O fim futuro

Felipe Paranhos

Antes mesmo de ser doado oficialmente à Confederação Brasileira de Judô para a construção do Centro Internacional de Treinamento, o Kartódromo Ayrton Senna, em Lauro de Freitas, já vinha sendo sucateado pelos eventos musicais realizados no local. O último deles, o Reggae Power Festival, com 11 bandas do ritmo, aconteceu no dia 7 de dezembro e deixou marcas profundas no local. Antes disso, no mês anterior, houve o Desafio Internacional de Supermoto.

De acordo com o site “Allkart.net”, os dois eventos deixaram uma conta de energia no valor de R$ 4 mil, além de custos de reconstrução estimados em R$ 10 mil, tudo pago pela Associação Baiana de Kart (ABK).

O pessoal do Allkart (boa, Nei) nos cedeu essas fotos aqui, via ABK. Comento mais abaixo.

Não conheço profundamente a presidenta da Federação de Automobilismo da Bahia, Selma Morais. Somente de entrevistas e tal. O que eu sei é que, ao menos em atitudes públicas, ela dá um duro grande pra fazer o esporte a motor ser respeitado por essas plagas. Quando ela diz que “já é hora de a Bahia ter um autódromo”, está dizendo a verdade.

Pelo que pareceu nos dois anos de Stock aqui — o segundo menos, por uma divulgação mais fraca, ano de eleição e tal — e em corridas outras, como na F-Renault em 2005, há muito público pro automobilismo, gente que paga pra ver. Ótimo que construam um centro de excelência de judô, até por ser algo top, para formar atletas top, mas a terceira maior cidade do país ficar sem kartódromo, sendo que já não tem autódromo, é duro.

Só que vergonha não é simplesmente não ter automobilismo forte na terceira maior cidade do país. É não ter vôlei (joguei voleibol de base, vi de perto que lixo é o vôlei daqui, apesar dos esforços de técnicos e potenciais jogadores), basquete… Enfim. A Bahia é como um monte de lugares no Brasil: vive de duas ou três revelações esporádicas (Luiz Razia, Tony Kanaan), que nascem exclusivamente do suor de suas famílias e/ou da migração rápida para outros lugares.

Essa semana eu tava conversando com o pessoal da redação e falando sobre como existe o risco de, nos próximos anos, não haver brasileiro nenhum na F1, não por conta da falta de talento do pessoal daqui — existe uma infinidade de pilotos que poderiam facilmente chegar lá —, mas porque não vai ter onde revelar, onde começar a correr… Não duvido que os mais ricos saiam daqui cedo pra correr por outra bandeira, como, por exemplo, faz — muito bem — o tenista Christian Lindell.

Parece uma análise (rasa, porque isso merece uma discussão bem maior) catastrofista, mas começo a acreditar que as sucessivas gestões pífias do automobilismo brasileiro vão, sim, destruir o esporte. Veja com um olhar frio: o Brasil só recentemente virou um país médio, o chamado ‘em desenvolvimento’ ou um desses nomes que criam e mudam a cada década. Em suma, um país muito pobre por muito tempo, e ainda cheio de miseráveis, apesar dos avanços.

O que explica um país deste ser potência no automobilismo? Entre outros motivos, a tradição. O fato de que, quando fazer esporte-motor era possível com disposição e conhecimento técnico, surgiram Lettrys, Balders, Pereira Buenos, Landis, Fittipaldis, Dias Ribeiros, gente assim. Criou-se uma cultura do esporte. Neste automobilismo de hoje, no qual sem muito dinheiro você não chega a lugar algum, no dia em que o Brasil parar de dar condição a alguns poucos, nunca mais vai se reerguer.

Desculpaí o desabafo.

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34 respostas para O fim futuro

  1. Igor disse:

    Concordo em cada letra escrita por você, Felipe.

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  3. Valerio Paiva disse:

    Disse tudo, infelizmente. Com essa CBA e com os egos gigantes de alguns empresários que usam o esporte para interesses próprios por ai, esse desabafo é de todos nós…

  4. Rodrigo M. Garcia disse:

    Disse tudo… muito bem falado, enquanto o automobilismo for apenas ma máquina de esquentar dinheiro, vai ser difícil mais algum talento ser revelado…

  5. Bela reflexão, Felipe.
    Tudo conspira para que apareçam menos talentos em monoposto. Kart é caro (aqui no RS tem gente indo correr de Veloce, categoria turismo do Velopark que é mais barato que kart). E quem sai do Kart com uma base boa vai para onde?
    E sem campinho também não tem pelada. Tchê, haja fé.

  6. junio messias disse:

    e vou ter q migrar pra argentina pra ver os quebras paus q tem la e se eu nao estiver errado parece q na argentina tem mais autodromos que no brasil e olha que a argentina e um pais menor q o brasil territorialmente

  7. Um dia o Brasil vai se arrepender dessa decadência ou até mesmo desse fim olhando para trás.

  8. marcão disse:

    Só vem ma noticia de federações e confederações.

    Estão mesmo aos poucos sucateando os autodromos e kartodromos.
    De quem é a culpa? Hoje sinceramente nem sei mais.
    Se é de quem tem que cuidar das normas e da parte esportiva, dos pilotos e chefes de equipes. Pelo visto ninguem tá ligando muito pro que possa vir a acontecer.Parece que todo mundo só ta pensando e olhando pro próprio umbigo. Se é assim que se faça logo o que estão planejando e pronto. Quando os caras quizerem correr de Porsche, Ferrari, Masserati, Lamborghini, Ford GT, de stock ou de caminhão, corsas, seltas, gols, ou os protótipos e monopostos, quem sabe de moto, ou um ou outro modelo de carro, eles vão correr na rua, nas estradas, ou sei lá onde pois daqui a alguns anos autodromo vai ser coisa do passado.Muita gente vai contar as histórias dos grandes pilotos nacionais, vai contar que com autodromos no pais já era dificil começar a correr, agora então nem se fala só fora do pais. Mas é só dar um pulo lá na agentina, no uruguai, no chile ou na bolivia que lá tem autodromo e kartodromo pra treinar, e participar de algumas corridas….
    Uma coisa eu digo com toda a sinceridade. Vou falar até o ultimo momento para que essa realidade que se avisinha seja revertida. Afinal doutores em automobilismo não se faz da noite para o dia, tem uma técnica a ser descoberta, tem os segredos dos motores e cambios, da calibragem dos pneus, o tão falado acerto de suspenção e freios. Sem falar no custo de um projeto até a chegada dele num box de corridas, o desenvolvimento.
    E a arte e o prazer de se pilotar um automovel de corridas…

    Pra mim só tem uma explicação mais ou menos lógica para o que está acontecendo que é a seguinte:

    Esses senhores que hoje comandam essas federações, essa confederação Brasileira, nossos autodromos e kartodromos, todos eles, já estão com a idade muito avançada alguns já estão fazendo é hora extra nesse planeta. E o automóvel na época deles era sinónimo de poder com as “minas”, davam umas voltas abriam as portas do carrão e fatalmente uma ou outra sempre entrava no covil do lobo. Ai depois de consumado o ato era só sair falando pra galera que tinha pego a fulana, tinha comido a beltrana e que a cicrana fazia uma boquete de primeira e por ai ia passando o tempo e o mesmo chegou nos dias de hoje. Só que carrão hoje não pega mais ninguem, só muita grana e poder é que faz a cabeça da mulherada hoje ( nem todas é claro) mas a maioria. E esses tais senhores subistuiram a virilidade que já foi faz tempo por dinheiro escuso e obscuro das taxas de filiação((((Basta andar pelos box nos finais de semana de grandes eventos pra ver umas gatonas andando de braço com uns caquéticos,mulheres maravilhosas que se realmente esquentarem matam até um cara normal… São essas ai que estão lá só pela grana do coitado que pensa que está abafando. Que nada é um baita de um corno. Depois que acaba o evento ela sai com caras normais e ainda vão gastar a grana do diretor, presidente, conselheiro ou sei lá mais o que))))), inscrições para treinos e corridas, aluguel de pista e box, e o poder de decidir. E não tão nem ai pros que serão prejudicados.
    Quero deixar bem claro aqui que eu não sou contra essas mulheres até apoio pois cada um sabe o que é melhor pra sí. Até conheço algumas, e por conhece-las a algum tempo a gente até brinca com esses fatos. Algumas até entram nos detalhes e dizem o que acontece entre as quatro paredes. Dizem elas que a maioria se contenta em velas dançar depois acabam durmindo muito, outros são mais teimosos, se enchem das cápsulas azuis e chegam até a parar nos prontos socorros da cidade com problemas cardiacos…. Por esses fatos é que acho que esses senhores tem é raiva dos autodromos e kartodromos, pra eles esses locais mais os carros correndo, o barulho e o cheiro lembra a masculinidade e virilidade perdida a algumas décadas
    Por outro lado a de se observar que um autodromo ou kartodromo mais antigo hoje sempre está bem localizado, e essa localização gera a especulação imobiliária, dai já da pra perceber o por que da destruição lenta e gradativa desses locais. Se locais como esses só fazem lembrar de outras épocas o melhor pra eles é acabar com tudo e tentar ganhar alguma coisa com a especulação pelo menos.. Já que ganhar uma mulher nem pensar, ganhar prestigio idem, ninguem tá nem ai pra eles mesmo.

    Por essas e outras é que a renovação sempre aconteceu em todos os setores da vida das pessoas, só no automobilismo é que não, esses ai se adonam dos autodromos e kartodromos, dos eventos, das taxas e as inscrições e nunca dão a receita obtida se omitem do estado dos municipios da união. São os coroneis .
    Nesses locais impera uma meia duzia de verdadeiros mafiosos, que alem de explorarem os esportistas e seus familiares, exploram os eventos e as bilheterias das arenas automobilisticas nacionais. E ainda tem os promotores de corridas e eventos que exploram todo mundo que por lá aparece.
    É tá feia a coisa, o mato cresce, o asfalto fica esburacado, a zebra fica sem tinta, as pistas de serviço vão sendo interditadas, quando chove é aquela lástima, e poça d´água pra todo lado, alguns trechos alagam, eventos são cancelados na calada da noite e os responsáveis calam.
    Esse é o retrato de hoje…
    Bom deixa eu parar se não vou ficar aqui até amanhã…..

  9. Mário Sérgio disse:

    Exatamente Felipe. Quando você escreve sobre “A cultura do esporte”, penso que a grande maioria das pessoas que vivem de automobilismo, estão na estrada
    a muito tempo e os “cetros” ainda não foram passados a ninguém.
    E para certificar que o tempo é implacável, Jorge Lettry assim como Piero Gancia, entre muitos outros infelizmente nos deixaram, mas não é só isso, eles
    levaram consigo o segredo de viver do automobilismo e a competência de quem faz algo para o esporte por paixão.
    Ainda no tema, digo que o amor, a paixão e a cultura do esporte está partindo, junto com todos esses heróis. Heróis esses que são subtituidos por acéfalos e o amor,paixão e cultura,trocados por dinheiro, dinheiro e dinheiro.
    Escrevi isso Felipe, diante de tantos outros nomes que gostaria de citar… com a intensão de resgatar (em quem lê) ótimas lembranças; da equipe Holywood por exemplo, das corridas em Jacarepaguá, da lola T70 Avallone (que pegou fogo, tadinha), das 1000 milhas de 1966 (não preciso nem explicar porquê), de tarumã, dos opalas,dodges, passates e fuscas da Divisão 3 …enfim.
    Em suma, o amante do esporte também tem sua parcela de culpa, pois, pra toda corrida que sintoniza espera o Senna. Para todo ingresso que compra, quer ver o Senna. Para todos Barrichellos e Massas que vê, solta um “Não é o Senna. A CBA, por sua vez, concorda e cruza os braços esperando nascer o dito cujo, salvador da Pátria… de nome Senna talvez.
    E a você Felipe meus parabéns por cada dia colaborar um pouco com a extinção da minha “miopia Automobilista”.
    E só desculpo seu desabafo se desculpar o meu, Beleza?

    • Felipe Paranhos disse:

      Opa, desculpado! haha. Mas olha, eu concordo 100% contigo nessa coisa do espectador de corridas, que liga a TV esperando o Senna e resmunga essa lembrança do “não é o Senna”, “só assistia quando era o Senna” a vida inteira. Aliás, vou até escrever um texto sobre isso.

  10. Antônio disse:

    Teoria da Conspiração: amigos, a CBA é vinculada a uma entidade chamada FIA, que já há anos vem restringindo a entrada de sulamericanos na F1, por razões mercadológicas (MCE), principalmente, além de outras razões que podem até descambar para o proconceito racial e regional. A FIA NÃO TEM MAIS NENHUM INTERESSE EM TER PILOTOS NÃO-EUROPEUS (SULAMERICANOS) VENCENDO EM SUA CATEGORIA MAIOR!!!!!!!!!!! Mas por que Antônio??? Pelo puro e simples interesse mercadológico. O útimo não-europeu a vencer na F1 foi Jacques Villeneuve (canadense) e sulamericano? A. Senna. E pronto!! Os caras estão engajados em não permitir que sulamericanos triunfem e ponto final!!! Veja o caso de 2008 em que o título foi tirado de Massa (disfarçadamente), nos GPs da Hungria, Cingapura e Brasil. A Ferrari preferiu perder a ganhar com um sulamericano. São questões mercadológicas muito fortes que estão muito acima das disputas esportivas. A Europa, já há algum tempo é um único país (mercadologicamente). Como a FIA tem sob sua autoridade as Confederações Nacionais (CBAs da vida), nada como manobras políticas para fazer com que o automobilismo sulamericano fique cada vez mais enfraquecido. Claro, some-se a isso nossa já tão clássica incompetência como dirigentes esportivos e aí temos essa situação. Os exemplos mais recentes são de Bruno Senna (o cara com um caminhão de dinheiro para impulsionar a carreira, deram um caminhão – carro da Hispania) para ele dirigir. E o que dizer de Pastor Maldonado? A grana do patrocínio do cara sumiu!!!!!!!!!!!!! O B. Senna pode não ter o talento de Ayrton, mas poderia chegar lá. Outra coisa: vaga em equipe de ponta para piloto sulamericano, só pra inglês, alemão, italiano, espanhol, só MCE, amigo!

    Os nossos meios de comunicação (Rede Globo) é que fazem vista grossa e vão enganando o torcedor inocente.

    Lamentavelmente, parece que o cenário é esse.

  11. Caro Felipe, escrevi aqui mesmo neste espaço quando da materia “No bico do Corvo”, onde entre outros cito os profissionais da imprensa com co-responsaveis por categorias como a F-3 terem grid minguado por conta da falta de divulgação . Pois bem é por materias com esta e por profissionais como voce e o Nei Tessari entre mais dois ou tres adicionados a mais um ou outro sitio especilizado que ainda existe automobilismo.
    Eu, por exemplo sou um dos que ja jogou a toalha !!!
    Infelizmente não é possivel aos 50anos de idade e mais de 20 como profissional, investir energia, finanças e conhecimento a serviço de um empreendimento que tem os dias contados . Ja perdi muito de tudo isso no automobilismo, especialmente no monoposto e obvia e legitimamente temos de pensar em nossos familiares e no futuro que temos a frente . Lamento e tenho enormes saudades por exemplo da temporada 2007 (nossa ultima ) com 18 carros no grid na abertura em SP . A historia deste kartodromo é alem de emblematica … sintomatica e demontra todo o expertise e eficiencia em suma da CBA, mas alem disso, no isenta os dirigentes de federações, promotores de categorias e todos os profissionais envolvidos no automobilsmo brasileiro, que deixou de ser atividade relevante ……

    Observe, faça uma pesquisa e veja em que meios de comunicação, alem dos especializados se cita automobilismo esportivo . Canais de tv fazem cobertura somente mediante pagamento. A “venus platinada” somente da espaço a Stock Car e F-1 por haverem profissionais da casa envolvidos comercialmente ate o pescoço com os respectivos eventos ….

    Como me respondeu um diretor de empresa multinacional italiana onde apresenteu uma proposta de patrocinio ano passado para nossa equipe .

    ” Fora Stock Car e F-1, o restante aqui no Brasil é categoria fantasma ” PONTO FINAL .

    Grande Abraço

  12. Bruno Rosa disse:

    POVO BRASILEIRO SÓ SABE GOSTAR DE FUTEBOL, CABEÇA PEQUENA E MENTE LIMITADA

  13. Leonisio da Silva Barroso disse:

    Me desculpe dizer mas o automobilismo brasileiro já acabou. Nunca mais veremos aquele “celeiro de craques” numa sequência de sucessivos sucessos. Émerson, Piquet e Senna. Este tempo acabou. Uma nova ordem se impôs e hoje é o dinheiro quem manda. E, pelo jeito, vai ficar assim por muito tempo.

  14. Anderson Oliveira disse:

    Bem Felipe queria primeiramente em nome de todos os “jovens espectadores” da F-1 e todas categorias de automobilismo brasileiro agradecer pelo seu desabafo e por mostrar qual é a realidade triste e depressiva do nosso automobilismo, queria ter um raio de esperança de ver mais algum piloto brasileiro em uma equipe top da F-1, mas vejo cada dia mais que isso se torna impossível…
    Acompanho a F-1 somente desde 1997 e vi Rubens Barrichello na falecida Stewart e Felipe Massa em uma temporada fantástica em 2008, e toda vez que digo algo sobre F-1 com amigos e familiares todos dizem “ele não é o Senna” e devido a isso ninguém reconhece todo o talento e esforço desses pilotos.
    Bem, na realidade queria poder acompanhar o automobilismo brasileiro representado em todas as categorias em equipes top o resto da minha vida, porém cada vez mais vejo o quanto isso é impossível, fico extremamente triste por isso e por ter nascido em uma época que está se tornando infeliz para essa categoria do esporta, é triste e dá até vontade de chorar, mas enfim sou um apaxionado por esse esporte e enquanto puder apoiar um Rubens Barrichello e um Felipe Massa estarei apoiando e presigiando enquanto ainda temos um piloto em uma boa equipe de F-1.

  15. alcindo disse:

    A Bahia nos idos de Paulo Lemos era um exemplo de como se enfrentar o poder dos politicos, ele q conseguiu Lauro de Freitas, peitando Antonio Carlos Magalhães, mas hj não temos representatividade politica, veja o Rio de janeiro q esta perdendo seu autodromo, ja perdeu o kartodromo e tem hj tudo nas mãos dentro das normas juridicas transitadas em julgado, e, caminha para mais uma vez ficar sem nada, servindo de chacota para os politicos, q sabem q tripudiam sobre a Federação impunemente, mas isso é apenas um infimo exemplo do q r o pais…..

  16. David disse:

    Nao entendo por que tem que destruir kartodromos e autodromos para construir as coisas

    Por que tem que se destruir algo bom para se construir outro?

  17. Emerson disse:

    Selma Morais é puro marketing. É uma mulher que gosta de fazer barulho, aproveita as oportunidades na tv pra se vangloriar ou sair criticando tudo, mas nunca me enganou.
    Essa perda do kartódromo de Lauro de Freitas só mostra a verdadeira face dessa marketeira do barulho. Justamente no item em que poderia fazer a diferença ela preferiu afundar de vez o kart baiano.
    O que ela quer é o mesmo que os políticos brasileiros mais gostam: novas obras pra embolsarem por fora uma parte do superfaturamento.
    Manter equipamento não dá pra enriquecer, mas construir novos, é bolso recheado certo.
    Ela nunca me enganou e está se revelando pra todos agora.

    • Felipe Paranhos disse:

      Emerson, não acho que ela tenha “preferido afundar de vez” o kart baiano. Me parece que está de mãos atadas. Uma vez perdido o equipamento, é lógico que vai querer um novo, justamente para que o esporte não afunde. Como disse, não a conheço profundamente, mas ela não me parece desonesta.

  18. Gustavo Américo disse:

    Boa noite.
    Gostaria de trazer boas notícias, mas infelizmente não é assim.
    O Karttódromo da cidade de Anápoilis/GO, onde já foram realizados brasileiros, também é outro que já sucumbiu. Ele fica ao lado da BR-153, bem na entrada principal da cidade, que destaca-se por ter um forte polo industrial.
    No entanto, em que pese seu desenvolvimento econômico, observa-se ao cruzar aquela cidade, que não mais existe tal equipamento esportivo.
    Pêsames para todos nós.
    Gustavo.

  19. PP disse:

    É uma pena o que acontece com automobilismo brasileiro,temos gente boa mas que é não é bem aproveitada.Parabéns pelo texto

  20. Igor SSA disse:

    Aquele velho ditado: Brasileiro só fecha a porta depois que é roubado. Enquanto não ficarmos sem nenhum piloto na F1, ninguém vai fazer absolutamente nada. E Felipe, não tema que a terceira maior cidade do país fique sem kartódromo, pois isso já é uma realidade. O Kartódromo Ayrton Senna fica na localidade de Ipitanga – Lauro de Freitas – Bahia, que embora seja região metropolitana, é de fato outra cidade. Salvador já não tem há muito tempo. E na verdade, essa sede que o público daqui tem por automobilismo pode se explicar pelo fato de Salvador não ter absolutamente nada que proporcione a experiência de corridas. Desde autorama a autódromo. Tem kart indoor, mas que nem vale a pena entrar na conta.
    É isso. Desculpem o desabafo.

  21. Carlos Giacomello disse:

    Pegando gancho no comentario do Rafael Dias Santos, do dia 28/01 o kartista gaucho tem sim para onde ir. Fórmula 1.6, que em 2011 vai passar dos 20 carros no grid, tem um bom patrocinador(Benoit) e está atraindo pilotos até de Saõ Paulo e Rio de Janeiro. Pode ser um treino para a Fórmula Future ou mesmo para a Fórmula 3. Não precisa ir para o turismo. Alem disso, na contramão do Brasil o Rio Grande doSul está inaugurando 1 kartodromo em Itaqui nesta semana e realizando a reforma de outros 2(Bagé e Pelotas).
    Parece até que em termos de automobilismo vivemos em outro país.

    • Caro Giacomello . Somente para pegar uma carona em seu comentario aqui na “big city” SP . Acabaram com a F-São Paulo ( ex F-Ford) , que utilizava os mesmos Reynard – Techspeed utilizados ai . Em 2009 com iniciativa somente de equipes nos empenhamos em criar um novo campeonato de monopostos utilizando os F-Renault que a principio foi batizado de Superformula 2.0 e em seguida Premier Racing Series…. Pois bem, sua duração foi de tres etapas ……TRES ETAPAS !!!!!! a Federação Paulista, Clubes e alguns “dirigentes” apareceram somente pedindo e exigindo numero minimo de 10 inscriçes entre outras excrecencias ….. Veja no site da FASP……. ATENÇÃO ESPECIAL AO FELIPE PARANHOS, CREIO QUE MERECE UM TEXTO …….. ao nivel da categoria que estão promovendo …..por favor leiam o regulamento da FORMULA VEE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! É de chorar !!!!!!!!!

      Como disse em minhas considerações anteriores …..DESISTI

      Caro Giacomello …… sobre sua ultima frase ……..
      Voces estão em outro pais sim ….. não é só aparencia não

      Saudações

  22. Igor SSA disse:

    Sobre a questão de pilotos brasileiros chegarem a equipes top do automobilismo há que se refletir também onde anda o empenho dos kras. Não é querendo criticar nem nada, mas automobilismo é um esporte onde a maioria dos que conseguem praticar vem de família rica e podemos dizer que não precisam de fato se empenhar para sobreviver do sucesso no esporte. Alguns estão ali simplesmente porque puderam bancar a iniciação no automobilismo e não por terem passado por uma peneira até chegarem onde chegaram. Muitos estão ali somente pelos finais de semana de glamour e as oportunidades extra-pista que a vida de piloto proporciona. São muitos os maus exemplos. Mas chego a me emocionar quando vejo exemplos como, recentemente, Bia Figueiredo no desafio internacional das estrelas. Enquanto todos estavam ali somente tocando os karts para a frente, ela estava ali pra buscar a vitória. Quem entende de pilotagem sabe do que eu estou falando. A maneira com que ela valorizou cada saída de curva, cada décimo de segundo, é coisa que só os grandes se importam e talvez por isso mesmo se tornem “os grandes”. Acho que falta muito disso nos nossos pilotos. Saber valorizar a dedicação em busca de décimos, centésimos, milésimos de segundos. Como Ayrton Senna, que dedicou a vida às frações de segundos. Como Schumacher, que mostrou ao mundo a importância de fazer um pit-stop perfeito e transformou esse momento num ritual que envolve desde cerca de 3 voltas antes da parada até o momento em que se sai da linha branca que limita os pits e que hoje, os pilotos medianos já conhecem e praticam também. Mas até eles entenderem que esse era um dos segredos do Michael, ele já tinha se tornado um dos grandes pilotos. Enfim, acredito que o sucesso de um piloto passa pelas oportunidades que se encontra no seu início, pela sorte, pelas escolhas, mas muito, muito mais, pela VONTADE. E isso falta a muitos. Posso dizer que hoje, vejo vontade de verdade, no Barrichello (pelo desempenho na F1 e no Kart), na Bia (pelo desempenho no Kart), no Tiago Camilo (pelo que vejo nas corridas de Stock), acho que o Luiz Razia e poderia dizer o Tony Kanaan, mas confesso que acho a Indy uma categoria difícil de se avaliar o talento.

  23. Gabriel Souza disse:

    Fala Felipe, tudo bem?

    Não precisa se desculpar pelo desabafo, a coisa tá feia para o automobilismo neste país.

    E quando alguém tenta fazer algo para que as coisas melhorem, ninguém incentiva. Pelo contrário, fazem de tudo para que não dê certo – vide Trofeo Linea x Vicar. Não é uma categoria de monoposto, mas é uma opção.

    Pior, essa briga pode ter reflexos na Formula Future, que é um sopro de esperança no automobilismo de monoposto, apesar do grid “mirrado” em 2010.

    Abraço!!

  24. raul disse:

    A 3a maior metropole do Brasil não tem kartodromo, nem autodromo, nem plano nenhum de ter. Nem sei nem se tem federação de automobilismo no estado.

    Ela também se chama Belo Horizonte.
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_regi%C3%B5es_metropolitanas_do_Brasil_por_popula%C3%A7%C3%A3o

    Salvador, o 3o maior município em população e 7a maior metrópole estava até bem antes do kartódromo fechar. E super moto conta como esporte a motor né? deve ter sido um evento interessante..

    Sei que a discussão é chata e inócua, mas é importante por esses pingos nos is. Uma cidade tão grande como BH, com a maior montadora instalada no brasil não tem nada acontecendo! Nem um piloto em categoria top! Cristiano da Matta foi o único na F1… tá difícil viu!

    • Felipe Paranhos disse:

      É que o Supermoto foi no kartódromo mais porque ele ficava numa área turística, cheia de hotéis, do que por ser Salvador em si. Mas é verdade, comentamos isso aqui no GP outro dia, BH não tem nada, né.

  25. Max disse:

    Felipe, concordo com vc em número gênero e grau!
    Infelizmente o automobilismo no Pais esta a mercê de um Feudo enraizado chamado CBA e FAUs. Pra quem é do meio sabe muito bem do que estou falando. Administrações pensando somente em arrecadar fundos, mas sem ouvir pilotos, patrocinadores e preparadores.
    Enquanto persistir esta fórmula arcaida e pouco democrática, que insisite em não ouvir os pilotos, conviveremos com este tipo de situação.
    Tomara que mais pessoas como vc e com o seu pensamento se juntem a nós para mudarmos de vez essa situação e acabar com toda a barderna.

  26. marpial disse:

    Aqui no Brasil o “cobertor é curto”, pq a roubalheira é grande … pra se fazer alguma coisa tem que se tirar de outra, sempre.

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