Da privada para o privado

JOÃO PAULO BORGONOVE [@Borgo_]

A maioria dos autódromos do Brasil estão em estado deplorável, e isso não é novidade pra ninguém. Estrutura de várzea, buracos, falta de segurança. Tudo isso faz parte de uma triste realidade. Interlagos e Curitiba, bem administradas, são exceção. O Velopark é novo, mas tem um diferencial – e que vai sempre mantê-lo moderno e bem cuidado: é de propriedade particular, um centro de automobilismo com várias fontes de renda.

Isso dá certo, porque se o autódromo não estiver bom, o dono não vende seu produto e, com isso, não ganha dinheiro. As condições para o público também são boas, já que os donos também fazem dinheiro com lojas e lanchonetes alocadas dentro das acomodações.

Nos EUA é assim, mas vou usar a Inglaterra, que é um bom exemplo, um pouco mais próximo da realidade das nossas pistas. Circuitos de longa data, a maioria construídos em antigos aeroportos militares, têm se modernizado, mas sem dinheiro do governo. Todos são financiados por empresas de gerenciamento, sempre buscando melhorar seus produtos.

A maior investidora nesse segmento é a Motorsport Vision, empresa encabeçada pelo ex-piloto Jonathan Palmer, que, além de gerir circuitos, também cuida de categorias, como a F2. A empresa cuida das estruturas de Brands Hatch, Oulton Park, Cadwell Park e Snetterton. Silvertone é gerida pela Octagon, enquando Donington Park pertence à família Wheatcroft.

Silverstone, a principal pista inglesa – ou até a principal da Europa – passou por recentes reformas, aumentando seu traçado, melhorando áreas de escape e, para o próximo ano, a estreia de um novo paddock está prevista. Havia perdido a F1, mas voltou a recebê-la, já que Donington Park não conseguiu concluir suas obras para receber a categoria.


Silverstone ganhou maior traçado e estreará novo paddock

Mas a história de Donington é mais complicada. Uma empresa foi criada para coordenar as reformas e o GP da Inglaterra a partir de 2010, mas ela falhou. E essa falha pode ser creditada ao adoecimento – seguido da morte – de Tom Wheatcroft, apaixonado por automobilismo e milionário, que comprou a pista em meados dos anos 90. Tom morreu no final do ano passado e, poucas semanas depois, Bernie Ecclestone definiu que Silverstone continuaria com a corrida, já que as obras estavam muito atrasadas.

Mas Tom não cuidava das reformas. Quem cuidou disso foi a Donington Ventures Leisure, que quebrou. A pista voltou às mãos da família Wheatcroft e, após um ano inativa, reestreia no final desse ano com categorias de carros antigos. Do traçado original, pouca coisa foi alterada. Ano que vem deve voltar a receber as grandes categorias da Inglaterra.

Já as pistas da Motorsport Vision seguem em plena evolução. Brands Hatch, após a decaída de Donington, tornou-se a segunda pista mais importante da Inglaterra nos dias atuais, recebendo categorias inglesas, europeias e mundiais. Tem boa estrutura, mas segue sendo uma das pistas mais perigosas do mundo, mais por conta de suas características que por negligência.

Oulton Park, criada em 1950, recebeu uma repaginada em 2007 e ficou mais moderna e segura. Já Snetterton vai receber uma repaginação a partir do início do próximo ano, ganhando novo paddock e um novo traçado, bem maior que o original, que será mantido, vale lembrar. Cadwell Park não suporta grandes eventos, mas, se Palmer seguir com os investimentos, logo veremos a charmosa pista – que em determinada parte faz com que as motos saiam do chão após um salto, devido ao relevo – volte a figurar nos campeonatos mais importantes.


Sneeterton se moderniza e ganha novo traçado

Essa é a realidade das pistas inglesas. Tem lá suas bagunças, como em todos os lugares, mas está funcionando. O mercado pede essa evolução. Pode ser efeito das atuais conquistas de Lewis Hamilton e Jenson Button? Pode, sim. E, com pistas boas, bons pilotos ingleses estão surgindo novamente. Tendo onde correr, eles surgem, mesmo.

Onde quero chegar é: as pistas brasileiras precisam de um mantenedor próprio, separado das prefeituras e do Governo. Dá muito gasto e pouco lucro. Seria uma privatização dos autódromos, então? Sim. Por que não? O povo, o cidadão, tira algum proveito do autódromo? Que eu saiba, não. Na verdade, nas mãos de empresas, a qualidade aumentaria, e com isso, novas categorias e novos públicos chegariam à cidade, o que se torna rentável para toda a população.

Esse tipo de privatização não faz mal ao cidadão comum, diferentemente de estradas, energia, educação e saúde. Pode parecer um absurdo, mas pense bem, não é. É só ler os elogios ao Velopark. Toda categoria quer correr lá.


Velopark é um parque de diversões para quem gosta de corridas

Piracicaba inaugurou um autódromo nesse final de semana. É um passo. Precisa evoluir muito, ainda. E vai, já que os organizadores querem ver retorno em seus investimentos. É um caminho que, creio eu, deve ser seguido.


Piracicaba asfalta autódromo de terra e segue evoluindo

Tarumã é privado, eu sei, mas não é cuidado com o devido merecimento. O lucro do autódromo é obtido, principalmente, de ‘rachas’ – denominação usada por eles, com a campanha de promover competições ao cidadão comum. Consegue se manter, mas não evolui e, por isso, perdeu os principais eventos do País.

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33 respostas para Da privada para o privado

  1. Bruna disse:

    Acho válido. Vide em caso americano a SMI, que é gerida pelo Brutton Smith, magnata de um Estado cujo nome me foge. Ele mostrou interesse de trabalhar com a IndyCar Series e o resto da história, todos sabem.

    Usando uma analogia bacaninha, aqui no Rio de Janeiro tem uma grande via expressa (a Linha Amarela), que cobra pedágio nos sentidos de ida e volta. Isso poderia ser motivo de reclamação, mas a via tem um asfalto que muitas BR’s não tem, fora que acessar outros bairros através dela é um bruto ganho de tempo se fossemos usar outros caminhos ‘gratuitamente’.

    Isso porque quando resolvia voltar da faculdade por outro caminho, levava uma hora e meia (mais ou menos), quando por ela, levo uns 45 minutos de bus. Com carro isso cai pra metade.

    E chegando no X da questão que eu quero chegar: ela é administrada pela Lamsa (empresa particular), que precisa ganhar o dela, mas pra ganhar o dela, precisa oferecer infra-estrutura que agrade aos usuários.

    Não sei se fui clara o bastante :P

    • Borgo disse:

      Ô Bruninha. Bom ver você por aqui.

      Eu até concordo com pedágio, desde que as empresas construam as rodovias. Nas feitas pelo Governo, nessas sou extremamente contra.

      Bjos.

  2. Mateus Longo disse:

    João, você esqueceu de mencionar que o Autódromo de Curitiba também é privado, e apesar das pendengas judiciais que estão em trâmite, ainda é muito bem visto por quem corre aqui. E é um dos mais movimentados do país.
    Além do mais, concordo em tudo o que disse.
    abraços!

  3. Bruno A. disse:

    Cascavel também é privada, só que aqui tem um problema de alguns milhões de R$.
    São 48 acionistas, salvo engano. E uma boa parte deles quer acabar com o autódromo e vender a área , devido a grande valorização do terreno. A outra parte (e a prefeitura) quer que as corridas continuem. Enquanto isso o autódromo vai apodrecendo.

    • Borgo disse:

      Pra ter uma ideia da situação de Cascavel, nem lembrei que tinha autódromo aí, mesmo sabendo que era privado. Está tão esquecido. É uma pena. Fica o relato.

  4. Vantoil Lima Jr. disse:

    Em Silverstone, por exemplo, além da receita com os eventos (corridas, shows, exibições, etc) eles geram receita utilizando a Marca da pista.

    Grife de roupas com o motivo da pista, licenciamento da pista para jogos de Videogames, brinquedos… enfim, existe um monte de maneiras de fazer dinheiro para sustentar um autódromo. Acredito que esse seja o caminho que o pessoal do Velopark está fazendo.

    Tomara que dê certo e apareçam novas iniciativas assim!!! E que sejam pistas com características diferentes para desenvolver os jovens pilotos.

  5. Daniel Mendes disse:

    O grande problema, pra mim, é que no Brasil não existem categorias fortes. Vão investir num autodromo para ter uma corrida da Stock Car por ano?!

    Aqui em Brasília que a Stock e a Truck correm, só usam o anel externo, vão investir no misto pra uma corrida de F-3?!

    O Piquet foi arrendatário e não fez nada pelo autodromo, tanto é que o governo retomou a posse do mesmo.

    É mais fácil investirem no espaço para eventos que para corridas, pois estes ocorrem com maior frequencia lá que as proprias corridas.

  6. highdownforce disse:

    Borgo,

    Infelizmente estes seus dois últimos posts são o retrato do esporte a motor no Brasil.

    Não há interesse público em privatizar estes parelhos mas também não há interesse particular em adquirí-los, pelo simples motivo de que não dariam lucro.

    E porque não dariam lucro? Não há uma entidade séria que organize um portifólio de competições respeitável a nível nacional.

    Para um país que exige tanto de seus pilotos, acredito que retribuímos muito mal.

    O Velopark é um bom exemplo, Deodoro, se acontecer, pode se tornar mais uma maçã podre.

  7. Carlos Ganhadeiro disse:

    Perceberam que o kartódromo de Piracicaba lembra um pouco o traçado antigo de Interlagos?
    É isso mesmo, governo tem que se preocupar com educação e saúde e segurança. Os autódromos devem mesmo ser privatizados ou concedidos.

  8. marcão disse:

    Concordo plenamente com esta matéria…
    Só que eu duvido que esses que mamam nas tetas do nosso “templo” deixem isso acontecer…..
    Para Interlagos seria o máximo, E se algum dia por ventura isso vier a acontecer provalvemente empresas como a CCR que veem do nada e se beneficiam das nescessidades do povo teriam prioridade absoluta, e a exploração só mudaria de nome e endereço…
    Mas é sim uma grande idéia, temos que continuar a martelar pra ver se vira realidade….O esporte precisa, tem potencial, e os autodromos hoje estão todos ” vejam bem ” todos, uns mais que os outros, mas estão abandonados pelas autoridades, pelas administrações, pelas federações pela confederação brasileira… Ninguem faz nada de concreto a esse respeito.. Vamos tomar por ex. o nosso templo. Quantos anos de F-1, todo ano é a mesma coisa, param os eventos para as reformas e o que fazem é só paliativos.. Vão criando um monte de elefante branco dentro do complexo e tirando com isso o principal que é a visibilidade da pista.. Quem fica na reta dos Box hoje só ve a reta, quem fica na reta oposta só ve a reta oposta e assim por diante. Hoje só um ou outro setor tem visão um pouco mehor do que acontece na pista… O pior é a torre de controle, Quem está lá está pra ver o que acontece na pista, e não tem visão do “S” do Senna”, e nem visão de parte do laranjinha, não ve também parte da junção… Por causa dessas obras dificeis de entender… Aquilo devia ser uma arena com visão total e todas essas obras deveriam estar pro lado de fora da pista, não dentro…. É isso que os tecnocratas deixam de herança… só obra imediatista e eleitoreira, nada de planejamento…

  9. Eric disse:

    Nossa, que “textão”, e com várias fotos, uma baita argumentação. Acho que poderia caber numa boa na revista Warm Up.
    Concordo plenamente com essa idéia, mas será que teriam interessados em tocar esses autódromos? Os terrenos são grandes, e a manutenção cara, para receber duas ou três categorias de destaque, que levam grande público. Nos demais finais de semana correria-se o risco de termos corridas de catgorias com poucos carros, e menos gente ainda nas arquibancadas, que é o que temos atualmente.
    Teria de existir uma mobilização geral para levantar os autódromos, as categorias e chamar o público. Para daí sim o autódromo passar a ter uma marca respeitada para lançar produtos, e trazer categorias de fora do país. Torço por isso, mas pra mim parece algo um pouco distante, ainda.

    • Borgo disse:

      Por isso eu digo que os EUA vivem outra realidade. É difícil que um autódromo, por menor que seja, fique um final de semana sem atividade nenhuma. Aí entra a CBA, que não faz NADA. A culpa disso tudo é, principalmente, dessa entidade mequetrefe.

  10. Bruna disse:

    O tempo dá uma trégua e a gente web visita os amigos :P

    Mas sim, o caso da Lamsa é por aí. A idealização foi pública, mas no restante do processo as rédeas foram mais tomadas pela concessionária. Catei uns links pra ti e quem quiser ler

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Linha_Amarela_(Rio_de_Janeiro)
    http://www.lamsa.com.br/interna.phtml?obj_id=1

    Fazer a devida prestação de contas ao governo, é básico. Boas estruturas combinadas com uma divulgação decente (e nem digo massiva) criam interesse em categorias de níveis variados -principalmente as pequenas/médias, eu acho- que por sua vez podem chamar a atenção das pessoas pra comparecer aos GPS e tal.

    Ou o sujeito vai cair como fã casual, ou fã de fato. Mas que vai cair, ele vai. Só precisa ter a segurança de que vai valer a pena investir o dinheiro dele num programa assim (que comparando novamente ao meu exemplo, seria a ‘coragem’ de pagar pedágio pra andar na rua, literalmente).

    O assunto é uma teia complicada. Mas querendo, creio que resolva, sim.

  11. Denis disse:

    É uma boa ideia Borgo. Mas no Brasil, as pessoas preferem ver o capeta a ver algo ser privatizado….. e privatizações são super normais em países desenvolvidos. Portanto, nada vai mudar, infelizmente…. e o automobilismo no Brasil se sustenta graças a raras exceçoes.

    Abçs!

  12. Carlos Alvim disse:

    Concordo plenamente João Paulo. Isso é uma realidade para quase tudo no Brasil. No esporte há boas experiências como as do estádio de futebol do Atlético Paranaense, do Beira Rio e do Olímpico em Porto Alegre e, no automobilismo o Velopark e, agora, esse modernizado autódromo de Piracicaba e tem mais um em Belo Horizonte. (ainda têm pistas curtas mas são um grande avanço) . Aqui no Rio, Jacarepaguá começou como empreendimento privado, nos anos ´60, mas desandou. Eram outros tempos. No Rio, hoje em dia, é pouco provável pelo alto investimento necessário, mas não seria impossível caso houvesse investidor interessado. Candidatos?
    Abraço

  13. Nina disse:

    Lá fora da certo com autódromos, companhias de telefone, luz, água, estradas, estádios, etc. A máquina pública sempre é lenta e onerosa pra administrar qualquer coisa. Assim como dá certo lá, dá certo aqui. É só parar com o idealismo hipócrita e barato.

  14. jackie chan disse:

    Ser a favor de privatização, no Brasil atual, é pedir pra ser taxado de tucano, de direita, de anti-PT, anti-povo, anticristo, etc… Infelizmente.

  15. Lui George disse:

    Borgonove, também existe o Mega Space, que fica em Santa Luzia na região metropolitana de BH. Atualmente o circuito possui apenas 1500m que inclusive recebeu a Pickup Racing em 2008, mas esta sendo ampliado para 2500m com o objetivo de receber as grandes categorias nacionais já no próximo ano. Mas a grande sacada do espaço é a utilização da área para mega eventos, que vão de micaretas a shows gospel, o espaço também é destinado à grandes exposições, e assim como Tarumã também é feito os tais “rachas”, o que garante a retorno financeiro do local pois como o automobismo em Minas ainda é incipiente, o mesmo não daria conta de manter a saúde financeira do empreendimento. Claro que a realização de apenas 5 grandes eventos no ano (isso se o circuito conseguir fazer parte de todas as categorias maiores, no caso Stock, Truck, GT Brasil, F3 e Racing Festival) não garante o restorno, mas, se for feito uma valorização das competições regionais e o uso do grande espaço dos autódromos para outros eventos, com certeza é possível manter um locais de qualidade para a prática do automobilismo.

  16. Eduardo disse:

    Frequento Interlagos a mais de 15 anos, conheço alguns pilotos e leio muitos artigos sobre automobilismo. O que eu posso dizer é que lá fora existem muitos patrocinios de fabricas de carros, de lubrificantes, auto peças, etc. Eles investem muito lá, para que investir aqui tb se a maioria dos projetos de carros vem de fora? Outra coisa é pura falta de criatividade dos dirigentes da CBA infelizmente !

  17. Eduardo disse:

    (continuação) Tem que valorizar mais os prototipos nacionais, criar categorias especificas, assim com o tempo sofreriam evoluções constantes. Outra coisa importante, é fazer com que o povo voltasse a assistir corridas novamente, encher os autodromos como era nas decadas de 60 e 70. Nas provas de longa duração, ter mais entretenimento, com shows (existem grupos covers excelentes como o do Pink Floyd), brincadeiras, mais lanchonetes, enfim mais diversão. Mas o mais importante é fazer evoluir nossos carros de corrida. Porque não criam categorias só de prototipos, ZF, Predador, Scorpius, GT-R1, Alfran 450A, MCRs e tantos outros . . . temos que dar um jeito de evoluir nossos carros aqui, terem mais velocidade, mais carros no grid e mais disputa para tornar uma corrida emocionante e cheio de adrenalina ! ! !

  18. Fehadura disse:

    Privatizar não adianta nada, uma vez que não existem corridas suficientes para esses autódromos…é o que o FG disse certa vez, o automobilismo brasileiro vive de poucos gatos pingados apaixonados, não existe incentivo nem categorias de formação de pilotos em todos esses lugares, então pra quê ter autódromo né? Pra ter aquelas corridas chatas da Stock car e aqueles carros horríveis sem personalidade? melhor assistir DTM pela televisão

  19. Senhores,

    Permitam-me discordar. A realidade apresentada na matéria demonstra exemplos na Inglaterra e nos EUA, no Brasil existe uma variável não avaliada, a famosa Taxa de Juros, a taxa básica está próxima de 12 %a.a, portanto todo investimento deve superar largamente este patamar para se justificar. Vejamos um exemplo: Um autódromo básico de R$ 60 milhões investidos deve gerar de lucro algo em torno de 600 mil reais por mês, fazendo conta de padaria são 20 mil reais diariamente de lucro, onde !!!!!!qual a pista que gera esta receita? Com lanchonete, lojinha e aluguel de kart!!!!as grande bilheterias possíveis são dos promotores da VICAR, da Truck, da família Massa etc…
    AUTÓDROMO NÃO É UM INVESTIMENTO VIÁVEL ECONOMICAMENTE NO BRASIL, A TAXA DE JUROS É A GRANDE VILÃ.

    Já para os governos é um grande negócio, pois com uma carga tributária superior a 45%, se tributar toda a renda gerada pelo empreendimento o retorno é certo e ainda é um equipamento auto-sustentável.

  20. Para complementar:

    Velopark a família é milionária .
    Santa Luzia empresário milionário.
    ECPA um batalhador depois de 21 anos conseguiu, tomara que consiga manter.

    Se Autódromo fosse viável o Carlos Col teria uns cinco ou seis e o falecido Aurélio feliz teria construído uns dez, desculpe a discordãncia porém é o que penso.

  21. dado andrade disse:

    É sacanagem.Vcs esqueceram do Autodromo Raul Boesel em Curitiba,que não só é o melhor do Brasil ,como é administrado e muitissimo bem pela iniciativa privada.Adoro os Paulistas mas eles só olham para o proprio umbigo,daí as maldades surgem.

  22. Aonde assino, Borgo?

    Sou totalmente contra a privatização das estradas, saúde, educação, isso deve ser de graça para o público. O preço do pedágio em SP é absurdo.

    Mas tratando-se de autódromos, que uma parcela muito pequena da população usa, deve ficar nas mãos de quem tenha interesse em conservá-lo bem, que à exceção de Interlagos e outros poucos autódromos, é seria a iniciativa privada.

  23. rodrigo p. disse:

    desde que não tenha uma praça de pedágio no meio da pista cobrando 7,90 por eixo, tá ótimo ^^

  24. Com certeza. Só assim há desenvolvimento e manutenção.

  25. Fernandão disse:

    Claro, todas as privatizações foram um sucesso, em que pesem algumas maracutaias, que de resto acontecem aos montes também com a coisa pública. Mais privatizações, mais capitalismo e menos governo, governo presente e rigoroso, mas menor. É do que o Brasil precisa.

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