Parem de reclamar

Felipe Paranhos

Às vezes penso que tem gente que sente prazer em reclamar. Da vida, do casamento, da solteirice, do time do coração, da profissão, do chefe, da humanidade. A gente vê isso nas coisas que mais gosta, que melhor acompanha. Um exemplo é a F1.

Foi pelo que li no Twitter durante a corrida que decidi falar sobre isso aqui, a fim de gerar o debate. Quando não tem ultrapassagem, o pessoal reclama; quando tem, reclamam também. Não ficam satisfeitos nunca? Evidentemente que as disputas por posição na Malásia tiveram como fator maior o propositalmente alto desgaste dos pneus Pirelli. Esta não é uma forma natural de se obter boas disputas na pista, é fato. Mas nas temporadas anteriores não tinha nada, exceto em circunstâncias absolutamente incomuns. Não é melhor que seja assim, pelo menos por enquanto?

Kobayashi brigou com Schumacher a corrida inteira, Webber conseguiu sair de décimo para quarto, Heidfeld conseguiu mais um pódio para a surpreendente Renault, Alonso pôde brigar por uma improvável posição por Hamilton, fez barbeiragem e terminou atrás de Massa, que perdeu tempo nos boxes na primeira parada… Além disso, mostrou que pilotar não é só acelerar, ser agressivo, mas também saber como tirar o melhor do carro em condições adversas, o que fez Jenson Button, segundo colocado. E o mais importante: tudo isso não tirou a vitória do melhor piloto da corrida, Sebastian Vettel.

Todos esses acontecimentos tiveram uma mesma origem: os pneus Pirelli. Ano passado, só havia boas corridas com chuva ou variação de tempo. Este ano, em duas provas, tivemos uma mediana e uma muito boa. Parem de reclamar.

Se os pneus estivessem influindo negativamente no resultado da corrida, tudo bem; mas não. Quem merecia vencer venceu, quem cuidou bem dos pneus subiu no pódio, e piloto que fez barbeiragem — bom dia, Fernando — ficou para trás. Que a F1 continue assim em 2011.

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28 respostas para Parem de reclamar

  1. João (Portugal) disse:

    Totalmente de acordo! Só é pena a mer** de carro que a Mercedes fez, coitado do Schumacher. Hoje bem que deu uma surra no Rosberg.. cada vez tenho uma impressão maior que o Schumacher vai perder em um volta lançada para o Nico mas que em corrida vai ser superior

  2. cyro de cicco disse:

    Sim, está rolando competição sem necessitar de chuva graças aos pneus. Agora, esse negócio de abrir asa é ridículo. É como fazer das corridas um game como Mário kart, ou coisa do tipo. Ou sei lá, como aquele tal botão push-to-pass usado na Indy, stock car, etc. Meu, a fórmula 1 evoluiu para algo surreal. E outra, o cara tem que estar a menos de 1 segundo do da frente e esperar a luzinha acender no volante. Nem sei dizer sobre o Kers, nunca entendi direito. Pode ser algo “verde”, mas o que ele faz para a competição ou o esporte em si? Ah, mas tem aquela do ano passado, de ficar fazendo contorcionismo dentro do cockpit para direcionar o ar. Tá de sacanagem!
    Meu, os caras podiam abrir mão do freio carbono-carbono e parar com essa bobagem de dependência tão profunda da aerodinâmica, túnel de vento e o escambau. Voltar a ser como antes, onde o motor importava, onde a aderência mecânica importava.
    Não sei como não consigo deixar de ver as corridas ou de comprar o ingresso do setor A todo ano. Acho que tem algo errado comigo…

  3. Hugo disse:

    Concordo totalmente…principalmente quando o assunto é f1…eu nem dou ouvido mais…as pessoas são muito chatas…quem gosta, gosta e ponto final;

  4. marcelo cerqueira disse:

    concordo, gostei da corrida e da corrida de massa.
    por falar em massa, parece teoria da conspiração mas o mecânico da ferrari foi errar logo no momento que o brasileiro tava pressionando button e quem mais se beneficiou foi alonso que vinha impotente atrás.

  5. Ricardo disse:

    Concordo, estou plenamente de acordo. No final, o que conta é o entretenimento, sem prejuizo aos pilotos, certo?

    Eu acho é que deviam permitir as asas aonde o pessoal bem entendesse, ficaria bem mais divertido.

  6. Thiago disse:

    sinceramente Felipe, poucos reclama mais que vc cara, rsrs. Te acompanho no twitter (@Dias_Thiago), ja trocamos algumas msgs, sempre discussões produtivas. Reclamar é algo natural no twitter, principalmente em alguns meios, e no automobilismo e jornalismo, principalmente. É chato as vezes? sim. Mas acredito que no twitter, é algo natural

    • Felipe Paranhos disse:

      Dificilmente reclamo no Twitter. Eu critico, é diferente. Mas o que eu falo em relação a parar de reclamar é no sentido de que nada parece suficiente para um elogio, mesmo que não estejá lá tão bom assim.

  7. alberto disse:

    Assino onde? A diferença minha para ti é que já perdi a paciência há tempos com corneteiros. Testemunhamos nesses últimos anos os melhores campeonatos de Formula 1 das últimas décadas, os mais disputados, com grande concentração de talentos e maior qualidade de pilotos no geral. Agora não tem Katayama, tem Kobayashi. Tem campeão de DTM, talvez o piloto de maior potencial do grid, correndo em equipe do fundão. E vários outros. Acho que o pessoal gostava mesmo era da época em que Mansell e Prost davam volta no terceiro colocado com suas Williams, ou mesmo do campeonato de Mclarens de 88 e 89. Talvez uma saudade do de Cesaris para animar o circo. Dêem um tempo no saudosismo.

  8. André disse:

    Os pneus Pirelli são um item positivo, eu concordo plenamente. Só o que não gostei foi a DRS (asa móvel), pois é um tanto artificial, e pra ter ultrapassagem artificial já bastam outras categorias. Pneus apesar de tornar uma ultrapassagem mais fácil, ainda assim é de responsabilidade do piloto e da equipe, na tocada e na estratégia, então é bem válido.

  9. Fabio de Deus disse:

    Não sei pq essa mania de falar mal do Alonso…barbeiragem td mundo comete, o tempo td, e nem acho que a manobra dele foi barbeiragem… Td mundo adora falar que quando um carro tá no vácuo do outro acaba q perde pressão aerodinamica e não sei mais o que… me parece que pode ter sido exatamente isso… o vácuo causou uma aproximação repentina e o Alonso demorou a tirar o carro… Um erro de corrida, que não sei pra que os “brasileirinhos” de plantão adoram ficar exaltando… E acho que, terminar em 5º, 6º mesmo tendo feito uma parada extra não é ficar pra trás, naõ.. mostra é uma combatividade excepcional para um piloto que tem um carro mediano…

    • Felipe Paranhos disse:

      Não tenho mania de falar mal de Alonso — de ninguém, aliás. Acho Alonso um dos maiores da história da F1. E acho que você não costuma ler o blog, já que insinuou isso. Mas fez barbeiragem. É o tipo da coisa que, se fosse o Karthikeyan, tinham dado muita porrada.

  10. MBC disse:

    A PACHECADA só esta se esquecendo de um detalhe, nos anos 80 muitas corridas eram decididas também por causa dos desgastes dos pneus e motores, era comum ver carro dominando e depois sendo FACILMENTE ultrapassado. Senna mesmo largou 15 vezes na frente em 85 e 86 graças ao espetacular motor de classificação que Williams e Mclaren não usavam, sem esse motor que duravam apenas 15 minutos Senna só fez uma pole em 87. A estratégia do Senna era manjada por todos, tinha essa vantagem de largar a frente, mas na corrida tinha usar outro motor mais fraco, Senna geralmente usava estratégia de uma parada a menos, por isso várias vezes se mantinha a frente, mas era comum ele ser ultrapassado no início,meio, ou final de corrida por Piquet, Mansell e Prost que vinham com pneus mais moles. Senna não tinha opção, fazia o certo, andava na frente sim , mas contava com ajuda de estratégias de pneus e motor , algumas vezes dava certo e ele vencia, mas na maioria das vezes ele chegava atrás, tomando até volta dos líderes. Nos anos 80 tinha muita diferença de motor, basta olhar as corridas entre 81 e 83, os Turbos sempre dominavam as primeiras filas, mas durante a corrida era comum ver eles sendo ultrapassados pelos aspirados, Rosberg fez isso várias vezes. Também tinha grande desgastes de equipamento, a cada 20 voltas o desempenho dos carros se alteravam, isso FACILITAVA as ultrapassagem.
    As corridas nos últimos anos tem ficado melhor, não existe domínio de piloto ou equipe. Se Schumacher fosse brasileiro o Galvão ia tornar ele um DEUS, a pachecada só ia rasgar elogios, mas não foi o caso. Esse é o problema, brasileiro NÃO GOSTA DO ESPORTE FORMULA 1, brasileiro gosta apenas de ver brasileiro vencendo, quando não acontece, fica nessa puta choradeira, é assim também no futebol…tudo é motivo para reclamar!

    Quem não esta satisfeito com a F1 atual, mude sua torcida para piloto de fora(e tem acontecido muito, mas fazem isso simplesmente para torcer CONTRA alguém, Alonso tinha forte torcida no Brasil, mas isso aconteceu somente por que a pachecada não queria ver Schumacher vencendo. Hoje o espanhol virou uma espécie de monstro como era o alemão, ridículo). Não gosta mais da Formula 1 porque no tempo do “NOSSO” Senna era mais legal? É simples, não assistam mais, a pachecada vai fazer um grande FAVOR para quem gosta realmente de F1, torcedor brasileiro é muuuito CHORÃO, sempre foi assim em qualquer esporte, depois reclamam do Rubinho…

    Tenho visto no youtube muita corrida dos anos 80 e início de 90 sem ultrapassagem( ou com ultrapassagem pelo boxe, Senna mesmo venceu assim várias vezes. Das 41 vitórias, por 19 vezes Senna largou da pole e venceu sem fazer uma única ultrapassagem na corrida, isso ninguém, reclama).

    Corrida artificial? Pra mim as poles do Senna na Lotus em 85 e 86 também foram todas ARTIFICIAIS, ele podia usar motor especial e os outros hoje não podem usar asa móvel?
    Na Mclaren Senna em 88/89 fez 26 poles com um carro PRONTO, ele tinha a melhor equipe, o melhor motor da época(Honda), e tinha o Prost que acertava o carro. Como Senna era o piloto mais rápido em treino foi normal fazer todas essas poles, queria ver se ele fazia tudo isso com a Lotus de 88/89. Se era essa fera toda, porque não foi campeão na Lotus? Porque não ficou na Mclaren em 94/95/96…, venceu 5 corridas em 93, o carro então era bom, porque não ergueu a equipe? Foi mudar (de novo), para melhor equipe da época, a Williams, já tinha feito o mesmo saindo da Lotus para a Mclaren, isso ninguém comenta…

    Só pra lembrar, em 88 e 89 Senna largou mal por 14 vezes, e ainda o Galvão teve a cara de pau de falar das largadas do Webber e Vettel em 2010…barbaridade

  11. Eduardo Azeredo disse:

    Chato tá o Vettel passeando. Mas aí não é culpa do regulamento.

    Eu confesso que não consigo ser tolerante com certas opiniões. Vi gente criticar os pneus Pirelli durante a corrida. Devem estar com saudades daquelas corridas dos últimos anos que depois do primeiro pit-stop a gente já sabia quem ia vencer. Ou pior, acho que tem gente que sente saudade da empolgantíssima guerra dos pneus – aquela que aumentava exorbitantemente os custos das equipes e servia para sabermos com duas semanas de antecedência quem ia vencer a corrida.

    Dito isso, acho que o regulamento esportivo tá chegando perto do ideal.

    O sistema de pontos é bom, o formato de qualificação de três partes é um sucesso e ajuda a embaralhar o grid em certos casos sem parecer artificial. Acho que os contras ficam por conta do DRS – que vai gerar até mais ultrapassagens, mas acho que vai matar as disputas e grandes pilotagens defensivas de pilotos de equipes menores – e do KERS que deveria ser incluído com um acréscimo no peso mínimo dos carros.

    E apesar das deficiências do regulamento, 2010 não foi um ano ruim, pelo contrário. E o que o Button previa de loucura no final da corrida em Melbourne aconteceu com algum atraso. Mas se o trecho final das corridas continuar assim será ótimo. Imagina uma decisão de título com essa indefinição toda que foram as voltas finais em Sepang pra quem veio atrás do Vettlel.

  12. Fernando disse:

    Concordo.
    Além do mais eu diria que as corridas em 2010 foram bem legais também, com algumas exceções como Bahrein, Abu Dhabi, Valência e Monaco.

    Esse ano acho que será melhor. Mas acho que o pessoal está reclamando porque a Red Bull está ganhando tudo e é super fácil de adivinhar o vencedor. Eu digo o seguinte: a F1 não pode fazer nada quanto a isso porque é uma coisa cíclica. A Ferrari ficou anos vencendo, assim como a Williams, a Renault e a Mclaren.
    Faz parte do jogo. Agora é a vez da Red Bull.
    Se não gosta disso, vai ver futebol.

  13. Gabriel Souza disse:

    Concordo que mexer na aderência mecânica é o caminho. Só acho contraditória a implantação do Kers por motivos “ecológicos” (e as baterias?) e esses pneus que duram pouco.

    E essa asa tá matando as disputas. Hamilton x Alonso não teria sido o que foi se a asa do espanhol tivesse funcionando. É só ver como o Heidfeld passou facilmente pelo inglês.

    Abraço!

  14. Rogério Gregorio disse:

    Eu sinceramente não vejo mal nos pneus. Não acho o desgaste algo ruim para a corrida. Pelo contrário. O pneu sempre foi um fator decisivo em corridas. O que estava errado era pneu macio durar 1h30 como víamos ano passado.
    Pneu tem que demonstrar a realidade da condução do piloto. Se o cara quer se agressivo e forçar tem que pagar por isso no pneu. Se o cara sabe forçar e economizar pneu então esse sim é um bom piloto. Respeita o limite do carro e o usa para seu bem. É a única coisa das corridas de F1 de antigamente que pode se manter na F1 atual. O resto a tecnologia (que é boa e faz bem para o esporte) apagou.
    Não temos mais corridas emocionantes como no passado por conta disso. Achei interessante pilotos com 4 paradas conseguirem brigar com pilotos de 2 paradas. Isso da margem para pilotos usarem da estratégia e ressalta os pilotos que tem uma condução limpa.

  15. Fernandão disse:

    Concordo, as corridas estão melhores, os últimos 3 ou 4 campeonatos foram bons e este promete mais ainda. Chega de reclamação. Quanto à corrida, faltou informação sobre a queda de rendimento de Hamilton. É impressão minha ou ele ficou sem pneus macios para a corrida toda?

  16. veber disse:

    eu adorei a corrida,,, foi top,,, somente o vettel esteve tranquilo,,, os demais tiveram disputas do inicio ao final,,, agora o piloto tem que ser inteligente,,, tem que ser rápido mas ao mesmo tempo tem que cuidar dos pneus,,,, a china vem ai,,, acho que vai dar lewis ou alonso lá por causa da grande reta mas o vettel vai estar na briga,,,, formula 1 show no sportv hd é demais,,, valeu

  17. Sleepwalker disse:

    É isso aí Felipe, concordo 100%!!!

  18. hanle disse:

    Isso que é F1 ecológica…
    Os pneus do meu carro duram 30.000Km pelo menos.
    Da F1 duram 50Km, 60Km.
    O que será que fazem com tanto pneu usado assim?
    Será que reciclam?

  19. Bruno disse:

    Tudo bem Felipe, concordo. Mas chegarmos ao ponto em que se criam meios artificiais para ultrapassar e o piloto da frente não poder se defender (como o Hamilton por exemplo, que foi punido) é demais.

  20. Joao disse:

    Cara, concordo demais com voce. To achando a F1 muito boa, com varios campeoes mundiais disputando ponto a ponto. Nao sei exatamente o que querem. A unica coisa que gostaria de ver e o Massa melhor e a Mercedes honrando o nome…

  21. Ubaldir Jr. disse:

    É, a corrida foi bem movimentada. Mas a previsibilidade total a respeito do vencedor é que mata. Não adianta muito pra galera um monte de disputas secundárias se o primeiro colocado está andando soltinho lá na frente, sem a menor chance de ser incomodado por alguém. Na era Schumacher tivemos muitos anos assim também, com um monte de neguinho se engalfinhando atrás do alemão soberano. E as recordações dessa época realmente não são lá muito boas pra quem gosta da F1.
    Fala-se muito dos motivos que levam as corridas à previsibildade. Um fator que acho que deixam muito de lado é o formato dos treinos, que era preponderante na emoção das corridas nos idos de 70/80. Naquela época, tínhamos total liberdade para as equipes trabalharem o carro para os treinos e depois para a corrida. E onde isso ajudava na imprevisibilidade? Ora, era muito corriqueiro uma equipe conseguir dar um “canhão” a um piloto nos treinos e não arrumar um bom acerto para as corridas, o que causava muitas inversões no grid, proporcionando muita movimentação, ao menos na primeira metade da prova. Hoje em dia, com os carros largando do mesmo jeitinho que treinaram, nada mais óbvio que o melhor conjunto larga em primeiro, o segundo melhor larga em segundo, e assim por diante, salvo algum fato incomum. A tendência é mesmo que apenas vá ocorrendo um distanciamento sistemático entre os pilotos ao longo das primeiras voltas, sem nenhuma luta por posição. Aí acaba sendo necessária a intervenção artificial via desgaste de pneus, diferença de estratégias, asas mirabolantes, tudo pra impor alguma emoção na peleja. É aquela coisa, na falta de coisa melhor, vai o que tem mesmo, paciência. Frente à média das corridas com tempo seco que temos acompanhado nos últimos anos, a corrida de Sepang do último fim de semana foi realmente boa analisando-se assim.

    • Felipe Paranhos disse:

      Pô, Ubaldir, mas o cara que é melhor tem que vencer, mesmo. Ou os caras têm de criar artifícios pra dificultar que o melhor ganhe?

    • Ubaldir Jr. disse:

      Felipão, o maior exemplo que eu tenho disso tudo que eu falei é o Senna com aquela Lotus preta de 85. Na velocidade pura, com o carro contando com acerto extremo, motorzão de 1200 cv, coladinho no chão e zerado de gasolina, ele conseguia bater todos os outros, mesmo contando com um carro que seria o sétimo melhor do grid. Ele largava na frente e forçava uma galera a se “virar nos 30” pra passar por ele, o que dava uma emoção legal na corrida. E isso não significa que o Senna era pior que o resto e era colocado “na marra” na ponta do grid, entende?
      Esse sistema de treinos de hoje matou aquele lance da “velocidade pura”, que era o que o Senna mais adorava na F1. Ele mesmo dizia que muitas vezes dava mais valor a uma pole do que a uma vitória. Aquela volta perfeita, com um canhão nas mãos era o ápice, a apoteose da velocidade. Sinto falta daquilo, sabe. Era um artifício muito menos artificial do que as asinhas móveis ou o troca-troca de pneus de hoje. Aliás, nem acho que possa ser chamado de artifício. Era simplesmente uma falta de limitações ao acerto do carro para uma condição (fazer uma volta voadora) e outra (aguentar 300 km na maior velocidade média possível). Me parecia algo bem justo.

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