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Baile de debutantes

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Você começa a perceber que está ficando velho quando vê que uma corrida relativamente nova na F1, o GP da Malásia, vai completar 15 GPs na categoria. É isso mesmo. O país, que revelou Alex Yoong, e agora tem até uma equipe no grid — a Caterham de Tony Fernandes —, realizou sua primeira corrida no Mundial em 1999. Faz mesmo muito tempo!

A primeira corrida em Sepang — um dos mais belos circuitos da temporada, mas que ficará eternamente marcada pela morte de Marco Simoncelli em 2011, na MotoGP — reservou um momento histórico. Naquele 17 de outubro, a Ferrari dominou a classificação, com Michael Schumacher largando na pole e Eddie Irvine ocupando o segundo lugar. Só que era Irvine quem lutava pelo título contra Mika Häkkinen, da McLaren. Michael sofreu aquele acidente terrível em Silverstone e perdeu boa parte da temporada.

http://www.youtube.com/watch?v=5Q1p2RrtbSE

Os papeis se inverteram totalmente na quarta volta quando a Ferrari liberou o jogo de equipe. Schumacher, para ajudar Irvine, abriu passagem para o companheiro de equipe, que venceu a primeira corrida em Sepang. Michael terminou em segundo e Häkkinen, terceiro numa corrida que, bem diferente do padrão malaio, não choveu. Se bem que naquela época a prova não era realizada nesse horário de agora, quase no fim da tarde.

Alguns números interessantes na história do GP da Malásia: Schumacher e Fernando Alonso foram os que mais venceram em Sepang. Cada um deles tem três conquistas, contra duas de Kimi Räikkönen e outras duas de Sebastian Vettel. Dentre os pilotos em atividade, Jenson Button também tem um triunfo, conquistado naquele ano épico da Brawn, em 2009.

Naquele ano, Sepang viu alguns momentos épicos e que entraram para a história da F1. Primeiro, pelo temporal que desabou na região do circuito. Vejam as imagens abaixo, foi uma verdadeira hecatombe! A prova foi interrompida na 31ª volta e não mais foi retomada. Assim, os pontos foram computados pela metade. E foi naquela indefinição sobre o recomeço ou não da corrida que Räikkönen mitou ao aparecer todo tranquilo com seu sorvete Magnum nos boxes da Ferrari. A imagem eternizou o finlandês e é bem explorada pela Lotus até hoje.

Voltando aos números, a estatística do GP da Malásia mostra que Felipe Massa tem um grande retrospecto em Sepang em ritmo de classificação. O brasileiro tem duas poles, conquistadas em 2007 e 2008. Fernando Alonso também tem duas poles. O recordista, aliás, é Schumacher, o rei dos recordes, com cinco. Button, Mark Webber, Vettel e Lewis Hamilton têm uma pole cada.

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O futuro do mito

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Após ter feito sua melhor temporada na F1, com direito ao terceiro lugar diante do seu público, no Japão, Kamui Kobayashi foi dispensado pela Sauber para dar lugar a Esteban Gutiérrez. A princípio, tudo poderia indicar que a situação do Mito seguiria o mesmo curso já visto com Adrian Sutil e Jaime Alguersuari, dois outros que, depois de realizarem suas melhores temporadas em 2011, perderam vaga no grid. O caso de Kamui é bem diferente.

A informação publicada nesta quinta-feira (29) pelo jornal finlandês ‘Turun Sanomat’, indicando que Kobayashi conversa com a Lotus, procede. O BloGP apurou e soube que as negociações entre o piloto e a escuderia iniciaram ainda em outubro. Existe uma possibilidade real de Kamui substituir Romain Grosjean em 2013. O Mito dispõe do suporte de empresas locais, o que é fundamental na F1 dos dias atuais.

Mesmo dispensado da Sauber, Kamui tem futuro bem promissor na F1 (Foto: Sauber)

Romain, apesar do prestígio que tem com Éric Boullier e do apoio financeiro da Total, não tem sua situação definida para 2013, como disse ao Grande Prêmio Gerard Lopez, o todo-poderoso da Lotus, lá em Interlagos.

Koba-san também conversa com outra equipe do pelotão intermediário. O BloGP apurou também que outro time, este do fim do grid, chegou a lhe oferecer uma vaga, mas Kamui quer subir um patamar em relação à Sauber, jamais descer.

Sua meta, como já foi dito por ele mesmo, é crescer em 2013 para pleitear uma vaga nas equipes top em 2014. Lembrando que Ferrari e Red Bull têm pilotos, no caso Felipe Massa e Mark Webber, respectivamente, com contrato vencendo no fim do próximo ano.

Embora Grosjean seja protegido de Boullier, vale lembrar que o dirigente francês já trabalhou com Kobayashi — foi patrão de Koba-san nos tempos de Dams na GP2 — e tem muito apreço por ele. Tanto que, quando chefiava a Renault, chegou a cogitar a contratação de Kamui depois que a Toyota deixou a F1, no fim de 2009, mas acabou optando pelos petrodólares de Vitaly Petrov.

Uma coisa é certa: caso as negociações deem certo, Kobayashi e Kimi Räikkönen formariam a dupla mais épica, mitológica e lendária nessa F1 atual.

Adendo 1

Como bem lembrou o leitor Celso, o site Kamui Support entrou no ar no dia 21 de novembro, e hoje, dia 30, já arrecadou US$ 1,5 milhão. Quantia que seguramente vai aumentar muito nas próximas semanas. Levando em conta seu carisma Brasil e no mundo, o mito tem tudo para garantir, financeiramente, uma vaguinha na F1 em 2013.

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O X da questão

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

O começo da temporada 2012 da F1 foi marcado por fatos interessantes. Primeiro, claro, o equilíbrio entre as equipes e também a imprevisibilidade. Alguns acontecimentos marcaram época: o melhor resultado da história da Sauber graças ao segundo lugar de Sergio Pérez na Malásia, ou mesmo a vitória de Nico Rosberg no GP da China, a primeira de um carro da Mercedes em quase 57 anos, desde os tempos de Fangio. Já no Bahrein, o êxito de Sebastian Vettel fez com que a F1 visse quatro vencedores de quatro equipes diferentes nas quatro primeiras corridas do ano pela primeira vez desde 1983.

Com a Lotus em alta, Räikkönen é um dos favoritos à vitória em Montmeló (Foto: Lotus F1)

Pela ordem, venceu a McLaren na Austrália, Ferrari na Malásia, Mercedes na China e Red Bull em Sakhir. Mas é a Lotus quem surge como a grande favorita à vitória no GP da Espanha, em Barcelona, neste fim de semana. O E20 vem se mostrando o carro mais equilibrado do grid e seu desempenho nos treinos coletivos de Mugello, na semana passada, credencia a equipe de Kimi Räikkönen e Romain Grosjean como favorita à conquista em Montmeló.

E é aí que começa o X da questão, como já diria Zeca Pagodinho. Teoricamente, se a Lotus vencer em Barcelona no domingo, será a primeira conquista da equipe em 25 anos, desde quando Ayrton Senna celebrou a vitória no GP dos Estados Unidos, quando a corrida era disputado em Detroit, com o carro amarelo patrocinado pela Camel, certo? Sim e não. Há muitas controvérsias quanto a este assunto.

O fato é que nem a própria Lotus, autobatizada de Lotus F1 Team, se considera uma herança e uma sequência do legado da equipe fundada pelo mitológico Colin Chapman. Ao contrário. São nulas as referências ao lendário dirigente britânico. Fuçando na página oficial da equipe, encontrei um link com o começo da história deles. E essa história não começa no GP de Mônaco de 1958, quando ‘aquela’ Lotus, a verdadeira, estreou com Graham Hill e Cliff Allison.

A julgar pelo que existe no site da Lotus F1 Team quanto à sua história , a equipe, de acordo com seus dirigentes, se considera a quarta geração iniciada em 1981, quando estreou a Toleman e quando já existia a Lotus, à época, comandada nas pistas por Nigel Mansell e Elio de Angelis.

A Toleman, marcada, claro, por ser a equipe pela qual Ayrton Senna estreou na F1, foi comprada pela Benetton em 1986. Ao fim da temporada de 2001 e depois de dois títulos mundiais de Pilotos, ambos com Michael Schumacher, e um de Construtores, a Benetton foi adquirida pela Renault, que voltou com tudo à F1. Foram mais quatro títulos: dois de Construtores e dois de Pilotos, pelas mãos de Fernando Alonso. Até que, oficialmente neste ano, a Renault deu lugar à Lotus. Que não se assume como aquela Lotus do Chapman.

Hoje mesmo, durante a minha folga, estava lendo algumas coisas no Facebook e tal, e vi um destaque que a Lotus colocou na rede, lembrando a dobradinha que a Benetton, da segunda geração, completou no GP da Espanha de 1995, quando colocou Michael Schumacher na ponta e Johnny Herbert em segundo em Barcelona. Mais uma referência à geração Toleman-Benetton-Renault-Lotus. Até mesmo no site da F1 as referências históricas à atual Lotus são relacionadas com a Renault e Benetton, por exemplo.

Dessa forma, caso Räikkönen ou Grosjean vença em Barcelona no domingo, será a primeira vitória de uma nova história de uma quarta geração de equipes, por mais que às vezes os nomes nos façam entender que essa Lotus preta e dourada é a sequência daquela de Chapman e representada por mitos como Mansell, Senna, Nelson Piquet, entre tantos. Então, na prática, caso essa vitória da Lotus aconteça no domingo, nada terá, com exceção do nome da equipe, nada a ver com a vitória de Senna em Detroit. Se for, será uma vitória da Lotus. Mas não ‘daquela’ Lotus.

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Whitmarsh diz que retorno de Kimi é ótimo para F1: “É um grande cara”

Martin Whitmarsh, chefe de equipe da McLaren, afirmou que vê com bons olhos o retorno da Kimi Raikkonen à F1 e disse que, se a Lotus tiver um carro rápido, o finlandês será serio candidato na luta por vitórias nesta temporada

Raikkonen já foi à pista na semana passada com a Lotus (Foto: Lotus F1)

“Kimi é um grande cara e muito talentoso”. Assim Martin Whitmarsh definiu Kimi Raikkonen, que retorna à F1 neste ano e que já foi piloto da McLaren entre 2002 e 2006. O chefe da equipe inglesa exaltou a volta do finlandês, que vai defender a Lotus nesta temporada.

Raikkonen foi campeão em 2007, pela Ferrari, mas deixou o Mundial dois anos depois, quando a equipe italiana decidiu substituí-lo por Fernando Alonso. Kimi, então, disputou duas temporadas no Mundial de Rali e também participou de algumas provas na Nascar. Na F1, o nórdico possui 18 vitórias e 16 poles.

“Kimi foi muito bem nas cinco temporadas em que esteve conosco. Venceu 12 vezes e, embora ele não tenha conquistado um título com a gente, ele chegou muito perto e poderia facilmente ter sido campeão em 2003 e 2005, mas a sorte e a confiabilidade não estavam lá, infelizmente”, declarou o britânico.

“Durante uma entrevista coletiva da FIA no ano passado, e não lembro onde, fui questionando sobre o que eu achava de um eventual retorno de Kimi para 2012 e se os chefes das principais equipes deveriam apostar suas fichas nele. Minha resposta foi um inequívoco sim. E hoje estou contente com o retorno dele. Ele é um piloto popular na F1 e sua volta será ótima para a categoria”, explicou.

Whitmarsh ainda disse que vê Raikkonen como um forte candidato na briga por vitórias, se a Lotus tiver um carro competitivo. “Neste ano, teremos nada menos que seis campeões na pista. E isso é especial. Kimi não é apenas um piloto fantástico, mas também um personagem carismático e provoca um fascínio nos fãs. Se o carro da Lotus for rápido, Kimi será rápido. É simples assim na minha opinião”, completou.

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“Um ano bem diferente quer dizer…” “Voltar a vencer. Disputar o campeonato”


MAURO DE BIAS [@MaurodeBias]

de Bolonha

No último domingo Felipe Massa deu uma entrevista a Marília Gabriela no ‘De Frente com Gabi’. Quem não assistiu pode procurar no YouTube porque tem lá a versão completa. O programa foi excelente. Massa aparentou honestidade (ele se definiu como “100% honesto”, diga-se) e franqueza nas respostas e Marília Gabriela tocou em pontos relevantes.

Algumas das melhores partes da entrevista foram quando Massa falou sobre paternidade, seu futuro na F1, a temporada lamentável de 2011, jogo de equipe e o acidente de 2009, na Hungria.

O brasileiro disse já ter sido sondado por outras equipes. Mas isso não chega a ser nenhuma grande surpresa. Seria interessante de verdade saber se o interesse é recente e quem são essas equipes, já que Massa não citou nomes. Todas as grandes parecem muito satisfeitas com suas duplas de pilotos hoje e nenhuma delas vai trocar em 2012. Nem trocou em 2011.

Quanto aos dois anos ruins que teve, Massa não soube dar uma explicação. Admitiu que foram abaixo da crítica e disse querer melhorar, mas até aí, como diria o senhor meu pai, morreu Neves. É preciso mostrar na pista.

Massa também insistiu que o acidente que o tirou das pistas no fim da temporada de 2009 não é o culpado pelos resultados ruins apresentados desde então. Mas enquanto ele não provar isso na pista, a dúvida vai sempre pairar.

Ao lembrar do GP da Alemanha de 2010, quando ele cedeu a liderança da corrida a Fernando Alonso, Massa não mostrou arrependimento e falou sem embaraço sobre a situação. O que foi bom, na verdade. Ele disse ser a favor do jogo de equipe e já ter se favorecido, quando Kimi Raikkonen lhe cedeu o segundo lugar no GP da China de 2008.

Massa deu uma entrevista que vale muito a pena assistir. Quem gosta de conhecer o lado mais pessoal da vida dos pilotos também vai gostar. O brasileiro fala sobre como é ser pai, sobre limpar a fralda do filho, sobre o interesse do pequeno pelas motos… Muito interessante.

Num dos momentos em que falava sobre a temporada de 2011, Massa disse querer que o próximo ano seja diferente. Gabi interpelou: “Um ano bem diferente quer dizer…” e Massa interrompeu sem hesitar: “Voltar a vencer. Disputar o campeonato”.

Então é isso. Vejamos o que vai ser de 2012 pra ele.

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Um pouco sobre Kimi e Sebastian

MAURO DE BIAS [@MaurodeBias]
de Bolonha 

Pois é, o acordo com a Williams subiu no telhado. Kimi Raikkonen pediu participação acionária na equipe, Frank fez bico, a Renault (futura Lotus) ficou na espreita, foi lá e assinou com o finlandês.

Então é isso, Raikkonen está de volta. Mantenho o que eu disse sobre ele quando escrevi sobre o provável acordo com a Williams. E Jean Alesi deu a chave da questão ao elogiar a contratação do finlandês hoje: “O bom do Kimi é que ele tira o máximo de um carro rápido. Quando o carro estava bom na McLaren e na Ferrari, ele estava sempre vencendo”.

Reparem que ele não disse que o Kimi é um grande líder, que é motivador da equipe, que é obstinado, não. Raikkonen é rápido, sim, indiscutivelmente, mas só o é quando tem um carro bom. Alesi só confirmou o que eu já tinha dito aqui. Quando o carro está bom, Kimi vence. Quando não está, não vence e também não faz nada para que o carro melhore.

A postura que Raikkonen sempre mostrou nas equipes pelas quais correu me lembra muito a de Sebastian Vettel. Só que ao contrário. Após o problema no câmbio que teve durante o GP do Brasil (suspeitas de marmelada à parte), o alemão fez questão de acompanhar o trabalho dos mecânicos para saber o que havia acontecido. Ficou até tarde no autódromo vendo o desmonte de sua caixa de câmbio, a medição da pressão do óleo e essas coisas.

Vettel mostrou uma obstinação workaholic que poucos pilotos têm. Desculpem a comparação, mas me lembrou Senna. O Ayrton, claro. E no GP de Abu Dhabi, o bicampeão também teve uma postura admirável. Depois de abandonar a corrida por causa de um furo no pneu, Vettel acompanhou toda a corrida a partir do pitwall. E foi elogiado pela equipe.

Por isso e, obviamente, pelo superlativo talento que tem, acredito que ele ainda vai tão longe quanto Michael Schumacher. Não, ele não é o “novo Schumacher”, ele é Sebastian Vettel e ponto. E daqui a alguns anos vamos nos entregar a sangrentos debates para saber se o melhor de todos os tempos era Vettel, Schumacher ou Senna.

Não gosto de domínio de pilotos ou equipes e acho que a F1 fica muito prejudicada quando só uma pessoa ganha tudo. Mas é muito bom ver um piloto como Vettel em atividade. Já do Kimi, não posso dizer o mesmo.

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WILLIAMS E RAIKKONEN, ISSO NÃO VAI DAR SAMBA

MAURO DE BIAS [@MaurodeBias]
de Bolonha

Bem, Kimi Raikkonen não está mais na F1, mas é bem provável que seja anunciado pela Williams já no próximo fim de semana, em Abu Dhabi. Até andaram dizendo por aí que o piloto traria uma “nova energia à equipe”. Mas esperem estamos falando do mesmo piloto? Raikkonen? Aquele finlandês que fez pouco caso até do título mundial que venceu?

Um assunto que eu abordei rapidamente no último post foi sobre a relação de pilotos com as equipes. A Williams é até uma boa equipe para Kimi. É inglesa, tem um jeito mais frio de trabalhar, tal qual o finlandês. O problema é que os britânicos estão em crise desde que acabou a parceria que tinham com a BMW, que envolvia fornecimento de motores e vários trabalhos técnicos. Na verdade, desde antes disso. A Williams só faz decair desde seu último título mundial, em 1997, com Jacques Villeneuve.

Durante a era Montoya, o time ainda teve uma sobrevida, ganhou algumas corridas, fez lá suas poles, ensaiou brigar pelo título, mas ninguém era páreo para a Ferrari de Jean Todt, Ross Brawn e Michael Schumacher. E desde que perdeu a BMW, as coisas só pioraram, afinal, não há time grande que sobreviva sem uma grande empresa por trás na F1 de hoje, infelizmente.

Hoje a Williams alterna anos razoáveis e outros ruins. Rubens Barrichello está vivendo um bastante lamentável na equipe inglesa. Mas excluindo o fato de que Kimi deve trazer 30 milhões de euros à equipe enquanto Rubens não traz nada, a troca não é boa. Barrichello é muito experiente, sabe trabalhar bem com os carros e se comunicar bem com as equipes onde trabalha. Isso é suficiente para salvar a pátria? Obviamente não. Se fosse, Rubens não teria penado anos na Honda e não estaria penando hoje na própria Williams.

Mas é melhor ter um piloto que aponta os problemas a serem melhorados do que um que sai do carro calado e calado permanece. Raikkonen é rápido, disso não há dúvidas. É um campeão mundial, mas não é, nem de longe, um bom piloto para uma equipe inconsistente como a Williams. Kimi não sabe lidar com carros ruins. Não que ele não consiga ser rápido, isso ele sabe fazer com maestria. Mas se as coisas não estão bem na equipe, o instinto do finlandês não é tentar melhorar, é pular fora.

Faço aqui uma aposta e pode ser que um dia morda minha língua, mas duvido que Raikkonen vá suportar duas temporadas ruins na Williams. Essa mistura não vai dar samba.

Quanto a Rubens… Acho que esse é o fim de sua carreira na F1. Em breve vai estar numa Stock Car da vida correndo nos péssimos autódromos brasileiros. É esperar para ver.

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Um grande cara

Conheço muita gente que, baseada nos dois últimos anos de F1, acha que Kimi Raikkonen era totalmente dispensável da categoria e, por isso, não vai fazer muita falta. Discordo, e discordo muito. Não apenas pelo baita piloto que o cara é, mas por ser extremamente genial quando decide se manifestar.

Sem ficar de gracinhas ou falando sempre o mesmo discurso pasteurizado – quando não está a fim, simplesmente não fala, ou MURMURA qualquer coisa para o que o deixem em paz -, Kimi é diferente dos demais quando tem vontade de se manifestar. E foi o caso na entrevista que deu ao Red Bulletin: sincero e honesto, ele mostrou muita personalidade.

Não se negou, por exemplo, a falar sobre as dificuldades que acredita que terá no WRC em 2010, nem sobre o acidente sofrido no Rali da Finlândia do ano passado e as expectativas que determinou para este ano. Também foi franco ao falar sobre o seu tempo de F1, dizendo que “todas as voltas são iguais” e que preferiu o carro deste ano da Ferrari ao do ano passado – e também sobre a relação do piloto com outras pessoas quando precisa falar sobre algo de um carro.

Enfim: vale a pena ler. O link está ali em cima.

A dica musical de hoje é de uma banda também escandinava e que leva no nome o sentimento que Kimi demonstrou do atual ambiente da F1:

Hellyyttä!
Francisco Luz

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Grande notícia


Vamos ver isso mais vezes em 2010. Que tri

Sempre fui um fã de Kimi Raikkonen, desde os seus primeiros dias de Sauber, passando pela McLaren e no período de Ferrari. Comemorei bastante o título de 2007, descontado de maneira sobrenatural com a superação da grande desvantagem que ele tinha para Hamilton. E, por isso, estava achando uma verdadeira merda o fato de que um dos pilotos mais talentosos do grid não teria espaço para correr em 2010.

Mas tudo isso mudou hoje. Com a confirmação de que vai disputar o WRC, podemos ter a certeza de que Kimi vai com o verdadeiro SANGUE NOS OLHOS para a próxima temporada, buscando dar o melhor de si em um ambiente que lhe é natural – sem tanta frescura como na F1, onde o piloto passa a maior parte do tempo em que não está nas pistas como garoto-propaganda dos seus patrocinadores.

(Um adendo: nada contra patrocinadores; na verdade, tudo ao seu favor. Gosto da exposição das marcas e da associação delas com diversos esportes. Mas tem gente que não é feita para trabalhar com propaganda, e este me parece ser o caso de Kimi).

Já havia DETECTADO aqui, há algum tempo, um certo enfado do finlandês com a F1 – se não me engano, na época da crise política entre FIA, Fota e tudo mais. E ele dizia claramente que pensava em não permanecer. Bom, as coisas mudaram, ele não conseguiu o acordo que queria com a McLaren, mas, ainda assim, fez questão de fazer apenas o que deseja. Kimi teria espaço na Mercedes ou em qualquer outro time para 2010, com exceção de Ferrari e McLaren, e decidiu deixar o glamour de lado para correr do que gosta.

Gostem dele ou não, isso é MUITO digno. Respeitei ainda mais.

Nenhum sentido com o post, e nem com a PROPOSTA do que eu vou fazer por lá – ver um SIMPLÓRIO show do AC/DC. Mas Argentina significa tango, e tango quer dizer Gardel. E essa é uma das músicas mais lindas que há.

Por una cabeza,
Francisco Luz

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Kimi mais perto do Mundial de Rali?

Sem lugar na F1, o destino de Kimi Raikkonen em 2010 parece cada vez mais próximo do rali. De acordo com o site “Automoto365”, o finlandês assinou um pré-contrato com a Citroën para a próxima temporada.

Raikkonen inicialmente era cotado para a vaga de Heikki Kovalainen na McLaren. O cockpit inglês, na verdade, era a única alternativa, segundo o próprio piloto, para permanecer no Mundial no próximo ano. Mas como se sabe as negociações fracassaram. Entende-se que alguns aspectos financeiros e compromissos com patrocinadores tenham minado o acordo. O time britânico, então, optou por Jenson Button.

Após o anúncio da compra da Brawn pela Mercedes e da transferência de Button para a escuderia de Woking, o nome de Kimi surgiu com força para ocupar um dos carros prateados. No entanto, os rumores de que teria fechado com alemães foi desmentido por Kimi que, mais uma vez, insistiu em um ano sabático na F1.

Mas ida de Raikkonen para o Mundial de Rali é vista com bons olhos. Será a primeira vez que a categoria terá um campeão mundial de F1 disputando a temporada toda. Além disso, é uma forma de reforçar o campeonato, que nos últimos meses perdeu fabricantes importantes como a Subaru. Seria um grande empurrão.

No momento, não se sabe a natureza do contrato de Kimi com a Citroën. Mas acredita-se que o piloto tenha duas possibilidades: a de defender a equipe júnior da fábrica gaulesa ou correr junto com Petter Solberg.

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Alguém me responde?

Algumas perguntas que me vêm à cabeça enquanto não leio emails perguntando porque a gente não fala “mais” de NATAÇÃO:

1) O fato de Justin Wilson ter vencido com a fraquíssima Dale Coyne em Watkins Glen significa que não é preciso muito para superar os pilotos da Indy em circuitos mistos?
2) Quem acha que a Ferrari vai pagar € 28 milhões pra tirar o sonado Raikkonen e trazer o apaixonado Alonso poderia levantar a mão, por favor?
3) Alguém também notou que o Massa fala “Entre no cRima da Fórmula 1” na propaganda da Bridgestone?

Felipe Paranhos

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