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A (bela) cidade da velocidade

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
do VeloCittà

Desde a tarde desta sexta-feira (8), estou na cobertura da abertura da primeira temporada da história da Mitsubishi Lancer Cup, que terá neste sábado a primeira das seis rodadas duplas realizadas em Mogi Guaçu, interior de São Paulo, no novíssimo circuito VeloCittà, de propriedade da montadora. O primeiro dia de atividades de pista foi tranquilo e compreendeu a realização de dois treinos livres, cada um com duração de meia hora.

O grid é composto basicamente por gentleman-drivers, mas tem muita gente conhecida na lista dos inscritos, todos oriundos do turismo. Para citar alguns, estarão presentes neste fim de semana de provas aqui em Mogi Guaçu Elias Junior (que, obviamente, não é aquele apresentador do Show do Esporte nos áureos anos 90 na Band), Leo Burti, Sylvio de Barros e a bela Michelle de Jesus, só para citar alguns.

A grande atração do certame é mesmo o carro: o Lancer Evo R, preparado especialmente para a categoria. A Mitsubishi trouxe para estar à frente da Lancer Cup alguns nomes conhecidos. Hoje no VeloCittà, pude ver Duda Pamplona (matéria com ele amanhã), que além de ser um dos instrutores da Mitsubishi, também é piloto da montadora no Brasileiro de Marcas. Mas, evidentemente, a grande estrela atende pelo nome de Ingo Hoffmann.

O alemão, que completou 60 anos na semana passada, é o novo coordenador de competições da Mitsubishi e passa toda sua experiência acumulada por décadas à montadora, que inicia sua incursão como categoria monomarca no automobilismo de pista depois do sucesso no off-road com a Mitsubishi Cup e o Mitsubishi Motorsport.

Foi com Ingo que tive a chance de completar uma volta rápida no VeloCittà. O circuito é uma maravilha, uma verdadeira joia: rápido, seletivo e muito bem cuidado, fato raro aqui no Brasil. Deu gosto conhecer um pouco mais sobre a mais nova pista do automobilismo brasileiro e também foi bem bacana andar ao lado de um mito vivo como o Ingo, ‘apenas’ 12 vezes campeão da Stock Car, entre tantas outras glórias.

Amanhã começa pra valer a temporada, que abre com a realização de duas corridas: uma pela manhã e outra à tarde. Antes, haverá uma sessão classificatória para definir o grid da primeira prova. Já a segunda, assim como boa parte das categorias turismo no Brasil e no mundo, terá seu grid determinado pela ordem da primeira etapa, sendo que os oito primeiros largarão em posições invertidas, com o oitavo lugar da bateria 1 largando na pole à tarde.

Seguiremos aqui acompanhando o despertar da mais nova categoria do automobilismo do país! Posto abaixo algumas fotos tiradas há pouco. E claro, acompanhe tudo da Lancer Cup aqui no Grande Prêmio.

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60 anos de um mito

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Hoje, 28 de fevereiro, é um dia muito especial na história do automobilismo. Não, não é por causa da retomada da pré-temporada da F1, lá em Barcelona. Falo sobre o aniversário de uma verdadeira lenda viva do esporte. Poderia ser Mario Andretti, que completa 73 anos nesta quinta-feira. Mas não. O grande aniversariante do dia representa muito para o automobilismo brasileiro. Ingo Hoffmann completa 60 anos muito bem vividos e merece reverência por tudo o que fez em sua carreira dentro e fora das pistas.

Falar em Ingo é falar em vitórias, títulos, glórias. O Alemão é o eterno rei da Stock Car, conquistando nada menos do que 12 títulos, DOZE. O próprio Cacá Bueno disse há pouco, no Arena SporTV, que nem se competisse até os 60 anos não chegaria ao que Hoffmann alcançou na Stock Car.

Ingo eternizou a imagem dos Opalas como símbolo da Stock romântica. Não só dos Opalões, mas também do Fusca, Brasília, Uno, Ômega… tudo com sua marca registrada: o lendário número 17. O Alemão também fez parte da história da Copersucar, única equipe brasileira a integrar o grid da F1. Hoffmann correu de tanta coisa nessa vida, até mesmo no rali ele deu suas aceleradas, participando do Rali dos Sertões, do Brasileiro de Cross-country e da Mitsubishi Cup. É na Mitsubishi, aliás, que Ingo atua no dia a dia como coordenador da nova escola de pilotagem da montadora depois de ter ficado anos e anos na BMW.

Estou a caminho de completar 33 anos, pouco mais da metade da idade de Ingo. Muitos dos seus feitos só pude acompanhar por livros, revistas e, depois, pelo YouTube ou por sites que resgatam a história do automobilismo brasileiro. Mas, quando comecei a acompanhar as corridas, tenho como uma das minhas primeiras lembranças suas corridas na Stock Car e na hoje extinta F-Uno.

Tinha em mente a imagem de um Ingo quase intransponível, embora corresse em uma geração fortíssima, com nomes como Chico Serra e Paulão Gomes, todos lendários dentro das pistas. Mas Ingo estava um degrau acima. Ou melhor, muitos degraus. Certamente, foi um desses personagens mitológicos da minha infância e que, de certa forma, contribuiu muito para que eu gostasse muito do esporte a motor como um todo e fosse um profissional de imprensa.

Há quase um ano, tive a chance de conhecer o outro lado de Ingo. Um lado igualmente vencedor, mas com um brilho muito maior. Numa dessas pautas para a Revista WARM UP, visitei o Instituto Ingo Hoffmann, que fica ao lado do Centro Boldrini, em Campinas, perto aqui de casa. Trata-se de um projeto fantástico que ajuda crianças com câncer e suas famílias. Vi nos olhos do Alemão sua vontade, dedicação e paixão por um projeto tão nobre.
À época, ele falou: “Olho para trás com orgulho, feliz por ter feito a diferença”, descrevendo o Instituto como sua maior vitória na vida. E acho que é bem isso. Ingo conseguiu fazer a diferença dentro das pistas e agora, fora delas. Na falta das palavras, só consigo descrever Hoffmann como um mito vivo, pessoa rara.

Parabéns, Alemão! Vida longa e muitas vitórias pela frente!

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Estreia minimalista

Crédito: Guilber Hidaka

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Definitivamente, 2011 foi um ano de estreias para mim. Neste ano, pela primeira vez trabalhei na F1, debutei como comentarista televisivo e para fechar com chave de ouro, guiei pela primeira vez um carro de corrida de verdade na vida. Explico.

Fui gentilmente convidado para fazer parte do Mini Minimalism Driver Day, realizado na última terça-feira (13), no autódromo da Fazenda Capuava, em Indaiatuba. Antes, vale ressaltar. Tirei algumas boas fotos da pista, de propriedade de Alcides Diniz. Claro que não dá para comparar com as pistas homologadas para sediar corridas, mas o local é de uma organização ímpar. Grama bem cortada, asfalto na mais perfeita ordem. Gostei muito do que eu vi.

O evento teve a participação de jornalistas de várias mídias e serviu para, entre outras coias, divulgar o último lançamento da marca, o belo Mini Coupé, com o qual cada um de nós teve a chance de completar três voltas no circuito. Talvez tenha sido a primeira e última chance em poder dirigir um carro daqueles, então aproveitei a oportunidade ao máximo.

Além da apresentação do Coupé, a programação compreendeu também uma espécie de gincana, em que todos nós, em grupos, completamos três voltas na pista com um Cooper S dotado de soluções para alertar sobre o consumo de combustível e de equipamento. Confesso que fui muito mal e perdi muitos pontos — o vencedor foi o Rodrigo França —, mas foi bom para entender como um carro pode ter vida mais curta com um estilo de guiar mais agressivo e exigente. Valeu muito como lição.

Mas o melhor mesmo foi ter recebido a chance de guiar um modelo do Mini Challenge John Cooper Works. Todos nós fomos instruídos e guiados pela lenda Ingo Hoffmann, que nos orientou via rádio sobre a postura e os nossos limites na pista. Confesso que fiquei um tanto apreensivo, já que jamais guiei um kart, por exemplo. Carro de corrida, apenas em simulador. Percebi que a realidade é muito, mas muito diferente.

É preciso dizer que tudo foi feito na mais absoluta segurança, sem sustos. Não houve tomada de tempos nem nada, foi apenas uma chance para que cada um de nós sentisse as reações do equipamento e percebesse o quanto é difícil a vida de um piloto. Perceber como um carro de corrida se comporta com uma tocada mais forte, com uma passada pela zebra, acelerada, retomada, troca de marchas, até mesmo o posicionamento no banco — foi meio complicado me encaixar porque ando meio fora de forma — foi realmente incrível. Experiência única, devo dizer.

Foi um belo presente de fim de ano, mais um desses momentos que levarei comigo por muito tempo. Já que a chance de ter um carro desses no futuro é mínima — para se ter uma ideia, nunca tive sequer um carro mais novo do que um modelo de 1998 —, aproveitei cada momento. Sem qualquer tipo de jabá — essa não é a minha praia — agradeço à Mini pela grande oportunidade dada nessa semana.

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Parabéns, alemão

Felipe Paranhos

Hoje, Ingo Hoffmann faz 58 anos. Piloto longevo, talentosíssimo e, acima de tudo, por tudo o que se fala dele, uma grande pessoa. Acho que não há muito o que dizer. Peço só para vocês lerem os Diários de Despedida, textos escritos na última temporada de Ingo na Stock Car, sem papas na língua, ironizando até mesmo o jeito de o Flavio chamar a Stock de Estoque Car. Os textos são deliciosos. Vão lá.

E fiquemos com a homenagem feita em 2008 a ele, que recebeu o Opala com o qual conquistou seu primeiro título na Stock de Lico Kaesemodel, à época seu companheiro na AMG.

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