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Lendas platinas

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PAVILHÃO celeste

O Uruguai é um país dado a pensamentos sobre a história: pequeno, vivendo eternamente à sombra dos grandes feitos do passado – tanto economica e social quanto desportivamente -, é inevitável ver os majestosos prédios de Montevideo e lamentar o destino daquelas paredes, que hoje estão invariavelmente pichadas e com mendigos de soslaio na soleira das portas.

Mas também é inevitável sentir uma enorme INVEJA dos uruguaios, principalmente dos residentes da capital, pela vida extremamente digna que levam. Há mendigos, há pobreza, há sujeira, sim. Mas você pode andar na rua às 2h da madrugada, em um bairro com dois postes de luz à meia boca em três quadras, e chegar no seu quarto de hotel sem a sensação de que escapou de ser ESTUPRADO.

Uso este paralelo aparentemente NONSENSE TOTAL para falar sobre algo que, felizmente, aconteceu enquanto eu estava desfrutando de tudo que a cidade na beira do Rio de la Plata oferece de bom (abraço, chopes da Pilsen e LA PAMPOÑITA, desde já meu eterno três estrelas do Guia Michelin): o retorno de Michael Schumacher, confirmado para deleite dos meus colegas de trabalho na justa semana do Natal – venci, haha.

Schumacher sempre será o melhor piloto da história da F1 – qualidade, antes que alguém venha com as 50 pedras verde e amarelas nas mãos, é algo mensurável em número; para falar de MAIOR PILOTO é que são outras, cada um com a sua preferência -, pois conseguiu marcas inatingíveis. Já está na história. E, sinceramente, não consigo esperar um grande desempenho seu em 2010.

Mas, por isso mesmo, não posso deixar de louvar seu retorno. Ele é desnecessário para ele, e muito mais importante para a F1 do que para si. Os carros são totalmente diferentes do que aqueles que ele guiou nos últimos dez anos em que correu, contra adversários de inegável talento – Hamilton, Vettel, Massa e Alonso, que o bateu em um confronto direto, bom não esquecer.

A dignidade de aceitar um desafio que poderia servir apenas para deixá-lo com a impressão de que seu tempo passou – como passou o tempo da “Suíça Americana”, da minha querida e gloriosa Celeste Olímpica, dona do pavilhão remendado, que foi utilizado na campanha histórica em Colombes em 1924 -, mas não aceitar algo que o CORROÍA por dentro, como aparenta ser o caso, seria muito pior. E qualquer competição que conta com a presença de campeões do seu quilate – com a Copa de 2010 entrando como exemplo no futebol – é uma competição melhor.

Avante, Schumi. Aguante, Celeste.
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Palco maior do futebol mundial

E, para fechar, a dica musical do dia. Uruguaia, claro:

Orientales, la Patria o la Tumba!!
Libertad o con gloria morir!,
Francisco Luz

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Feliz Natal

Bueno, povo.

Ainda não é dia 24, nem 25, mas já estou de férias. Em algumas horas, vou partir para o Uruguai passar uma semana de alegria e Norteñas, além de tentar pagar a viagem ganhando no Cassino. Torçam por mim.

E que o Natal tenha um símbolo assim para todos:

Ou então…

Ho ho ho,
Francisco Luz

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Três anos nesta noite

Sim, o título é uma referência a Paulo Francis. E, sim, este é mais um texto falando de futebol em blog sobre automobilismo. Mas é fim de ano, fim de feira e, quando acordei e vi no calendário que hoje é 17 de dezembro, lembrei do Dia de São Gabiru.

Mas que também poderia ser o dia de São PEDRITO Iarley. Ou de São Clemer. Ou São Fernandão, com a taça mais linda jamais feita erguida aos gelados céus japoneses, enquanto eu fritava com os pés rasgados no asfalto de 50ºC em busca de cerveja – que havia acabado em Novo Hamburgo.

Juro que já tentei, de todas as formas, entender o que leva alguém a não gostar de esporte – de não se arrepiar ao ver vídeos como estes, ou dos times das vossas preferências (escolhas piores do que as minhas, já admito), ou de corridas fantásticas, de duelos na pista. Mas, quando eu paro e revejo estas cenas, e lembro dos 20 anos de dor e paixão que o vermelho e o branco, fundidos em COLORADO, me causaram, e lembro ainda mais de uma noite fria de agosto…

Não dá. Esporte é isso aí. Não é preciso entender o que acontece: basta ter vontade de morrer explodindo de alegria ao marcar um gol que tudo se resolve, fica belo e leve e feliz.

Saudações coloradas,
Francisco Luz

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Grande notícia


Vamos ver isso mais vezes em 2010. Que tri

Sempre fui um fã de Kimi Raikkonen, desde os seus primeiros dias de Sauber, passando pela McLaren e no período de Ferrari. Comemorei bastante o título de 2007, descontado de maneira sobrenatural com a superação da grande desvantagem que ele tinha para Hamilton. E, por isso, estava achando uma verdadeira merda o fato de que um dos pilotos mais talentosos do grid não teria espaço para correr em 2010.

Mas tudo isso mudou hoje. Com a confirmação de que vai disputar o WRC, podemos ter a certeza de que Kimi vai com o verdadeiro SANGUE NOS OLHOS para a próxima temporada, buscando dar o melhor de si em um ambiente que lhe é natural – sem tanta frescura como na F1, onde o piloto passa a maior parte do tempo em que não está nas pistas como garoto-propaganda dos seus patrocinadores.

(Um adendo: nada contra patrocinadores; na verdade, tudo ao seu favor. Gosto da exposição das marcas e da associação delas com diversos esportes. Mas tem gente que não é feita para trabalhar com propaganda, e este me parece ser o caso de Kimi).

Já havia DETECTADO aqui, há algum tempo, um certo enfado do finlandês com a F1 – se não me engano, na época da crise política entre FIA, Fota e tudo mais. E ele dizia claramente que pensava em não permanecer. Bom, as coisas mudaram, ele não conseguiu o acordo que queria com a McLaren, mas, ainda assim, fez questão de fazer apenas o que deseja. Kimi teria espaço na Mercedes ou em qualquer outro time para 2010, com exceção de Ferrari e McLaren, e decidiu deixar o glamour de lado para correr do que gosta.

Gostem dele ou não, isso é MUITO digno. Respeitei ainda mais.

Nenhum sentido com o post, e nem com a PROPOSTA do que eu vou fazer por lá – ver um SIMPLÓRIO show do AC/DC. Mas Argentina significa tango, e tango quer dizer Gardel. E essa é uma das músicas mais lindas que há.

Por una cabeza,
Francisco Luz

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O harakiri que ninguém lamenta

(KNOCK KNOCK)

Fala sério: alguém acha graça nessas piadas de KNOCK KNOCK que sempre aparecem em filmes? Tentei encontrar algum paralelo brasileiro para elas, mas falhei miseravelmente.

Enfim, era a maneira mais engraçadinha que eu encontrei para perder a vergonha e voltar a escrever aqui. Problemas com o meu empresário impediram atualizações mais recentes e, neste meio tempo, o Felipe segurou a barra. Mas sigamos, que a Norteña já está brilhando e as ideias estão fluindo.

Seguinte é este: a Toyota saiu, e grandes merdas que saiu (tomei cevas, vão ler alguns palavrões. Não sejam PUDICOS). Nunca, mas nunca mesmo, vi em toda a minha vida uma equipe de QUALQUER ESPORTE que fosse TÃO, mas TÃO insignificante. O São Caetano era CAMARÕES EM 1990 perto dos nipônicos.

Não sei explicar o por que disso, e nem é o que o eu pretendo. Só quero mesmo é criticar quem comanda e quem aprova uma MERDA que consome um dinheiro que, de boa, o que eles gastaram em uma temporada dava para resolver a minha vida com ALGUMA tranquilidade. Ao menos o sonho de ter os GIPSY KINGS tocando no meu CASÓRIO seria realizado.

A Toyota passou pela F1 com a impressionante marca de ter sido o time mais GASTÃO da história e o que menos produziu resultados. Sou péssimo em matemática, mas o sempre prestativo Forix me informa que tiveram cerca de 34,8 pontos por temporada — e isso inflacionado pelos bons números dos dois últimos anos. De boa: quem gasta 300 MILHAS por ano e não consegue marcar mais de 35 pontos tem mais é que sair mesmo. Não vai fazer falta alguma.

É diferente, por exemplo, se uma Renault da vida decide sair. Pode acontecer, e tudo indica que vai, mesmo. Aí, sim, se lamenta: é um time com história, com SUSTÂNCIA.

Da Toyota, as únicas lembranças vão ser os LAMENTÁVEIS releases com as choradeiras do Trulli e o fato de que todo mundo vai sempre falar bem do Kamui Kobayashi até o fim.

Relevem a lombra.

E ouçam a MAIOR MÚSICA DE TODOS OS TEMPOS, que não está com o seu clipe original porque o youtube é uma PUTARIA quando não permite que façamos um EMBED MAROTO:

TEARS ARE FALLING FOR THE LOSS OF TOYOTA

NOT

Francisco Luz

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Dois anos

Rubens, zerado, fala em acabar ano por cima
Warm Up
15/10/2007 – 11:15

Rubens Barrichello não vai sentir saudades de 2007. Após um ano difícil correndo pela Honda, o piloto busca na corrida de encerramento da temporada os seus primeiros pontos no campeonato, algo inédito para ele 15 temporadas na F-1.

Esse foi o lead da minha primeira notícia publicada no Grande Prêmio – e, para quem é observador, a data diz algo de importante: faz dois anos que eu comecei a trabalhar no site (para quem tem curiosidade ANTROPOLÓGICA, é só clicar aqui).

Foi um trabalho DO CÃO para conseguir essa BOCA, da qual tenho muito orgulho. Gastei um dinheiro desgraçado que tinha poupado na época para ir a São Paulo – onde, da maneira mais CAIPIRA possível, fiquei deslumbrado por andar de METRÔ -, fiz um teste, uma redação e fiquei no aguardo.

Uma semana depois, o Gomes em pessoa me ligou – ele não estava na redação no dia em que eu fui devido a um encontro de DKWs, se não me engano – para explicar que eu teria uma chance e tudo mais. Quase não acreditei.

E, a partir daí, foi. Nunca havia trabalhado com jornalismo antes, e até então finais de semana eram dias de folga na minha agenda. Tudo mudou: agora, mesmo sendo um FARSANTE, as pessoas me conhecem, conhecem o lugar que eu trabalho e algumas chegam até a me RESPEITAR. Incrível demais.

Mais incrível ainda é saber que eu só fui conhecer realmente algumas das pessoas que trabalham comigo muito tempo depois: o Victor e o Vicaria, que se bandeou para a CONCORRÊNCIA IMUNDA, eu só fui ver em outubro do ano passado. O Terena, nosso RETRATISTA, um pouco antes, na Stock Car em Santa Cruz do Sul. A Evelyn, o Marcus, o Felipe e a Luana eu até hoje não vi, assim como o Gomes – pois é, não conheço pessoalmente o meu chefe. Modernidade é isso aí.

Mas agradeço a todos por trabalhar em um lugar (desculpem a expressão) tão FODA. Já tinha feito diversos serviços diferentes antes, como estágio em indústria química, assessoria de comércio exterior, despacho aduaneiro, pesão de curtume, revisor de couro, account de sapato e vendedor de livraria, entre outras coisas. E nunca tive tanto orgulho de ver meu trabalho como aqui.

Vida que segue. Tomara que, por bastante tempo ainda, no Grande Prêmio.

P.S.: O tal do mundo dá mesmo voltas. Na época, para conseguir passar na primeira fase d’O Grande Estagiário II, vencido pelo Marcus, tive de mandar um texto com o tema “O automobilismo não é tudo”. Desanquei afu o Estadão por conta de uma campanha deles contra blogs, ou algo do gênero. Agora, o Gomes trabalha em uma rádio ligada ao grupo Estado. Sem RESSENTIMENTOS, heh.

731 dias depois,
Francisco Luz

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Frustração anunciada

O GP do Brasil deve, mais uma vez, definir o Mundial de Pilotos. Se tudo correr como esperado, vai ser o quinto ano consecutivo que o campeão será conhecido após as 73 voltas em Interlagos. E, se a situação correr como o previsto, mais uma vez um piloto brasileiro será derrotado na briga pelo título correndo em casa.

O panorama era mais ou menos o mesmo na disputa Hamilton-Massa do ano passado, apesar de o piloto da Ferrari ter uma desvantagem menor do que a existente hoje entre os dois companheiros da Brawn. E Massa, por conta das circunstâncias, conseguiu aquela coisa incrível de ser o virtual campeão por 30 segundos. Mas existia um fator que contribuía para que os seus torcedores acreditassem em um milagre: Felipe é, hoje, o grande especialista de Interlagos no grid.

Não é o caso de Barrichello. O histórico do veterano da Brawn na sua prova local é bastante fraco, com apenas quatro finalizações entre os pontos em 16 provas, e um solitário pódio em 2004. Além disso, mesmo que Rubens consiga manter a briga em aberto após vencer em Interlagos, ainda vai precisar descontar a desvantagem que existir após a corrida em Abu Dhabi, onde ninguém sabe o que pode acontecer.

Por isso, sejamos francos: o título já é de Button. Claro que a F1 é um esporte, e no esporte qualquer coisa pode acontecer – eu comemorei a maior conquista da minha vida com um gol do Adriano Gabiru! Então, que Barrichello mantenha a esperança. Mas que também – como tem feito, aliás – mantenha a serenidade e saiba que, muito provavelmente, o resultado em São Paulo vai significar o fim das suas chances de ser campeão.

A trilha de hoje é apenas uma das maiores músicas da história, e como estou com sono, não quero justificar. Aproveitem:

Abraços,
Francisco Luz

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O triunfo alonsista

Getty Images

Como bem definiram os ingleses (acho que foram eles, ao menos foi onde li), a ida de Fernando Alonso para a Ferrari era o segredo mais mal guardado da história da F1. O anúncio oficial, feito no estranho horário das 11h de hoje (quando todo mundo do esporte está no Japão) não pegou verdadeiramente ninguém de surpresa.

E é, na verdade, um caminho que parecia óbvio desde antes mesmo da transferência do espanhol para a McLaren. Ao menos eu achei estranho naquela época que ele não houvesse aguardado para correr diretamente pelos italianos em 2007, mas vai saber. Desde então, toda semana via novas matérias, novas especulações, casas alugadas em Maranello, cursos de italiano e um encontro com a ILARIA D’AMICO para saber como preparar uma pasta de comemoração.

Ilaria D'Amico
Ilaria gostou da notícia

Marcus Lellis bem lembrou, enquanto ficamos na loucura inicial de colocar a notícia no ar, dividir quem faria o que: Alonso na Ferrari é uma situação quase igual à que viveu Senna em 1993, quando foi para a Williams. Ele queria, o time queria, todo mundo achava legal, mas não se podia falar no assunto.

Agora, podemos. Finalmente. E que bom. Uma F1 em que Alonso e Massa dividem a Ferrari e Lewis Hamilton e Kimi Raikkonen, provavelmente, vão atuar na McLaren, é uma ótima F1. 2009 está sendo um ano ótimo em termos de competitividade, mas 2010 promete muito. Torcemos.

A música não tem muito a ver, mas vale a pena curtir a backing vocal Vivi.

Abraços,
Francisco Luz

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No le dijo nada

“Não é nosso papel falar sobre isso. Nosso foco está nas corridas.”

“Não foi com o nosso time…”

Foram desse JAEZ as respostas dos pilotos indagados em Cingapura sobre tudo que aconteceu no ano passado na mesma praça, no mesmo banco, com Nelsinho Piquet, Flavio Briatore e Pat Symonds. Os repórteres, a torcida e sei lá mais quem interessados em saber o que passa na cabeça de quem convive com gente que pode, daqui a pouco, pedir para um piloto sofrer um acidente de propósito, e as respostas não vão muito além disso — claro, com as orquestradas “isso não é bom para o esporte, mas no mundo todo esse tipo de coisa acontece etc.”

É duro.

Muita gente fala que esportistas em geral são alienados do mundo, e vemos muitos exemplos disso com o futebol. Raros são os jogadores que conhecem a história do clube que atuam ou da seleção nacional, fatos que são conhecidos por muitos torcedores. Todo mundo desce o pau nos pobres matungos por causa disso.

Aí chegam pilotos, geralmente com bom nível de educação, vindos de famílias sólidas e com boas condições — afinal, automobilismo é um negócio caro no mundo inteiro —, e ficam nessa mumunha ao falar sobre um assunto que só tem uma resposta possível. É complicado aceitar esse tipo de coisa.

A praga do politicamente correto pode ser lamentada por muita gente que tem opinião. Mas, pelo jeito, a F1 comemora isso: ninguém se compromete a falar nada muito pesado de outra pessoa, mesmo que a ética, a MORAL e os BONS COSTUMES tenham passado longe.

Não sei por que, mas só consegui pensar em uma coisa ao ler a transcrição da entrevista coletiva:

ACARICIANDO DESPACITO o teclado,
Francisco Luz

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Alain Prost brasileiro

Terena treinando para as 500 Milhas

Terena treinando para as 500 Milhas

Assim como repórteres de futebol se metem a bater uma bola de quando em quando, o pessoal que mexe com corridas também acha que sabe acelerar mais do que a média. Em alguns casos, no entando, é verdade; em outros, nem tanto — Marcus Lellis, por exemplo, conseguiu ser o último colocado em uma prova de kart promocional há pocuso dias, enquanto Felipe Paranhos faz fiasco até nos computadores.

Do lado positivo da face corredora do GP, não posso deixar de citar Bruno Terena. O nosso fotógrafo oficial, considerado pela ala mais animada do automobilismo nacional o homem mais bonito a frequentar os paddocks do Brasil – ao menos, foi o que me disseram – , vem pisando fundo na preparação para as 500 Milhas da Granja Viana.

Mas o grande destaque nem é esse. Fuçando os arquivos do grande Blog do Pandini, descobri que a fama do Terena é tão grande que os caras ESCULPIRAM UM MORRO em sua homenagem. Vejam só:

Homenagem feita enquanto Terena dormia

Homenagem feita enquanto Terena dormia

Parabéns, Terena! E vê se honra o nome do GP nas pistas; alguém tem que fazer isso de uma maneira decente.

Abraços,
Francisco Luz

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Então ficamos assim

Em um dia, a FIA anuncia que uma equipe que ninguém sabe de onde veio nem para onde vai pegou o nome Lotus para si, apresentou um carro MEDONHO e vai ser o 13º time na F1 em 2010, no lugar da já estabelecida Sauber.

Unidos da Lotusjuca
Carro abre-alas da Unidos da Lotus

Duas horas depois, a BMW anuncia a venda da Sauber para outro destes grupos que ninguém sabe se existem ou não. A FIA, então, anuncia a intenção de contar com 14 equipes no grid. Com isso, todo mundo especula que a Renault deve estar arquitetando sua saída da F1 devido aos escândalos sobre Cingapura.

No dia seguinte (conhecido popularmente como HOJE), a Renault solta a bomba logo cedo: Flavio Briatore foi para o espaço, e ainda levou junto com ele Pat Symonds de lambuja. Isso a poucos dias da reunião do Conselho Mundial que provavelmente puniria o italiano, caso Symonds participasse da delação premiada que liberou Nelsinho Piquet de ser considerado culpado também. Confissão de culpa do time, aparentemente.

Trocando em miúdos, temos o seguinte: 14 times para 13 vagas. Destas 14 equipes, quatro têm situação totalmente desconhecida, apesar de a Campos — pela pura e simples falta de assunto a respeito — parecer um tanto quanto mais adiantada do que as demais. Da Manor, só sabe que terá a Virgin ao seu lado. A US F1 sofre com atrasos, e essa Lotus tem cheiro de picaretagem das maiores já vistas.

Me parece um tanto quanto óbvio que algum destes times não vai alinhar em Melbourne, ou no Bahrein, em março de 2010. E me refiro a um destes quatro: todas as atitudes da Renault nos últimos dias, culminando com a demissão de Bria e Symonds, dão estofo à FIA para que faça um julgamento puramente midiático com uma punição inofensiva. A FIA vai agradecer sua permanência, assim como Bernie Ecclestone — que, provavelmente, vai acabar ganhando dinheiro de alguma maneira com essa situação toda. Preciso descobrir como ele faz isso.

Enquanto isso, Prodrive e Epsilon Euskadi, times estabelecidos e com estrutura para dar um passo adiante e entrar na F1, são relegados por sociedades anônimas na concepção pura da palavra.

A F1 já foi um esporte bem legal, e mesmo como entretenimento também já foi melhor. Nos resta dançar conforme a música, agora.

Dance fatal,
Francisco Luz

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A bola da vez

Nico Rosberg está, finalmente, recebendo a atenção que merece para 2010. Ou, ao menos, é o que se entende ao ler o noticiário de hoje. Brawn e McLaren, nada mal.

E, afinal, Nico vem confirmando – ao menos na opinião deste pobre escriba – tudo aquilo que prometeu mostrar nos últimos anos. Mesmo com os dois pódios da temporada passada, seu campeonato de 2008 foi mais fraco do que o de 2007, principalmente devido ao péssimo carro que a Williams preparou então. Mas, agora, a coisa mudou, e o fato de estar marcando pontos seguidamente comprova isso.

Mas também evidencia, escancara e chuta o balde para algo que todos estamos carecas de saber, e que eu ainda lamento muito: o fim de feira da Williams. Rosberg, no seu auge, e com a chance de ser um dos bons pilotos do Mundial de 2010, não vai ter a chance de ganhar uma prova para o velho time de Grove. E, no auge, ele deve ser trocado por um piloto que mostrou claramente não ter condições de guiar em alto nível – Heikki Kovalainen.

O que é uma pena. Eu me criei vendo a Williams grande, disputando títulos com Hill e Villeneuve e, depois, com o Montoya, sem falar da história que precedeu o “meu” período, quando Piquet, Mansell e Prost levaram suas taças ao lado do velho Frank.

E o pior é que existe esperança, mas provavelmente por pouco tempo. Se Nico Hülkenberg for mesmo confirmado como titular, como aparenta, vai ser outro a dar o fora em busca um time vencedor assim que for possível. Triste, isso.

E, no clima de chuva que assola Novo Hamburgo há quatro dias, vou chutar o balde com a escolha musical de hoje. Não fujam daqui:


bon-jovi-always
Enviado por bonitao224. –

Solando um requiém em air guitar,
Francisco Luz

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E chegou a hora de Spa

(retirando as teias de aranha da sala)

Faz tempo, não? Pois é… a volta da F1, com o fim da F-Indy e o fato de termos duas corridas consecutivas meio que tirou nosso tempo de postar aqui. Mas vamos lá, porque o melhor circuito da história está chegando.

Mas não vou falar da prova que está por vir e, sim, de uma das grandes corridas que eu vi na minha vida – na real, a melhor que eu vi até hoje, concorrendo com o GP do Brasil do ano passado e o GP da Europa de 2007.

Lembro até hoje de detalhes daquela corrida, e da justiça tardia que fez com Damon Hill, que foi alijado (uia) da vitória no GP da Hungria do ano anterior. Era uma época em que eu realmente torcia na F1, e gostava por demais da Jordan. Acordei todo mundo aqui em casa quando vi o Eddie correndo pra cima e pra baixo, todo faceiro. Foi genial.

Mas é melhor ver do que me ler. Aproveitem:

Abraços,
Francisco Luz

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É proibido criticar

“O triste é o jornalista que já entra numa cobertura pré pautado por si próprio (ou por outros), furungando o que há de ruim, procurando defeitos”

“não é de hoje que que o GP vai à Stock para meter o pau, só critica e só vê o lado ruim. Fica garimpando os podres para jogar no ventilador”

“Ela não pode ser tão ruim assim, como as seguidas matérias no Grande Prêmio fazem crer. Tem problemas, sim. E acho que a campanha promovida pelo Grande Prêmio não é justa. Não é campanha? Vocês não param de falar nisso. A pauta sobre o fim de semana em Salvador foi: o evento foi horrível”

“vc soh procura os podres da stock sempre fala mau.”

Estes são alguns dos comentários feitos pelos leitores no post do Felipe, “Caos, corrida e carnaval”.

Algumas vezes, é duro confiar que você será compreendido ao escrever algo dando a sua opinião. O Felipe deixou isso bem claro: as críticas que ele fez a alguns fatos da prova na Bahia geraram uma revolta e um volume de reclamações que simplesmente não faz nenhum sentido: desde acusarem o Grande Prêmio de, oh, mover uma campanha contra a Stock até reclamarem de pauta encomedada para detonar a categoria.

E, sério mesmo, é desanimador ler esse tipo de coisa. É foda (não há palavra melhor) o cara se dedicar, perguntar sobre o assunto, pesquisar e tudo mais e, por simplesmente noticiar os fatos – uma corrida ruim em uma pista vergonhosa -, acabar sendo torpedeado, como se o Felipe, ou o GP, só vá a Stock para detonar e falar mal.

Eu, Francisco Luz, tive a oportunidade de acompanhar in loco duas provas da Stock, as duas que aconteceram no RS no ano passado. Os dois eventos aconteceram de maneira normal, com uma corrida média (SCS) e uma muito boa (Tarumã). Naquele momento, falamos bem do entretenimento e da competitividade que a Stock Car forneceu. Na Bahia, não houve nada disso. Criticamos.

Quem se preocupa em acompanhar o nosso trabalho já deve ter visto ao menos uma vez a narração ao vivo que fazemos – na maioria das vezes, eu mesmo faço – das corridas de F1. E não são poucas as vezes que reclamo das provas: circuitos insossos, disputas inexistentes, palhaçada de regulamento. Mesmo com o nosso blog, relativamente novo, já detonamos as falcatruas que a F1 tem um milhão de vezes. E, engraçado, nunca houve nenhuma reação destemperada, do tipo “o GP faz campanha contra a F1, meu deus”. Estranho.

Portanto, pessoal, podem criticar o nosso trabalho. Estamos aqui para isso. Mas injustiça é um troço feio; não cometam esse erro.

Complementando às 13h05: É duro ter que escrever correndo… Faltou dizer que sim, há coisas que vamos (vou, no caso) criticar sempre – e sem precisar de nenhuma orientação especial para isso: o fato de a categoria precisar aceitar tudo que a televisão faz para poder aparecer; a falta de explicação até hoje no caso envolvendo o doping no ano passado; os circuitos com pouca infraestrutura (algo que não é culpa diretamente da Stock); o uso dos anéis externos em Curitiba e Brasília; o uso de um motor antiquado (que meu chapa Bruno Vicaria noticiou na concorrência que vai ser mudado no ano que vem); as decisões pouco claras dos comissários de pista quando há punição ou não.

Assim como na F1 também há várias coisas que eu criticarei sempre, ou até que mudem: a saída de palcos tradicionais, as pistas sem sal utilizadas atualmente, as decisões estapafúrdias de comissários, a briga de egos entre os dirigentes… Enfim, nada que não mereça realmente ser vilipendiado. Se alguém quisere defender qualquer um destes ítens, sinta-se à vontade.

E, para serenar os ânimos, segue a melhor balada da banda mais balaqueira do mundo:

Abraços,
Francisco Luz

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As férias, as brigas e Schumacher

Depois de uma semana de intensa loucura — com tudo que cercou o acidente de Massa, a saída da BMW, a volta de Schumacher e a demissão de Nelsinho Piquet —, finalmente temos um pouco de calma e tranquilidade na vida. Estava na hora, e agora é a hora de aproveitar a oportunidade para ser mais frequente aqui no blog (algo que estou devendo, eu sei, mas o maldito twitter é a nova maconha webal).

Mas, antes de preparar algo mais elaborado, queria saber se mais alguém achou interessante (digamos assim…) a notinha toootalmente transtornada da Ferrari contra a Williams? Pois eu gostei. Esporte precisa de rivalidade, e a F1 andava asséptica demais há muito tempo. Finalmente, agora, sei que existe gente ali que tem um pouco de sangue correndo, e nos dois times.

E, sobre Schumi, só posso dizer que estou bastante ansioso para ver como ele vai se sair. Acredito que o cara tem todas as chances de brigar por vitória – afinal, a Ferrari vinha crescendo nas últimas provas. E fico só imaginando a vergonha dos atuais pilotos se um velho aposentado chega lá e consegue um pódio ou uma vitória. Eu, ao menos, me esconderia num cantinho qualquer.

Abraços,
Francisco Luz

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E Mosley tinha razão

Muita gente tem, desde a mais TENRA idade, aquele sentimento rebelde de sempre ser “contra tudo e contra todos”. Obviamente, eu também passei por essa fase, e resquícios dela ainda continuam a permear esta avantajada cabeçorra com relação a alguns assuntos. Um deles trata de dirigentes políticos: para mim, eles estão invariavelmente errados — a não ser que seus adversários de momento consigam a proeza de errar ainda mais.

Pois Max Mosley, para mim, era um exemplo claro do dirigente que sempre erra. Desde as mudanças de 1997, que tornaram a F1 um esporte quase sacal de assistir — e eu me lembro de ler críticas às alterações desde essa época —, sempre vi no inglês o típico cara que faz de tudo para chamar mais atenção para si do que para o esporte que comanda.

Mas reconhecer que está errado, dizem, é uma benção (como não sou muito chegado a ESOTERIMOS, acho apenas uma merda saber que errei). E este é o caso: Mosley, no fim das contas, tinha razão de tudo que fez na F1, principalmente nos últimos dois anos. A decisão da BMW de deixar a F1, anunciada nesta quarta-feira, é das coisas mais patéticas e lamentáveis que eu já vi.

Como que um fabricante que trabalha focado no desempenho — e, caramba, trabalha tão bem — consegue tomar uma decisão estapafúrdia dessas? Uma empresa que lida com a imagem conseguir incinerar a sua tão facilmente é algo que me deixa meio bobo (e isso que eu já sou quase um bobo completo).

Sempre fui fã dos carros da BMW. Nunca tive um, obviamente, porque eles valem umas quatro vidas das boas, como diria O Homem sem Nome n’O Terceiro Tira, mas são carros que eu admiro desde pequeno. Mais do que Ferrari, Mercedes, Audi, pau a pau com Porsche. E aí os caras fazem isso… incompreensível.

Mas, é como o chefe não cansa de dizer: o balancete reina sozinho, e foda-se a história e o envolvimento com o esporte. O nosso trabalho — e aqui falo do trabalho que fazemos no GP — é sobre algo supérfluo para o mundo, o que nos torna também supérfluos. É dose constatar isso quando se começa a trabalhar às 5h da matina.

Para aliviar a raiva, um pouco de ROXETTE para todos:

Abraços,
Francisco Luz

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O maior engano

Bourdais; Peter Fox/Getty Images

Senhoras e senhores, moças e rapazes, como diria Haroldo de Souza, eu admito: apostei, sim, em Sébastien Bourdais. E não consigo deixar de ficar incrédulo com a sua demissão — não que ela não fosse merecida, mas com a queda brutal de performance do francês.

Afinal, pensem bem: a Toro Rosso começa 2008 com uma dupla das mais promissoras. Um alemãozinho abusado, que quase chegou no pódio no ano anterior, e um francês experiente e multicampeão nos EUA, com carreira em circuitos mistos e um título de F3000 na sacola.

Claro que o Vettel era a grande vedete do duo Tian & Tien, mas eu apostava mais no Bourdais no começo da temporada passada. Prova irrefutável está na internette, esta maldição que não nos deixa nem mentir de maneira sossegada sem lembrar os fantasmas do passado:

“Outra escuderia que eu lamento estar “apenas” no quinto lugar. Sebastian Vettel é um gênio em formação, e Sébastien Bourdais é um dos melhores pilotos deste ano.” (não vou passar o link para não perder um emprego de filhote de Mãe Dinah que eu tenho por aqui. Compreendam).

Pois bem: sei dizer onde foi exatamente que o gaulês canhoto e de óculos (se fosse moreno, era eu em um cockpit) se perdeu. Naquele grid, naquela embreagem que emperrou no GP da Itália do ano passado.

Alguém lembra? Vettel fez a pole e venceu, enquanto ele ficou parado antes da volta de apresentação no quarto lugar. Tinha TODA a chance do mundo de brigar pelo pódio, mas viu tudo acabar antes mesmo de pensar em como fazer a largada lançada. De lá em diante, o caminho foi só down low.

O que é uma pena, pois continuo achando que Bourdais tinha lenha para queimar na F1. Mas a depressão que tomou conta do seu ser (abraço, Só Pra Contrariar) fez com que um grande piloto virasse um grande flop.

Alguém também já quebrou a cara com apostas desmedidas? Dividam seus sentimentos.

(Vi no final de semana passada o negócio mais legal do mundo: um show do The Beats. Recomendo com VIGOR e ENTUSIASMO)

Abraços,
Francisco Luz

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Hipocrisia demais

Todo mundo que lê o Grande Prêmio deve lembrar que, no ano passado, um piloto da Stock Car foi pego no exame antidoping na etapa inicial da temporada, em São Paulo. O teste feito pelo Paulo Salustiano deu positivo, mas curiosamente (ou não) a substância nunca foi divulgada.

Pois, quem nos lê também deve lembrar de como isso foi cobrado. Falamos com todo mundo imaginável na CBA e na Stock Car, e nada de divulgarem o que provocou o resultado – por isso, mesmo que nós tivessemos informações consistentes e verdadeiras, não as divulgamos. Outras pessoas, e me lembro agora do Rodrigo Mattar, falaram.

E não é que agora parece que isso vai mudar? Foi o que descobriu nossa intrépida Evelyn, a Mulher-Gato da redação GEPEÍSTA. E, entre a novidade de não sortearem quem serão os examinados – vão escolher os caras através do desempenho -, garantiram que agora, sim, vão divulgar o resultado.

Mas por que só agora, caras-pálidas?? Por que não revelar o caso que foi já examinado e aprovado? Afinal, se o próprio Carlos Montagner disse que “não há motivo para não divulgar”, bueno, estão esperando o que?

Não sei porque ainda me impressiono com a cara-de-pau de dirigentes esportivos, mas a verdade é que sigo assim. E, bem, não duvido nada que, caso outro cara dê positivo (esperemos que não), inventem outra desculpa para não falar o que houve. Podem até nos perguntar, se quiserem, pois ainda temos uma gaveta cheia com os motivos pífios que nos deram em 2008.

You’re all wrong, dudes.

Abraços,
Francisco Luz

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Impossível crer

Michael Jackson - Getty Images

Acho que todo mundo deve ter feito, ou ao menos pensado, em uma lista de pessoas que acham que nunca vão morrer. Algumas são clássicas, como Silvio Santos, por exemplo, e a Dercy, que causou um capote em todo mundo no ano passado.

Pois a minha lista era muito ruim, pelo jeito. Tinha o Brizola, o Roberto Marinho e o Michael Jackson. Como não acreditei direito na morte dos dois primeiros, não consigo crer também que é verdade que o rei do pop já era também.

Poucas pessoas tiveram uma história de vida tão controversa. Genial desde pequeno, exigido como um popstar que era, apanhou do pai, cresceu, virou ainda mais gênio, passou de negro a branco, explodiu em suspeitas de pedofilia e, por fim, virou uma bizarria sem tamanho nos últimos doze anos. Uma passagem marcante, sem dúvidas.

Muita gente agora vai lembrar de todos os escândalos. Como não sou juiz e era fã desde pequeno do grande Jackson, segue o clipe da melhor música que ele já fez na breve e intensa vida. Não sei se ele morreu realizado, satisfeito ou deprimido, mas sei que marcou. E, no fim, é isso mesmo que acaba valendo.

Descanse em paz, Michael.

Um abraço,
Francisco Luz

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Todo poder aos sovietes

Eu sei, vocês não aguentam mais esse assunto, e podem acreditar que eu também não. Mas é que agora estou realmente vislumbrando a nova ordem mundial — e, bem, ela não me parece nada ALVISSAREIRA.

Pois, se não bastasse eu ter que contar com a perspectiva de duas vezes mais trabalho (GRECIN 2000 agradece a ajuda de Mosley e cia.), eu realmente comecei a simpatizar com a causa governista. E me surpreendi com isso.

Mas não consigo ver nada absurdo nas alegações mostradas por Mosley na bíblia escrita nesta manhã pela FIA. A Fota não está disposta a cooperar e, se queria mesmo criar uma nova categoria, que criasse. Essa MUMUNHA toda está realmente enchendo o saco, e estou dando toda a razão do mundo ao Marquês de Sade da Place de la Concórde.

E, se a coisa realmente descambar para aquilo que ninguém quer — a divisão da F1, a criação de uma nova categoria, Ferrari de um lado e a FIA do outro –, começo a achar, e a TORCER, para que os federados ganhem essa parada. Os motivos estão bem claros, e até agora não vi nenhum contraponto que tenha sido tão claro e cristalino quanto este.

Um abraço,
Francisco Luz

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Mais do mesmo

O comentário a seguir me chamou a atenção:

Tiago S.

Caraca galera, não levem a mal, sou fã do conteúdo do Grande Prêmio e vocês que mantem esse conteúdo top de linha. Quando ví que vocês criaram um blog achei o máximo, porque de fato curto o conteúdo que vocês publicam, estava esperando ótimas histórias por aqui.

Acredito que todos vocês tem seus motivos, mas se for pra se resumir a um blog que é mantido pelo Felipe (que já tem o seu) a post’s a cada 2 ~ 3 dias, francamente não me entusiasma muito vir aqui.

O Tiago tem toda a razão. O problema, ao menos para mim, é que a F1 se tornou uma das coisas mais CHATAS e PEDANTES de toda a civilização ocidental nos últimos dois meses. Se vocês já devem estar ANOJADOS de ler matérias falando basicamente sobre as mesmas coisas — Fota, briga política, FIA, biriri e bororó —, imagina ter que escrever todo dia sobre o mesmo assunto, e ainda tentar encontrar um viés diferente.

Dureza, né? Poizé.

Dentro das pistas, a situação também é maçante, apesar de eu achar genial ver alguém desempenhando ao máximo o seu papel e fazendo as coisas com perfeição. Longe de querer comparar um com o outro, mas eu acordava cedo — ou nem dormia… — para ver Michael Schumacher passear solito e fagueiro em 2004, e hoje sou pago para fazer o mesmo com o Button.

O busílis, aqui, é que tu fica realmente desanimado ao ver o que acontece com o seu companheiro de time. Já dei minha opinião sobre Rubens Barrichello aqui, e a coisa também parece estar parada no mesmo lugar (pun intended).

Mas vamos mudar isso, prometo. Afinal, a gente ainda consegue se divertir nos longos — loooooongos mesmo — períodos de plantão, então dá para tirar algo que se aproveite. Aguardemmmm.

Keep on fighting,
Francisco Luz

P.S.: A música não tem nada a ver, e achei uma merdinha animada, realmente. Mas, quem se importa??

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Tudo como dantes

Bom… era esperado, não?

Agora, vai virar um clima de guerra até o dia 12, com declarações bombásticas saindo todos os dias sobre os valores que serão aceitos, quanto será reduzido, motores que terão de durar 250 temporadas e tudo mais… é o C13 das rodinhas, nada além disso. Manjo muito quando quero.

Só um pequeno detalhe: se for mantido o regulamento deste ano, como pediu a entidade, nada de provas sem reabastecimento no ano que vem. Uma pena – mas esse é um detalhe capaz de ser alterado, na minha opinião.

Enquanto isso, invejem a vida de Randy de Puniet na Itália, à espera da prova em Mugello:

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É… uns aqui, outros com COELHINHAS. I T A L I A N A S.

A inveja é uma merda,
Francisco Luz

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E a Fota, hein?

Alguém mais viu um ar de 1987 e Clube dos 13 nessa suspensão da Fota à William? Explicando para quem não sabe, o Clube dos 13 surgiu como a redenção do futebol brasileiro, congregando todos os clubes para que eles tomassem conta dos campeonatos nacionais – o que os clubes ingleses, hoje tão venerados, foram fazer em 1992.

Mas a coisa degringolou: ao invés de aceitar o campeonato do Clube dos 13, a CBF – que havia pedido para a entidade organizasse o torneio – tentou mudar o jogo no meio da brincadeira. E, dentro do C13, algumas equipes traíram seus pares e se uniram à CBF. O resultado é que até hoje se discute quem foi o campeão nacional daquele ano, se o recente freguês Flamengo ou o Sport.

Pois, não acho improvável que algo parecido aconteça na F1. Digamos que a FIA mantenha o teto orçamentário de 130 milhas. Digamos também que a Ferrari, Renault, Red Bull, Toyota, BMW e (viajando um pouco aqui) McLaren mantenham a palavra e boicotem a categoria, formando uma série própria. Aí a Williams, que hoje quebrou a “unidade” da Fota – e que eu, não sei porque tão ingênuo, ainda acreditava que existia -, vai lá e ganha o Mundial oficialista, da FIA, a F1 as we know it. E a Ferrari ganha o, sei lá, primeiro campeonato da SÉRIE 1 ou algo do gênero.

Ia virar a mesma coisa que o nosso vilipendiado (uia) futebol nacional, porque eu não consigo crer e imaginar que a F1 vá sobreviver sem a Ferrari, e vice-versa. Então, em um determinado momento, os times recalcitrantes (óia!) voltariam ao seu velho lar, e a discussão começaria: quem ganhou em 2010? a Williams? A Ferrari? Mosley?

Pois é, é o que eu acho que vai acontecer, infelizmente: ao invés de rejuvenescer o esporte e seguir promovendo pesquisas, mostrando o valor que as equipes têm, vai tudo virar uma discussão sobre quem venceu em 2010. Uma merda de futuro, em suma.

Confiem em mim,
Francisco Luz

P.S.: Como a gente sempre fala um para o outro nas nossas reuniões msnzísticas, “leia o site, imundo”. Não tinha visto a matéria dizendo que, aparentemente, a Fota aceitou a proposta da FIA. Se isso for confirmado mesmo, bueno, desconsiderem o negócio da discussão, porque aí a associação vai se resumir só ao que o C13 é hoje: algo que serve para negociar como distribuir dinheiro entre eles. E a promessa de mudanças, bem… Aí é melhor ficar com um sonzinho que fala sobre isso:

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A GP2 é uma vergonha

Talvez alguns de vocês tenham visto ontem por volta do meio-dia a matéria que eu escrevi sobre o treino classificatório da GP2 em Mônaco. Como minha conexão em casa estava lenta e não consegui descobrir nenhum link de transmissão do treino, decidi acompanhar a peleja pelo live timing que colocaram no site oficial da categoria. Quando o treino terminou — e apareceu um aviso dizendo que isso tinha acontecido —, fiz a matéria colocando as posições que estavam diante destes parvos olhos.

Pois aprendi que da GP2 não se pode esperar nada em termos de organização. Mais tarde, por sorte o Felipe foi conferir a matéria com base nos relatos de outros meios e viu que a informação que eu tinha colocado estava TOTALMENTE errada. E não só os tempos dos pilotos, mas as posições, mesmo. Uma várzea completa.

É uma vergonha que uma categoria que se pretenda tão importante — e, principalmente, que tenha os promotores que tem — seja tão ruim neste quesito. O site oficial é uma vergonha, as notícias são só as que vem por release para nós. Durante quatro meses, não colocam nada de novo por lá. Além disso, conseguir informações para fazer as tabelas é dose para mamute: ou eu espero a tradicional hora e meia que eles levam para colocar no ar algo que no Kartódromo de Tarumã é feito em um minuto ou apelo para uma MÁQUINA FOTOGRÁFICA e tiro fotos da televisão na hora em que aparece o resultado oficial para conseguir adiantar isso. Daí vocês tiram um tempo.

Se esse é o pessoal, liderado por Bernie Ecclestone, que pode promover uma improvável dissidência da F1, espero que pensem um pouquinho nesse tipo de coisa. Senão, estaremos realmente em péssimas mãos.

E, para desopilar, segue um sonzinho bem LIGHT:

Abraços,
Francisco Luz

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Aliás…

Hoje completamos uma semana de blog.

Ainda não temos (ou, ao menos, eu não tenho) a frequência desejada de postagem. Mas, ao contrário de uns e outros, não sou milionário para me dar ao luxo de viver de blog (mentira, eles também não são). E, por isso, as vezes os assuntos acabam passando ao largo enquanto estou trabalhando aqui, ou no outro emprego, ou na aula.

Mas, enfim, quero saber a opinião de vocês: gostaram da ideia? Sentem falta de algo? Gostariam de algo diferente? Mais off-topics, mais fotos, seções fixas, historinhas, curiosidades, vídeos da Alexis Texas?

Não prometo fazer nada do que vocês opinarem, mas vou ficar realmente faceiro se as respostas forem positivas ou derem boas sugestões.

Abraços,
Francisco Luz

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Politik

Pois, os nobres comentaristas acertaram a mão na primeira pergunta feita pelo Felipe, sobre o que deveria fazer Alex Tagliani. A Conquest agradeceu Bruno Junqueira pela classificação, prometeu uma carta de recomendação no futuro e deu o carro do brasileiro ao canadense, que vai disputar as 500 Milhas de Indy. Aposto um café com quem quiser que o Tagliani não completa essa bagaça — e mais: um EXU baixou em mim agora e disse que ele vai bater na volta 28. Melhor não duvidar.

Do outro lado do Atlântico, Max Mosley diz que os times que não enviarem suas inscrições a tempo podem fazer isso depois, mas pagando multa e só com espaço disponível. Mas, pouco a pouco, começa a baixar o tom.

Se bem que essa versão atacada do Mosley parece dar sempre um tiro e um afago. Em um dia, detona a Ferrari; no outro, avalia a possibilidade de os times participarem. Assim, mantenho minha outra aposta: logo essa bobagem toda vai ser contornada, e a F1 segue como dantes em 2010.

Ainda bem que ninguém aposta comigo, senão corria o sério risco de ficar (ainda mais) pobre. Mas, seguimos.

Ah, sim, o título do post rende uma homenagem a uma das grandes bandas da atualidade.

Abraços,
Francisco Luz

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Como NÃO era de se esperar…

Incrivelmente, tomei um tombo nessa. Nada de acordo, bradam os noticiosos diretamente da velha Álbion. FIA e FOM (e possivelmente Williams, McLaren e os possíveis novos times) de um lado, Ferrari e a velha-mas-nem-tão-velha guarda assim do outro.

E agora?, perguntam-se os incautos.

Bom, agora é esperar para ver quem vai ceder primeiro. Ou alguém acredita realmente que a Ferrari, principalmente, vai ficar sem correr em 2010? Ou que vamos ter um ano todo sem os carros vermelhos? Eu, não.

Pode até demorar, e a briga — ou as intenções que motivaram a discussão — parece ser convicta. Mas uma hora eles cedem, podem crer.

Abraços,
Francisco Luz

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Humilhados e ofendidos*

Não me surpreendi em nada ao ver as declarações de Kimi Raikkonen feitas à BBC durante o GP da Espanha. O finlandês disse que a F1 que se desenha para 2010 “não é a F1 de verdade” e que pode pensar em parar após o término do seu contrato com a Ferrari. Mas parece que há algo mais do que isso por trás — e eu vou me meter a psicólogo para fazer uma comparaçãozinha barata.

Kimi cansou. Simples assim.

Sei que isso não é inédito, não descobri a América de bicicleta e o próprio já deu declarações que levavam a entender isso. Mas parece que a paciência dele se esgotou completamente, e ele está louco para fazer algo diferente da badalação e glamour que cercam seus finais de semana desde 2001.

O que me leva a Adriano. Assim como Raikkonen, o atacante do Flamengo também surgiu como um meteoro e logo mostrou força para pintar entre os grandes nomes da sua geração. Porém, depois de um dado momento, aconteceu uma ruptura — e a partir daí a brincadeira começou a perder a graça.

Para Adriano, parece ter sido aquele 2004-05 fenomenal, com 250 gols pela Internazionale. Para Kimi, o título mundial de 2007. O brasileiro surtou, pediu para parar e deu um chapéu em todo mundo ao anunciar seu retorno aos gramados pelo Flamengo. Quem sabe o futuro não reserve nada melhor a Kimi com alguns ralis perdidos na Finlândia?

Se servir para trazer a felicidade de volta, é mais do que válido.

*Obs.: o título é uma homenagem ao texto primoroso do maior torcedor do Vitória sobre as dez grandes derrotas da história rubro-negra

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Arrumando a casa

Ainda temos que arrumar algumas coisas. Os comentários estão com a fonte preta em um fundo preto; logo, não dá para ler direito. Mas estão lá. Aos poucos, vamos tornando isso aqui bonitinho e ordinário.

Foi pedido pelo Victor, nosso solerte editor-em-chefe, uma pequena apresentação. A minha seguiria algo na linha “colorado, nascido em Novo Hamburgo, estudante de jornalismo e redator do GP desde outubro de 2007 (caramba, faz tempo)”. Mais do que isso é querer falar demais de mim e, acreditem, não é o caso.

Até porque quem fala demais acaba sempre se estrepando. Como Barrichello. Sinceramente, não sei mais o que pensar dele. Sempre o defendi, pois sempre vi nele um bom piloto e, naqueles primeiros anos pós-Senna — tenho 24 anos, e só tinha 9 em 94 —, ele era o cara por quem torcer nos domingos.

Por isso, talvez, aquela coisa meio infantil de ver um cara que te motivava a acordar cedo e ver carros correndo tenha durado tanto tempo. Mas não dá mais. Primeiro, porque não cabe: hoje, eu trabalho com isso, e ficar demonstrando torcida por QUALQUER piloto é roubada e tira a isenção do que eu faço. Segundo, porque cansou.

Cansou o discursinho. Cansou o papo de “ah, não aceito ordens”, “ah, sou só um brasileirinho”, “ah, não entendo como as coisas funcionam”. Quem não entende sou eu: Rubens é tudo, menos ingênuo. Ninguém fica na F1 por 16 anos sendo bobinho e feito de puta (perdão, mas aqui podemos usar essas expressões; acostumem-se) pelos outros. E ficar pagando de personagem não eras, não funciona.

Ao menos, não para mim.

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Luz verde

Bueno,

Já que eu tanto enchi o saco do Victor sobre isso, acho que devo começar os trabalhos por aqui.

Boa tarde.

Meu nome é Francisco Luz e sou um dos repórteres/redatores/faz-tudo do Grande Prêmio. Agora, nós (Evelyn Guimarães, Marcus Lellis e Felipe Paranhos, além de mim) também vamos dar nossos pitacos sobre o que acontece no mundo do automobilismo — e em outras coisas, também.

Portanto, acomde-se, leia e comente. Prometemos (ou, ao menos, eu prometo) tentar fazer dessa experiência algo válido.

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