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A Ferrari de Koba-san

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Kamui Kobayashi deu início à sua preparação visando a estreia no Mundial de Endurance e, principalmente, o debute nas 24 Horas de Le Mans deste ano. Novo piloto da AF Corse, equipe oficial da Ferrari na classe LMGTE-Pro do WEC, O japonês, que será parceiro de Toni Vilander em Sarthe, testou sua Ferrari F458 Italia na última segunda-feira no circuito de Vallelunga, na Itália. Em uma das fotos, divulgada em sua conta no Instagram, Koba-san não escondeu seu sentimento: “Meu novo carro. Feliz por ver meu brinquedinho”.

O mito, que faz muita falta na F1, diga-se, até que ficou bem vestido com as cores da Ferrari, não? Grande sacada da Ferrari e de Kamui, que mostra que há vida fora da F1. O WEC já provou ser uma baita categoria e certamente atrairá muitos outros pilotos da F1 em pouco tempo.

Vida longa ao WEC, vida longa à carreira de Kobayashi!

Kobayashi todo feliz com seu brinquedinho novo (Foto: Instagram)

Kamui testou sua F458 Italia em Vallelunga (Foto: Instagram)

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Vai dar liga

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Pode-se dizer que a temporada 2013 do Mundial de F1 começa hoje, 28 de janeiro. Tô maluco? Nem tanto. Afinal, hoje é o dia da apresentação do primeiro carro para a disputa do campeonato, o Lotus E21, na belíssima combinação preto-dourado. É uma das equipes que, se mantiver a curva ascendente de 2012, vai lutar pelo título neste ano.

Mas, pelo menos neste post, eu quero falar de Lewis Hamilton e da Mercedes (confesso que jamais imaginei ver o cara vestindo outro macacão que não fosse o da McLaren). Contratado a peso de ouro (US$ 100 milhões por três anos de contrato), Lewis chega para revolucionar a equipe e fazê-la, de fato, vencedora.

Comparo sua contratação pela Mercedes com a chegada de Michael Schumacher à Ferrari, em 1996. Naquela época, Maranello vivia uma seca de títulos e contratações mal-sucedidas. Nigel Mansell e Alain Prost até corresponderam e entregaram vitórias, mas não conseguiram converter em títulos a expectativa dos tifosi. Veio Jean Alesi, então considerado o ‘novo Senna’, mas tudo o que o francês de origem siciliana conseguiu foi uma vitória, no GP do Canadá de 1995, e nada mais.

Schumacher foi igualmente contratado a peso de ouro e colocou a Ferrari de volta ao caminho das vitórias e dos títulos. Claro que nada veio a curto prazo. Aos poucos, Michael estruturou uma equipe ao seu redor. Bateu na trave em 1997, sucumbiu ao domínio da McLaren de Mika Häkkinen em 1998 e 1999 — ano do pior acidente da sua carreira, em Silverstone —, mas em 2000 não teve para ninguém, abrindo uma épica sequência de cinco títulos em cinco anos.

Da mesma forma, Lewis chega a Brackley para elevar o padrão da Mercedes, algo que Schumacher não conseguiu nos últimos três anos. Nico Rosberg até conquistou uma vitória,  mas ainda lhe falta estofo para liderar uma equipe. Estofo que Hamilton parece ter de sobra depois de seis anos na McLaren, time mais tradicional da F1 depois da Ferrari.

No último fim de semana, a Mercedes divulgou um vídeo com imagens da visita de Lewis à sede alemã da escuderia, em Stuttgart. Recepcionado por Ross Brawn e por Rosberg, Hamilton vestiu o macacão da Mercedes e se mostrou empolgado pelo novo desafio. Acredito que, se houver paciência — e o piloto disse que haverá — para traçar um projeto a longo prazo, a parceria Hamilton-Mercedes pode dar muito certo. Talento não falta a Lewis. Dinheiro não falta à Mercedes. Toda a equipe trabalhará pelo britânico e não medirá esforços para gastar milhões de euros em prol de um projeto vencedor. Pode levar tempo, mas acredito que Hamilton na Mercedes vai dar liga. Como deu Schumacher na Ferrari.

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Taj Mahal

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Cheio de moral, de contrato renovado e em grande fase, Felipe Massa já está na Índia para a disputa da 17ª etapa do Mundial de F1. Mas antes de chegar ao circuito de Buddh, Felipe visitou o lendário Taj Mahal, um dos Patrimônios da Humanidade da Unesco e uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo — lista que inclui o Cristo Redentor. “Ir à Índia e não conhecer Taj Mahal é como ir a Roma e não ver o Papa”, diria Renan do Couto.

Muitos apontam o Tah Mahal como a mais bela expressão de amor de todos os tempos, quando o príncipe Shah Jahan construiu o templo em memória da sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam. Massa, que também vive uma relação de amor com a Ferrari, postou a foto há pouco no Twitter.

Para contar melhor a história do fabuloso Taj Mahal, nada melhor que a música eternizada pelo mítico Jorge Ben Jor!

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O dono da macarronada, parte 2

Outro ponto bastante eternamente destacado por Montezemolo foi sobre os custos da F1 e o futuro da categoria. Como presidente de uma das maiores e mais tradicionais equipes do grid, o italiano voltou a bater na tecla do desenvolvimento tecnológico, que segundo ele é o DNA da F1 e algo que a categoria não pode abrir mão no futuro. Mas fez algumas ressalvas e uma comparação interessante. Ele disse que hoje, com todo o peso da aerodinâmica nos carros, a F1 não trabalha mais para melhorar os carros de passeio, o que é a ideia original da competição. Hoje, a categoria desenvolve mais recursos para aviação do que para as ruas.

Por isso, Montezemolo defende uma renovação nos regulamentos, sem esquecer os custos. Ele prefere regulamentos mais simples e claros, mas que privilegiem a tecnologia e que levem melhorias reais para os carros de rua.

Ainda nesse assunto, o italiano falou que não dá mais para ficar trabalhando 24 horas no túnel de vento só para testar uma asa, que, para o grande público, não vai fazer nenhuma diferença. Para Montezemolo, chegou o momento de a F1 parar e repensar seus conceitos para continuar sendo viável. E descartou completamente a presença da Ferrari na F1, se a categoria virar uma categoria de carros elétricos, como tanto quer Jean Todt.

Sobre o público, Montezemolo também lançou uma crítica interessante. Para ele, as pessoas estão deixando de acompanhar a F1 porque ela está cada vez mais distante da realidade. E agora é hora de, talvez, adotar diferentes formatos de corridas. O dirigente até sugeriu corridas mais curtas ou a adoção de sistema de rodadas duplas.

É, não deixa de ser interessante de ver o posicionamento de Montezemolo, ainda mais vindo de alguém que comanda um dos times mais conservadores da F1.

E você, leitor, acha que Montezemolo tem razão? Acha que a F1 realmente deve deixar o conservadorismo de lado e pensar mais no público e em menos grana para bancar o show?

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Massa e a Ferrari

EVELYN GUIMARAES [@eveguimaraes]
de Spa-Francorchamps

Ontem, quinta-feira e sem atividades de pista, foi um dia basicamente de entrevistas aqui em Spa-Francorchamps. Fernando Alonso, Kimi Raikkonen, Sebastian Vettel, Mark Webber e Lewis Hamilton foram os pilotos mais disputados pelos jornalistas. E as perguntas praticamente se concentraram na briga pelo campeonato.

Raikkonen, Hamilton e Webber trataram de jogar a pressão de vencer em cima do espanhol da Ferrari. Esperto, Alonso rebateu e disse que tem o pior carro entre os postulantes ao título. Lewis fez pouco da declaração do rival e afirmou que, para Fernando, é fácil falar assim. O asturiano ainda apontou Vettel como candidato mais forte, mas não esqueceu a McLaren.

Porém, a entrevista mais interessante foi mesmo de Felipe Massa. Fora da luta pelo título, o brasileiro se vê às voltas com uma briga um pouco mais dura, que é a de permanecer na Ferrari em 2013. Praticamente todas as perguntas estiveram relacionadas com o futuro do brasileiro. Ele mesmo, em todas as respostas, procurou enfatizar que o objetivo para a segunda parte do Mundial é obter resultados que facilitem as conversas com a Scuderia.
E o que se pôde perceber é que a equipe vermelha é a única coisa que Felipe quer mesmo. Ao ser questionado sobre o motivo da Ferrari em mantê-lo, Massa hesitou e disse que é bom piloto, que é capaz de também vencer na equipe e que, por isso, merece ficar. Uma vitória, segundo ele, mudaria tudo.

E isso ficou ainda mais claro quando foi questionado se não seria melhor mudar de ares. A resposta foi seca: “Depende”. O depende aí é ter a chance em uma equipe competitiva. Mas essa chance também parece bastante pequena, já que as principais vagas estão praticamente decididas ou em fase final de definição. Felipe sabe disso. Mas isso também não interessa.

De modo geral, Massa não se vê fora da Ferrari. A ideia e a vontade dele é ficar, não há dúvidas. É claro que permanecer na Ferrari significa segurança, apesar do constante clima de cobrança e pressão. Mas será que não seria o caso do brasileiro buscar o risco? Tentar algo novo, para tentar até encontrar a velha forma?

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Portas abertas

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Post curto porque o tempo é igualmente escasso. E não é que a Red Bull, depois de muito falar que conversaria com Mark Webber sobre seu futuro em agosto, durante as férias de verão, renovou seu contrato? Não foi uma surpresa, visto o belo desempenho que o australiano tem conseguido neste ano, andando até melhor que Sebastian Vettel e sendo um dos destaques da temporada. Vale lembrar que a Red Bull foi a primeira equipe a definir a sua dupla de pilotos para 2013, o que é sempre importante.

No meio das declarações comemorando e comentando a renovação de contrato com a “grande família” Red Bull, Webber disse algo importante: que, confirmando os rumores, conversou com a Ferrari, sim, mas que preferiu ficar onde está, até pelo fato de conhecer todo mundo e tal. E é aí onde entra o X da questão. Como fica a cabeça de Felipe Massa ao saber que sua equipe negociou com outro piloto para ocupar sua vaga no ano que vem?

Renovação de Webber com Red Bull pode ajudar Felipe a seguir em Maranello (Foto: Ferrari)

À parte disso tudo, aumentam muito as chances de Felipe seguir o caminho de Webber e renovar com a Ferrari pelo menos por mais um ano. O brasileiro tem potencial de sobra e mostrou, no GP da Inglaterra, que ainda é forte, combativo e tem muita lenha para queimar. Depois do bom quarto lugar em Silverstone, Massa ganhou ainda mais confiança, ainda mais porque sabe que só depende dele e dos resultados das próximas corridas a sua permanência em Maranello.

Stefano Domenicali disse que a Ferrari não tem pressa para definir o parceiro de Fernando Alonso para 2013. Muito provavelmente a cúpula do time italiano espera que Felipe repita, nas próximas etapas, o que fez em Silverstone. Se isso acontecer, é improvável que a Scuderia opte por outro piloto.

‘Checo’ Pérez parece ser carta fora do baralho, pelo menos para 2013. O próprio poderoso chefão Luca di Montezemolo já disse que o mexicano, embora seja bastante talentoso, ainda é verde para ocupar uma vaga de titular em Maranello. Aí, com Webber como grande ameaça ao seu lugar em 2013 com futuro já garantido, não parece haver nenhum outro piloto que possa colocar sua posição em xeque. Ou há?

Paul di Resta parece ser mesmo o homem para o futuro da Mercedes, já que vem sendo forjado pelo time alemão há muito tempo. No último domingo, Alonso e Lewis Hamilton trocaram capacetes, indicando que aquela ferrenha e histórica rivalidade de 2007, dos tempos de McLaren, ficou mesmo no passado. Mas daí ao espanhol aceitar dividir os boxes de uma equipe com Lewis, em seu último ano de contrato com Woking, vai um caminho enorme. Kamui Kobayashi seria um baita nome, mas quase impossível de ver o mito desembarcar em Maranello. Então tudo aponta mesmo para a permanência de Massa na Ferrari.

O leitor também acredita que Felipe vai ficar na Ferrari na próxima temporada? Opine!

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A lenda em Mônaco

FERNANDO SILVA [Fernando_Silva7]
de Sumaré


Coisa breve, porque o fim de semana é corrido e promete. Segue um vídeo divulgado pelo Alex Wurz no Twitter e recomendado pelo Bruno Mantovani. Isso tudo é Mônaco, há mais de 50 anos, na visão de Juan Manuel Fangio, a lenda das lendas da F1. Espetacular!

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Ferrari e a formação de pilotos italianos: dois caminhos

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva]
de Sumaré

Riccardo Patrese expressou sua insatisfação com o atual momento do automobilismo italiano. A crise foi evidenciada pela dispensa de Jarno Trulli da Caterham para dar lugar ao apenas mediano russo Vitaly Petrov. Dessa forma, o país da ‘velha bota’ ficou sem nenhum representante na F1.

De certa forma, Patrese culpou a Ferrari pelo desenvolvimento capenga de jovens talentos italianos e alegou que a escuderia não ajuda no trabalho com a nova safra de esportistas locais. O que, de certa forma, é até verdade. Mas tudo tem dois lados.

É fato que a Ferrari jamais priorizou o trabalho com jovens italianos. Tanto que os dois principais nomes da Academia de Pilotos do time são estrangeiros: Jules Bianchi e Sergio Pérez, este, com boas chances de até ser alçado ao posto de titular de Maranello na próxima temporada se Felipe Massa não fizer um ano muito bom.

Ao longo de sua história, a italiana Ferrari sempre deu preferência a pilotos estrangeiros

Apenas para ficar na era moderna da F1, ou seja, dos anos 80 em diante, lembro que a esquadra de Maranello teve como titulares o já falecido Michele Alboreto, Ivan Capelli, anos depois, e só. Luca Badoer e Giancarlo Fisichella substituíram Felipe Massa em 2009, mas na condição de tampões. Só Alberto Ascari, lá no começo dos anos 50, foi campeão pela Ferrari na condição de representante da Itália.

Mas fazendo uma analogia com o futebol, por exemplo, a Ferrari não está errada. Muitos clubes da Europa chegam a colocar 11 titulares estrangeiros em campo. Lembro muito da Internazionale e do Arsenal, embora o time londrino, bem aos poucos, vem trabalhando mais com jogadores ingleses. Isso denota uma categoria de base fraca dessas equipes.

Ainda no futebol, o Barcelona parece ser uma das poucas exceções, talvez a única, por aliar sucesso na base, conseguir alçar os jovens à equipe principal e construir um time vitorioso. Outros, como o Real Madrid, tentam compensar a formação capenga de jogadores gastando rios de dinheiros na compra de craques consagrados, como Cristiano Ronaldo e Kaká, por exemplo.

É dessa forma que eu vejo a Ferrari nesse sentido. Não consigo ver a equipe como a vilã, como a responsável pela falta de bons e jovens pilotos italianos, longe disso. Se é um time e que se propõe a ser o melhor do mundo, nada mais natural do que contar com os melhores, independente se o piloto seja alemão, tailandês, coreano ou até mesmo italiano. Se há capital para se dar a esse luxo todo, não é pecado nenhum.

Mas o argumento de Patrese faz sentido. A Ferrari, por toda a condição financeira que dispõe, poderia criar uma equipe junior na GP3, GP2, World Series e até mesmo na F1. Os exemplos existem aos montes, como já fazem Red Bull, Caterham, Lotus e até Marussia, para atuar no desenvolvimento de novos talentos.

Creio que seria uma boa ideia para as próximas gerações, já que a fase atual é dura, bem dura: um país depender dos eternos Luca Fillipi e Davide Valsecchi não deve ser lá muito animador.

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O (anti)eurocentrismo da F1

MAURO DE BIAS [@MaurodeBias]
de Bolonha

Foi-se Estoril, foi-se Magny-Cours, foi-se A1 Ring, foi-se Ímola, Spa cambaleou, Nurburgring e Hockenheim só aparecem uma vez a cada dois anos…

Lá em 1999, quando a F1 correu pela primeira vez na Malásia foi dado o primeiro passo para o êxodo europeu da categoria, que logo depois foi avançando para Bahrein, Turquia, China, Cingapura, Abu Dhabi e, mais recentemente, Coreia do Sul e Índia.

E nesses últimos anos, Bernie Ecclestone tem perseguido incansavelmente o objetivo de encaixar 20 corridas em uma temporada. E se tudo correr dentro do planejado, ele vai conseguir isso neste ano pela primeira vez.

As equipes reclamam de corridas demais. E além de serem muitas, elas acontecem longe das fábricas, que ficam na Europa. O incômodo então é duplo para os times. Há muitos deslocamentos e eles são grandes.

Obviamente as reclamações surgem aos montes. Pulam declarações aqui e ali de dirigentes de equipes reclamando do excesso de corridas fora da Europa. A mais recente veio da Ferrari. Ir para longe tantas vezes ao ano cansa.

O grande problema da expansão da F1 para os torcedores é a perda dos autódromos clássicos. A categoria perde muito da identidade sem corrida em Spa (batendo na madeira para a Bélgica não sair de novo do calendário), em Ímola, indo a Nurburgring só uma vez a cada dois anos… Melhor nem imaginar então o que seria ficar sem Monza, Silverstone ou outros do mesmo calibre.

As equipes pedem mais corridas na Europa. E mesmo que seja um eurocentrismo injustificado, já que a F1 é uma categoria internacional (mesmo tendo nascido lá), mais provas no Velho Mundo e menos nos suntuosos circuitos orientais não seria uma má ideia.

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Um carro dominante

MAURO DE BIAS [@MaurodeBias]
de Bolonha 

Fernando Alonso disse que quer a Ferrari com um carro dominante na próxima temporada e que a equipe está trabalhando duro para isso. O espanhol esteve em visita a Maranello por quatro dias e viu somente a versão de túnel de vento do carro de 2012, mas está confiante de que vai ser possível fazer o mesmo que a Red Bull fez neste ano.

Bem, a Ferrari não tem uma tarefa fácil pela frente. A Red Bull tem Adrian Newey, muito dinheiro e é insanamente competitiva em todos os esportes em que está envolvida. É difícil prever outro ano de dominação completa como foi 2011, mas não seria nenhuma surpresa se os touros vermelhos repetissem o feito em 2012. Afinal, a própria Ferrari já esteve lá e sabe como é.

A minha torcida mesmo é que Red Bull, Ferrari e McLaren (quiçá Mercedes, mas só por milagre) se embolem na disputa pelo campeonato e por cada vitória. Um campeonato disputado até a última corrida, daqueles que se assiste à etapa final sentado na ponta do sofá, quase sem piscar.

Sebastian Vettel dominou de forma incontestável as duas últimas temporadas. Especialmente a deste ano. É um grande piloto e sem dúvida já escreveu seu nome na história da categoria. Há quem goste de ver domínio, mas o campeonato fica muito mais interessante mesmo é com bons pilotos disputando cada milésimo. Então, que venha a Ferrari com um bom carro. E também a Red Bull. E também a McLaren. Daí jogam todos na pista, eles batalham ferozmente e no final nós vemos quem sai vitorioso.

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“Um ano bem diferente quer dizer…” “Voltar a vencer. Disputar o campeonato”


MAURO DE BIAS [@MaurodeBias]

de Bolonha

No último domingo Felipe Massa deu uma entrevista a Marília Gabriela no ‘De Frente com Gabi’. Quem não assistiu pode procurar no YouTube porque tem lá a versão completa. O programa foi excelente. Massa aparentou honestidade (ele se definiu como “100% honesto”, diga-se) e franqueza nas respostas e Marília Gabriela tocou em pontos relevantes.

Algumas das melhores partes da entrevista foram quando Massa falou sobre paternidade, seu futuro na F1, a temporada lamentável de 2011, jogo de equipe e o acidente de 2009, na Hungria.

O brasileiro disse já ter sido sondado por outras equipes. Mas isso não chega a ser nenhuma grande surpresa. Seria interessante de verdade saber se o interesse é recente e quem são essas equipes, já que Massa não citou nomes. Todas as grandes parecem muito satisfeitas com suas duplas de pilotos hoje e nenhuma delas vai trocar em 2012. Nem trocou em 2011.

Quanto aos dois anos ruins que teve, Massa não soube dar uma explicação. Admitiu que foram abaixo da crítica e disse querer melhorar, mas até aí, como diria o senhor meu pai, morreu Neves. É preciso mostrar na pista.

Massa também insistiu que o acidente que o tirou das pistas no fim da temporada de 2009 não é o culpado pelos resultados ruins apresentados desde então. Mas enquanto ele não provar isso na pista, a dúvida vai sempre pairar.

Ao lembrar do GP da Alemanha de 2010, quando ele cedeu a liderança da corrida a Fernando Alonso, Massa não mostrou arrependimento e falou sem embaraço sobre a situação. O que foi bom, na verdade. Ele disse ser a favor do jogo de equipe e já ter se favorecido, quando Kimi Raikkonen lhe cedeu o segundo lugar no GP da China de 2008.

Massa deu uma entrevista que vale muito a pena assistir. Quem gosta de conhecer o lado mais pessoal da vida dos pilotos também vai gostar. O brasileiro fala sobre como é ser pai, sobre limpar a fralda do filho, sobre o interesse do pequeno pelas motos… Muito interessante.

Num dos momentos em que falava sobre a temporada de 2011, Massa disse querer que o próximo ano seja diferente. Gabi interpelou: “Um ano bem diferente quer dizer…” e Massa interrompeu sem hesitar: “Voltar a vencer. Disputar o campeonato”.

Então é isso. Vejamos o que vai ser de 2012 pra ele.

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O carro de cristal

MAURO DE BIAS [@MaurodeBias]
de Bolonha

A fornecedora de combustível da Ferrari, a Shell, trouxe ao Brasil novamente o carro de cristal. Totalmente transparente, o modelo foi construído para simular o fluxo do lubrificante Shell Helix Ultra dentro do motor. Com a primeira exibição programada para Interlagos, o auto ficará no Brasil até 6 de dezembro.

Após o GP do Brasil de F1, o carro segue para o Rio de Janeiro, onde será exposto no Museu de Arte Moderna, na Zona Sul da cidade, na terça-feira (29) em evento da empresa. O modelo é uma réplica do Nissan 370Z e foi todo construído em perspex, material semelhante ao acrílico. Enquanto o carro original pesa menos de 1,5 tonelada, a cópia pesa duas.

No total, a Shell investiu R$ 300 mil no carro-publicidade. A empresa já o levou para China, Rússia, Turquia e República Tcheca. A petrolífera é parceira da Ferrari há mais de 50 anos

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As canecas mais rápidas do mundo

Pelo terceiro ano seguido, a Shell vai realizar a promoção das Canecas Ferrari, entre os meses de setembro e outubro de 2011.

Depois de oferecer exemplares vermelhos em 2009, quem quiser levar uma das 50 mil canecas para casa basta realizar a troca de óleo de seus carros – de preferência apenas Ferrari (ops, brincadeirinha) – com lubrificantes Shell.

Mas ao contrário da garrafa rubra da primeira edição, dessa vez a empresa disponibilizará peças amarelas e pretas. Quem for a um posto da Shell e adquirir um produto das marcas Shell Helix Ultra, Shell Helix Ultra ou Shell Helix HX7, será presenteado com a caneca preta, enquanto quem for a uma revenda e comprar o lubrificante Shell Helix HX6 Flex ganha a amarela.

A Shell se mostrou contente em poder presentear os clientes com as canecas e ressaltou que a promoção é válida em todo o Brasil enquanto durarem os estoques.

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Pro forma

FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]
de Salvador

O assunto é da semana passada, é verdade, mas fiquei de comentar aqui. A Ferrari anunciou que Sergio Pérez e Jules Bianchi vão correr “um contra o outro” — palavras de Luca Baldisserri, diretor da Academia de Pilotos da Ferrari —,  em um teste da equipe em Mugello ou Fiorano. Felipe Massa tem contrato até 2012, então não se trata de um vestibular para o lugar do brasileiro no ano que vem.

Mas é, sem dúvida, para demonstrar quem sai na frente pela vaga. Ouvi que o teste não quer dizer nada, porque a Ferrari não tem tradição de contratar novatos. Mas a Academia não existia no passado. No fundo, acho que é uma forma de “validar” a escolha por Pérez, porque Bianchi está decepcionando na GP2 e o mexicano já tem a experiência com um F1. Portanto, dificilmente o francês vai vencer o duelo.

O último jovem que a Ferrari contratou foi Felipe Massa, que, inclusive, fez o primeiro ano de F1 na Sauber. Sei não, mas acho que em 2013 teremos o logo azul da Telmex no carro vermelho da Ferrari…

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Arrogância programada

Felipe Paranhos

Luca di Montezemolo arrotou mais uma vez sua arrogância. Desta vez, em relação às equipes pequenas da F1. Em entrevista ao canal Sky Sports, o italianão comentou o acidente de Felipe Massa no GP do Canadá, no último domingo (12).  “Este é o problema dos carros lentos e de pilotos inexperientes”, disse.

Ora, velho Monte, todos os primeiros colocados têm de passar por retardatários. Karthikeyan não foi lá muito gentil? De fato. Mas isso acontece a todo momento, deve ser bem difícil dirigir uma Hispania, apertar trocentos botões e, praticamente a cada volta, ter de dar passagem a alguém. Além disso, as condições da pista exigiam cuidado de quem jogou o carro para a parte molhada, não? Acho que outros pilotos além de Massa enfrentaram situação parecida. Felipe errou e pronto.

A verdade é que, assim como Ecclestone procura motivo para cobrar mais dinheiro dos organizadores de GP, Montezemolo inventa razões para pregar num momento pouco adequado, como quando religiosos te acordam às 7h do sábado, as benesses da instituição do terceiro carro para os grandes times e da extinção das pequenas equipes da F1. Monte tenta tirar a atenção da falta de resultados da Ferrari falando de outro assunto, criticando outras equipes.

Não cola. Nunca cola. Ainda bem.

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Tudo novo em 2012?

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Sergio Pérez na Ferrari? Kamui Kobayashi na Red Bull? Levando em conta o desenrolar da temporada até aqui, esse cenário pode não ser tão impossível assim já para o próximo ano. Fazendo uma breve análise das condições de cada piloto em seu respectivo time atualmente e também da temporada, pensei — isso não é uma informação, mas sim um pensamento que gostaria de compartilhar com os leitores do BloGP, que permite isso — e cheguei a essa configuração, talvez já para 2012, quando praticamente todas as equipes, com exceção da McLaren, poderiam ter mudanças significativas no quadro de pilotos.

Pode até mesmo ser uma VIAGEM daquelas. Mas convenhamos. A F1 mudaria consideravelmente. Já imaginou Kobayashi na Red Bull andando na frente do Vettel? Ou mesmo Pérez impondo dificuldades a Alonso em uma disputa interna na Ferrari? Como seria Massa liderando uma equipe cada vez melhor como a Renault, por exemplo? No mínimo, bem interessante.

Red Bull: Vettel e Kobayashi – Webber se aposentaria, e Kobayashi, que é a imagem da Red Bull (jovem e arrojado), assumiria a vaga;

McLaren: Hamilton e Button – essa dupla é a única que não muda. Em teoria, pilotos e equipe mutuamente satisfeitos;

Ferrari: Alonso e Pérez – Massa deixaria a equipe. Com um ano de experiência, Pérez, que é da Academia de Pilotos da Ferrari, seria alçado ao posto de titular;

Mercedes: Rosberg e Di Resta – outro caso meio claro também. Schumacher se aposentaria, e Di Resta, cria da Mercedes, assumiria seu lugar;

Renault: Massa e Petrov – longe da Ferrari, Massa conseguiria vaga na Renault se Kubica não voltar. Graças a um acordo entre Renault e Williams, a escuderia anglo-francesa emprestaria Bruno Senna para Grove;

Sauber: Bianchi e Gutiérrez – Bianchi manteria o vínculo Sauber-Ferrari e ficaria um tempo na equipe para ganhar experiência. Gutiérrez, que hoje é piloto de testes da Sauber, garantiria os patrocínios mexicanos mesmo com a saída de Pérez;

Force India: Sutil e Hülkenberg – Sutil é incógnita, mas não vejo outro. Hülkenberg entraria no lugar do Di Resta, também com a bênção da Mercedes;

Williams: Bruno Senna e Maldonado – Barrichello encerraria a carreira na equipe de Grove, e Maldonado seguiria graças aos petrodólares da PDVSA de Hugo Chávez. Senna seria emprestado pela Renault à Williams, que pode voltar a receber os motores franceses;

Toro Rosso: Buemi e Ricciardo – o melhorzinho da Toro Rosso junto com o melhor do programa de pilotos da Red Bull, Ricciardo;

Lotus: Kovalainen + 1 da GP2 – Trulli não deve seguir por muito tempo, fato. Kovalainen e mais um, que pode ser um endinheirado da GP2;

Virgin e Hispania: quem pagar mais.

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Mais do mesmo

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]

SUMARÉ — Sem as presenças de Ferrari e Mercedes, as primeiras colocações do primeiro dia da quarta bateria de testes em Barcelona não foram nem um pouco surpreendentes. Mark Webber levou a Red Bull à ponta, como quase sempre, seguida pela McLaren de Jenson Button, que após se apresentar de maneira claudicante nas atividades de pista em fevereiro, deu ligeiras mostras de reação conduzindo o MP4-26 com um bizarro bico ‘bolha’.

A Lotus Renault de Vitaly Petrov e Nick Heidfeld — que doente, quase não treinou — fechou a sessão no top-3, a 0s393 de Webber, dando a entender que os bólidos preto e dourado podem lutar contra a Mercedes pela quarta colocação entre os construtores, no mínimo.

A Toro Rosso, que vinha andando bem nos últimos testes, decepcionou hoje na Catalunha. Sébastien Buemi enfrentou problemas no seu STR6 em Montmeló, causando uma bandeira vermelha no início do treino, e quando voltou, não conseguiu mais do que a oitava posição. Ainda é cedo para dizer que a escuderia de Faenza andou para trás. Resta esperar pelo desempenho da filial da Red Bull na quarta-feira.

No pelotão de trás, destaque para Davide Valsecchi. Considerado por Felipe Paranhos como um dos melhores pilotos de todos os tempos, o italiano não fez feio com a Lotus T128 e fechou a manhã em terceiro, de maneira surpreendente, após completar 50 voltas sem enfrentar qualquer problema grave. Luiz Razia fou o responsável por conduzir o carro malaio no período da tarde, foi 1s317 mais lento que o companheiro de equipe na Air Asia da GP2, mas ainda assim, foi mais rápido que Jérôme D’Ambrosio, que mesmo tendo completado 57 voltas, se arrastou na pista com o MVR-02 e ficou a 9s516 de Webber. Um verdadeiro abismo.

A volta da equipe de Maranello às pistas amanhã pode estabelecer o real parâmetro de superioridade da Red Bull perante as rivais. Ou pode ser que, com a presença da maior oponente em Barcelona, o time taurino novamente esconda o jogo. Além de Ferrari e Mercedes, a Williams também vai para a pista com o novo-velho visual da Rothmans. E a Hispania já anunciou que não treina amanhã. Nada de destaque, nada de novo nessa pré-temporada mais morna de todos os tempos da F1. Como diria Renato Russo, é tudo mais do mesmo.

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Chegada polêmica

FERNANDO SILVA

Fernando Alonso passou a virada de ano na ilha portuguesa de Porto Santo, próxima à Ilha da Madeira. Entretanto, após aterrissar com seu avião particular no aeroporto, o piloto da Ferrari entrou em conflito verbal com os paparazzi que o esperavam no local.

Ao ver que as câmeras estavam posicionadas no saguão do aeroporto, Fernando esbravejou: “O primeiro fotógrafo ou máquina que vir nesses dias fará com que eu vá embora. E direi para todo mundo que Porto Santo é um desastre. Está bem? Por favor, deem-me tranquilidade”. Apesar de almejar tranquilidade, paz e um pouco de tempo longe dos flashes, desnecessário querer “queimar” um lugar por conta da presença dos fotógrafos. Lamentável.

Alonso encerra nesta segunda-feira (3) sua passagem pela ilha portuguesa. Daqui a uma semana, o espanhol seguirá para Madonna di Campiglio, para os eventos que vão marcar o início da temporada para a Ferrari.

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Dia de los Santos Inocentes

Felipe Paranhos

Todo dia 28 de dezembro, alguns veículos jornalísticos de língua espanhola publicam informações falsas, como comemoração do Dia de los Santos Inocentes, o dia da mentira em países hispânicos. A principal do dia no esporte foi a contratação de Ronaldinho pelo Chivas, do México, publicada na capa do jornal “Record”, daquele país.

No automobilismo, também sempre há pelo menos uma Inocentada. Este ano, foi a chegada de Fernando Alonso à Hispania, divulgada pelo site Motorgoo. Segundo o texto, Alonso colocaria € 10 milhões na equipe, a fim de proporcionar o desenvolvimento de um bom carro. O sonho de Fernando seria “ganhar o Mundial com uma equipe espanhola”, o que foi encarado como “alta traição” pela Ferrari.

Apesar do absoluto nonsense da matéria, o site ainda alerta os mais desligados no fim do texto: “Feliz dia 28 de dezembro!”

No ano passado, não foi assim. A notícia que eles deram, se não me engano sem avisar da mentira no fim, envolvia Nelsinho Piquet, e confesso não lembrar o que foi. Eu tinha aqui o print de um site brasileiro que caiu. Mas deletei, já. E esqueci qual foi a pegadinha.

P.S.: Encontrei! Não foi aquele site, não, foi o Motor21. Eis a Inocentada de 2009: http://is.gd/jHkd7

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Parque pra marmanjo

FELIPE GIACOMELLI
de São Paulo

Depois de uma semana de atraso, o Ferrari World – parque de diversões temático da Ferrari – finalmente abriu as portas para o público, nesta quinta-feira (4), em Abu Dhabi. A grande atração do local é a montanha-russa mais rápida do mundo, a Formula Rossa, que vai de 0 a 100 em 2s9. Em comparação, o modelo de rua da Ferrari, o F430 Scuderia, faz de 0 a 100 em 3s6.

Além da Formula Rossa, os visitantes podem conhecer a Speed of Magic, que é o primeiro brinquedo em quatro dimensões do Oriente Médio. O Ferrari World é o maior parque indoor do mundo e, segundo Claus Frimand – gerente do parque –, vê na atração o primeiro passo para um ambicioso plano de tornar Abu Dhabi um importante pólo mundial de turismo até 2030.

De acordo com a Autoridade em Turismo de Abu Dhabi, o objetivo não é só atrair turistas de todo o Oriente Médio, como também da Europa e da Austrália.

O parque mistura uma série de atrações. Elas variam de brinquedos emocionantes como a própria Formula Rossa, a eventos destinados às crianças. Outro destaque vai para os restaurantes.

As comemorações pela abertura do parque seguem até o dia 30 de novembro – quando acontecerá a cerimônia oficial de inauguração – passando, é claro, pelo GP de Abu Dhabi.

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FIA 1×0 F1

Felipe Paranhos

A FIA definiu novas regras para a temporada 2011 da F1. Uma delas, para mim a mais marcante, é o retorno da regra dos 107% para a classificação. Falo logo aqui: sou contra. Acho antidesportiva, panaca, coisa de equipe criada por vó.

No texto do documento do Conselho Mundial, entretanto, há uma graciosa exceção. Vamos lá: “Em circunstâncias excepcionais, o que pode incluir uma volta adequada nos treinos livres, os comissários podem permitir que o carro comece a corrida. Caso haja mais de um piloto nesta situação, o grid será definido pelos comissários”.

Fernando Alonso bate na classificação. Não faz tempo. Tá fora da corrida. Opa! Mas tem a regrinha marota da FIA! E, de repente, os comissários anunciam que, no caso do espanhol — ou de Massa ou de Hamilton ou de Button ou de Schumi —, será admitido o tempo do treino livre. Não é legal e justo? A Hispania se mata para conseguir ficar a menos de 107% do tempo do líder, mas se uma Ferrari não conseguir, simplesmente vira-se o lado da regra.

Nessas horas, eu sinto saudade do Max Mosley do fim do mandato, que peitava o chororô de Montezemolo, que dava força às equipes pequenas, que ajudou a impedir que a F1 tivesse um ridículo grid de 18 carros. Acho que esta decisão do Conselho Mundial dá um pouco do tom que terá a gestão Jean Todt, protegendo as grandes e seus valores simbólicos avalizados por auditorias — mais interessadas em quanto vale a marca do que na sua real representação no esporte.

Vale ressaltar que, neste ano, se a regra dos 107% estivesse em prática, chegaríamos ao cúmulo de ter 21 carros no grid no GP da Malásia, em que Bruno Senna, Karun Chandhok e Lucas Di Grassi não se classificariam. A Hispania não correria o GP do Bahrein, Senna não disputaria o GP da Espanha e Chandhok não estaria no grid de Montreal.

Isso é bom para o esporte? Usando um exemplo do excelente Keith Collantine, do F1Fanatic, se nas 24 Horas de Le Mans o último carro a se classificar chega a ser 29% mais lento do que o líder — e La Sarthe é mais estreito do que a maioria dos circuitos da F1, além de que se corre à noite —, não há razão para que os pilotos da F1 chiem tanto ao encontrar pela frente um carro só 7% ou 8% mais lento.

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Massa, visita e renovação

Antes de partir para o Canadá, onde acontecerá a próxima etapa da F1, no fim de semana que vem, Felipe Massa está no Brasil para participar de um evento da Shell. O piloto da Ferrari vai nesta sexta-feira (4) a uma plataforma da petrolífera, localizada em Macaé, no estado do Rio de Janeiro.

Quanto à renovação de contrato do brasileiro com a equipe italiana, nada está acertado ou assinado. Mas o BloGP pode dizer que ambas as partes estão muito perto de um acordo. O que se diz dentro do time de Maranello é que em nenhum momento se pensou em outro piloto a não ser Massa. Mas não é possível falar quando o martelo será batido, se em questão de dias, semanas ou meses.

Marcus Lellis – @marcuslellis / Lellisblog

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O que fazer, Massa?

Felipe Massa iniciou as negociações para renovar o contrato com a Ferrari, que acaba no fim do ano. Mas Nicolas Todt, empresário do piloto, está conversando com outras equipes. Dizem que a Renault é uma delas. A notícia surgiu nesta segunda-feira (24). Isso porque já falaram que a Red Bull também pode ser o caminho do brasileiro em 2011.

A pergunta é simples, caro leitor. Ferrari, Red Bull, Renault ou qualquer outra equipe. Se você fosse Massa, faria o que da vida? A caixinha de comentários está aberta para os internautas.

O que eu faria no lugar de Massa? Dava um jeito de acertar com a Red Bull.

Marcus Lellis – @marcuslellis / Lellisblog

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Os polegares mais valiosos do mundo

EFE

Está vendo esses polegares? São de Fernando Alonso. E são os mais caros do mundo.

O espanhol recebeu do Banco Santander, que patrocina tanto o piloto como a Ferrari, um seguro de vida e de acidentes com uma cobertura especial para seus polegares. Se Alonso sofrer qualquer tipo de dano nesses dedos, receberá € 10 milhões (aproximadamente R$ 23 milhões).

E por quê os polegares?

Por serem essenciais à pilotagem, disse a empresa, além de que, quando levantados, indicam sucesso ou que tudo está bem e sob controle.

Nunca um sinal de que tudo está bem foi tão valioso.

Marcus Lellis – @marcuslellis / Lellisblog

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Vai um carro aí?

Felipe Paranhos

Nesta terça-feira (30), ou seja, exatamente hoje, a A1GP faria seis anos. A A1 acabou, todos sabem, embora Tony Teixeira não tenha sido digno para escrever um comunicado de despedida. Na surdina, estão vendendo todo o equipamento e os direitos da categoria, caso algum ricaço se interesse. Mas é TODO o equipamento, mesmo.

Os vinte carros com chancela Ferrari, usados na última temporada da A1, estão no pacote à venda, junto com as peças sobressalentes, modelos em escala para túnel de vento e motores reserva. Caso o interesse seja em carros mais antigos, há também 14 carros da Lola, aqueles construídos em 2005 e utilizados nos três primeiros campeonatos. Estes carros, porém, estão sendo usados na AutoGP, a antiga F3000 Europeia.

Vão junto também tendas para as equipes, suportes e abrigos para pneus, além de cases e carrinhos para transporte das peças e monitores para o pitwall. Sem esquecer do safety-car e do carro médico, um Maserati Quattroporte Sport GT Semi-Auto 4 Door e uma Ferrari 599GTB Semi-Auto Coupe.

David Hampson, executivo do serviço de avaliação da GoIndustry DoveBid, empresa responsável pela avaliação e  pela venda dos ativos, explicou como podem ser feitas as propostas. “As ofertas estão sendo aceitas para o pacote completo dos ativos, incluindo os direitos de propriedade intelectual dos logotipos e marcas da categoria A1 GP.”

Caso você seja filho do Eike Batista ou tenha sido sorteado recentemente pela Mega-Sena, é só mandar email para [email protected]

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Massa diz que dificuldades existem para todos

A quinta-feira (18) foi mais um dia de treinos coletivos em que a chuva atrapalhou o trabalho dos pilotos em Jerez de la Frontera. Felipe Massa falou sobre esse assunto na entrevista concedida após as atividades na pista espanhola – em que o Grande Prêmio, com o repórter Marcelo Ferronato, esteve presente.

O brasileiro da Ferrari se mostrou insatisfeito por não poder novamente desenvolver totalmente a F10, carro da equipe italiana para esta temporada, mas preferiu não reclamar muito disso, lembrando que o problema afeta todos que estão em Jerez.

Aqui no BloGP, o internauta pode acompanhar esse trecho e mais outros temas abordados no papo dos jornalistas brasileiros que estão presentes no circuito anduluz com Massa.

Ouça a entrevista com Felipe Massa, direto de Jerez de la Frontera, na Espanha

Marcus Lellis – @marcuslellis

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Massa usa dia para entender acerto de carro pesado

Dois dias de treinos coletivos, dois dias na liderança. Felipe Massa fechou sua participação nas sessões que abrem a pré-temporada da F1 em 2010, em Valência, na Espanha, nesta terça-feira (2). Na hora de conversar com os jornalistas brasileiros presentes no circuito Ricardo Tormo – entre eles, Marcelo Ferronato, do Grande Prêmio –, o resultado foi deixado de lado. Os comentários ficaram em torno do trabalho que foi feito para entender o acerto de um carro que estará bem mais pesado nesta temporada, em função do fim do reabastecimento.

O piloto da Ferrari também falou sobre outras novidades do regulamento, como a nova pontuação do Mundial. Ainda opinou sobre a nova regra em que os pilotos terão de usar os mesmos pneus da última fase da classificação na largada das corridas. Segundo Massa, o problema não está no desgaste dos pneus, mas, sim, na escolha do tipo, que pode influenciar positiva ou negativamente.

Por fim, o GP perguntou a Felipe sobre como anda o relacionamento com Fernando Alonso, que esteve no circuito de Valência nesta terça e provocou grande agito nas arquibancadas do autódromo, que estavam lotadas. O espanhol faz sua estreia pela Ferrari nesta quarta (3).

Aqui no BloGP, o internauta pode conferir o que o brasileiro falou após mais um treino de pré-temporada da F1.

Ouça aqui a entrevista com Felipe Massa, direto de Valência, na Espanha

Marcus Lellis – @marcuslellis

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O dia positivo de Massa em Valência

Felipe Massa falou com os jornalistas brasileiros depois do primeiro dia de treinos coletivos da F1 no circuito Ricardo Tormo, em Valência, na Espanha, nessa segunda-feira (1º). A reportagem do Grande Prêmio, com Marcelo Ferronato, esteve presente na entrevista e ouviu o piloto da Ferrari.

Em sua primeira atividade coletiva após o acidente sofrido na Hungria no ano passado, Massa falou que nem se lembrou do acidente enquanto corria na pista espanhola. Concentrado em desenvolver a F10, novo carro da Ferrari, o brasileiro afirmou que teve um dia positivo.

A satisfação do piloto se deve à facilidade para guiar o modelo 2010 da equipe italiana. Ao comparar com a F60, carro de 2009, Felipe disse que teve um dia bem mais tranquilo, já que sofreu muito no início dos trabalhos da última temporada. “Foi completamente diferente do ano passado”, declarou.

Para não sofrer da mesma forma, Massa contou que a Ferrari planejou um projeto bem distante ao de 2009, com uma direção oposta na parte aerodinâmica, na parte de suspensão e no lado técnico.

Aqui no BloGP, o internauta pode conferir o que o brasileiro falou após o começo da pré-temporada da F1.

Ouça aqui a entrevista com Felipe Massa, direto de Valência, na Espanha

Marcus Lellis – @marcuslellis

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La Rossa e The (old) Silver Arrow


Eis aí acima os dois primeiros carros da temporada 2010. Para quem não sabe, o vermelho é a Ferrari F10, e o prateado é o MP4-25 da McLaren.

Ainda não tenho uma opinião formada sobre o desenho dos carros – que é, por enquanto, tudo que pode ser analisado. Sou favorável à proibição do reabastecimento, mas ainda estou achando tudo muito ABRUTALHADO, como os radiadores e a traseira, que contam com o espaço maior dos tanques de combustível.

Claro que o grande destaque é o SHARK FIN ou BIGORNA da McLaren. Parece bem maior do que os utilizados até hoje, e ele efetivamente é ligado à asa traseira – no geral, o final deste APÊNDICE era no AR, sem tocar no aerofólio. Vamos ver o que vai dar.

Nenhum dos dois carros me agradou muito. A Ferrari assim branca até é legalzinha, mas sei lá, sou fã do vermelhão total. A McLaren não mudou nada. E, perto da Mercedes, as duas EMPALIDECEM.

Opinem.

E curtam um RATT bem PEGADO:

Abraços,
Francisco Luz

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Los nuevos viejos colores

Ainda não me acostumei a ver Fernando Alonso com as cores da Ferrari. Mas fiquei positivamente surpreso com a escolha dele pelo seu ex-capacete, igual ao utilizado em 2006 e 2008 pela Renault.

Aliás, me parece que a Ferrari é uma das poucas equipes que libera totalmente o uso de qualquer cor para os cascos dos seus pilotos. Não sei se as mudanças são impostas por patrocinadores dos times ou algo do gênero, mas sei que elas existem – Alonso na McLaren, Kovalainen na Renault e na McLaren, e por aí afora.

Acho isso uma grande bobagem, mas fazer o que. Bom ver que ao menos agora o Príncipe das Asturias está de volta.

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