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A previsão do burro

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

O lendário Polvo Paul, sucesso da Copa do Mundo de 2010, segue fazendo escola. O programa britânico ‘Pole Position’ traz um quadro em que vários animais, de diversas espécies, fazem suas ‘previsões’ ao longo desta temporada do Mundial de F1. E para este fim de semana, o escolhido para apontar o vencedor do GP da Espanha foi o burro chamado ‘Pardal’, do zoológico de Barcelona.

Ao ser colocado diante das fotos de vários dos pilotos do grid, o burrinho Pardal não teve dúvidas e foi direto na imagem de Alonso, ‘prevendo’ a vitória do espanhol em casa. Pacheco que só, o animal ainda ‘escolheu’ Mark Webber como segundo e Felipe Massa como terceiro. Se o burro estiver certo, Massa irá ao pódio pela primeira vez nesta temporada.

Mas até aqui, os bichos não estão honrando o legado deixado pelo infalível Polvo Paul. Na Austrália, uma ovelha previu a vitória de Sebastian Vettel. Deu Kimi Räikkönen. Na Malásia, um orangotango apontou Fernando Alonso como vencedor. Mas o espanhol sequer passou da segunda volta na corrida vencida por Vettel. Uma cobra escolheu Räikkönen para vencer na China, só que aí foi a vez de Alonso vencer. E no Bahrein, um camelo escolheu Hamilton. Mas Vettel ganhou de novo.

ADENDO: encontramos o substituto do Polvo Paul. O mítico burro Pardal acertou 66% dos seus palpites no ‘Pole Position’. Além da vitória de Alonso neste domingo, o animal também acertou o pódio de Massa na Espanha, errando somente o segundo lugar, já que deu Räikkönen. Sensacional!

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O X da questão

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

O começo da temporada 2012 da F1 foi marcado por fatos interessantes. Primeiro, claro, o equilíbrio entre as equipes e também a imprevisibilidade. Alguns acontecimentos marcaram época: o melhor resultado da história da Sauber graças ao segundo lugar de Sergio Pérez na Malásia, ou mesmo a vitória de Nico Rosberg no GP da China, a primeira de um carro da Mercedes em quase 57 anos, desde os tempos de Fangio. Já no Bahrein, o êxito de Sebastian Vettel fez com que a F1 visse quatro vencedores de quatro equipes diferentes nas quatro primeiras corridas do ano pela primeira vez desde 1983.

Com a Lotus em alta, Räikkönen é um dos favoritos à vitória em Montmeló (Foto: Lotus F1)

Pela ordem, venceu a McLaren na Austrália, Ferrari na Malásia, Mercedes na China e Red Bull em Sakhir. Mas é a Lotus quem surge como a grande favorita à vitória no GP da Espanha, em Barcelona, neste fim de semana. O E20 vem se mostrando o carro mais equilibrado do grid e seu desempenho nos treinos coletivos de Mugello, na semana passada, credencia a equipe de Kimi Räikkönen e Romain Grosjean como favorita à conquista em Montmeló.

E é aí que começa o X da questão, como já diria Zeca Pagodinho. Teoricamente, se a Lotus vencer em Barcelona no domingo, será a primeira conquista da equipe em 25 anos, desde quando Ayrton Senna celebrou a vitória no GP dos Estados Unidos, quando a corrida era disputado em Detroit, com o carro amarelo patrocinado pela Camel, certo? Sim e não. Há muitas controvérsias quanto a este assunto.

O fato é que nem a própria Lotus, autobatizada de Lotus F1 Team, se considera uma herança e uma sequência do legado da equipe fundada pelo mitológico Colin Chapman. Ao contrário. São nulas as referências ao lendário dirigente britânico. Fuçando na página oficial da equipe, encontrei um link com o começo da história deles. E essa história não começa no GP de Mônaco de 1958, quando ‘aquela’ Lotus, a verdadeira, estreou com Graham Hill e Cliff Allison.

A julgar pelo que existe no site da Lotus F1 Team quanto à sua história , a equipe, de acordo com seus dirigentes, se considera a quarta geração iniciada em 1981, quando estreou a Toleman e quando já existia a Lotus, à época, comandada nas pistas por Nigel Mansell e Elio de Angelis.

A Toleman, marcada, claro, por ser a equipe pela qual Ayrton Senna estreou na F1, foi comprada pela Benetton em 1986. Ao fim da temporada de 2001 e depois de dois títulos mundiais de Pilotos, ambos com Michael Schumacher, e um de Construtores, a Benetton foi adquirida pela Renault, que voltou com tudo à F1. Foram mais quatro títulos: dois de Construtores e dois de Pilotos, pelas mãos de Fernando Alonso. Até que, oficialmente neste ano, a Renault deu lugar à Lotus. Que não se assume como aquela Lotus do Chapman.

Hoje mesmo, durante a minha folga, estava lendo algumas coisas no Facebook e tal, e vi um destaque que a Lotus colocou na rede, lembrando a dobradinha que a Benetton, da segunda geração, completou no GP da Espanha de 1995, quando colocou Michael Schumacher na ponta e Johnny Herbert em segundo em Barcelona. Mais uma referência à geração Toleman-Benetton-Renault-Lotus. Até mesmo no site da F1 as referências históricas à atual Lotus são relacionadas com a Renault e Benetton, por exemplo.

Dessa forma, caso Räikkönen ou Grosjean vença em Barcelona no domingo, será a primeira vitória de uma nova história de uma quarta geração de equipes, por mais que às vezes os nomes nos façam entender que essa Lotus preta e dourada é a sequência daquela de Chapman e representada por mitos como Mansell, Senna, Nelson Piquet, entre tantos. Então, na prática, caso essa vitória da Lotus aconteça no domingo, nada terá, com exceção do nome da equipe, nada a ver com a vitória de Senna em Detroit. Se for, será uma vitória da Lotus. Mas não ‘daquela’ Lotus.

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