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Loeb, o mito

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

No último domingo, lá em Los Angeles, Sébastien Loeb deu mais um show de pilotagem. Sem tomar conhecimento dos rivais, venceu com sobras a prova do RallyCross e faturou a medalha de ouro no X Games 18 logo em sua estreia na competição. Ken Block, Tanner Foust… ninguém, absolutamente ninguém foi páreo para Seb, que só deu mais uma prova de que é um desses mitos que todos da nossa geração temos o privilégio de ver. Já escrevi aqui algumas vezes que a nossa geração é privilegiada por poder ver em ação verdadeiras lendas do esporte como o próprio Loeb, Valentino Rossi, Michael Schumacher, Fernando Alonso, Kelly Slater, entre tantos outros.

Também já escrevi algumas vezes que considero, dentre todos, pelo menos entre os que estão em atividade, que Loeb é disparado o melhor, à frente até de Alonso, sem aqui querer fazer qualquer comparação entre os estilos do rali e da F1. Mas lembro que certa vez, em uma entrevista, Kimi Räikkönen disse que era muito mais fácil bater Sebastian Vettel do que o xará Loeb. E de fato, o cara é praticamente imbatível. Enquanto Loeb estiver em atividade, todos os outros lutarão pelo segundo lugar, simples assim.

Atualmente, no esporte a motor, coloco Loeb, Alonso e Jorge Lorenzo no top-3. E para você, amigo leitor, Sébastien é o melhor de todos em atividade? Opine aqui!

E abaixo, curta a final do RallyCross nos X Games e veja porque Loeb é o mito e a lenda.

http://youtu.be/vwvCmYT6xJQ

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As (muitas) opções da Honda

EVELYN GUIMARÃES [@eveguimaraes]

Daí que Jorge Lorenzo encerrou ontem as especulações ao anunciar a renovação de seu contrato com a Yamaha por mais dois anos. O nome do jovem espanhol era bastante cotado na Honda para substituir Casey Stoner a partir da temporada que vem, já que o australiano, como todos sabem, decidiu que vai deixar as competições ao fim de 2012. E seria mesmo uma grande jogada da equipe laranja tê-lo como principal piloto. Jorge está em grande fase e seria o piloto ideal para conduzir o time a novos triunfos e recordes.

Lorenzo, entretanto, preferiu o ambiente já conhecido da Yamaha. Equipe que o levou para a MotoGP em 2008 e que, desde então, o trata como grande estrela, mesmo quando tinha Valentino Rossi do outro lado do box.  Por isso, a decisão de Lorenzo não foi nenhuma surpresa. Ele mesmo deu vários indícios de que continuaria na equipe japonesa, apesar da ‘conversa’ que seu empresário teve, em Barcelona, com Shuhei Nakamoto, vice-presidente da Honda. A surpresa mesmo foi ver que a Yamaha se mexeu rapidamente para garantir Lorenzo e confirmou o novo contrato ainda nesta primeira metade de temporada.

Desde o anúncio de Stoner, era claro que a decisão de Lorenzo seria crucial para o mercado de pilotos da MotoGP e também para a Honda de certa forma. Agora, a gigante nipônica deve mesmo manter Dani Pedrosa, muito em função da grande experiência do espanhol, e a escolha do companheiro dele será das mais interessantes de se acompanhar ao longo da temporada. Com um Lorenzo cada vez mais forte, a Honda não poderá se dar ao luxo de escolher alguém simplesmente para preencher uma vaga até a vinda do já badalado Marc Márquez e nem poderá, por outro lado, apostar todas as fichas no jovem catalão, que, apesar das atuações de gala na Moto2, ainda é uma incógnita com relação à classe rainha.

Márquez estará no grid em 2013, sem dúvida. Resta saber em que condições. E o que seria mais vantajoso para ele? Estrear com o peso de já ter de entrar na luta pelo título ou fazer isso de forma gradual, meio como um Lewis Hamilton em 2007?

E o que será mais válido para a Honda? Apostar de vez em Márquez ou dar chance a outro piloto do grid atual? Nomes não faltam. No campo das especulações, Cal Crutchlow, que vem apresentando grande desempenho da Tech3, já aparece como forte candidato, apesar do estreito envolvimento com a Yamaha.  Assim como os satélites Stefan Bradl e Álvaro Bautista. Correndo por fora estão Ben Spies e Nicky Hayden. E por que não? O primeiro não consegue se encontrar com a M1, mas é um piloto rápido. O segundo já foi da Honda e também já deve estar farto da falta de resultados da Ducati. São opções válidas. Mas aí o leitor vai dizer: mas e o Rossi? Bem, o Valentino parece carta fora na Honda. O italiano deve mesmo permanecer na Ducati por pelo menos mais uma temporada.

Agora, no lugar da Honda, em quem o leitor apostaria as fichas? E Lorenzo? Fez bem em fechar tão rápido com a Yamaha?

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Rockstar

EVELYN GUIMARAES [@eveguimaraes]

Eu sei, eu sei… Que é a Juliana Tesser (@JulianaTesser) a nossa especialista em MotoGP no Grande Prêmio. E como sabe e conhece de motos essa menina! Mas não posso deixar de compartilhar o vídeo abaixo. É do ano passado, mas serve para mostrar um lado curioso e bastante simpático do atual líder do Mundial de Motovelocidade na classe rainha – adoro esse termo. Que, alías, tem se mostrado um piadista também.

Amante de música, não à toa Jorge Lorenzo vive às voltas com seu ipod nos grids da MotoGP. E no vídeo, Jorge esbanja carisma e revela uma faceta, digamos, mais artística de sua personalidade. O jovem piloto participa do clipe da música Dame Vida, do cantor espanhol Huecco. Além do representante da Yamaha na MotoGP, o divertido vídeo também traz participações especiais de outros esportistas, como o craque do Barcelona Daniel Alves, além do jogador de basquete do Los Angeles Lakers Pau Gasol e da tenista dinamarquesa Caroline Wozniacki.

A música dá nome ao mais novo álbum do artista, lançado em 2011, e também à Fundação que Huecco mantém na Espanha, responsável por diversas ações sociais. O projeto que originou o vídeo e contou com a participação voluntária dos esportistas também é parte de uma ação global do artista, para o acesso das populações mais carentes às energias limpas.

E não é a primeira experiência de Lorenzo no meio artístico. O piloto de 25 anos parece gostar e se sente à vontade diante das câmeras. Muito além das comemorações no estilo Valentino Rossi na MotoGP, Jorge já participou de vários ensaios fotográficos, campanhas publicitárias e até mesmo de um episódio de um seriado popular e uma peça de teatro na Espanha.  Já dá até para dizer que no dia que resolver pendurar as saboneteiras, Lorenzo pode se aventurar em outras áreas…

PS – A Ju escreveu coisas bacanas também sobre o novo comportamento de Lorenzo na MotoGP. Vale a pena a leitura.

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Primeiras impressões

LUANA MARINO

RIO DE JANEIRO — Passou despercebida para muita gente por causa da F1, mas a MotoGP iniciou a preparação para a temporada 2011 também nesta semana. Foram três dias de testes em Sepang, na Malásia, que serviram para esboçar algumas situações que deveremos ter ao longo do ano.

A primeira delas é que, de cara, deu para ver que a Honda será forte. Não acredito em domínio, mas a julgar pelas sessões na pista malaia, a Yamaha vai ter de gastar mais algum tempo de trabalho para não perder muito terreno para a rival.

A verdade é que a equipe japonesa investiu pesado para este ano. Depois de ver a rival Yamaha dominando o campeonato de pilotos nas últimas três temporadas, a Honda decidiu manter a dupla de 2010, formada por Daniel Pedrosa e Andrea Dovizioso, e ainda trouxe um reforço e tanto para compor o trio: Casey Stoner, um dos principais pilotos do grid atual. E o australiano mostrou que a adaptação foi rápida ao liderar o primeiro treino e terminar em segundo nos dois seguintes. Se valesse uma média das três sessões, Stoner seria o melhor pela regularidade.

Pedrosa também se destacou. O espanhol foi a esperança da equipe no último Mundial frente a Jorge Lorenzo depois do acidente de Valentino Rossi, mas acabou caindo nos treinos no Japão e fraturando a clavícula, dando adeus ao título. Indo para a sua sexta temporada na MotoGP, vê a concorrência ficar mais acirrada dentro do próprio time, mas mostrou que está recuperado e pode se destacar.

Ainda temos Dovizioso, que embora tenha sido o mais discreto do trio nos treinos, teve momentos de brilho em 2010, como a pole-position no Japão. Stoner e Pedrosa devem confirmar o favoritismo, mas o italiano pode fazer valer a condição de coadjuvante para surpreender.

Trio à parte, o trunfo da Honda para vencer a Yamaha este ano pode ser a sua equipe satélite, a Gresini. Nos testes em Sepang, a equipe foi bastante competitiva, com o desfecho de ouro ficando por conta de Marco Simoncelli. Depois de uma temporada de muitas expectativas em torno do italiano, mas poucos resultados, o piloto pode surpreender e beliscar alguns pódios.

Agora, se a Honda foi a grata surpresa, a Ducati não deve estar esperando a hora de Valentino Rossi ficar bom para se dedicar ao desenvolvimento da moto. O melhor resultado da equipe de fábrica nos treinos foi um discreto oitavo lugar com Nicky Hayden na última sessão. 

A situação de Rossi, aliás, é bem clara, e isso é algo que é digno de elogios para o italiano. Ele não enrola quando tocam no assunto: o ombro direito operado no fim do ano passado ainda incomoda, principalmente nas freadas das entradas das curvas, o que acaba comprometendo o resto do corpo e forçando mais o lado esquerdo. Com isso, Rossi perde cerca de 0s5 por volta. É muita coisa, e Valentino sabe que a situação só vai melhorar com o Mundial em andamento.

Portanto, fãs do ‘Doutor’, não fiquem desanimados se Rossi sequer passar perto do pódio nas primeiras corridas da temporada. Tá certo que o italiano teve o mesmo trabalho na Yamaha e foi campeão logo no primeiro ano com a equipe, mas a situação na Ducati tende a ser um pouco diferente. Primeiro, Valentino precisa se recuperar fisicamente para, depois, mostrar por que é heptacampeão.

Quem pode se dar bem com isso é Hayden. Ciente de que ser ofuscado por Rossi dentro da equipe não é nenhuma hipótese absurda, o americano precisa buscar resultados no início para que a Ducati não se afaste muito da briga pelo título.

Agora, é claro que tudo o que foi escrito acima foram impressões de apenas três dias de testes. Assim como na F1, os pilotos usam as sessões para experimentar vários tipos de acerto, configurações de corrida, vão ao limite, mas também poupam equipamento. Em suma, tudo pode mudar já na primeira corrida do ano, no Catar, e termos uma Ducati surpreendendo e cravando pole e vitória, deixando as rivais para trás.

Não é impossível, mas é pouco provável.

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Rivalidade dá dinheiro

Felipe Paranhos

Como se sabe, a rivalidade entre Valentino Rossi e Jorge Lorenzo é a principal arma da MotoGP para driblar a crise e atrair mais audiência, interesse de mídia e patrocinadores. Mas olha, quem mais lucra com a rivalidade são os próprios pilotos.

No início do ano retrasado, Valentino passou a receber o apoio do energético Monster. No início deste ano, o primeiro de Rossi fora da Yamaha, Lorenzo fecha com o Rockstar, que é o terceiro colocado em vendas nos Estados Unidos, atrás do Monster e do onipresente Red Bull.

De quebra, a rivalidade ainda ajuda a Yamaha, que andava meio sem patrocínios.

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Invasão espanhola

Luana Marino

A Espanha não é nenhuma novata no rol dos campeões mundiais de motovelocidade, embora o único título do país na categoria principal fosse, até domingo, de Alex Crivillé em 1999, quando as motos ainda eram de 500cc. Nas 125cc, a prova da força ibérica é traduzida por Angel Nieto, pentacampeão da classe nas décadas de 70 e 80, uma das lendas do motociclismo.

O que faltava, na verdade, era essa mesma força na elite das duas rodas, mas a disputa deste ano restrita entre Jorge Lorenzo e Daniel Pedrosa na MotoGP depois do acidente de Valentino Rossi mostrou que a vez é dos espanhóis. Além disso, o domínio do país nas 250cc e nas 125cc é surpreendente.

Para se ter uma ideia, o Mundial deste ano das 125cc já viu nada menos do que oito pódios totalmente espanhóis. Ano passado, isso aconteceu apenas uma vez, no GP da Alemanha. O último foi neste domingo, inclusive, com vitória de Marc Márquez. O piloto, de quebra, ainda assumiu a liderança da competição, que tem, até o momento, Nicolas Terol em segundo e Pol Espargaró em terceiro – todos espanhóis.

Ou seja, provavelmente teremos mais um campeão do país ibérico em 2010 na moto, e se levarmos em conta que Toni Elías já garantiu o título na Moto2, a Espanha está prestes a entrar para um seleto grupo que conta apenas com Itália e Grã-Bretanha até o momento: dominar três categorias da motovelocidade no mesmo ano. A Itália de Valentino conseguiu o feito três vezes, em 1950, 1975 e 1976. Já os britânicos foram superiores em 1967.

Lembrando que, naquela época, os mundiais contavam ainda com 350cc e 50cc. Então, se olharmos por este lado, a Espanha pode alcançar um feito inédito, já que o Mundial deste ano conta com três classes apenas. Seria um domínio total, com uma safra de pilotos que promete muito para as próximas temporadas.

Claro que Rossi ainda tem lenha para queimar na Ducati e totais condições de ser campeão novamente, mas o italiano vai se aposentar daqui a uns poucos anos. E ele sabe que a concorrência nos últimos Mundiais se acirrou. Vai ser mais um desafio para o ‘Doutor’ superar a espanholada abusada que vem por aí.

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