hamilton nesta altura da carreira? E que equipe, no grid, suportaria a vida/celebridade que o piloto leva? Aí é com vocês, leitores do BloGP, o que acham que Lewis deveria fazer?

Pessoalmente, eu acho que ele não deixa a McLaren, pela plena certeza de que a equipe é a única que pode conduzi-lo a um segundo título.

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Chefe da McLaren não poupa elogios e afirma que Hamilton é brilhante

Martin Whitmarsh, chefe de equipe da McLaren, saiu em defesa de Lewis Hamilton novamente, elogiou o piloto inglês e afirmou:  “Ele é terrivelmente impressionante”

Mesmo vivendo uma temporada tumultuada, em meio a polêmicas e críticas dentro e fora das pistas, Lewis Hamilton não deixou de ser elogiado pelo chefe Martin Whitmarsh. O comandante da McLaren voltou a defender o campeão de 2008, afirmando que o inglês é um piloto brilhante e um dos melhores do grid.

“Lewis venceu três corridas no ano passado e foi um dos três únicos pilotos a ganhar mais de uma prova. Os outros foram Sebastian (Vettel) e Jenson (Button)”, declarou o dirigente, em entrevista ao ‘The Telegraph’. “Mais uma vez, a McLaren conseguiu vencer e fazer o que a maioria das equipes jamais conseguiria, ou seja, garantir seis triunfos em uma única temporada”, completou o britânico.

"Hamilton é brilhante", diz chefe da McLaren (Foto: Carsten Horst)

“É igualmente verdadeiro dizer que a maioria dos pilotos não vai vencer três corridas como Lewis fez no ano passado. De fato, alguns dos momentos mais marcantes dentro das pistas na temporada passada foram protagonizados por ele, como na China, na Alemanha e em Abu Dhabi, e em muitos outros lugares. Além disso, ele é terrivelmente impressionante”, elogiou.

Whitmarsh, por outro lado, também reconheceu que Hamilton viveu momentos difíceis ao longo do ano. “Às vezes, quando as coisas não vão muito bem, ele guarda tudo para si. Vimos isso no ano passado em uns alguns momentos. Mas é a medida da competitividade, é o efeito colateral de sua grande vontade de vencer. Portanto, não queremos outro Lewis. Ele é um piloto de corrida verdadeiramente brilhante e um dos mais rápidos que já vimos. Por isso, no ano passado procuramos apoiá-lo 100%”, acrescentou.

Falando sobre a expectativa para 2012, o chefe da McLaren deu poucos detalhes do novo modelo da equipe inglesa, mas disse que o time tem trabalhado muito no carro que será apresentado no dia 1° de fevereiro. “Todos na McLaren estão trabalhando muito, dentro do que é humanamente possível. Embora esse nível de compromisso necessariamente envolva um sacrifício pessoal, não enxergo isso em nossa equipe. As pessoas que trabalham com a F1 estão sempre incrivelmente motivadas, e as pessoas dentro da McLaren são ainda mais”, finalizou.

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A PRIMEIRA VEZ DO RAPAZ

MAURO DE BIAS [@MaurodeBias]
de Bolonha

Caros leitores, é com prazer que escrevo aqui no BloGP pela primeira vez. Não, mas não é da minha primeira vez que quero falar. É da de Lewis Hamilton. E não, isso não tem nada a ver com nenhuma Pussycat Doll.

Falo da primeira crise que Hamilton vive na carreira desde que chegou à Fórmula 1. Em polêmicas o nome do inglês sempre esteve envolvido, desde a sua primeira temporada, em 2007. Mas essa é a primeira vez em que o pupilo da McLaren se vê numa situação em que seu companheiro é consistentemente mais rápido e funciona bem com a equipe, enquanto Lewis amarga apresentações medíocres para quem tem o talento e o carro que tem.

Hamilton já chegou na F1 por cima. Com o pé na porta, disputando o título com Kimi Raikkonen e sendo vice já em seu ano de estreia. Logo no ano seguinte, foi campeão. O mais jovem da história da categoria, batendo o recorde de Fernando Alonso (e sendo batido por Vettel em 2010). Em 2009 e 2010, a McLaren não mostrou os melhores desempenhos e em 2011 está atrás apenas da suprema Red Bull.

A questão é que o momento de Hamilton, apesar dos maus resultados também em 2009, tem características que o tornam único. No seu primeiro ano, seu companheiro era Fernando Alonso. Obviamente, o inglês recebeu toda a atenção de sua equipe conterrânea, enquanto o espanhol foi relegado com o desenrolar do ano. O casamento Alonso-McLaren, aliás, era um daqueles fadados ao fracasso.

O piloto precisa ter identificação com a equipe, precisa saber liderá-la. E se tem uma coisa que Alonso não tinha com a McLaren era identificação. Portanto, foi para Lewis que o time se dedicou mais. E, assim, o estreante bateu o bicampeão Alonso, que saiu praticamente enxotado dos lados de Woking.

Nos dois anos seguintes, o inglês teve a companhia do invisível Heikki Kovalainen, que nada fez na época e nada faz até hoje. Ainda não mostrou a que veio, apesar de ter tido chance em um carro campeão. Lewis venceu o campeonato e destruiu seu parceiro, que terminou a temporada num distante sétimo lugar. E se o ano seguinte foi ruim para Hamilton, para Kovalainen foi muito pior. Terminaram em quinto e 12º, respectivamente.

Mas em 2010 Button, campeão de 2009 e tão inglês quanto Hamilton, chegou à McLaren. Apesar de serem dois campeões, não houve briga de egos, nem conflitos extra-pista (como na época de Alonso) para a equipe administrar. Os pilotos criaram um bom relacionamento, Button se adaptou muito bem ao ambiente de Woking e ambos terminaram o campeonato bem próximos. Lewis em quarto e Jenson em quinto.

O problema, porém, agora é outro. Hamilton passa por um momento pessoal complicado que pode estar afetando seu desempenho na pista. Afinal, piloto também é gente. Não parece muito, mas é. O inglês recebeu diversas punições no ano por sua pilotagem um tanto atrevida, procurando espaço onde não havia, brigou via imprensa com os comissários, teve muitos resultados ruins (apesar de duas vitórias) e viu seu companheiro de equipe ter um ano muito bom, com apresentações que o levaram a hoje estar na briga pelo vice-campeonato, e Hamilton não.

Pela primeira vez, Lewis está pressionado na McLaren. Não que ela venha de cima, afinal, o próprio Martin Whitmarsh, chefe da equipe, afirmou ter dito a Hamilton: “Não se desculpe [com a gente], você é um piloto. Se você cometeu um erro, aceite, aprenda e siga em frente”. Mas ver o companheiro bem adaptado e colecionando sucessos quando dispõe do mesmo equipamento não é, definitivamente, uma situação em que um piloto queira estar. A pressão vem de dentro.

Portanto, Lewis Hamilton tem um grande desafio pela frente: se reequilibrar e aprender a lidar com o fato de que ele divide as atenções da equipe com um piloto tão talentoso quanto ele e que não vai ser relegado como Alonso ou inofensivo como Kovalainen. Bem-vindo à vida real, Lewis. It sucks.

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Destruir uma corrida e destruir uma carreira

FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]

A notícia do início da semana veio do site oficial da F1. Durante o GP de Cingapura, Rob Smedley, engenheiro de Felipe Massa, pediu via rádio ao seu piloto para que destruísse a corrida de Lewis Hamilton. “Segure o Hamilton o máximo que você puder. Destrua a corrida dele o máximo que você puder. Vai, garoto”, foram as frases proferidas por Rob.

Há duas maneiras de interpretar os dizeres de Smedley. A primeira é a de que Felipe estava instruído a prejudicar Hamilton, a de ver a Ferrari como a eterna vilã que torna o esporte indigno. Para quem pensa assim, a semana será um prato cheio. A imprensa inglesa deve atacar sem dó as palavras do engenheiro do time de Maranello, até porque, no fundo, muitos na ilha esperavam um acontecimento para tentar reabilitar forçosamente Lewis do fracasso em 2011.

A outra forma de entender o que aconteceu é a que prefiro. Não sou um ouvinte atento de todas as comunicações de rádio, mas vejo a instrução do engenheiro como um incentivo. Segura o cara, não dá mole, acaba com a corrida dele! Não tem nada de mais, o que gera discussão inútil é o “destrói” — e, se formos analisar do ponto de vista semântico, destruir e “acabar com” têm o mesmo sentido.

Só que, e sempre tem um “só que”, o vazamento dessa comunicação põe por terra o que foi dito sobre Hamilton naquela corrida. E tira totalmente o sentido da revolta de Massa, que foi tirar satisfações com Lewis enquanto o piloto concedia entrevista ao vivo.

(Aliás, aqui na minha terra, bater no braço do outro, reclamar e em seguida dar as costas não é lá muito coisa de macho. Mas tudo bem, cada um se revolta de um jeito. Fecha parêntese)

Voltando ao que disse e correndo o risco de minha argumentação se perder pela digressão, digo: se Massa estava sendo orientado a pilotar defensivamente e segurar o ímpeto de um muito mais rápido Hamilton, o que ele esperava? Numa pista de rua em que as ultrapassagens são difíceis, ele queria que o rival, mais rápido, ficasse esperando um erro dele para passar?

Ora, se o piloto da frente era instruído para pilotar defensivamente — e era isso que Massa fazia —, ele não pode reclamar do fato de Hamilton ter tentado dar um jeito de ultrapassar e, por isso, acabar quebrando a própria asa e furando o pneu do carro de Felipe. Depois, Massa ajudou a linchar Hamilton, que apanha pelo que fez e pelo que não fez. E não trouxe nada de bom para a sua própria carreira.

Tá ficando feio, xará.

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Estranhezas

Felipe Paranhos [no twitter: @felipeparanhos]

Cada esporte tem sua notícia ou caso estranho. No futebol, por exemplo, tem o “só falta assinar”:”Vandergleyson já acertou com o Flamengo. Só falta a liberação do clube”. Então falta tudo, pô! No vôlei, é a figura do ponteiro-passador. “Rodriguinho joga como ponteiro-passador no Cimed”. Hoje em dia, todo ponteiro é passador. Portanto, redundância sem sentido. Assim como as situações citadas, uma coisa que me intriga é o encontro piloto-dirigente rival. Nesta semana, rolou uma dessa, com o Lewis Hamilton.

A história é a seguinte: durante o GP do Canadá, Lewis Hamilton deu uma saída da garagem da McLaren e foi se encontrar com Christian Horner no motorhome da Red Bull. Passou 15 minutos lá. Como a vaga de Mark Webber é a mais desejada da F1, nada mais lógico do que imaginar o inglês tentando negociar com a equipe dos energéticos. Seria uma dupla fortíssima, com os dois melhores pilotos de sua geração.

Mas aí eu fico pensando: você é o Christian. Chefe de uma equipe top, a melhor de todas, dominando o campeonato. Seu segundo piloto já mostrou que não gosta de ser segundo piloto e está incomodado por sofrer tantos problemas que não acontecem no carro de Vettel. Aí, apesar de ter dito que a renovação desse segundo piloto já é praticamente favas contadas, você inicia conversas com um piloto de outra equipe. Pra 2013.

Pra que vai se encontrar no meio do paddock da F1, com 83 mil jornalistas por lá? Estamos em 2011. Não podia mandar um SMS? Ligar?  “Ei, Luís, entra no MSN ae. Abs. Chris.” Tinha lá a conversa, batia um papo, ligava pro empresário…

Sei lá, acho estranho…

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Velozes – GP da China 2011

Felipe Paranhos

>>> Lewis Hamilton venceu pela 15ª vez na F1, a primeira desde agosto de 2010, na Bélgica. Apesar do tempo, não se trata da maior diferença entre vitórias do inglês. Entre o GP da China de 2008 e o GP da Hungria de 2009, foram 10 provas. Desta vez, oito.

>>> Com a excelente atuação na China, Webber fez a melhor corrida das suas 160 da carreira — ao menos, em relação a posições conquistadas: ao largar em 18º e completar a prova em terceiro, ganhou 15 colocações, superando sua marca de dez postos, do GP da Áustria de 2003, ainda pela Jaguar.

>>> Pela primeira vez em 2011, já que não largou na Austrália e recolheu voluntariamente seus carros na Malásia, a Hispania completou a corrida com seus dois carros. Duas voltas atrás do líder, na mesma volta da Virgin. A equipe está no nível do ano passado. Como o campeonato ainda vai para a quarta etapa, bem possível que a HRT supere a Virgin ao longo do ano.

>>> Outra: lembram que eu falei que o carro da Williams é péssimo? Maldonado terminou em 18º. Foi ultrapassado por Kovalainen, de Lotus, na DÉCIMA volta. Pérez tomou drive-through e terminou na frente do venezuelano. Barrichello foi 13º — como sempre, fazendo milagre com um carro ruim. Pra mim, fica claro que a experiência de Rubens leva o carro até o meio do pelotão, mas que, se não melhorar muito, a equipe de Grove não faz nem 20 pontos na temporada.

>>> A melhor volta de Jarno Trulli, 1min42s052, foi mais rápida do que a melhor de Fernando Alonso, 1min42s070.

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Amor de irmão

Felipe Paranhos

Lewis Hamilton tem um irmão mais novo, Nicholas Hamilton, de 19 anos. E Nick vai estrear no automobilismo neste próximo fim de semana, no circuito de Brands Hatch, em uma corrida da Copa Renault Clio Britânica.

Hamilton não poderia comparecer à prova. Afinal, está na Austrália, onde a F1 correu no último domingo, e o próximo GP é na Malásia, a algumas poucas horas de voo. Mas ele resolveu pedir à McLaren para viajar à Inglaterra e assistir à primeira experiência profissional de seu irmão no esporte a motor.

“Não posso perder a primeira corrida de meu irmão. Está tudo ok, posso dormir no voo. Posso continuar neste fuso horário. Vou para ver sua classificação e a corrida e, então, volto. Eu e meu irmão somos próximos. Todos têm problemas na vida, mas tem sido difícil para ele. Posso entender o que ele passou porque eu sou a pessoa mais próxima dele, mas nem eu posso compreender como deve ter sido passar pelas dificuldades que ele passou. E, agora, ele tem a oportunidade de viver o sonho por ele mesmo. Eu e meu pai estaremos lá”, disse Lewis.

Nicholas tem paralisia cerebral. E isso é o menos importante.

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Webber, sua hora de parar está por chegar?

Getty Images
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Eis que Lewis Hamilton resolve especular a aposentadoria de Mark Webber. Do nada – realmente do nada, porque ninguém tinha falado sobre isso antes, nem o próprio australiano, que é parte interessada neste assunto –, o inglês chega e diz que não se surpreenderia se o piloto da Red Bull decidisse parar. Para o representante da McLaren, Webber se aposentaria por cima, já que tem o melhor carro de sua carreira nas mãos, podendo brigar por vitórias e o título.

Nesse último ponto, até que Hamilton tem razão. Se Mark decidisse parar agora, sairia por cima. Logo o Webber, que foi apontado como uma grande revelação e penou por várias temporadas até ter um certo destaque na F1. Mas ele não é muito novo para parar, não?

Webber fará 34 anos em agosto de 2010. Se for levar em conta que temos Michael Schumacher já na casa dos 40 e Rubens Barrichello e Jarno Trulli batendo na porta dessa casa, é possível falar que ele está novo para isso.

Internautas, o espaço é de vocês.

PS: Existem rumores de que Kimi Raikkonen, patrocinado pela Red Bull no WRC, pode acabar na equipe da empresa de bebidas energéticas em 2011. Usando a lógica, se isso acontecesse, Webber sobraria. Mesmo assim, eu penso que o australiano teria mercado, não seria o caso de se aposentar.

Marcus Lellis – @marcuslellis

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Fim de duas eras

Foi pouco depois do GP do Brasil de 2007 que Lewis Hamilton – então recém coroado vice-campeão após perder de forma incrível o campeonato – começou a namorar com Nicole Scherzinger. E foi naquela corrida mesmo que eu comecei a trabalhar para o Grande Prêmio.

Pois nesta segunda-feira o duo anunciou o fim do seu relacionamento. E, como precisava de algum GANCHO para isso, aproveito para avisar a todos que também estou no fim do meu ciclo aqui na casa. Fico até o dia 31 de janeiro, para depois assumir um papel bem legal no Jornal NH.

Por isso, já quero antecipadamente agradecer a todos os leitores que prestigiaram o meu trabalho nos últimos dois anos e meio, quase, e dizer que este foi um período sensacional. Comecei aqui como um guri perdido na vida e saio com uma baita cancha, uma puta experiência e um conhecimento de trabalho que jamais esperava ter em tão pouco tempo.

Tive colegas sensacionais e grandes amigos nas pessoas de Victor Martins, Marcus Lellis, Evelyn Guimarães, Felipe Paranhos, Bruno Terena (tinha me esquecido do narigudo), Bruno Vicaria e Marcelo Ferronato. Tive um grande contato e uma ajuda sem precedentes de Marcel Marchesi. O apoio também muito grande de vários assessores de imprensa, e seria muita chinelagem lembrar só de alguns nomes. Também tenho que agradecer demais ao Flavio Gomes, que apostou em um guri saído do cu do mundo do RS para escrever no seu site sem experiência alguma.

Foram anos de acordar de madrugada, trabalhar duzentas horas diárias e tudo mais. Mas valeu a pena. No fim, todo dia passou como se fosse um grande SABADÃO SERTANEJO:

Abraços e até mais. Não comemorem minha saída antes do dia 31,
Francisco Luz

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Meu cabelo duro é assim

LucHam2

Felipe Paranhos

Adoro propaganda. Já aprendi que o Cristiano Ronaldo, pelo menos o dublado, tem caspa. Agora, que o Lucas Di Grassi é um sedutor. Em entrevista coletiva dada na última sexta-feira, Erik Galardi, diretor de marketing da Unilever, destacou os motivos que fizeram a empresa patrocinar o piloto brasileiro, que vai correr na Virgin-Manor em 2010.

“Eu sou um aficionado por automobilismo e vejo a qualidade do Lucas, que é um piloto muito regular e tem tudo para se consolidar na Fórmula 1. Escolhemos o esporte como forma de falar com os homens, e buscamos duas plataformas que transmitem tecnologia, performance e sedução. Esses são os atributos que nós buscamos”, disse.

Galardi tem razão. A empresa escolheu ótimos nomes para divulgar o produto, afinal, com quatro brasileiros na F1 e uma Copa do Mundo por vir para o luso, Lucas e Cristiano estarão em destaque durante todo o ano de 2010, além de serem profissionais acima da média em suas áreas de trabalho. Mas uma coisa eu estranhei na fala de Erik. “Os dois são autoconfiantes, bonitos e têm bom cabelo. O Lucas é um piloto jovem, que transmite uma sedução que é importante para a marca”, afirmou.

As meninas que frequentam o blog, e são várias, vão opinar se o Di Grassi transmite sedução. Não sou qualificado para tal. Mas essa coisa de “bom cabelo”… Complicado.

Entendo as razões da empresa, posicionamento da marca, público-alvo. E sabe-se que a chegada de Lucas à F1 acontece em grande parte devido ao apoio da Unilever. Mas fica no ar a pergunta: com todo o talento que tem, Di Grassi não conseguiria o patrocínio se tivesse o cabelo do, sei lá, Anderson Varejão? O Lewis Hamilton, cara bonito pacas, seria apoiado pelo Clear?

É meio discussão de Ensino Médio, eu sei, mas é uma situação que lança tais questionamentos. Será que, no futuro, um piloto vai poder se queixar de não conseguir apoio por ser feio?

Em tempo: vi as aspas do Erik Galardi no excelente Máquina do Esporte.

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20 anos e uma ausência

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“Eu nasci com o cabelo enroladinho, um monte de cachinho na cachola, oi tóin…”

 

Felipe Paranhos

Completa-se neste mês 20 anos do McLaren Autosport BRDC Young Driver, prêmio concedido anualmente pela equipe de Woking e pela revista inglesa às revelações do automobilismo britânico.

O primeiro trofeu quem recebeu foi David Coulthard, aos 18 anos, depois de sua temporada de estreia como profissional, no BTCC — começou no turismo o escocês. Nestas duas décadas, foram premiados algumas promessas que se concretizaram e muitos, muitos flops em vermelho, azul e branco.

Em 1990, segundo ano da premiação, Gareth (who?) Rees foi o contemplado , graças aos bons resultados em pequenas categorias de fórmula, como a F-Opel. Parou com apenas 29 anos, depois de correr na F3000 em 1998.

Naquela década, ainda houve outras revelações que não brilharam tanto quanto o esperado, caso de Jamie Davies (1994), Jonny Kane (1995), Darren Turner (1996) e Andrew Kirkaldy (1997).

Mas nem tudo são flops. Em 1992, apareceu um certo Dario, que depois viria a se firmar como um dos maiores pilotos da história do automobilismo norte-americano, com dois títulos da Indy. Seis anos depois, Jenson Button levou o prêmio. Gary Paffett ganhou em 1999 e Anthony Davidson no último ano do milênio.

Já no século XXI, venceram o prêmio Alex Lloyd em 2003 e Paul di Resta em 2004. Nos últimos quatro anos, ninguém muuuito relevante:  Oliver Jarvis (DTM), Oliver Turvey (iSport na GP2 em 2010), Stefan Wilson (irmão de Justin, na Indy Lights em 2010) e, no ano passado, Alexander Sims — este eu acho que vai longe [lá vou eu me estrepar].

Button foi o primeiro vencedor da premiação a ser campeão da F1. Mas peraê, e Lewis Hamilton? Sim, nunca foi nem indicado ao BRDC Young Driver, e eu não consegui encontrar uma resposta plausível [alguém sabe?]. Talvez o fato de ele ter sido “adotado” pela McLaren desde cedo o tenha impedido de participar, mas… Fail, amigos. Mesmo assim.

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Eu não, Max

Na última volta do GP da Itália, Hamilton escorregou e bateu nos pneus. De frente. As duas rodas ficaram no carro. Na pancada, a traseira chicoteou e também atingiu a barreira. E a roda traseira esquerda se soltou… Depois do acidente que matou Henry Surtees, alguém acredita nos tais cabos de kevlar Zylon que impediriam que isso acontecesse?

Felipe Paranhos

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Lewis, o ‘dançarino’, pode se casar em breve

Dizem que quem tem sorte no jogo, tem azar no amor. Bem, para Lewis Hamilton, o ditado é o inverso. Depois de conquistar o título mundial em 2008, o inglês vive atualmente uma temporada bem infeliz, sofrendo com os problemas do carro da McLaren. Enquanto sofre na F1, está a mil maravilhas no seu relacionamento com Nicole Scherzinger, cantora do grupo Pussycat Dolls.

E, no nosso momento Nelson Rubens (ok, ok!), lá vai uma novidade: os dois podem ficar noivos muito em breve. Em entrevista repercutida pela imprensa inglesa, Nicole afirmou que está pronta para casar com Hamilton. Ela já até imaginou suas companheiras de grupo como madrinhas do casamento. “Mas eu tenho de ficar noiva antes. Seria ideal no fim de julho”, falou Scherzinger.

Afora casamentos e afins, Nicole também revelou que Lewis é um namorado exemplar. Ele até virou fã do Pussycat Dolls, mostrando sua dedicação à amada. “Ele consegue cantar bem. Ele conhece várias das nossas músicas”, disse a cantora, para depois mostrar sua preocupação. “Lewis até sabe algumas das nossas danças.”

Vocês acham que se a carreira de Lewis Hamilton não decolar mais na F1, ele teria jeito para formar uma “boyband”?

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