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A previsão do burro

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

O lendário Polvo Paul, sucesso da Copa do Mundo de 2010, segue fazendo escola. O programa britânico ‘Pole Position’ traz um quadro em que vários animais, de diversas espécies, fazem suas ‘previsões’ ao longo desta temporada do Mundial de F1. E para este fim de semana, o escolhido para apontar o vencedor do GP da Espanha foi o burro chamado ‘Pardal’, do zoológico de Barcelona.

Ao ser colocado diante das fotos de vários dos pilotos do grid, o burrinho Pardal não teve dúvidas e foi direto na imagem de Alonso, ‘prevendo’ a vitória do espanhol em casa. Pacheco que só, o animal ainda ‘escolheu’ Mark Webber como segundo e Felipe Massa como terceiro. Se o burro estiver certo, Massa irá ao pódio pela primeira vez nesta temporada.

Mas até aqui, os bichos não estão honrando o legado deixado pelo infalível Polvo Paul. Na Austrália, uma ovelha previu a vitória de Sebastian Vettel. Deu Kimi Räikkönen. Na Malásia, um orangotango apontou Fernando Alonso como vencedor. Mas o espanhol sequer passou da segunda volta na corrida vencida por Vettel. Uma cobra escolheu Räikkönen para vencer na China, só que aí foi a vez de Alonso vencer. E no Bahrein, um camelo escolheu Hamilton. Mas Vettel ganhou de novo.

ADENDO: encontramos o substituto do Polvo Paul. O mítico burro Pardal acertou 66% dos seus palpites no ‘Pole Position’. Além da vitória de Alonso neste domingo, o animal também acertou o pódio de Massa na Espanha, errando somente o segundo lugar, já que deu Räikkönen. Sensacional!

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Ascensão e queda

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Finalmente a F1 foi para a tão aguardada pausa no verão europeu. Agosto será um mês de análises, muitas notícias de bastidores, especulações e, muito provavelmente, anúncios. Acredita-se que logo o futuro de Lewis Hamilton e Felipe Massa será definido em breve. Acho que Lewis fica na McLaren, enquanto paira uma enorme dúvida sobre o brasileiro da Ferrari. A sequência de Bruno Senna na Williams também é uma incógnita, ainda mais porque o nome de Valtteri Bottas ganha cada vez mais força dentro de Grove.

E já que estamos falando de Williams, é inevitável salientar o enorme salto de qualidade da equipe em relação à temporada passada. Como Pastor Maldonado me disse durante entrevista lá em Interlagos no ano passado, não havia como o substituto do FW33 ser pior. De fato. O próprio venezuelano e Senna mostraram isso na pista, e a Williams soma 53 pontos em 11 etapas, contra míseros cinco de 2010.

Antes de seguir, cabe um parêntese. Lembro que no começo da temporada a dupla Senna-Maldonado era considerada jovem e inexperiente demais para correr pela Williams e, principalmente, para desenvolver o novo FW34. De certa forma, as previsões estavam bem equivocadas, já que o carro desse ano é mesmo muito bom. Sigamos.

Williams precisa chamar atenção de Maldonado para fazê-lo voltar a andar bem (Foto: Williams)

A maior parte desses pontos foi conquistada por Maldonado. O ‘placar’ aponta 29 x 24 a favor do pupilo de Hugo Chávez em relação a Senna. Mas aí cabe uma reflexão. Sem olhar tanto para os números, que são frios, não dá pra falar que Bruno está fazendo temporada pior que seu companheiro de equipe. Vou tentar explicar meu ponto de vista.

Entendo que Maldonado e Senna se equivalem, ambos têm o mesmo nível. Contudo, Pastor é mais agressivo, enquanto o primeiro-sobrinho tem adotado postura mais conservadora. No começo do campeonato, o venezuelano até despontou como o grande showman. Duelou com Fernando Alonso pelo quinto lugar no GP da Austrália, bateu, mas deixou seu recado. Senninha, por sua vez, não aparecia com o mesmo brilho do parceiro sul-americano.

Mas em termos de resultados na sequência do Mundial, Bruno vinha melhor, com 14 pontos após quatro etapas, contra apenas quatro de Pastor. Até que veio o GP da Espanha, onde o venezuelano conquistou uma vitória tão épica quanto inesperada. A surpresa maior foi pela pilotagem tranquila em Barcelona, suportando com maestria os ataques de Fernando Alonso. Naquele 13 de maio a Williams quebrava o jejum de quase oito anos sem vitórias, Maldonado fazia história e colocava Senna sob pressão.

Foi o ápice de Pastor na temporada e, talvez, na carreira. É óbvio que ele pode vencer novamente: talento não lhe falta, velocidade idem, mas é fato que Maldonado precisa domar essa agressividade toda, sob pena de ser marcado muito mais pelos erros do que pela vitória em Montmeló. Desde então, sua temporada tem sido permeada por punições — já foram seis em 2012 —, manobras polêmicas e, principalmente, pelo jejum de pontos e boas corridas.

Senna, em contrapartida, ressurgiu no campeonato e mostra que, diante daquilo que a Williams pode fazer, tem feito bom trabalho. Desde a vitória de Pastor na Espanha, Bruno pontuou em quatro das seis últimas corridas e exibiu talvez sua melhor performance no ano em Hungaroring, neste fim de semana, indo ao Q3 pela primeira vez em 2012, segurando no braço Mark Webber para ter seu melhor resultado desde o sexto lugar do GP da Malásia.

Senna está em melhor fase, mas nem de longe está garantido para 2013 na Williams (Foto: Williams)

Discretamente, alternando corridas de altos e baixos, Senna faz o que é possível com o carro que tem. Mas Maldonado, nem isso. Na minha opinião, mesmo com a — injusta — punição ao piloto no último domingo, na Hungria, acho que falta uma ‘chamada de atenção’ por parte da Williams. Como Pastor é indiretamente o dono da grana que banca a maior parte do orçamento do time de Grove, fica a impressão de que, para a Williams, está tudo bem assim, mas é fato que Maldonado pode e deve fazer muito mais. Nem mesmo com a carroça do ano passado o sul-americano enfrentou fase tão ruim quanto agora. Depois de ir ao topo da F1, Pastor vem em queda livre em termos de rendimento.

O quadro atual da Williams é um pouco esquisito quando se trata da sua dupla de pilotos para o ano que vem. Hoje é o inconsistente venezuelano quem está em baixa, mas tem a segurança de que seguirá em 2013 — por conta do contrato da PDVSA com a equipe britânica. Por sua vez, Senna está em ascensão, mas ao mesmo tempo não tem nenhuma garantia de que vai renovar seu vínculo com Grove.

Talvez o grande azar de Bruno tenha sido justamente a chegada das férias, que dá uma ‘quebrada’ no bom momento por ele vivido. Certamente que a partir de Spa-Francorchamps, cada corrida será decisiva para sua permanência na Williams em 2013. Em alta, Senna luta pela sobrevivência na F1. Em baixa, Maldonado luta para mostrar ao mundo que aquela vitória em Barcelona não foi mera obra do acaso. Para ambos, a missão é duríssima. Veremos a partir de setembro quem leva a melhor.

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Loeb, o mito

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

No último domingo, lá em Los Angeles, Sébastien Loeb deu mais um show de pilotagem. Sem tomar conhecimento dos rivais, venceu com sobras a prova do RallyCross e faturou a medalha de ouro no X Games 18 logo em sua estreia na competição. Ken Block, Tanner Foust… ninguém, absolutamente ninguém foi páreo para Seb, que só deu mais uma prova de que é um desses mitos que todos da nossa geração temos o privilégio de ver. Já escrevi aqui algumas vezes que a nossa geração é privilegiada por poder ver em ação verdadeiras lendas do esporte como o próprio Loeb, Valentino Rossi, Michael Schumacher, Fernando Alonso, Kelly Slater, entre tantos outros.

Também já escrevi algumas vezes que considero, dentre todos, pelo menos entre os que estão em atividade, que Loeb é disparado o melhor, à frente até de Alonso, sem aqui querer fazer qualquer comparação entre os estilos do rali e da F1. Mas lembro que certa vez, em uma entrevista, Kimi Räikkönen disse que era muito mais fácil bater Sebastian Vettel do que o xará Loeb. E de fato, o cara é praticamente imbatível. Enquanto Loeb estiver em atividade, todos os outros lutarão pelo segundo lugar, simples assim.

Atualmente, no esporte a motor, coloco Loeb, Alonso e Jorge Lorenzo no top-3. E para você, amigo leitor, Sébastien é o melhor de todos em atividade? Opine aqui!

E abaixo, curta a final do RallyCross nos X Games e veja porque Loeb é o mito e a lenda.

http://youtu.be/vwvCmYT6xJQ

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Nasce uma estrela

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Depois do que o mundo viu no último GP da Malásia, corrida que apenas confirmou que Fernando Alonso é o melhor piloto em atividade da F1, eu me atrevo a dizer que a categoria ganhou definitivamente uma nova estrela. Sergio ‘Checo’ Pérez fez até chover em Sepang, e ainda que o erro cometido lá na volta 50 tivesse lhe tirado a chance de uma vitória espetacular, o moço de Guadalajara (como diria o saudoso Fiori Gigliotii) foi alçado a um patamar superior depois de ter finalizado a caótica e encharcada prova malaia em segundo.

De uma só vez, Checo fez história ao dar à Sauber seu melhor resultado em toda sua vida na F1 — excetuando aí, claro, os anos de BMW, entre 2006 e 2009 —, e também ao colocar novamente a bandeira mexicana em um pódio da categoria após mais de quatro décadas. Incrível, mesmo!

Guardadas às devidas proporções, o feito histórico de Checo Pérez em Sepang, no último domingo (25), remete a dois outros momentos memoráveis na história na F1, até pelas condições bastante semelhantes entre si: Ayrton Senna no GP de Mônaco de 1984, e Sebastian Vettel no épico GP da Itália de 2008.

Senna era um estreante naquela temporada e fazia, no Principado, apenas sua sexta corrida na F1. O GP de Mônaco de 1984 foi disputado naquele dilúvio todo, e Ayrton fez história passando meio mundo após ter largado em 13º com um carro notoriamente limitado, o Toleman-Hart TG184, até chegar em Alain Prost, da McLaren. Fatalmente o ‘Professor’ seria ultrapassado pelo então novato brasileiro, mas foi salvo pelo diretor de prova, Jacky Ickx, que decidiu encerrar prematuramente a corrida, ainda na volta 31, por conta da forte chuva, pelo menos em teoria.

Resultado: ao invés dos tradicionais nove pontos, Prost somou só 4,5, já que a corrida fora interrompida antes do percurso total de 75%. Fato que, indiretamente, contribuiu para a perda do seu título mundial meses mais tarde. Por outro lado, pode-se dizer que Ayrton saiu muito mais no lucro, já que deixava de ser apenas mais um aspirante para se consolidar como a estrela ascendente daquela geração composta por tanta gente boa. Foi também o melhor resultado da Toleman em sua história de apenas cinco temporadas. A equipe britânica depois virou Benetton, Renault, e hoje está em sua quarta geração, agora como a nova Lotus.

24 anos depois de Senna ter mostrado ao mundo que era um piloto especial, Monza foi cenário para uma das exibições mais incríveis que já vi. Lembro como se fosse hoje ao assistir Vettel assombrar o mundo ao levar a Toro Rosso à pole do GP da Itália sem sequer tomar conhecimento dos adversários e debaixo de um temporal poucas vezes visto naquele circuito mítico. Naquele ano de 2008, Seb fazia sua primeira temporada completa na F1 e tinha como companheiro o não menos promissor Sébastien Bourdais, que havia sido contratado pelo time de Faenza depois de ganhar tudo na Champ Car. O francês foi tão bem quanto Vettel na classificação, colocando o segundo carro da Toro Rosso no quarto lugar do grid.

A forte chuva permaneceu naquele domingo em Monza. Bourdais deu muito azar, deixou o motor morrer antes da volta de apresentação e colocou ali ponto final na maior chance que teve de fazer algo de bom na F1. Vettel, apesar de seus meros 21 anos, dois meses e 11 dias, superou a desconfiança de muitos que até apostavam em um erro daquele guri ainda inexperiente e, novamente debaixo de um temporal, deixou todos os favoritos para trás, guiou com maestria e se tornou o mais jovem piloto da história a vencer uma corrida na categoria. De quebra, o tedesco deu à Toro Rosso seu maior resultado na história, fato que nunca mais esteve sequer perto de ser repetido. Se antes Vettel já pintava como um piloto de grande futuro, o fato é que Monza viu nascer em 2008 uma estrela que brilha até hoje — se bem que nas últimas provas esse brilho esteja um tanto ofuscado.

Checo escreveu uma das páginas mais especiais de sua carreira e de tua vida no domingo. Rotulado como piloto pagante quando fez sua estreia na F1, ainda no ano passado, o jovem mexicano acabou de uma vez por todas com essa balela ao se posicionar definitivamente entre os grandes da categoria. Muitos outros pilotos no grid, com carros muito superiores ao Sauber C31 e com notória capacidade de guiar no molhado — como Lewis Hamilton e o próprio Vettel —, sequer chegaram a ameaçar Pérez, que só não conseguiu superar o iluminado e santo milagreiro Alonso. Fruto de estratégia competente e de uma pilotagem bastante consistente e arrojada: talvez esse arrojo tenha contribuído para o erro cometido em um momento crucial. Mas ainda acho melhor ter na pista um piloto que não tenha medo de lutar pela vitória, assumindo os riscos necessários para isso.

Claro que não se trata de nenhuma comparação entre o mexicano e os dois campeões mundiais citados acima, mas ao mesmo tempo em que há várias variáveis entre as situações em questão, também há muita coisa em comum nos feitos históricos mencionados.

Tive a oportunidade de entrevistar Pérez no fim de semana do GP do Brasil, no ano passado. O piloto da Sauber se mostrou bastante receptivo e solícito com os jornalistas em seu redor, demonstrou bom humor e fazendo questão de elogiar a beleza da mulher brasileira. Falando sério, Checo sempre se mostrou consciente de que está em um processo crescente de aprendizagem, que se sente muito feliz na Sauber e frisou que tem ótimo relacionamento com o mítico Kamui Kobayashi. Sempre que era questionado sobre um eventual futuro na Ferrari, Sergio falava com serenidade, sem se empolgar demais com a possibilidade de representar a equipe de Maranello. Pé no chão total.

E tudo indica mesmo que, mais cedo ou mais tarde, Pérez repetirá o feito dos lendários ‘Hermanos Rodríguez’, Pedro e Ricardo, e represente a Ferrari. Ligado a Maranello pela Academia de Jovens Pilotos, Checo parece cada vez mais talhado para ser o substituto ideal de Felipe Massa, que só deve mesmo seguir na equipe italiana se muita coisa mudar em relação a este começo de temporada. Pérez é o número que a Ferrari quer calçar: piloto jovem, rápido, com grande capacidade de desenvolvimento e de trabalho em equipe. Sabe conviver com um companheiro de equipe competitivo, e muitas vezes, até conseguiu superá-lo, como tem sido na própria Sauber, com Kobayashi, ou mesmo na GP2, quando foi muito melhor que os veteranos Edoardo Mortara, em 2009, e Giedo van der Garde, no ano seguinte.

Para o bem e renovação da F1, que brilhe cada vez mais a estrela de Checo Pérez, o moço de Guadalajara.

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Um carro dominante

MAURO DE BIAS [@MaurodeBias]
de Bolonha 

Fernando Alonso disse que quer a Ferrari com um carro dominante na próxima temporada e que a equipe está trabalhando duro para isso. O espanhol esteve em visita a Maranello por quatro dias e viu somente a versão de túnel de vento do carro de 2012, mas está confiante de que vai ser possível fazer o mesmo que a Red Bull fez neste ano.

Bem, a Ferrari não tem uma tarefa fácil pela frente. A Red Bull tem Adrian Newey, muito dinheiro e é insanamente competitiva em todos os esportes em que está envolvida. É difícil prever outro ano de dominação completa como foi 2011, mas não seria nenhuma surpresa se os touros vermelhos repetissem o feito em 2012. Afinal, a própria Ferrari já esteve lá e sabe como é.

A minha torcida mesmo é que Red Bull, Ferrari e McLaren (quiçá Mercedes, mas só por milagre) se embolem na disputa pelo campeonato e por cada vitória. Um campeonato disputado até a última corrida, daqueles que se assiste à etapa final sentado na ponta do sofá, quase sem piscar.

Sebastian Vettel dominou de forma incontestável as duas últimas temporadas. Especialmente a deste ano. É um grande piloto e sem dúvida já escreveu seu nome na história da categoria. Há quem goste de ver domínio, mas o campeonato fica muito mais interessante mesmo é com bons pilotos disputando cada milésimo. Então, que venha a Ferrari com um bom carro. E também a Red Bull. E também a McLaren. Daí jogam todos na pista, eles batalham ferozmente e no final nós vemos quem sai vitorioso.

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“Um ano bem diferente quer dizer…” “Voltar a vencer. Disputar o campeonato”


MAURO DE BIAS [@MaurodeBias]

de Bolonha

No último domingo Felipe Massa deu uma entrevista a Marília Gabriela no ‘De Frente com Gabi’. Quem não assistiu pode procurar no YouTube porque tem lá a versão completa. O programa foi excelente. Massa aparentou honestidade (ele se definiu como “100% honesto”, diga-se) e franqueza nas respostas e Marília Gabriela tocou em pontos relevantes.

Algumas das melhores partes da entrevista foram quando Massa falou sobre paternidade, seu futuro na F1, a temporada lamentável de 2011, jogo de equipe e o acidente de 2009, na Hungria.

O brasileiro disse já ter sido sondado por outras equipes. Mas isso não chega a ser nenhuma grande surpresa. Seria interessante de verdade saber se o interesse é recente e quem são essas equipes, já que Massa não citou nomes. Todas as grandes parecem muito satisfeitas com suas duplas de pilotos hoje e nenhuma delas vai trocar em 2012. Nem trocou em 2011.

Quanto aos dois anos ruins que teve, Massa não soube dar uma explicação. Admitiu que foram abaixo da crítica e disse querer melhorar, mas até aí, como diria o senhor meu pai, morreu Neves. É preciso mostrar na pista.

Massa também insistiu que o acidente que o tirou das pistas no fim da temporada de 2009 não é o culpado pelos resultados ruins apresentados desde então. Mas enquanto ele não provar isso na pista, a dúvida vai sempre pairar.

Ao lembrar do GP da Alemanha de 2010, quando ele cedeu a liderança da corrida a Fernando Alonso, Massa não mostrou arrependimento e falou sem embaraço sobre a situação. O que foi bom, na verdade. Ele disse ser a favor do jogo de equipe e já ter se favorecido, quando Kimi Raikkonen lhe cedeu o segundo lugar no GP da China de 2008.

Massa deu uma entrevista que vale muito a pena assistir. Quem gosta de conhecer o lado mais pessoal da vida dos pilotos também vai gostar. O brasileiro fala sobre como é ser pai, sobre limpar a fralda do filho, sobre o interesse do pequeno pelas motos… Muito interessante.

Num dos momentos em que falava sobre a temporada de 2011, Massa disse querer que o próximo ano seja diferente. Gabi interpelou: “Um ano bem diferente quer dizer…” e Massa interrompeu sem hesitar: “Voltar a vencer. Disputar o campeonato”.

Então é isso. Vejamos o que vai ser de 2012 pra ele.

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A PRIMEIRA VEZ DO RAPAZ

MAURO DE BIAS [@MaurodeBias]
de Bolonha

Caros leitores, é com prazer que escrevo aqui no BloGP pela primeira vez. Não, mas não é da minha primeira vez que quero falar. É da de Lewis Hamilton. E não, isso não tem nada a ver com nenhuma Pussycat Doll.

Falo da primeira crise que Hamilton vive na carreira desde que chegou à Fórmula 1. Em polêmicas o nome do inglês sempre esteve envolvido, desde a sua primeira temporada, em 2007. Mas essa é a primeira vez em que o pupilo da McLaren se vê numa situação em que seu companheiro é consistentemente mais rápido e funciona bem com a equipe, enquanto Lewis amarga apresentações medíocres para quem tem o talento e o carro que tem.

Hamilton já chegou na F1 por cima. Com o pé na porta, disputando o título com Kimi Raikkonen e sendo vice já em seu ano de estreia. Logo no ano seguinte, foi campeão. O mais jovem da história da categoria, batendo o recorde de Fernando Alonso (e sendo batido por Vettel em 2010). Em 2009 e 2010, a McLaren não mostrou os melhores desempenhos e em 2011 está atrás apenas da suprema Red Bull.

A questão é que o momento de Hamilton, apesar dos maus resultados também em 2009, tem características que o tornam único. No seu primeiro ano, seu companheiro era Fernando Alonso. Obviamente, o inglês recebeu toda a atenção de sua equipe conterrânea, enquanto o espanhol foi relegado com o desenrolar do ano. O casamento Alonso-McLaren, aliás, era um daqueles fadados ao fracasso.

O piloto precisa ter identificação com a equipe, precisa saber liderá-la. E se tem uma coisa que Alonso não tinha com a McLaren era identificação. Portanto, foi para Lewis que o time se dedicou mais. E, assim, o estreante bateu o bicampeão Alonso, que saiu praticamente enxotado dos lados de Woking.

Nos dois anos seguintes, o inglês teve a companhia do invisível Heikki Kovalainen, que nada fez na época e nada faz até hoje. Ainda não mostrou a que veio, apesar de ter tido chance em um carro campeão. Lewis venceu o campeonato e destruiu seu parceiro, que terminou a temporada num distante sétimo lugar. E se o ano seguinte foi ruim para Hamilton, para Kovalainen foi muito pior. Terminaram em quinto e 12º, respectivamente.

Mas em 2010 Button, campeão de 2009 e tão inglês quanto Hamilton, chegou à McLaren. Apesar de serem dois campeões, não houve briga de egos, nem conflitos extra-pista (como na época de Alonso) para a equipe administrar. Os pilotos criaram um bom relacionamento, Button se adaptou muito bem ao ambiente de Woking e ambos terminaram o campeonato bem próximos. Lewis em quarto e Jenson em quinto.

O problema, porém, agora é outro. Hamilton passa por um momento pessoal complicado que pode estar afetando seu desempenho na pista. Afinal, piloto também é gente. Não parece muito, mas é. O inglês recebeu diversas punições no ano por sua pilotagem um tanto atrevida, procurando espaço onde não havia, brigou via imprensa com os comissários, teve muitos resultados ruins (apesar de duas vitórias) e viu seu companheiro de equipe ter um ano muito bom, com apresentações que o levaram a hoje estar na briga pelo vice-campeonato, e Hamilton não.

Pela primeira vez, Lewis está pressionado na McLaren. Não que ela venha de cima, afinal, o próprio Martin Whitmarsh, chefe da equipe, afirmou ter dito a Hamilton: “Não se desculpe [com a gente], você é um piloto. Se você cometeu um erro, aceite, aprenda e siga em frente”. Mas ver o companheiro bem adaptado e colecionando sucessos quando dispõe do mesmo equipamento não é, definitivamente, uma situação em que um piloto queira estar. A pressão vem de dentro.

Portanto, Lewis Hamilton tem um grande desafio pela frente: se reequilibrar e aprender a lidar com o fato de que ele divide as atenções da equipe com um piloto tão talentoso quanto ele e que não vai ser relegado como Alonso ou inofensivo como Kovalainen. Bem-vindo à vida real, Lewis. It sucks.

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Será Ogier de 2011 o Vettel de 2010?

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Recordo bem que no fim da temporada 2010 de F1, nada menos que quatro pilotos (Fernando Alonso, Mark Webber, Sebastian Vettel e Lewis Hamilton) chegaram ao GP de Abu Dhabi com chances de conquistar o título mundial. A derradeira corrida daquele ano foi facilmente vencida pelo alemão, que conquistou seu primeiro campeonato depois de ter sido considerado carta fora do baralho em uma disputa que parecia estar entre Webber e Alonso.

Naquele ano, Sébastien Loeb teve vida muito mais fácil que seu xará e ‘colega’ de Red Bull ao conquistar o heptacampeonato mundial do WRC no Rali da França, faltando ainda duas provas de antecipação. Contando com Dani Sordo como companheiro no time de fábrica da Citroën (que ao longo da temporada foi substituído por Sébastien Ogier, que era da equipe Junior ao lado de Kimi Raikkonen), Loeb chegou ao título com incríveis 105 pontos de vantagem para Jari-Matti Latvala.

Analisando o ano de 2011 das duas categorias que julgo serem as principais do automobilismo mundial na atualidade, os papeis se inverteram completamente.

Vettel teve um ano de Loeb, ou de Vettel, mesmo. Dominou como quis a temporada e conquistou o bi mundial de maneira impecável. Mesmo contando como principal adversário um Jenson Button em fase esplendorosa, Sebastian jamais teve a oposição daquele que deveria ser seu principal rival, Webber, que foi postulante ao título em 2010. E o resultado foi o que todos vimos no domingo: Seb alcançou fácil seu segundo título, com quatro provas de antecipação.

Já no WRC, em contrapartida, três pilotos (Loeb, Ogier e Mikko Hirvonen) lutam pelo título de 2011, que certamente será definido na última prova do ano, no País de Gales. Antes, na próxima semana, haverá o Rali da Catalunha, que evidentemente será decisivo. Loeb e Hirvonen somam 196 pontos, apenas três a mais que Ogier, faltando só duas etapas para o fim da disputa.

Assim como aconteceu na F1 em 2010, impossível apontar um favorito ao título do WRC nesta temporada. Mas Ogier vem em ascensão, assim como Vettel cresceu na reta final no ano passado, ao passo que Loeb vem de duas quebras, lembrando muito Webber do último campeonato. Hirvonen é ótimo piloto, mas convenhamos, a Ford corre por fora nesse fim de Mundial, mesmo com a equipe centrando todas as forças no carro 3 do nórdico.

Leia e entenda que não estou comparando capacidade, técnica e estilos de pilotagem, não tem nada a ver. Mas que Ogier tem tudo para ser em 2011 o que foi Vettel em 2010: campeão mundial aproveitando a queda de rendimento de seus principais rivais na temporada e claro, mostrando competência na hora H. Claro que o retrospecto (na Catalunha e em Gales) é mais favorável a Loeb, que JAMAIS pode ser descartado. Mas que o Tião mais novo está em alta, é inegável. A decisão? Só em 13 de novembro, no Rali de Gales.

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Uma década de história

Felipe Paranhos

Em 4 de março de 2001, há exatos dez anos, Fernando Alonso estreava na F1. Era GP da Austrália, em Melbourne, e o espanhol ainda ganhava experiência com uma Minardi.

Naquela corrida, ninguém prestou muita atenção no piloto de 19 anos que largou em 19º, deixando Mazzacane, Burti e Tarso atrás no grid, e terminou em 12º, numa prova que apenas 13 pilotos completaram.

Só que aquele GP era a primeira etapa de uma carreira extremamente vitoriosa no topo do esporte a motor mundial. De lá pra cá, foram 158 GPs, 26 vitórias, 20 poles, 18 melhores voltas, 4 equipes, 11 companheiros, 63 pódios, 31 abandonos, 829 pontos, 1362 voltas na liderança, dois títulos e um vice-campeonato.

Alonso está, inegavelmente, no rol dos melhores de todos os tempos na F1. Um rol grande, é verdade, mas que dá lugar ao asturiano, craque por onde passa. Tô errado?

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O legado de Mansell

FERNANDO SILVA

SUMARÉ — Um dos assuntos mais comentados da pré-temporada é o efeito que a adoção do Kers e da nova asa móvel traseira pode trazer às corridas da F1 em 2011 em termos de ultrapassagens. Pilotos como Sebastian Vettel e Fernando Alonso acreditam que os novos dispositivos não vão resolver a escassez de ação nas provas, enquanto Lucas Di Grassi acredita que tal medida vai proporcionar manobras artificiais.

Nas décadas de 80 e 90 não havia Kers, nem asa móvel, tampouco a busca incessante pelo aumento de downforce nos carros. Também não havia a enxurrada dos Tilkódromos, pistas projetadas por Hermann Tilke, que nada acrescentam à F1. Exemplos existem aos montes, como Sakhir, Abu Dhabi e Sepang. A única que se salva é Kurtkoy, na Turquia, e talvez, Xangai.

Acompanho a F1 desde 1986, época que pude assistir (via TV) um sem-número de ultrapassagens. MUITAS delas foram protagonizadas por Nigel Mansell. Claro que os tempos eram outros, os carros, circuitos, pneus, até mesmo a atitude dos pilotos nas pistas, eram sim muito diferentes. Várias variáveis, diria Humberto Gessinger. Mas no quesito ultrapassagem, o Leão se destacava dos demais. Isso é fato.

Aproveito o gancho dado pelo Blog do Capelli para falar um mais sobre o ‘Red Five’. O vídeo abaixo mostra dez minutos de um pouco do que Mansell fez nas pistas correndo pela F1, ultrapassando rivais do calibre de Ayrton Senna, Nelson Piquet, Gerhard Berger e Riccardo Patrese. A emblemática manobra sobre Berger por fora na curva Peraltada do circuito Hermanos Rodriguez, no México em 1990, obviamente, não poderia ficar de fora.

Fazendo uma breve análise sobre a carreira de Nigel, fico com a sensação que o título de 92 — conquistado com ‘um pé nas costas’ graças ao desempenho supremo do FW14 da Williams — poderia não ter sido o único. Talvez o título viesse em 86, mas o caneco foi perdido para Prost graças a um furo no pneu do carro do britânico em Adelaide; ou talvez em 91, quando Mansell ficou atolado na brita da curva First em Suzuka e viu Senna comemorar o tri.

Mansell foi um vencedor e isso não se discute. É válido recordar seu histórico na F1 e sua coragem para atravessar o Atlântico e, já na condição de campeão mundial, rumar para a Indy — pela equipe Newman-Haas — depois de ter sido chutado na Williams para dar lugar a Prost e faturar o título da categoria norte-americana em 93. Sem contar que o inglês venceu a última prova do Mundial de 1994 com a Williams de número 2, o último carro de Senna.

O legado do Leão no automobilismo é inestimável, graças à sua coragem, técnica e arrojo, ainda que, por conta dessas características, tenha cometido vários erros nas pistas durante sua carreira. Mas ainda assim, o Red Five se colocou entre os grandes da história por sua ousadia e sua postura agressiva, sobretudo nas ultrapassagens. Que a atitude de Mansell sirva de lição para os pilotos dessa geração.

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Chegada polêmica

FERNANDO SILVA

Fernando Alonso passou a virada de ano na ilha portuguesa de Porto Santo, próxima à Ilha da Madeira. Entretanto, após aterrissar com seu avião particular no aeroporto, o piloto da Ferrari entrou em conflito verbal com os paparazzi que o esperavam no local.

Ao ver que as câmeras estavam posicionadas no saguão do aeroporto, Fernando esbravejou: “O primeiro fotógrafo ou máquina que vir nesses dias fará com que eu vá embora. E direi para todo mundo que Porto Santo é um desastre. Está bem? Por favor, deem-me tranquilidade”. Apesar de almejar tranquilidade, paz e um pouco de tempo longe dos flashes, desnecessário querer “queimar” um lugar por conta da presença dos fotógrafos. Lamentável.

Alonso encerra nesta segunda-feira (3) sua passagem pela ilha portuguesa. Daqui a uma semana, o espanhol seguirá para Madonna di Campiglio, para os eventos que vão marcar o início da temporada para a Ferrari.

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Dia de los Santos Inocentes

Felipe Paranhos

Todo dia 28 de dezembro, alguns veículos jornalísticos de língua espanhola publicam informações falsas, como comemoração do Dia de los Santos Inocentes, o dia da mentira em países hispânicos. A principal do dia no esporte foi a contratação de Ronaldinho pelo Chivas, do México, publicada na capa do jornal “Record”, daquele país.

No automobilismo, também sempre há pelo menos uma Inocentada. Este ano, foi a chegada de Fernando Alonso à Hispania, divulgada pelo site Motorgoo. Segundo o texto, Alonso colocaria € 10 milhões na equipe, a fim de proporcionar o desenvolvimento de um bom carro. O sonho de Fernando seria “ganhar o Mundial com uma equipe espanhola”, o que foi encarado como “alta traição” pela Ferrari.

Apesar do absoluto nonsense da matéria, o site ainda alerta os mais desligados no fim do texto: “Feliz dia 28 de dezembro!”

No ano passado, não foi assim. A notícia que eles deram, se não me engano sem avisar da mentira no fim, envolvia Nelsinho Piquet, e confesso não lembrar o que foi. Eu tinha aqui o print de um site brasileiro que caiu. Mas deletei, já. E esqueci qual foi a pegadinha.

P.S.: Encontrei! Não foi aquele site, não, foi o Motor21. Eis a Inocentada de 2009: http://is.gd/jHkd7

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Kers emagrecer? Pergunte-me como

Felipe Paranhos

Um piloto é um atleta. Atletas não podem se dar ao luxo de engordar. Mas um atleta precisar emagrecer para ajudar a equipe é uma palhaçada, convenhamos. Fernando Alonso, 1,70 m e 68 kg, pretende perder 3 kg. Rubens Barrichello também vai perder peso, a pedido da Williams.

Tudo isso por causa do KERS. A solução que a F1 encontrou para parecer “verde” causou polêmica em 2009 e, convenhamos, não fez a menor falta neste ano. O sistema, que deu mais uma variável negativa para algumas equipes, vai voltar em 2011.

A distribuição do peso em um carro é primordial em seu desempenho, pois altera a estabilidade. Assim, os três pilotos bem mais baixos (e, portanto, mais leves) que seus companheiros levaram vantagem em 2009, como nos casos de Heidfeld-Kubica na BMW (19 pontos a 17), Vettel-Webber na Red Bull (84 a 69,5) e Fisichella-Sutil (8 a 5). As diferenças de altura nestes casos eram de 22 cm, 10 cm e 11 cm, respectivamente.

Talvez seja coincidência. Mas será que ser alto ou baixo vai entrar no critério de escolha de pilotos pelas equipes? Não duvido… Em breve, pra entrar na F1 vai ter que ser rico, carismático, bonito… e micro.

Atualização: Pessoal nos comentários mostrou que eu sou um tanga desinformado e que FI e Red Bull não tinham KERS em 2009. Portanto, os exemplos que citei não fazem o menor sentido. Desculpem os transtornos. Em obras.

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Que mal há?

Felipe Paranhos

Vejo num monte de lugares a repercussão da matéria da Autosport sobre o GP da Coreia do Sul. De acordo com o repórter Mark Hughes, Felipe Massa segurou o ritmo — e os adversários — para aumentar a possibilidade de Fernando Alonso, que teve problemas em seu pit-stop, voltar à frente de Lewis Hamilton e manter a segunda posição — que depois virou primeira, com o abandono de Vettel.

(Aqui vai um parêntese: numa pesquisa rápida, vimos aqui no GP que Alonso voltaria à frente de Massa de qualquer jeito, pelos tempos do espanhol)

Aí eu vejo em alguns lugares, até mesmo veículos jornalísticos, textos com viés negativo para a postura da equipe. “Revista acusa Ferrari de ter mandado Massa ajudar Alonso no GP da Coreia”, titulou o GloboEsporte.com, site que mandou muitíssimo bem ontem com a informação de que Bruno Senna negocia com a Lotus para 2011.

Mas aí é que tá: que mal há se a Ferrari tiver mesmo pedido para Massa segurar os adversários para que Alonso tivesse mais chances de pontuar bem? Só há um piloto do time com chance de ser campeão, e é o espanhol.

Massa não parece incomodado de ter de ajudar Alonso. Poderia ser o contrário, não foi. O brasileiro não teve uma boa temporada, mas 2011 está aí, é uma nova oportunidade de virar o jogo. E se não conseguir virar em 2011, não vai deixar de ser o quarto (ou o quinto, rivaliza com Barrichello nos números) maior piloto brasileiro na história da F1.

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Todos pela Espanha na Copa

Valência recebe a F1 neste fim de semana para a disputa do GP da Europa, com a realização dos primeiros treinos livres nesta sexta-feira (24). Porém, todas as atenções da Espanha estarão concentradas para um evento que será realizado horas depois: a partida da seleção espanhola contra o Chile na Copa do Mundo. A torcida da Fúria terá três fãs especiais: Fernando Alonso, Jaime Alguersuari e Pedro de la Rosa.

Durante a entrevista coletiva da FIA feita nesta quinta-feira (23), os pilotos espanhóis da F1 foram questionados sobre a Copa e sobre a torcida deles. Os três se mostraram muito confiantes na vitória da equipe ibérica.

“Vamos vencer”, disse Alguersuari. Alonso se mostrou ainda mais otimista. “Fácil, fácil, fácil. Vamos vencer, com certeza”, afirmou.

Logo após essa declaração, De la Rosa perguntou ao seu antigo colega de McLaren se estava se referindo ao jogo contra o Chile ou à final. Foi aí que surgiu o Alonso corneteiro, bastante exigente com a seleção de seu país. “Chile [respondendo a Pedro]. Se não vencermos, não merecemos…”, falou Fernando, referindo-se ao favoritismo da Espanha.

O piloto da BMW Sauber também demonstrou confiança no futebol de seu país. “Acredito que será um grande ano para nós na Copa do Mundo. Vamos fazer bonito. Eu realmente torço muito para a Espanha. Gosto da atitude deles e como os jogadores estão desempenhando isso.”

A Fúria é a atual campeã europeia, sendo apontadas como uma das grandes candidatas ao título na África do Sul. Porém, o time começou mal, perdendo para a Suíça por 1 a 0. Na segunda rodada, se recuperou, ganhando de Honduras por 2 a 0. Para evitar uma eliminação prematura e surpreendente, precisa superar os chilenos. Caso empatem ou percam o jogo, precisarão de uma combinação de resultados para passar às oitavas.

Um italiano eliminado e um metade russo, metade espanhol

Os espanhóis não eram os únicos na coletiva. Vitantonio Liuzzi e Vitaly Petrov também foram perguntados se estavam acompanhando a Copa. A entrevista aconteceu antes da partida da Itália, e, por isso, o piloto da Force India respondeu que dependia do que aconteceria dentro de algumas horas para saber se continuaria vendo a competição.

A Itália, campeã mundial em 2006, perdeu para a Eslováquia por 3 a 2 e foi eliminada da Copa ainda na primeira fase, em um dos maiores vexames da história do futebol italiano. Ficou a dúvida se Liuzzi continuará assistindo ao torneio.

Já Petrov não teria para quem torcer, já que a Rússia foi eliminada ainda nas eliminatórias e nem foi para a África. Mesmo assim, o representante da Renault encontrou uma seleção para apoiar. “Gosto de ver a Espanha jogando. E eu também moro aqui, então eu também vou torcer para a Espanha amanhã.”

O comentário do russo rendeu uma declaração descontraída de Alonso: “Bom…”

Marcus Lellis – @marcuslellis / Lellisblog

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Os polegares mais valiosos do mundo

EFE

Está vendo esses polegares? São de Fernando Alonso. E são os mais caros do mundo.

O espanhol recebeu do Banco Santander, que patrocina tanto o piloto como a Ferrari, um seguro de vida e de acidentes com uma cobertura especial para seus polegares. Se Alonso sofrer qualquer tipo de dano nesses dedos, receberá € 10 milhões (aproximadamente R$ 23 milhões).

E por quê os polegares?

Por serem essenciais à pilotagem, disse a empresa, além de que, quando levantados, indicam sucesso ou que tudo está bem e sob controle.

Nunca um sinal de que tudo está bem foi tão valioso.

Marcus Lellis – @marcuslellis / Lellisblog

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Los nuevos viejos colores

Ainda não me acostumei a ver Fernando Alonso com as cores da Ferrari. Mas fiquei positivamente surpreso com a escolha dele pelo seu ex-capacete, igual ao utilizado em 2006 e 2008 pela Renault.

Aliás, me parece que a Ferrari é uma das poucas equipes que libera totalmente o uso de qualquer cor para os cascos dos seus pilotos. Não sei se as mudanças são impostas por patrocinadores dos times ou algo do gênero, mas sei que elas existem – Alonso na McLaren, Kovalainen na Renault e na McLaren, e por aí afora.

Acho isso uma grande bobagem, mas fazer o que. Bom ver que ao menos agora o Príncipe das Asturias está de volta.

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O triunfo alonsista

Getty Images

Como bem definiram os ingleses (acho que foram eles, ao menos foi onde li), a ida de Fernando Alonso para a Ferrari era o segredo mais mal guardado da história da F1. O anúncio oficial, feito no estranho horário das 11h de hoje (quando todo mundo do esporte está no Japão) não pegou verdadeiramente ninguém de surpresa.

E é, na verdade, um caminho que parecia óbvio desde antes mesmo da transferência do espanhol para a McLaren. Ao menos eu achei estranho naquela época que ele não houvesse aguardado para correr diretamente pelos italianos em 2007, mas vai saber. Desde então, toda semana via novas matérias, novas especulações, casas alugadas em Maranello, cursos de italiano e um encontro com a ILARIA D’AMICO para saber como preparar uma pasta de comemoração.

Ilaria D'Amico
Ilaria gostou da notícia

Marcus Lellis bem lembrou, enquanto ficamos na loucura inicial de colocar a notícia no ar, dividir quem faria o que: Alonso na Ferrari é uma situação quase igual à que viveu Senna em 1993, quando foi para a Williams. Ele queria, o time queria, todo mundo achava legal, mas não se podia falar no assunto.

Agora, podemos. Finalmente. E que bom. Uma F1 em que Alonso e Massa dividem a Ferrari e Lewis Hamilton e Kimi Raikkonen, provavelmente, vão atuar na McLaren, é uma ótima F1. 2009 está sendo um ano ótimo em termos de competitividade, mas 2010 promete muito. Torcemos.

A música não tem muito a ver, mas vale a pena curtir a backing vocal Vivi.

Abraços,
Francisco Luz

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Tudo o que uma imagem pode dizer

Sacaram? O clique é de Daniel Ochoa de Olza, da AP.

Felipe Paranhos

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Alguém me responde?

Algumas perguntas que me vêm à cabeça enquanto não leio emails perguntando porque a gente não fala “mais” de NATAÇÃO:

1) O fato de Justin Wilson ter vencido com a fraquíssima Dale Coyne em Watkins Glen significa que não é preciso muito para superar os pilotos da Indy em circuitos mistos?
2) Quem acha que a Ferrari vai pagar € 28 milhões pra tirar o sonado Raikkonen e trazer o apaixonado Alonso poderia levantar a mão, por favor?
3) Alguém também notou que o Massa fala “Entre no cRima da Fórmula 1” na propaganda da Bridgestone?

Felipe Paranhos

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O melhor

EFE

Essa foto diz tudo que precisa ser dito sobre Valentino Rossi, que conquistou neste sábado sua 100ª vitória na MotoGP — em todas as classes, que fique claro. Ninguém no mundo da velocidade tem tanto carisma quanto o italiano — e poucos têm se formos levar em conta todos os esportes.

E, obviamente, nada disso é de graça. Rossi é o maior piloto que eu já vi na minha vida, considerando qualquer porcaria com um motor e pneus de borracha. Vivi o auge da era Schumacher e sei o quanto o alemão era sensacional, mas Rossi consegue ser, além de melhor do que a rapa, ainda um verdadeiro show-man.

Minha listinha histórica (lembrem-se que sou de 1985 antes de criticarem) tem, nas cinco primeiras posições, os seguintes:

1º Valentino Rossi
2º Michael Schumacher
3º Fernando Alonso
4º Sébastien Loeb
5º Mick Doohan

E vocês? Quem são os seus melhores pilotos de qualquer coisa?

Abraços,
Francisco Luz

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