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Versão Senna

A Ducati anunciou nesta terça-feira (8) que vai produzir 161 modelos especiais da 1199 Panigale S com exclusividade para o mercado brasileiro. A moto, que será chamada de versão Senna, é uma homenagem ao tricampeão da F1.

A nova moto, que foi apresentada no Salão das Duas Rodas de São Paulo, foi produzida por meio de uma parceria com a Instituto Ayrton Senna e será colocada no mercado nacional em junho de 2014.

Ducati vai produzir 161 1199 Panigale S Senna em homenagem ao piloto brasileiro (Foto: Ducati)

A opção pelo número de modelos produzidos – 161 – é uma referência ao número de GPs disputados por Ayrton na F1. A Panigale vai contar com uma pintura especial, que foi escolhida pelo próprio Senna, durante uma visita à fábrica de Borgo Panigale semanas antes do acidente em Ímola, em 1994.

Essa pintura, aliás, não inédita. Também para homenagear o piloto, a Ducati lançou em 1995 uma série de 300 motos que tinham este design. Chamadas de 916 Senna I, essa moto cinza com as rodas vermelhas ainda ganhou outras duas versões – 916 Senna II e 916 Senna III –, que foram feitas em 1997 e 1998.

De acordo com o comunicado da fábrica de Bolonha, “a Ducati, em uma estreita parceria com a Fundação Senna e desejando contribuir para as metas de caridade e educação que são buscadas pela Fundação, decidiu, mais uma vez, prestar uma homenagem, expressando seu respeito apaixonado por um dos mais prestigiados ‘Ducatistas’ com a 1199 Panigale S Senna”.

A partir de junho de 2014, as 1199 Panigale S Senna serão colocadas no mercado com um sistema de escapamento de competição. A primeira das 161 motos está sendo exposta no Salão das Duas Rodas, ao lado dos modelos 916 Senna.

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Senna na Sapucaí

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

(Foto: Ivo Gonzalez/Agência O Globo)

Na esteira dos textos, vídeos e imagens que vi por aí hoje sobre Ayrton Senna, cuja morte completa 19 anos nesta quarta-feira, Dia do Trabalhador, uma delas me chamou a atenção. O tricampeão mundial de F1 será tema do enredo da Unidos da Tijuca no carnaval de 2014. Com o título “Acelera, Tijuca”, a escola de samba carioca, sob a batuta do vitorioso carnavalesco Paulo Barros, vai homenagear Ayrton na Marquês de Sapucaí em memória dos 20 anos de seu passamento. A notícia foi publicada nesta tarde pelo jornal carioca ‘O Dia’.

A associação entre esporte e carnaval é bem antiga. Falando do carnaval carioca, por exemplo, lembro quando a Estácio de Sá, ‘puxada’ pelo grande Dominguinhos do Estácio, homenageou o Flamengo no ano do seu centenário, em 1995.

A própria Unidos da Tijuca usou de expediente parecido ao desenvolver um enredo em menção ao centenário do Vasco da Gama, em 1998. Naquela ocasião, contudo, a escola foi rebaixada. Antes disso, em 1986, a eterna Beija-Flor de Nilópolis abordou a Copa do Mundo de 1986 com o enredo “O mundo é uma bola”. Isso sem contar o envolvimento direto das escolas de samba de São Paulo com as torcidas organizadas de Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos.

A Gaviões da Fiel, aqui em São Paulo, homenageou Senna em 2009. Antes, bem antes, a Tradição fez algo a respeito em 1995, um ano após a morte de Ayrton, mas não parece ter ficado muito legal. Depois disso, o máximo que eu vi a esse respeito foi quando a X9 Paulistana, em 2011, levou ao Anhembi um enredo em homenagem ao Rally dos Sertões. Mas certamente o impacto que o enredo em lembrança de Ayrton Senna será bem maior.

A presença de Senna na Sapucaí não é tão novidade assim. Em 1992 o tricampeão entrou na avenida pela Estácio de Sá no desfile das campeãs. A escola foi a campeã naquele ano. Trata-se do único grande registro de Senna no carnaval carioca.

Coincidência ou não, as cores da Tijuca, azul e amarelo, são as mesmas do eterno capacete do tricampeão. De qualquer forma, mesmo levando em conta que esses enredos de hoje em dia, sobretudo no carnaval carioca, são patrocinados — e isso eu acho que tira um pouco da alma do carnaval —, considero a homenagem bem válida e pertinente. Afinal, goste ou não, Ayrton é um dos maiores esportistas brasileiros da história. Não foi santo — quem é, não é mesmo? —, mas foi um dos melhores pilotos de todos os tempos.

E você, leitor? O que acha de ver Ayrton Senna homenageado na Marquês de Sapucaí no ano que vem? Opine!

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Épico

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

O tempo passa rápido demais, não é mesmo? Há 20 anos (parece que foi ontem), Ayrton Senna vencia de forma histórica o GP da Europa de F1, única corrida da categoria disputada no tradicionalíssimo circuito de Donington Park, na Inglaterra. Foi uma prova marcante em vários sentidos: pela ESPETACULAR primeira volta de Senna, que passou simplesmente quatro carros (Wendlinger, Schumacher, Hill e Prost), pela grande corrida do então novato Rubens Barrichello (que chegou a andar em segundo) e pela própria conquista de Ayrton em si.

Com aquela vitória, vindo logo em seguida ao seu triunfo no GP do Brasil, Senna assumia a liderança do Mundial de Pilotos. Algo inimaginável, já que a Williams de Prost e Hill tinha um carro bem melhor que a McLaren Ford do brasileiro, que tirava no braço a diferença e se destacava demais, sobretudo em piso molhado. No fim, em condições normais, deu Prost, que virou tetracampeão do mundo e encerrou a carreira naquele ano.

Vale a pena demais ver cada segundo desse momento histórico do automobilismo brasileiro e mundial (santo YouTube). Tempos que não voltam mais.

http://www.youtube.com/watch?v=CEFm8AtyH1c

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O X da questão

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

O começo da temporada 2012 da F1 foi marcado por fatos interessantes. Primeiro, claro, o equilíbrio entre as equipes e também a imprevisibilidade. Alguns acontecimentos marcaram época: o melhor resultado da história da Sauber graças ao segundo lugar de Sergio Pérez na Malásia, ou mesmo a vitória de Nico Rosberg no GP da China, a primeira de um carro da Mercedes em quase 57 anos, desde os tempos de Fangio. Já no Bahrein, o êxito de Sebastian Vettel fez com que a F1 visse quatro vencedores de quatro equipes diferentes nas quatro primeiras corridas do ano pela primeira vez desde 1983.

Com a Lotus em alta, Räikkönen é um dos favoritos à vitória em Montmeló (Foto: Lotus F1)

Pela ordem, venceu a McLaren na Austrália, Ferrari na Malásia, Mercedes na China e Red Bull em Sakhir. Mas é a Lotus quem surge como a grande favorita à vitória no GP da Espanha, em Barcelona, neste fim de semana. O E20 vem se mostrando o carro mais equilibrado do grid e seu desempenho nos treinos coletivos de Mugello, na semana passada, credencia a equipe de Kimi Räikkönen e Romain Grosjean como favorita à conquista em Montmeló.

E é aí que começa o X da questão, como já diria Zeca Pagodinho. Teoricamente, se a Lotus vencer em Barcelona no domingo, será a primeira conquista da equipe em 25 anos, desde quando Ayrton Senna celebrou a vitória no GP dos Estados Unidos, quando a corrida era disputado em Detroit, com o carro amarelo patrocinado pela Camel, certo? Sim e não. Há muitas controvérsias quanto a este assunto.

O fato é que nem a própria Lotus, autobatizada de Lotus F1 Team, se considera uma herança e uma sequência do legado da equipe fundada pelo mitológico Colin Chapman. Ao contrário. São nulas as referências ao lendário dirigente britânico. Fuçando na página oficial da equipe, encontrei um link com o começo da história deles. E essa história não começa no GP de Mônaco de 1958, quando ‘aquela’ Lotus, a verdadeira, estreou com Graham Hill e Cliff Allison.

A julgar pelo que existe no site da Lotus F1 Team quanto à sua história , a equipe, de acordo com seus dirigentes, se considera a quarta geração iniciada em 1981, quando estreou a Toleman e quando já existia a Lotus, à época, comandada nas pistas por Nigel Mansell e Elio de Angelis.

A Toleman, marcada, claro, por ser a equipe pela qual Ayrton Senna estreou na F1, foi comprada pela Benetton em 1986. Ao fim da temporada de 2001 e depois de dois títulos mundiais de Pilotos, ambos com Michael Schumacher, e um de Construtores, a Benetton foi adquirida pela Renault, que voltou com tudo à F1. Foram mais quatro títulos: dois de Construtores e dois de Pilotos, pelas mãos de Fernando Alonso. Até que, oficialmente neste ano, a Renault deu lugar à Lotus. Que não se assume como aquela Lotus do Chapman.

Hoje mesmo, durante a minha folga, estava lendo algumas coisas no Facebook e tal, e vi um destaque que a Lotus colocou na rede, lembrando a dobradinha que a Benetton, da segunda geração, completou no GP da Espanha de 1995, quando colocou Michael Schumacher na ponta e Johnny Herbert em segundo em Barcelona. Mais uma referência à geração Toleman-Benetton-Renault-Lotus. Até mesmo no site da F1 as referências históricas à atual Lotus são relacionadas com a Renault e Benetton, por exemplo.

Dessa forma, caso Räikkönen ou Grosjean vença em Barcelona no domingo, será a primeira vitória de uma nova história de uma quarta geração de equipes, por mais que às vezes os nomes nos façam entender que essa Lotus preta e dourada é a sequência daquela de Chapman e representada por mitos como Mansell, Senna, Nelson Piquet, entre tantos. Então, na prática, caso essa vitória da Lotus aconteça no domingo, nada terá, com exceção do nome da equipe, nada a ver com a vitória de Senna em Detroit. Se for, será uma vitória da Lotus. Mas não ‘daquela’ Lotus.

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Nasce uma estrela

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Depois do que o mundo viu no último GP da Malásia, corrida que apenas confirmou que Fernando Alonso é o melhor piloto em atividade da F1, eu me atrevo a dizer que a categoria ganhou definitivamente uma nova estrela. Sergio ‘Checo’ Pérez fez até chover em Sepang, e ainda que o erro cometido lá na volta 50 tivesse lhe tirado a chance de uma vitória espetacular, o moço de Guadalajara (como diria o saudoso Fiori Gigliotii) foi alçado a um patamar superior depois de ter finalizado a caótica e encharcada prova malaia em segundo.

De uma só vez, Checo fez história ao dar à Sauber seu melhor resultado em toda sua vida na F1 — excetuando aí, claro, os anos de BMW, entre 2006 e 2009 —, e também ao colocar novamente a bandeira mexicana em um pódio da categoria após mais de quatro décadas. Incrível, mesmo!

Guardadas às devidas proporções, o feito histórico de Checo Pérez em Sepang, no último domingo (25), remete a dois outros momentos memoráveis na história na F1, até pelas condições bastante semelhantes entre si: Ayrton Senna no GP de Mônaco de 1984, e Sebastian Vettel no épico GP da Itália de 2008.

Senna era um estreante naquela temporada e fazia, no Principado, apenas sua sexta corrida na F1. O GP de Mônaco de 1984 foi disputado naquele dilúvio todo, e Ayrton fez história passando meio mundo após ter largado em 13º com um carro notoriamente limitado, o Toleman-Hart TG184, até chegar em Alain Prost, da McLaren. Fatalmente o ‘Professor’ seria ultrapassado pelo então novato brasileiro, mas foi salvo pelo diretor de prova, Jacky Ickx, que decidiu encerrar prematuramente a corrida, ainda na volta 31, por conta da forte chuva, pelo menos em teoria.

Resultado: ao invés dos tradicionais nove pontos, Prost somou só 4,5, já que a corrida fora interrompida antes do percurso total de 75%. Fato que, indiretamente, contribuiu para a perda do seu título mundial meses mais tarde. Por outro lado, pode-se dizer que Ayrton saiu muito mais no lucro, já que deixava de ser apenas mais um aspirante para se consolidar como a estrela ascendente daquela geração composta por tanta gente boa. Foi também o melhor resultado da Toleman em sua história de apenas cinco temporadas. A equipe britânica depois virou Benetton, Renault, e hoje está em sua quarta geração, agora como a nova Lotus.

24 anos depois de Senna ter mostrado ao mundo que era um piloto especial, Monza foi cenário para uma das exibições mais incríveis que já vi. Lembro como se fosse hoje ao assistir Vettel assombrar o mundo ao levar a Toro Rosso à pole do GP da Itália sem sequer tomar conhecimento dos adversários e debaixo de um temporal poucas vezes visto naquele circuito mítico. Naquele ano de 2008, Seb fazia sua primeira temporada completa na F1 e tinha como companheiro o não menos promissor Sébastien Bourdais, que havia sido contratado pelo time de Faenza depois de ganhar tudo na Champ Car. O francês foi tão bem quanto Vettel na classificação, colocando o segundo carro da Toro Rosso no quarto lugar do grid.

A forte chuva permaneceu naquele domingo em Monza. Bourdais deu muito azar, deixou o motor morrer antes da volta de apresentação e colocou ali ponto final na maior chance que teve de fazer algo de bom na F1. Vettel, apesar de seus meros 21 anos, dois meses e 11 dias, superou a desconfiança de muitos que até apostavam em um erro daquele guri ainda inexperiente e, novamente debaixo de um temporal, deixou todos os favoritos para trás, guiou com maestria e se tornou o mais jovem piloto da história a vencer uma corrida na categoria. De quebra, o tedesco deu à Toro Rosso seu maior resultado na história, fato que nunca mais esteve sequer perto de ser repetido. Se antes Vettel já pintava como um piloto de grande futuro, o fato é que Monza viu nascer em 2008 uma estrela que brilha até hoje — se bem que nas últimas provas esse brilho esteja um tanto ofuscado.

Checo escreveu uma das páginas mais especiais de sua carreira e de tua vida no domingo. Rotulado como piloto pagante quando fez sua estreia na F1, ainda no ano passado, o jovem mexicano acabou de uma vez por todas com essa balela ao se posicionar definitivamente entre os grandes da categoria. Muitos outros pilotos no grid, com carros muito superiores ao Sauber C31 e com notória capacidade de guiar no molhado — como Lewis Hamilton e o próprio Vettel —, sequer chegaram a ameaçar Pérez, que só não conseguiu superar o iluminado e santo milagreiro Alonso. Fruto de estratégia competente e de uma pilotagem bastante consistente e arrojada: talvez esse arrojo tenha contribuído para o erro cometido em um momento crucial. Mas ainda acho melhor ter na pista um piloto que não tenha medo de lutar pela vitória, assumindo os riscos necessários para isso.

Claro que não se trata de nenhuma comparação entre o mexicano e os dois campeões mundiais citados acima, mas ao mesmo tempo em que há várias variáveis entre as situações em questão, também há muita coisa em comum nos feitos históricos mencionados.

Tive a oportunidade de entrevistar Pérez no fim de semana do GP do Brasil, no ano passado. O piloto da Sauber se mostrou bastante receptivo e solícito com os jornalistas em seu redor, demonstrou bom humor e fazendo questão de elogiar a beleza da mulher brasileira. Falando sério, Checo sempre se mostrou consciente de que está em um processo crescente de aprendizagem, que se sente muito feliz na Sauber e frisou que tem ótimo relacionamento com o mítico Kamui Kobayashi. Sempre que era questionado sobre um eventual futuro na Ferrari, Sergio falava com serenidade, sem se empolgar demais com a possibilidade de representar a equipe de Maranello. Pé no chão total.

E tudo indica mesmo que, mais cedo ou mais tarde, Pérez repetirá o feito dos lendários ‘Hermanos Rodríguez’, Pedro e Ricardo, e represente a Ferrari. Ligado a Maranello pela Academia de Jovens Pilotos, Checo parece cada vez mais talhado para ser o substituto ideal de Felipe Massa, que só deve mesmo seguir na equipe italiana se muita coisa mudar em relação a este começo de temporada. Pérez é o número que a Ferrari quer calçar: piloto jovem, rápido, com grande capacidade de desenvolvimento e de trabalho em equipe. Sabe conviver com um companheiro de equipe competitivo, e muitas vezes, até conseguiu superá-lo, como tem sido na própria Sauber, com Kobayashi, ou mesmo na GP2, quando foi muito melhor que os veteranos Edoardo Mortara, em 2009, e Giedo van der Garde, no ano seguinte.

Para o bem e renovação da F1, que brilhe cada vez mais a estrela de Checo Pérez, o moço de Guadalajara.

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Rali dos Sertões em ritmo de samba

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Maior competição off-road do Brasil e uma das mais importantes do mundo, o Rali dos Sertões será tema de samba-enredo da X9 Paulistana em 2012. Com o enredo chamado “Trazendo para os braços do povo o coração do Brasil… A X9 Paulistana desbrava os sertões dessa gente varonil”, a tradicional escola de samba da capital vai contar um pouco da história do Sertões, que dos dias 9 a 19 de agosto, cruzará pela 19ª vez esse imenso Brasil.

Rodrigo Cadete e Flávio Campello, carnavalescos da X9, acompanharão os dez dias da prova em agosto, de Goiânia a Fortaleza, para conhecer a dimensão de uma competição como é o Sertões. Aliás, o Sertões é muito mais que um grande rali. Além da prova em si, há uma série de medidas em prol do meio ambiente nas cidades que compõem o trajeto e, principalmente, as ações sociais lideradas pelo Instituto Brasil Solidário. Certamente, os carnavalescos terão muita história para contar na avenida.

A homenagem é mais do que merecida, por tudo o que o Rali dos Sertões representa para o esporte brasileiro. Sinceramente, eu não me lembro de outra figura do automobilismo ter sido homenageada no carnaval, pelo menos no Rio e São Paulo. Acho que só Ayrton Senna, mas não me recordo. Mas isso me fez pensar em alguns sambas-enredo ligados ao automobilismo que poderiam ser interessantes para as escolas de samba: Senna, Nelson Piquet, Emerson Fittipaldi, Rubens Barrichello, Brasil na Indy… e se fosse a CBA? Seria o ‘samba do crioulo doido’?

Com a palavra, o amigo leitor.

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Senna, 51

Felipe Paranhos

Hoje, 21 de março, Ayrton Senna faria 51 anos. A despeito da mitificação em cima do tricampeão, que acho exagerada, é inegável a importância dele para as gerações seguintes do automobilismo. Uma prova disso? Coletei algumas declarações recentes, aleatórias, de atletas da atualidade sobre aquele que para muitos é o maior da história.

“Ele é a fonte de motivação não só para mim, mas para muitos outros pilotos”
(Natalia Kowalska, da F2, à Revista Warm Up 12)

“François Cevert, do Gilles Villeneuve e do Ayrton Senna. Senna é talvez o início do profissionalismo real e do esforço intenso em cada aspecto
(Jérôme D’Ambrosio, da Marussia Virgin na F1, quando perguntado sobre quem seriam seus “heróis” no automobilismo)

“Um ídolo nacional, de todo mundo. Mudou a geração, mas acho que o nome Senna ainda continua sendo muito forte, presente”
(César Cielo, em reportagem do Grande Prêmio)

“Ele era um ídolo de todos. Ele me inspirou muito, na forma como defendia o país, como levava a bandeira. O que fazia e o que ele deixou de legado para que o país crescesse. Então, posso dizer que ele foi uma inspiração como esportista e como pessoa”
(Giba, do vôlei, na mesma reportagem)

“É inspirador como ele levava a sua carreira de muito exemplo para todos os jovens brasileiros, inclusive eu”
(Luiz Razia, da Air Asia na GP2, ao Grande Prêmio)

“Uma especie de Pelé do automobilismo”
(Lucas Di Grassi, ex-piloto de F1, na mesma reportagem)

“Acho que o Senna sempre será considerado um mito pelas suas conquistas, talento e estilo de conduzir. Mesmo depois de tanto tempo, todo mundo no meio do automobilismo ainda lembra dele como o melhor ou um dos melhores de todos os tempos”
(Enrique Bernoldi, piloto do FIA GT1, ao Grande Prêmio)

“Durante o crescimento no automobilismo, ter um cara como ele para olhar é algo que não tenho palavras para descrever. Já para seguir, não é muito fácil se espelhar naqueles passos, mas ter alguém para se espelhar e tirar algo de bom, aprender… Foi ótimo, não tem nem o que falar”
(Cristiano da Matta, na mesma reportagem)

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O legado de Mansell

FERNANDO SILVA

SUMARÉ — Um dos assuntos mais comentados da pré-temporada é o efeito que a adoção do Kers e da nova asa móvel traseira pode trazer às corridas da F1 em 2011 em termos de ultrapassagens. Pilotos como Sebastian Vettel e Fernando Alonso acreditam que os novos dispositivos não vão resolver a escassez de ação nas provas, enquanto Lucas Di Grassi acredita que tal medida vai proporcionar manobras artificiais.

Nas décadas de 80 e 90 não havia Kers, nem asa móvel, tampouco a busca incessante pelo aumento de downforce nos carros. Também não havia a enxurrada dos Tilkódromos, pistas projetadas por Hermann Tilke, que nada acrescentam à F1. Exemplos existem aos montes, como Sakhir, Abu Dhabi e Sepang. A única que se salva é Kurtkoy, na Turquia, e talvez, Xangai.

Acompanho a F1 desde 1986, época que pude assistir (via TV) um sem-número de ultrapassagens. MUITAS delas foram protagonizadas por Nigel Mansell. Claro que os tempos eram outros, os carros, circuitos, pneus, até mesmo a atitude dos pilotos nas pistas, eram sim muito diferentes. Várias variáveis, diria Humberto Gessinger. Mas no quesito ultrapassagem, o Leão se destacava dos demais. Isso é fato.

Aproveito o gancho dado pelo Blog do Capelli para falar um mais sobre o ‘Red Five’. O vídeo abaixo mostra dez minutos de um pouco do que Mansell fez nas pistas correndo pela F1, ultrapassando rivais do calibre de Ayrton Senna, Nelson Piquet, Gerhard Berger e Riccardo Patrese. A emblemática manobra sobre Berger por fora na curva Peraltada do circuito Hermanos Rodriguez, no México em 1990, obviamente, não poderia ficar de fora.

Fazendo uma breve análise sobre a carreira de Nigel, fico com a sensação que o título de 92 — conquistado com ‘um pé nas costas’ graças ao desempenho supremo do FW14 da Williams — poderia não ter sido o único. Talvez o título viesse em 86, mas o caneco foi perdido para Prost graças a um furo no pneu do carro do britânico em Adelaide; ou talvez em 91, quando Mansell ficou atolado na brita da curva First em Suzuka e viu Senna comemorar o tri.

Mansell foi um vencedor e isso não se discute. É válido recordar seu histórico na F1 e sua coragem para atravessar o Atlântico e, já na condição de campeão mundial, rumar para a Indy — pela equipe Newman-Haas — depois de ter sido chutado na Williams para dar lugar a Prost e faturar o título da categoria norte-americana em 93. Sem contar que o inglês venceu a última prova do Mundial de 1994 com a Williams de número 2, o último carro de Senna.

O legado do Leão no automobilismo é inestimável, graças à sua coragem, técnica e arrojo, ainda que, por conta dessas características, tenha cometido vários erros nas pistas durante sua carreira. Mas ainda assim, o Red Five se colocou entre os grandes da história por sua ousadia e sua postura agressiva, sobretudo nas ultrapassagens. Que a atitude de Mansell sirva de lição para os pilotos dessa geração.

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Senna e a imprensa

FERNANDO SILVA

A partir desta terça-feira (14), chega às livrarias a obra ‘Ayrton Senna e a Mídia Esportiva’, da Editora AutoMotor, escrita pelo jornalista Rodrigo França, que buscou relatar um pouco da relação nem sempre pacífica entre o tricampeão mundial de F1 e a imprensa.

De acordo com o autor, “é a cobertura jornalística da carreira de Ayrton Senna que representa o melhor exemplo da estreita relação entre a mídia esportiva e sua necessidade de ídolos”. França reporta nas 220 páginas do livro depoimentos de profissionais do jornalismo, além de fazer uma análise de mídia nas décadas de 80 e 90 e também na atualidade.

O valor do livro, com prefácio assinado por Reginaldo Leme,que também é dono da AutoMotor, é de R$ 29,90. Barato demais! O lançamento oficial de ‘Ayrton Senna e a Mídia Esportiva’ será no dia 20 em São Paulo. As fotos de Senna, muitas delas inéditas, são de Miguel Costa Junior, que cobre a F1 há mais de três décadas.

Reproduzo aqui o comentário do Bruno, da AutoMotor, para os que querem saber quando será o lançamento:

Olá, amigos. Obrigado pelo interesse: nós, da AutoMotor Editora, faremos o lançamento na próxima segunda-feira, dia 20.12, no Garage Burger, em SP (av. Prof. Luiz Ignacio Anhaia Mello, 1.501, Vila Prudente).

Além da venda no lançamento, o interessado pode adquirir a obra nas principais livrarias (a distribuição foi iniciada ontem) ou diretamente com a editora. Neste caso, pode entrar em contato comigo mesmo, no email bruno arroba rleme ponto com br”

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Jura?

Felipe Paranhos

“Bruno Senna não é tão bom quanto o tio, diz Brundle”

Agora que você descobriu? Chega a ser ridículo destacar isso. O garoto é talentoso, tal, mas, como eu diria 15 anos atrás, “dois altos”.

Vai comentar corrida, Martin.

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Senna por Da Matta

Felipe Paranhos

Ontem, conversei com Cristiano da Matta sobre as memórias que ele tinha do Ayrton Senna em sua carreira. Como são de gerações diferentes (o piloto mineiro tem 36 anos), a influência do tricampeão nos passos de Cristiano foi, por assim dizer, virtual. Mas, mesmo assim, a força que Ayrton teve no automobilismo europeu e as pegadas que deixou no mundo do esporte-motor chegaram a seduzir Da Matta a não tomar o caminho dos Estados Unidos, no início da segunda metade da década de 1990.

Na ótima conversa que tivemos, ele falou um pouco também sobre a trajetória dele. Curtam aí.

“A imagem que ficou dele lá fora é aquela que ele criou — que os resultados que ele conseguiu criaram, na verdade, né? Ele é sempre visto como um cara da velocidade, um dos maiores que já existiram — pra não dizer o maior, na verdade. É opinião de 100% das pessoas do meio.

Durante o crescimento no automobilismo, ter um cara como ele para olhar é algo que não tenho palavras para descrever. Já para seguir, não é muito fácil se espelhar naqueles passos, mas ter alguém para se espelhar e tirar algo de bom, aprender, foi ótimo, não tem o que falar.

[Quando Senna morreu,] Eu era novo no automobilismo, estava começando a fazer F-Ford, estava para começar a F3. Eu estava naquela parte de aprendizado, ainda começando a dirigir fórmula. Só de assistir correr já era bom para quem queria caçar coisa para aprender, procurar. Era um exemplo fantástico.

Essa parte [deixar a Europa] é sempre muito díficil. Naturalmente, a maior parte dos pilotos tem como objetivo final a F1, porque é para onde todo mundo alimenta o sonho. Mas para mim foi engraçado, porque naquela parte eu tive que tomar a decisão de abandonar a europa porque estava ficando cada vez mais difícil, precisando de dinheiro, de patrocinador, para subir. Era caro, quase impossível. E nos Estados Unidos as perspectivas eram mais realistas, existiam muito mais oportunidades.

É claro que a F1 pesava na nossa cabeça, mas tem horas que tem ter pé no chão, ser menos emoção. Eu dei muitas voltas, mas de um jeito ou de outro cheguei lá. Hoje, acho que eu fiz o caminho certo, embora seja difícil dizer como seria se eu tivesse feito diferente. Eu consegui chegar contratado, sem ter de levar um centavo de patrocínio. Não é como um grande resultado ou uma vitória, mas chegar lá sem dinheiro, sem patrocínio pra levar era uma coisa complicada. Sempre tive sorte e bom relacionamento com as montadoras. Mas, quando eu tive que decidir, era difícil colocar o pé no chão pensando no Senna e na situação que ele teve lá.”

Grande cara, o Cristiano. Que seja feliz com a Iveco na Truck.

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