Definhar, agonizar, suportar

Felipe Paranhos

* Brasileiros que estrearam na GP2 em 2005: Nelsinho Piquet e Xandinho Negrão

* Que estrearam em 2006: Lucas Di Grassi

* Em 2007: Bruno Senna, Antonio Pizzonia e Sergio Jimenez

* Em 2008: Alberto Valério, Diego Nunes e Carlos Iaconelli

* Em 2009: Luiz Razia

* Em 2010: Ninguém

* Em 2011: Ninguém

Piquet se reergue na Nascar depois do papelão que cometeu na F1. Xandinho hoje milita na Stock. Di Grassi conseguiu vaga na F1, mas acabou fora da Virgin por conta de um cara mais endinheirado. Pizzonia passou pelo momento mais difícil da sua carreira na GP2 e hoje vai bem na Stock. Jimenez tenta reconstruir a carreira na Montana e no GT1. Valério acaba de desistir dos monopostos. Nunes trouxe seu patrocínio para o Brasil. Iaconelli teve bom 2010, mas numa categoria C do automobilismo europeu, a Auto GP. Razia tem, provavelmente, a derradeira chance de lutar pelo título. E, ano passado e neste ano, não entrou nenhum piloto novo do país na categoria.

Eu sei que estou batendo nesta tecla novamente, mas, alguém tem dúvida de que, em poucos anos, não teremos ninguém na F1? Alguma duvida de que o automobilismo brasileiro de ponta está definhando?

Nem vou falar muito da Indy, que tem praticamente a mesma situação, de falta de renovação e de novatos brasileiros que duram uma ou duas temporadas (exemplos recentes são Jaime Câmara, Rapha Matos, Mario Romancini).

Obviamente não é uma questão de falta de qualidade desta geração de pilotos.

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68 respostas para Definhar, agonizar, suportar

  1. Braulio Gerhardt disse:

    E é uma tecla que deve ser batida muitas e muitas vezes mesmo, porque é exatamente isso que está acontecendo. Algo muito parecido com o que aconteceu com a França, que nos anos 80 costumava ter até 7 pilotos no grid e nos últimos anos não vem tendo nenhum.
    Mas realmente é importante destacar que não se trata de falta de qualidade. O fato é que enquanto o dinheiro na F1 não era tão necessário quanto hoje, os pilotos brasileiros tinham mais espaço. Hoje, sem grana, ninguém corre. E como o dinheiro direcionado ao esporte no Brasil vai todo pro futebol, o automobilismo brasileiro vai ficando na mesma situação de outros esportes que vivem do surgimento esporádico de grandes talentos, como Guga no tênis, Rodrigo Pessoa no hipismo, Alex Barros no motociclismo, etc…

  2. pedro disse:

    futuro do Brasil na F1? Felipe Nars. Guardem esse nome.

  3. Martin disse:

    É um alívio ver isso ocorrer. Assim, daqui uns anos veremos somente os apaixonados por automobilismo e por F1 acompanhando o esporte, e nao os ignorantes fanaticos ou micareteiros que vão na F1 só por ser um evento grande.

    • Felipe Paranhos disse:

      Não acho que essa elitização do automobilismo vai ser boa pro esporte, definitivamente. Todo esporte popular tem fanáticos, é inevitável. Mas é um sinal do sucesso da modalidade.

    • tonico disse:

      Já é elitizado pelo custo. O sucesso do evento depende da participação de todos, dos ignorantes fanáticos, micareteiros e dos “experts elitistas” que já foram ignorantes um dia, e que por paixão e fanatismo, foram aprendendo com o tempo…. O futuro realmente preocupa muito… A nova gestão da CBA não tem feito nada pelas categorias de base… para o surgimento de novos talentos que chamem a atenção dos patrocinadores. Nem Senna, nem Di Grassi, conseguiram um patrocínio parrudo, para manterem-se de forma competitiva na F1 em 2011.

  4. Juan Santista disse:

    De fato, os números revelam uma tendência que também é reflexo da má administração do automobilismo brasileiro. A gente vê autódromos definhando e sendo riscados do mapa. Aos olhos do grande público parece que só existe uma categoria no Brasil (stock car), graças à pareceria com a Globo. E as demais? Já tivemos excelentes grids de F-3, F-Ford, etc. O que aconteceu para afastar as grandes montadoras do automobilismo nacional?

  5. ADALTO disse:

    Concordo com o Pedro no Nome FELIPE NARS, tem Talento e Futuro no automobilismo, não sei se de Formula 1 . Essa deixou de ser esporte a muito tempo> (Formula 1 de verdade: Anos 70.80.90 depois acabou…INTERESSES….$$$$$$$

  6. Tenho saudades da Petrobras Jr. na F3000, era uma excelente porta de entrada para os brasileiros se aproximarem mais da Formula 1. Não adianta apoiar apenas um piloto, falta um programa para apoiar um grupo de pilotos, tipo o “Racing Step Foundations” que tem na Inglaterra.

    Empresas aqui temos várias que podem ser citadas e poderiam juntas criar um excelente programa e divulgar suas marcas no exterior, mas acredito também que a CBA pode ser um empecilho em um projeto desse, infelizmente.

  7. Luciano Zangirolami disse:

    Na real,a Formula 1 ja caiu de qualidade faz muito tempo,mas infelizmente esta nivelado por baixo.Faz muito tempo que isso acontece,enquanto não existir um programa para achar talentos em qualquer classe social,essa palhaçada vai continuar e isso meu amigo é automobilismo,”money talks”.
    Sou ex piloto e ja senti na pele tudo isso,ganhei corridas em varias categorias por onde passei,fiz testes com outros pilotos para disputar vagas em equipes,fui quase 1 segundo mais rapido que eles,mas na hora H quem teve o patro levou,mas quando vc vai subindo de degrau,não é o talento que se destaca mas sim o Dim Dim e a política.
    Abraço a todos

  8. Fabrízio Marchetti disse:

    O pior é ver a Petrobras lutando para patrocinar a Mclaren em vez de ter continuado patrocinando a Williams e proporcionar chances para pilotos brasileiros como fez a venezuelana PDVSA com Pastor Maldonado neste ano.

  9. Anderson Ramos disse:

    Olá Felipe, concordo com seu texto, mas isso começa com a CBA ue deveria se preocupar com nosso automobilismo, di Kart até …! aonde ? F- Future ou Fiat ? F3… Só pensa em ganhar dinheiro nas carteiras de pilotos e de grandes eventos, F1, Indy, talves a Stock e a Truck…

    Mas e os autódromos ? cadê ? Rio, Minas, Gôiania…só pensam em Interlagos e os do RS. Ainda bem que aqui em Campo Grande – MS o Governo e Prefeitura se uniram e reformaram o autódromo da cidade.

    Quanto ao futuro na F1, quem sabe o Nelsinho Piquet possa ter outra oportunidade, e agora o Bruno Senna consiga ir bem nos testes e ganhar a vaga da Lotus Renault. E torcer para esse Felipe Nars…

    Demais…só Stock e GT Basil mesmo.

  10. dinga boys disse:

    Eu acho que deveríamos discutir – de verdade – se realmente não é uma questão de qualidade. Pra mim é. Do contrário ao menos os q têm $$$ – Valério, Iaconelli e Razia, por ex., poderiam chegar a algum lugar. E isso tb não acontece.

  11. Sérgio disse:

    Penso que a questão do dinheiro é primordial neste caso. Infelizmente os piloto pagantes salvam as contas das equipes, mas parecem estar matando a categoria. Nesse contexto não temos investimentos tão fortes para que nossos pilotos sejam os pagantes. Se até alguém que leva a marca Senna tem dificuldade de arranjar vaga numa equipe pequena, imagine os demais.
    Ainda tem a questão da postura da federação brasileira de automobilismo em relação as categorias que desenvolvam pilotos…

    O cenário não é nada animador para um futuro não muito distante. Espero que os meninos que correram ano passado a F3 inglesa consigam se desenvolver e arranjar belos patrocínios, pois tem gente talentosa lá.

  12. Carlos disse:

    É até engraçado vermos que, enquanto a economia do Brasil, digamos, deixa de piorar (se não consideramos q ela ao menos melhorou um pouco!), os patrocínios sejam tão difíceis de conseguir pelos pilotos brasileiros. Antes de questionarmos a qualidade técnica dos nomes citados, lembremos que até um piloto do nível do Tony Kanaan passou por esse suplício. E, ao mesmo tempo, as vagas cativas na F-1 são ocupadas “ad eternum” pelos nomes consagrados, e as escassas vagas abertas são ganhas na base do “quem pagar mais, ganha!”, e não pela qualidade técnica e talento dos pilotos.
    Não quero dizer, com isso, que os pilotos brasileiros são melhores que os outros. Sou patriota, não ufanista nem fanático. Apenas estamos numa fase em que o talento vem depois da cota de patrocínio, e isso é fato.

  13. Wallace disse:

    Felipe, é a mais pura das observações. Em breve não teremos nada…. Nem Gp em interlagos. Também, com essa ajuda competente da cba…. o resultdo vai ser esse mesmo.

  14. Diogo disse:

    Um adendo e uma consideração. O adendo: Sérgio Jimenez já acertou contrato para correr no GT3 Brasil, com um Corvette em parceria com Cláudio Dahruj. A consideração: falta apoio das empresas brasileiras à seus pilotos no exterior. Os empresários estão preferindo investir em “comedores de coxinha” nos HCs das categorias nacionais à apoiar grandes talentos fora do país. Em outros tempos, víamos apoio da Kibon ao André Ribeiro na Indy, apoio da Arisco ao Barrichello e ao Piquet na F1, os cigarros Hollywood apoiando o Kanaan desde a Indy Lights, a Caixa patrocinando o Helio Castro Neves na F3 Inglesa…

  15. Rui disse:

    Paranhos, acho que o buraco é mais embaixo.

    Não é só uma questão de nós temos bons pilotos, mas perdemos a vaga para pilotos com dinheiro.

    Desde que o Barrichello entrou na F1 entraram mais de uns 10 pilotos e quem ficou no fim das contas? O Rubens e o Massa.

    Ou seja, está faltando é qualidade nos nossos pilotos. Zonta e Pizzonia (ou Da Matta?), talvez os melhores que passaram na F1 nesse período, são ótimos pilotos, mas não podem reclamar de falta de oportunidade.

    Dessa safra que você citou… Só o Di Grassi, Piquet e Bruno realmente obtiveram resultados na europa.
    E, apesar de tudo, nenhum deles é um fenômeno. Os três têm grandes qualidades e são reconhecidos na Europa, mas não para serem campeões e sim por serem pilotos do nível de um Heidfeld, Trulli, Alesi.

    Campeão mesmo que eu lembre só o Piquet (F3 Inglesa), e ele teve chance de mostrar um trabalho melhor que apresentou na Renault.

    O patrocínio faz diferença, faz! Mas, somente fez no caso do Lucas e Bruno porque Iaconelli,Valério, Razia & cia. não são pilotos com nível de F1 e não obtiveram resultados, só chegaram onde estão devido ao esforço de seus ‘pai’trocínio, ou seja money, do mesmo jeito que reclamamos dos Ho ping tongs da vida.

    PS: Acho muito legal essa coisa de você está sempre debatendo com quem comenta é o diferencial do Blog do GP, quer dizer do Blog do Paranhos!

    Abraços

    • Felipe Paranhos disse:

      Sim, de fato, vários desses que eu citei não têm nível de F1. Mas vários tiveram nível e por vários motivos, não emplcaram. O Da Matta foi um desses. O Di Grassi não é lá o cara mais carismático do mundo, e isso conta horrores, mas é bem mais piloto que o D’Ambrosio, por exemplo. O Jimenez é outro cara com muito talento e técnica e que não teve oportunidades suficientes em monopostos lá fora.

      O que vai ficando claro é que o automobilismo de hoje obriga o piloto a mostrar resultados cada vez mais cedo. Se não mostra, é descartado. Isso num esporte como o automobilismo, que você não depende só de si e está sujeito a um panaca te dar uma porrada e te tirar da corrida, é ainda mais complicado. E às vezes o cara é mediano a vida toda e fica maduro aos 34, feito o Webber.

      Tem milhões de circunstâncias: o Alguersuari, por exemplo, não fez nada em duas temporadas, mas não tem ninguém bom do lado pra ensinar alguma coisa. Se o companheiro fosse um cara experiente, em fim de carreira, talvez ele estivesse voando. Já o Vettel não precisou disso, foi fora-de-série desde o início.

      Em geral, acho que o jornalista e o fã de automobilismo é muito duro com os pilotos. O Razia tem 20 anos, o Bianchi tem 21, por exemplo. Porra, eu tenho 23 e não sou maduro o suficiente pra determinadas coisas na minha profissão. Por que um cara de 20 vai ser na dele, que tem tanta pressão e dinheiro envolvido?

      Abraço e brigado pelo elogio. Mas o blog é de todos, eu só sou o que escreve mais! ;)

  16. gian_racer disse:

    caros amigos, nada mais é do que o resultado de tudo o que se foi investido neste esporte…,ou seja nada,como vc espera tomando por base o automobilismo nacional que um piloto consiga convencer a um possivel patrocinador investir grana nele ,seja a participaçao do mesmo em qualquer categoria que for…,se nao tem uma grande cobertura no radio e tv…,as praças automobilisticas definhando no meio do mato e da corrupçao dos governos, os clubes que eram para organizar e enfim so existem para fazer carteirinha e cobrar as burras dos pilotos todos os anos sem nada em prol dos mesmos….isto é o resultado de um país de bananas….como somos….que aceitamos tudo o que vier e entrar …que rimos a toa…..,o país dos cartoes corporativos que foram gastos mais de 82 milhoes de reais so em despesas com o governo federal…e nao se sabe pra onde foi e em que foi gastos toda esta grana…..,o país que se dignifica a cada semana se reunir em frente de uma tv e ficar ligando para o paredao do big brother brasil e fazer a rede globo e a telefonica arrecadar mais de 8,2 milhoes de reais, recebendo por cada ligaçao 0,30 centavos de real…..arrecadaçao esta de apenas uma semana..este é o brasil .em quanto todos nos nao nos reunirmos e pararmos de sermos vaselinas e bananas …isto nao vai mudar……nunca….e veremos a banda passar…..so isto. e tenho dito.

  17. Rodrigo disse:

    “pedro disse: 9/02/2011 às 23:39futuro do Brasil na F1? Felipe Nars. Guardem esse nome”.

    Assino embaixo.

  18. LUCIO BITTAR disse:

    VOCES JA OUVIRAM FALAR NO FELIPE NASR . . . GUARDEM ESTE NOME . VEJAM O SEU CURRICULO . O MENINO DE 18 ANOS E MUIIIITO BOM

  19. Para que todos pudessem entender melhor essa situação a qual nós pilotos estamos passando, acho que seria muito bacana promover um encontro entre fãs, o pessoal do GP e outros jornalistas interessados e pilotos mas nao conhecidos como Piquet que tem dinheiro para se bancar, ou com destaque como Caca pois esses nao passam por problemas que os outros realmente passam!!!

  20. ELINALDO disse:

    FELIPE NASR foi campeao europeu de F-BMW em 2009 no seu primeiro ano de automobilismo com apenas 16 anos . Foi o quarto colocado na F3 Inglesa em 2010 . Agora vai correr na melhor equipe. Na pre temporada foi o mais rapido em todos os treinos . Tambem foi tricampeao brasileiro de kart .

  21. José Benedito disse:

    Qual é a estratégia da CBA para promover o esporte de base? Tirando a Fórmula Future, qual é a fórmula de monoposto que temos? Como podemos disputar mercados restritos se não temos “material humano” para desenvolver ou desenvolvido?
    Crônica de uma morte anunciada!
    Abraços e parabéns pelo blog!

    • Joaquim disse:

      Senhores, me desculpem…
      Mas não dá pra investir em base! Os caras que praticam automobilismo, são RICOS. Não conheço uma pessoa pobre que anda sequer em Kart Indoor.
      O que deve mudar é a forma de acesso às pessoas “comuns” à esse tipo de esporte.

    • Carlos Giacomello disse:

      Por que a Fórmula Future e Fórmula 3 não conseguem deslanchar? Se respondermos esta pergunta saberemos por que não teremos ninguém na F1 e F indy em poucos anos.

      Resposta do Felipe Paranhos:

      A F-Future tem tudo pra deslanchar. Foi só o primeiro ano.

  22. Fernando Niterói disse:

    Já não temos pilotos de qualidade desde o início de 1994 e daqui um tempo nem piloto alinhando na última fila do grid teremos!!

  23. fateus disse:

    Prezados …além de tudo não temos empresas para patrocinar…..a Petrobras quer voltar a F1….mas não fazem igual aos demais patrocinadores…..não exige colocar um brasileiro….não e mole não….

  24. eduardo furlanetto disse:

    Com certeza temos! Mas os rostos que se orgulham de falar que “fazem” o automobilismo desde 1960, deveriam perceber que esta mesmo é na hora de passar a bola. Hj temos twitter, facebook, em segundos qq noticia se espalha e com isso ficamos sabendo de cada absurdo, mas nada podemos fazer a nao ser engolir sapos. Os monopolios tem que acabar. Me parece que a SKB esta no caminho certo! Seria um sinal de renascimento do kart, e portanto, do automobilismo nacional?!?!? Precisamos de ideias novas e não de “bolsos velhos e cheios”. Todos sabem que tem muuuuita gente muuuuito boa parada por falta de apoio. Hj excluisvamente chega a algum lugar, os milionarios, os fidalgos e bons politicos. Nunca mais veremos “Piquet’s” que mandavam todos a merda, mas se mantinha pq guiava pra cassete. Hj vc nao precisa guiar pra cassete, basta nao mandar ninguem a merda!

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  26. Bruno Brambila disse:

    Caros :

    A Argentina agora é aqui. Não tem volta não!
    Nosso automobilismo encostou nos hermanos e está ficando totalmente direcionado pra cá.
    A Culpa é de quem ?

    Participei do programa de pilotos Petrobras na F3.
    Vários pilotos sairam de lá.
    Corri de kart nos anos 80-90 e também vi vários sairem de lá.

    Hoje o kart é fraco , temos graduados A brigando pelo heptacampeonato etc.

    A Principal culpa são empresas brasileiras, estatais ou não, não investindo um centavo em programas de formação de pilotos e gastando fortunas na F1.

    OU vcs acham que a seletiva Petrobras serve pra alguma coisa ?

    Esquece, já era , já foi, vc está certo Felipe.

    Pior que isso, a F Future não forma ninguém porque não ensina o relacionamento do piloto-equipe.
    É um kart indoor gigante.

    Quanto temos um país onde o Campeão de FFord de 2004, de Fórmula Renault 2005 e F3 2008 sentado na poltrona de casa após a última conquista……..já foi Felipe ….já era.

    MOOOO…. RRRREEEEUUUUUU!

  27. Eduardo Gasparrini disse:

    Money… money money moneyyy….

    Money!

  28. Thiers disse:

    Eu não tenho duvidas disso, tenho uma total certeza, em 10 anos, no maximo, não teremos NENHUM piloto brasileiro na F1, nem reserva e nem de testes, NADA, nem na Indy tambem, vamos ter somente nos carros turismo e olhe la, se tivermos alguns em categorias FORA do Brasil, é o que a CBA vem colhendo dos ultimos anos pra ca, e tem colhido seus frutos, podres, mas frutos que só ela adora e da valor… FATO, o automobilismo nacional vem morrendo desde a morte de Senna, lentamente e o caixão ja vem começando a fechar e ja ja tai fechado, com selo de qualidade da CBA, pra nunca mais abrir…

    • Fernando Niterói disse:

      Paranhos… não vejo isso “viver do Senna”, apenas ele é uma referência assim como o Ayrton teve em Fittipaldi. Sei que vc não discute o potencial do nosso tri-campeão mas é fato que não apareceu na F1 nenhum piloto brasileiro com qualidade desde o ocorrido em Imola 1994, talvez pelas questões financeiras. Mesmo sem grandes patrocinadores que bancam os cockpits e equipes ainda acredito no Massa, Di Grassi , Bruno e no Razia.

  29. Thiers disse:

    Ta bom Paranhos, vamos deixar de viver do Senna, me diga quantos pilotos brasileiros BONS surgiram APOS sua morte? Te direi, UM bem meia boca, Felipe Massa, um até razoavel, Lucas Di Grassi, me diga outro que surgiu depois disso, desde 1994? Isso não é viver do Senna, isso é um fato, o automobilismo nacional vem definhando desde que ele morreu, parece que ele morrendo, acabou o interesse em automobilismo, é fato, esse valor o brasileiro não consegue renovar, porque não aparece um piloto daqui que chegue la e ganhe essa porra de F1, Massa QUASE conseguiu e só, Barrichello por contrato ferrarista não pode, quem mais teve chance? Ninguem, porque não surgiu outro de valor por la, fato…

    • Felipe Paranhos disse:

      É que pouca gente repara que viver do Senna só prejudica o automobilismo brasileiro. Que ter um automobilismo forte não é necessariamente vencer a F1. A Inglaterra passou 12 anos sem nem chegar perto de um título de F1, mas se manteve forte, criando novos valores (olha o Hamilton, por exemplo). Eu acho que quem vê o automobilismo pelo olhar do Senna até hoje tem culpa de como o esporte a motor está. E vou falar nisso num texto, ainda essa semana.

  30. lucas disse:

    Mas e o Felipe Nasr?
    Ele nao deve chegar a F1 daqui alguns anos?

  31. Joe Joe disse:

    Dilema do Tostines.
    O automobilismo é cada vez mais caro e já exclui os talentos na base, e com isso sobem os afortunados de menor talento.

  32. KKvr disse:

    Concodo que estejamos, neste momento, rumando para isso. Para mudar, proponho:
    1- Expansao da base de renovaçao: Kart. Medidas a adotar: os fabricantes de chassis ministram cursos de montagem e desmontagem aos clientes, mao na massa mesmo; a CBA libera o uso de telemetria ( quem souber, gasta menos tempo e dinheiro pra acertar e a mao de obra vai ter que se reciclar); a CBA premia os campeoes brasileiros com participaçao no Mundial com tudo pago e os da Copa do Brasil com uma etapa do Europeu; a CBA cria o Campeonato Brasileiro de Endurance de Kart com motores 125cc a água com embreagem; a CBA cria categoria com motor a agua e embreagem no Brasileiro e Copa do Brasil ( cessa a necessidade de gente demais correndo risco na pista e, muitas da vezes, tumultuando. Apagou, bate na chave; dá pra esperar na saída de box sem se jogar na frente dos outros; nao precisa de ninguém no grid de largada que nao os pilotos, etc) ; a CBA fortalece a promoçao dos campeonatos estaduais, estes com motores sorteados e configuraçoes ( coroa; eixos; cubos; carburadores; pneus; etc) limitadas pelo organizador.
    2- A CBA reduz os custos exigidos para homologaçao de campeonatos e incentiva regionais de uma categoria básica de fórmula com “carros sorteados” e acertos limitados e um único “prestador de serviços”, exatamente como faz a Porsche Cup;
    3- A CBA promove cursos gratuitos de “relacionamento com a mídia, como conceder entrevistas, etc” com profissionais de marketing esportivo, rádio, TV e mídia impressa;
    4- A CBA promove cursos gratuitos de “relacionamento com empresas na busca do patrocínio” com profissionais de marketing esportivo e empresários que promovem suas marcas via esporte ( o que as empresas querem?);
    5- A CBA promove curso gratuito sobre a legislaçao de incentivo ao esporte ( como montar e encaminhar projetos esportivos);.
    6- A CBA promove curso gratuito: Ingles basico para o automobilismo via Internet para seus associados
    6- Os pilotos param só de reclamar e sentar o pau em quem faz alguma coisa, ainda que nao seja perfeito, e assumem os seus papéis no que tange ao esporte “fora do carro”, a começar pelo respeito aos regulamentos. e açoes promocionais de seus patrocinadores de forma a, efetivamente, colaborarem na fidelizaçao das marcas junto ao esporte, nao espantá-los a cada ano.

    A idéia atrás das idéias: democratizaçao do conhecimento; aumentar o nível de independencia de pilotos em relaçao a prestadores de serviços e mao-de-obra com consequente reduçao de custos e melhor preparaçao para os desafios que enfrentarao no exterior; formar pilotos com maiores conhecimentos das áreas necessárias ao desenvolvimento da atividade “dentro e fora do carro”. A CBA devolve em “formaçao” uma parcela do tanto que arrecada só para “supervisionar”.
    Estas sao sugestoes que considero viáveis e realizáveis a curto prazo.
    O Turismo é muito complicado de se falar. Nao temos nem carros com preços acessíveis que possam ser tomados como formadores de pilotos para competiçoes internacionais. Os Porsche e GTs disponíveis sao muito caros desde a origem e só me resta elogiar o que tem sido feito na Porsche Cup, GT 3, etc. Ainda que ainda restritos aqueles altamente privilegiados financeiramente tem, para a conjuntura local, excelente nível e, a continuar, podem permitir o acesso por outros que consigam conquistar patrocinadores com base nos diferenciais positivos destas categorias. Falar de Brasileiro de Marcas só se for com marcas internacionais como BMW, Volvo, “Toyota, etc…Com a mentalidade das “montadoras tradicionais”, já conheço…Nao se chega a lugar algum…Em dois, tres anos, depois de brigarem mais no tapetao do que nas pistas, elas abandonam o organizador no meio do caminho, ou seja, nao fidelizam ninguém…Chega!

  33. Jacaré e Capivara do Tietê disse:

    Por essa ótica o automobilismo Inglês teria acabado com o Jim Clark e o alemão com o Von Trip . No Braszil tem de ter pessoa(s) certas, no lugar certo e na hora certa, aí temos eventos como o Emerson, Nelson, Airton, Éder, Esther, Mequinho, Oscar & Marcel, Paula & Hortência, Guga, etc. Aí as federações vão sobrevivendo sem arranhões com suas piscinas cheias de ratos. O voley se organizou…resultado: tanto cara bom que não da para falar de todos e faz dez anos que ganhamos muito! Temos pilotos excepcionais que não conseguem mostrar o que sabem por falta de burilamento e oportunidade.

  34. ELINALDO disse:

    Nunca antes na historia desse Pais um Piloto de apenas 17 anos foi disputado pela RED BULL e pelo empresario do KIMI e do BUTOM . Robertson hoje e o empresario de FELIPE NASR . Eu acho que ele sabe um pouquinho mais de AUTOMOBILISMO do que nos . . .

  35. Urânio Saturnino disse:

    Infelizmente existem os apadrinhados, se surge um bom de braço, tem que deixar o filho do fulano ou o ciclano andar na frente, senão, se não tiver recursos próprios e abundantes, fica no meio do caminho, a CBA inexiste na prática, deveriamos ter valorização de novos talentos e não de filhos de ex-pilotos, tudo começou com o Wilson Fittipaldi impondo o filho dele que nunca vingou, e daí vieram outros e mais outros, até sobrinhos.

  36. Dionisio disse:

    O Senna morreu faz tempo. Agora resta morrer esse monte de viuvas que ele deixou pra traz. . Ave…

  37. Dionisio disse:

    Você tá esquecendo do Luiz Razia.

  38. João Gabriel Chebante Santos disse:

    Tem algo que nós, amantes do automobilismo, podemos fazer SEM A CBA para reerguer o esporte?

    Um país apaixonado por carros não pode simplesmente abdicar de ter pilotos de ponta nas melhores categorias. A nossa fonte de água está secando, diria Jackie Stewart.

  39. ChristianS disse:

    Temos um cara muito bom que, tudo correndo bem, estará em breve na categoria TOP do esporte a motor, que não é a F1: Eric Granado em 4 anos na Moto GP – Acelera Garoto!

  40. KKVR disse:

    Citar Motovelocidade até que foi oportuno..Tivemos Adu Celso abrindo o caminho…Décadas até o Alex Barros vencer 7 provas do Mundial. Em alguns países isso já seria o suficiente para o cara ser muito respeitado e se buscar formar um sucessor a altura ou melhor.
    Felipe Nasr e outros terao um árduo caminho pela frente para poderem se firmar, antes mesmo de cogitar arrumar um lugar na F-1 sem pagar..e as diferenças se fazem, também, pelos empresários que se pode ter..O melhor assento dá mais chances até aos menos talentosos..Mas, chega um ponto que nem dinheiro, nem influencia, nem mesmo muito talento garantem posiçao..Na F-1; na LMS; no WRC…no topo. E é aí que tem sempre faltado alguma coisa aos nossos pilotos, pois, há muita coisa além de guiar bem para se tornar campeao; para se manter numa equipe de ponta, etc..E neste ponto “concordo” com o Flávio, a continuar como vai, em breve nao teremos ninguém. Por outro lado, tenho identificado um aumento expressivo da Holanda, por exemplo, no cenário internacional…a Espanha “de Alonso” também vem crescendo..A Alemanha tem 4 ou 5 só na F-1..3 em equipes de ponta..Ou seja, nós estamos dependendo de Massa, em condicoes desfavoráveis, e, Barrichello, sem carro de ponta embora guiando muito..Di Grassi, fora..Senna, por enquanto, nem entra na conta…Estamos perigando mesmo ficar de fora..E me arrisco a dizer que só nao saímos antes porque gente como o Galvao é capaz de influenciar opinioes e “criar” situaçoes favoráveis aos nossos pilotos, exaltando talentos que os mesmos nem sempre tem de verdade…Mas, reconheço que o Galvao sabe de business..do contrário no pós-Senna a coisa teria complicado e muito pra mantermos F-1 na TV e em Interlagos…
    Formar melhores pilotos é fundamental…A BMW; a Ferrari: a McLaren; a Renault e outras marcas investem nessa formaçao…No Brasil, nao se tem qualquer “instituiçao ou montadora” que faça este tipo de trabalho..Estamos, realmente, perigando de ficar de fora do grid antes do final da década, caso algo de muito sério e produtivo nao seja feito já daqui…Fui.

  41. Ary Koeppl disse:

    Tive o privilégio de ter participado de competições de Kart em São Paulo no final da década de 70 e incio de 80, juntamente com feras do calibre de Ayrton Senna, dentre outros e acredito que naquele periodo começamos a perder nossos talentos natos devido a miopia empresarial dos fabricantes de karts, a ganancia dos cartolas e cia ltda que inflacionaram a coisa de tal modo que aí sim, um cidadão comum como eu ficou impossibilitado de participar de qualquer coisa melhor do que uma prova de autorama…e da Estrela. Quantos grandes pilotos que corriam naquela época ficaram impedidos de continuar? Então somente os muito endinheirados podiam prosseguir, mas será que levaram suas carreiras com o mesmo “sangue nos olhos” de um Rubens Barrichello até os dias de hoje? Esporte é paixão, envolvimento, colocar a mão na graxa, como fazíamos, e essa molecada de hoje, tem assessor para tudo, engenheiro de chassi, de motor…bah! Nelsinho Piquet que o diga é o fruto dessa geração que está por aí. Temos os pilotos que merecemos!

    • aurelio frade disse:

      Perfeito. O automobilismo no Brasil, desde o Kart, é nivelado pelo $ e não pelo talento. Sentar e acelerar em equipamentos de ponta é relativamente fácil não fazer feio. Se o Nelsinho deu no que deu, imaginem o resto. Será que ele sózinho numa estrada com uma kombi, tendo seu motor quebrado, rebocando um super V, conseguiria fazer uma troca de motores para seguir viagem?

  42. Fernando disse:

    Falta patrocínio, só isso. Talento temos.

  43. André disse:

    Concordo que viver de Senna não dá. Muito menos falar que não tivemos pilotos bons. Se o Brasil não teve alguem da altura do Senna, quem teve? Espanha, Alemanha, Grã-Bretanha, e parou por aí. Mas pilotos BONS o Brasil teve sim.

    Não se pode achar que o Brasil é um país superior em determinado esporte e que tenha a obrigação de ter pilotos melhores que os outros. Isso aqui não é ufanismo, é um esporte, todos são iguais, e não se deve ter aquela abundância de 20% do grid com brasileiros. É muito mais legal ver pilotos de várias nacionalidades. Muito show ver uma Russia, uma Polonia, uma India desbravando e tentando criar uma tradição no esporte.

    O Brasil já criou a sua, e não está sabendo aproveitar. Simples.

    Mas no fim das contas, nada disso tem a ver com o que o Felipe postou galera. Não se trata de qualidade de pilotos, isso é mais uma visão de quem não saberia jamais fazer o esporte crescer. O Felipe trata de uma visão mais macro, administrativa, de um rumo ridiculo ao qual o automobilismo nacional está tomando.

  44. André disse:

    E vê se assiste umas corridas minhas lá no http://www.f1bc.com, tá convidado!

  45. lfurlan disse:

    Eu estou nem aí para F1. Para mim, as provas de GT são muito mais empolgantes.
    Se não houver nenhum brasileiro na F1, quem sabe outras categorias ganhem mais espaço.

  46. Thiers disse:

    Sim Paranhos, é muito prejudicial sim essa dependência de Senna, de “viver de Senna”, ao automobilismo nacional, mas creio que quem levava ele nas costas era o Senna, Piquet ja tinha parado em 1991 e meio que era Senna quem guiava a nova leva de pilotos pra categorias top do automobilismo, o problema é que quando ele morreu, os demais ou se perderam ou não foram muito adiante, bem ou mal, um pais precisa de um que seja O FODÃO, pra que os demais se guiem nele e cheguem la, é só ver a Alemanha, o que ela era sem Schumacher? E o que é hoje? Vettel e cia foram na cola dele, isso que falta no Brasil, não um novo Senna, mas alguem que chegue la e vença essa porra de F1, pra virar uma nova meta pros demais, do tipo “po, ele chegou la, eu tambem chego”, e ai até investidores nacionais invistam mais nas categorias de automobilismo nacional, deem mais apoio e enfim a CBA acorde pra vida e trabalhe, até esse “cara” surgir, essa porra aqui vai ser essa merda mesmo e vai definhar, até de fato não termos mais um brasileiro, não só na F1, como tambem na Indy e demais categorias inferiores, até virarmos um automobilismo caseiro e mais do que nunca na UTI… Se ao menos a CBA existisse de verdade, isso talvez não fosse tão ruim assim…

  47. Erick Breder disse:

    Concordo plenamente com o comentário do colega Braulio Gerhardt.. é exatamente o que penso.

    Falta investimento ao esporte no Brasil… aí como o colega disse.. ficamos reféns do aparecimento de caras extremamente fora de série, como o Guga, o Rodrigo Pessoa, o Robert Scheidt, etc… Só que nesses esportes, quando o cara é talentoso consegue se sobresair quase que sozinho (claro que técnico, equipe, etc).

    Porém na F1 a coisa é muito mais complexa, tem inúmeros fatores influenciando. Não adianta o cara ser puro talento, e cair numa Hispania da vida. O cara não tem como mostrar nada. Ou seja, na F1, depende-se além do talento, do equipamento, da oportunidade, das coisas darem certo na pista. (não adianta o carro ser bom, mas estourar motor numa prova, acontecer acidente noutra, quebrar um cambio.), etc. O problema é que algumas pessoas esquecem disso.. e acham que a disputa na F1, é de piloto contra piloto, apenas. Mas não é.

    Agora, vamos pegar alguns exemplos lá de fora. Não vou julgar o talento de Vettel e Hamilton, até porque gosto do estilo dos dois pilotos, caras talentosos e agressivos, que pensam o tempo todo na vitória. Porém, um é apadrinhado deste fraldinha pela McLaren, outro pela RedBull. E por coincidencia, duas grandes equipes, com dinheiro e equipamento bom.

    Agora imagina pilotos brasileiros com essas oportunidades??? Se Felipe Massa e Rubinho, que não tiveram essas oportunidades e estão longe de serem pilotos tops, conseguiram pilotar pela Ferrari (que não precisa de $$$ de piloto nenhum). Imagina se tivéssemos pilotos brasileiros na mesma condição de Hamilton e Vettel?

    Vale lembrar que o tal do Hiedfeld, que agora vai substituir o Kubica na Renault, sempre teve apoio da BMW, inclusive quando pilotou pela Williams, já que a BMW era parceira da equipe, e impos uma vaga para seu apadrinhado.

    Então, acho complicado essa questão. Brasil não tem como competir com Alemanhã, Inglaterra, quando o assunto é grana.

  48. Carlos A. Mundin disse:

    Talentos com possibilidades de acesso temos aos montes, basta dar uma olhadinha no Grid da Stock, para encontra-los. Xandinho Negrão, Marcos Gomes, Daniel Serra, Gustavo Sondermann, Diego Nunes, Lico Kaesemodel, Lucas di Grassi, Sergio Jimenez, Julio Campos, entre outros, deveriam estar neste momento disputando a Formula 1, porem, pelo fato de o futebol ser unanimidade entre os brasileiros, não sobra muito espaço na midia esportiva para divulgação de esportes a motor. Para que qualquer um destes garotos chegasse a F1, deveriam ter sido patrocinados na GP2 por empresas brasileiras. Mas qual empresa brasileira hoje investirá na GP2 com o vácuo de transmissões televisivas? Por outro lado, claro que os custos do kartismo não deixa mais entrar uma massa de talentos brasileiros. Quantos brasileiros hoje podem desembolsar R$ 200.000,00 no minimo para disputar com alguma chance uma temporada de Kart por aqui? Desta forma não levamos a diante os melhores em automobilismo e sim o mais ricos. Quantos com talentos similares a de um grande Piloto de Formula 1 nascem todos os anos no Brasil? Eu respondo, varios . . . Mas quantos nascem com possibilidades de acesso ao kartismo nacional que é a porta de entrada do automobilismo? Talvez um a cada 20 anos . . . só Deus sabe. Alias, não podemos retirar destes numeros os enormes talentos que Deus no estirpa sem explicações mais cedo do que gostariamos . . .

  49. MARCO ANTONIO disse:

    O dinheiro está superando o talento. O kart está caríssimo e os pilotos não tem mais o feeling de preparação que os grandes tiveram. Eles tem mecânicos, computadores, telemetria e só se preocupam em pilotar, mas não sabem o porquê do carro estar assim ou assado. assim tem ficado a F-1. As dificuldades que davam origem ao piloto diferenciado estão sendo supridas pelo dinheiro.

  50. Ricardo Bassani disse:

    enquanto se tinha alguma categoria de Formula, mesmo que em situação precária, ainda vimos pilotos ascendendo às categotias principais. F-Renault, F-Chevrolet, F-Ford e uma forte F3 é o que criaram pilotos como Gil de Ferran, Tony Kanaan, Felipe Massa, Rubens Barrichello entre outros. Onde estão essas categorias hoje? Lugar nenhum. Não vamos falar da ridícula F-Futuro e do esvaziado grid da F3. Hoje nem autódromos conseguimos manter… Para mim a CBA faz hj um papel ridiculo e sem o menor planejamento de longo prazo para recuperar as categorias de base. Adoro F1 e não deixarei de acompanhar as provas se não houverem brasileiros, mas a pergunta fica: o que fará a D. Globo quando a audiência cair quando não tiver ao sequer um piloto tupiniquim? Vai investir os mesmos U$ Milhões pelo direito das transmissões? Ou vai fazer como a Stock – passar uns compactos ridículos que nem se pode acompanhar a corrida? Thanks god we have internet!

  51. Ricardo Silva disse:

    Dá uma olhada no:

    http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/2011/02/22/os-galid-e-os-outros/

    Antes de cobrar mudança no topo da CBA é necessário mudança na mentalidade da elite que tem automobilismo como hobby.

    Não pergunte o que o seu país pode fazer por você, pergunte o que você pode fazer pelo seu país.

    Ao invés de colocar a Confederação Brasileira para trabalhar para Playboys, é necessário gente que leve a sério o automobilismo para poder mudar a CBA.

    • Felipe Paranhos disse:

      Achei foda o texto do chefe. Só ele sabe dar esse tipo de porrada no jornalismo brasileiro.

      Mas não acho que eu queira colocar “a Confederação Brasileira para trabalhar para playboys”. A CBA tem obrigação de trabalhar para seus confederados, sejam eles quais forem. E o trabalho que ela faz é porco e ruim.

      Me recuso a acreditar que todo piloto tenha a mentalidade pequena e faça babaquices como a que fez o Diego Nunes. E, não esqueça, o rapaz que mandou o email não é o Galid Osman, mas o irmão dele mais novo, um menino que não tem lá muita coisa na cabeça, como se vê no perfil do Twitter.

      É muito fácil pegar um caso solto e, de repente, pelo erro de um ou mais confederados, simplesmente inocentar a CBA por seu trabalho ruim.

      E, sim, acho que o Nunes deveria ter a licença suspensa por um tempo. Só que a grandessíssima CBA vai simplesmente se calar. Como sempre.

  52. Ricardo Silva disse:

    Usei o texto do seu chefe como referência para expressar minha opnião de que se for para permanecer com uma base sustentada por chequinho do papi então não tem CBA que de jeito no automobilismo do Brasil.

    Cordiais Saudações,

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